quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

SINTRA: JOÃO RODIL, UM INTELECTUAL DO POVO

Deu gosto assistir, na passada Sexta-feira, ao lançamento do Livro "Os Dias do Corvo", onde, com tantos pormenores de vida disfarçados, João Rodil nos quis envolver.

Ele sim foi o envolvido...a Sala do MUSA (Museu Sintra Arte) estava a transbordar de Amigos, de Amigos sinceros que têm a felicidade de conviver com a sua modéstia.

Ele um Sintrense de mérito, pela prática, pelos princípios, pela entrega a Sintra.




João Rodil, homem de Letras e de Cultura, tem a suprema virtude de ser modesto.

Modesto em tudo, nas suas manifestações, na sua entrega, na sua convivência. 

Convive-se com o João e ficamos sempre mais ricos, porque é o Intelectual dos outros.

Estava comovido o João. Estava feliz toda a sua Família. Orgulhosos os presentes.


Ao apresentar, aqui, o livro, o João perdoará não ser sobre outra cor, mas ele compreenderá que merece o destaque a vermelho, uma cor que destaca a rebeldia.

Rebeldia positiva, intensa, que o João sabe tão bem encobrir.

Ai, o que o João me fez. Fez-me recuar 30 anos em relação às histórias contadas, caminhar pelos mesmos locais, ter os mesmos cheiros das ruas de Lisboa. 

O João tocou-me cá dentro, fez-me recuar aos 14 anos, quando comecei a trabalhar.


Ao recomendar, vivamente, a leitura do seu Livro, direi que pode ser obtido em contacto pelo TLM 915225036 ou usando o endereço electrónico: rodil.joão@gmail.com .

O João merece que leiam a sua obra. 

É não só nosso como é dos Nossos.


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

SINTRA: "REINO DE NATAL" MAIS E MELHOR...

A Câmara Municipal de Sintra voltou a organizar o "Reino de Natal", este ano com mais uns passos num programa que, virado para as crianças, também interessa aos adultos.

Imagem que perdurará na memória das crianças

As crianças são levadas a um breve passeio nestes belos burros

O "Reino", pelo que vemos e sabemos, tem fins essencialmente de solidariedade.

No Palco do Parque da Liberdade, são oferecidos aos visitantes bons momentos Culturais, com Bandas Musicais, Grupos Folclóricos e de Danças e Cantares. Estas actuações mobilizam muitas populações das localidades a que pertencem.

Quando actuava a Escola de Música da Banda da União Mucifalense

É bom vermos - no Parque da Liberdade - a promoção do "vinho quente" e sentirmos o cheiro das amêndoas torrando, tão típicos do Natal e do agrado de D. Fernando II.

No Palácio Valenças, as bancas bem arrumadas do Bazar de Natal, aguardam que os visitantes apoiem as Instituições de Solidariedade sem fins lucrativos.


Frente ao Palácio Nacional de Sintra, as bancas com muito artesanato provam que em Sintra ele existe, com a dedicação de muitos artesãos. Ainda não foi este ano que o espaço se alargou a outros comércios, como ocorre lá fora em áreas de rico Património.


Bancas de artesanato frente ao Palácio Nacional de Sintra

Nestes tempos, o "Reino de Natal" ficou mais completo, começa a ter um figurino que vai mobilizando muitos visitantes. Em cada ano, muitos mais virão.

É positivo que se criem eventos destes que obrigam a maior presença de pessoas, gente que vem das diferentes freguesias e até de mais longe, pois Sintra é de todos.

Ainda não é o modelo definitivo, mas é mobilizador e incentiva o comércio local. Um dia chegarão bancas vendendo "Fofos de Belas", "Queijadas" e outras especialidades.

"Reino de Natal" ou "Mercados de Natal" são grandes eventos de Cultura Popular.

Sintra espera por todos...Sintra sabe receber.



Horários:

Frente ao Palácio Nacional de Sintra: Até ao dia 23 das 10h às 18h;

No Parque da Liberdade: Quintas e Sextas, das 8,30h às 17,30h + Sábados, Domingos e Feriados, dias 21, 22 e 23 de Dezembro, das 11h às 19 horas.



domingo, 6 de dezembro de 2015

SINTRA, UNESCO E "ANALFABETISMO" CULTURAL...

(...) e que sua paisagem cultural vai ser preservada e valorizada para usufruto e orgulho não apenas dos sintrenses, mas de todos os portugueses (...). Edite Estrela

A propósito dos 20 Anos da Paisagem Cultural, têm surgido diversas peças mais ou menos de circunstância, faltando, pela certa, ainda algumas de mais alto gabarito.

Entre as publicadas, não nos apercebemos de grandes entusiasmos para o incremento da Cultura que as riquezas Patrimoniais deveriam proporcionar aos portugueses.

Palácio de Sintra, para portugueses verem de fora. A quem pertence o Terreiro Rainha D. Amélia?

Ao lermos o texto recente do ex-presidente da Parques de Sintra, notamos - antes - a visão de quem, elevando preços...até mais limitou o acesso dos portugueses.

Disse tão Alto gestor que "O Património Cultural não foi construído para ser visitado", não clarificando para que se destinaria. Visitas selectivas ou para estudo de cientistas?

Dessas palavras, ficaram claras as razões pelas quais os jovens entre os 6 e os 17 anos não entram gratuitamente, coarctados do seu legítimo direito à Cultura.

Ajudando a desconfundir alguns seguidores, por um lado disse que a empresa (Parques de Sintra) "depende unicamente das receitas que recolhe dos visitantes", mas por outro referiu que, dos 37 milhões investidos..."só recebeu" 8 milhões de incentivos externos...

Foi de bom tom aludir que a preservação da Paisagem Cultural interessa "a todos os sintrenses, a todos os portugueses e a toda a humanidade", quando em 2012 a empresa dividiu portugueses: - Uns com direito a entradas gratuitas e outros sem tal direito.

Para português ver ao longe. Que diria D. Fernando II?

20 anos depois da elevação de Sintra a Património Mundial, a fobia da receita (dizem que estrangeiros pagam tudo...) sobrepôs-se a Cultura, pelo que nos Parques e Palácios é dolorosamente baixa a taxa de visitantes portugueses.

Unesco promove o desenvolvimento

Revemos as palavras acima destacadas de Edite Estrela. Eram esses os seus sentimentos na época e hoje certamente, mas que têm sido fortemente desvirtuados.

Há 20 anos, Nós subíamos a nossa Serra, as famílias entravam livremente nos Parques, sem grades e bilheteiras limitativas. Em 2012 as últimas portas fecharam-se.

Nos seus objectivos, a Unesco é muito clara: "Que cada criança, menino ou menina, tenha acesso a uma educação de qualidade como um direito humano fundamental e como pré-requisito para o desenvolvimento humano".

Afirma a Unesco: " Num mundo globalizado com sociedades interligadas, o diálogo intercultural é vital se queremos viver juntos, reconhecendo a nossa diversidade".

Pelo custo, são criadas barreiras que impedem o diálogo e a vida conjunta, o que contraria o espírito da Unesco para o desenvolvimento Cultural e Educacional.

A nossa história, para ver ao longe. Que diria D. Afonso Henriques?

Como se posiciona a Câmara Municipal de Sintra?

Neste quadro, sentando-se na Administração da Parques de Sintra, A autarquia - mesmo minoritária - não mostra preocupações com as restrições ao acesso Cultural.

Já será tempo da Autarquia dar os passos necessários para exigir a igualdade de direitos entre cidadãos portugueses e, também, garantir acesso gratuito pelos jovens.

Entre aparentes jogos de poder, a quem pertence, realmente, a gestão equilibrado de todo o território? À Câmara Municipal ou a uma empresa de capitais públicos?

Faz-se a pergunta pois, ao que consta, para eventos no Terreiro da Rainha D. Amélia (Largo fronteiro ao Palácio) a Câmara depende de autorização da concessionária.

Digamos mais. À luz dos princípios, Presidente e Vereadores da Câmara Municipal, se não residirem no concelho, até aos Domingos terão de pagar as suas entradas.

Temos salientado a nossa discordância com a Cultura Negativa, não excluindo que possa haver quem a louve, no esquecimento dos reflexos na iliteracia.

Somos contra as políticas de acesso por caridade ou de encostados borlismos, mas sim enquadradas nos princípios de Direitos Culturais internacionalmente previstos.

Quando soubermos decidir, teremos a sociedade culturalmente igualitária.

Só assim a Cultura será devidamente valorizada.






sábado, 5 de dezembro de 2015

ROSAS, OFERECÊ-LAS NO MÊS DO NATAL...

Não sei se te disse tudo,
Ao dar-te aquela rosa,
Vermelha, aveludada.
Perto de ti, fiquei mudo,
À volta não via nada.


Ou será que não a dei,
Dominado a olhar-te,
Como basbaque sem cura?
Confesso: Hoje não sei,
A rosa era tão pura.

Misturei-lhe amarelo,
Para lhe tirar o tom
Provocador e macio.
Ficou amor paralelo,
Sofredor por ser tardio.



Preferi envelhecê-las
Num recanto de jardim,
Para dormir descansado.
Não consigo esquecê-las,
Penso nelas, acordado.



Levanto-me, vou regá-las,
Já não sei que mais fazer,
Florescem, deitam calor.
Impossível agarrá-las:
Os picos, causam-me dor.

Rosas que dormem. Ó rosas,
Não as posso ver assim
De beleza tão singela.
Desafiam belas prosas,
Vistas da minha janela.