terça-feira, 17 de novembro de 2015

ABRUNHEIRA, ALDEIA FORA DO MAPA AUTÁRQUICO?

A 5 quilómetros do Centro Histórico de Sintra e na mesma freguesia, a Abrunheira é o maior núcleo populacional e onde se tem desenvolvido o maior Centro Empresarial do concelho, com inegáveis reflexos na economia e criação de postos de trabalho.

Mais população, mais famílias jovens e crianças com direitos ao bem estar e à segurança a que os autarcas da Freguesia e do Município terão de responder.

Salvo meritórios passos no campo Social, a Abrunheira parece ser um território postergado, onde a trituradora indiferença prejudica residentes e quantos a visitam.

Trânsito na Abrunheira: Impõe-se uma solução urgente

A principal via interior (Ruas do Forno/Humberto Delgado), apesar do limite de velocidade (40 Kms) converte-se numa pista ameaçadora de vidas, sendo infrutíferos os pedidos de lombas como as colocadas por todo o lado...menos na Abrunheira. 

Em Junho deste ano (clique por favor)  insistimos sobre a entrada da Abrunheira. Mais recentemente demos exemplos, para que os Autarcas escutem e resolvam.

A entrada na Abrunheira já era complicada - o óbice estaria na falta de espaço para uma Rotunda - quando os serviços camarários, em 2008, a complicaram mais.

Desvalorizando algumas opiniões de residentes, surgiu uma inesperada solução para disciplinar o trânsito no local...construindo-se mais estacionamentos...

Claro que o objectivo seria servir toda a população, mas redundou em benefício quase exclusivo de um estabelecimento no local, com graves repercussões no tráfego.   

Comparem-se as diferenças e se valeu a pena o dinheiro gasto pela Câmara Municipal:

Era assim em 2008, antes das obras municipais

Passou a ser assim, depois da obras municipais

Agravou-se o trânsito, desrespeita-se um sinal e as autoridades terão outras missões. 

Descargas obrigadas à via pública e passadeira de peões (disponível) para estacionar

Um sinal que pouco ou nada vale pelo quase permanente desrespeito

A vitória da confusão, com trânsito praticamente bloqueado

Sabendo-se disto, em condições normais já estaria resolvido. Não há responsáveis?

Plano de Pormenor da Abrunheira, também entra nisto?

Segundo o Plano apresentado à Discussão Pública, em vez de se ajudar a resolver os problemas de trânsito na Abrunheira, antes serão agravados pelo previsível aumento de tráfego no interior da Aldeia, interditando ligações através das vias do Plano/Sonae. 

Não iriam as filhós ao gato se, com o nome da Abrunheira, se previssem soluções integradas que, servindo a população e empresas, melhorassem a qualidade de vida.

A menos que, agora, surjam modificações sugeridas aquando da Discussão do Plano, pode pensar-se que, ou há gato, ou a Abrunheira está fora do Mapa concelhio. 

Justificaria que, antes do Plano, a placa indicativa da "Abrunheira" estivesse a poucos metros da passagem aérea pedonal e tenha sido mudada para 300 metros à frente...

Por artes desconhecidas, a placa "andou" 300 metros, quase até ao fim da Zona do Plano 

A placa "ABRUNHEIRA" estava onde se assinala com um círculo. Porque foi retirada daqui?

A suportar a teoria de que a Abrunheira está fora do Mapa Autárquico, mostramos o estado em que se encontra a Passagem pedonal. Ninguém responde pelo seu perigo.

Os carros vão passando em baixo...as pessoas andam por aqui 

Estes são apenas alguns exemplos das dificuldades de gestão de um território, tão perto…mas tão longe da Vila de Sintra, da qual faz parte como uma Aldeia Satélite.

Muito mais haverá para mostrar. Limitamo-nos a estas já que os responsáveis comuns pela gestão do território terão outras opções prioritárias e históricas onde brilhar.

De qualquer modo, desde já podemos garantir que a Abrunheira está sempre de portas abertas, pelo que não se torna necessário aviso prévio para que as abram.

E, ao serem sempre bem-vindos, a Abrunheira será metida no Mapa de Sintra.


sexta-feira, 13 de novembro de 2015

SINTRA: PROPOSTA DE (JUSTA) MEDALHA PARA GABRIELA*

Apreciando as frequentes condecorações que são atribuídas, ficamos muitas vezes a meditar a que título tais recompensas, ou que feitos relevantes são agradecidos. 

Dava pano para mangas se fôssemos dissecar alguns desses apresentados méritos.

No contexto sintrense de mérito, sacrifício e esforço, um exemplo: GABRIELA*.

De noite a noite fora de casa  

Ainda o Sol não se anuncia no horizonte e lá vai ela com o seu (ainda tão pequeno) Mateus. Ruas escuras com sombras que assustam, sem iluminação pública (em tempo de poupança as luzes apagam cedo). Os decisores ainda estão em fofas camas.

Gabriela vai apanhar a carreira das 7 horas, a 500 metros de casa. Se a perder, andará mais 500 metros para ter - na EN - outra carreira que a ligue a vários transportes.

Quando passo por ela, dou a boleia que atenua a cansativa corrida matinal.

Gabriela mora na periferia da Vila de Sintra e é educadora de infância na outra banda, lá para os lados do Seixal. Como ela diz, "os meus meninos" esperam-na às 9 horas.


Cascais, Parque Marechal Carmona (crianças brincando)

Para chegar aos "meus meninos" duas horas depois, utiliza quatro transportes, dois passes combinados que lhe custam mensalmente quase 150 euros.

Enquanto caminha apressada, autarcas e quadros responsáveis nem sequer meditam que é imperativo preocuparem-se com os utentes de transportes rodoviários em Sintra. 

No fim do dia, é o caminho inverso com o seu (ainda tão pequeno) Mateus.

Gabriela sai de casa ainda noite, vive com os "seus meninos" e volta a casa à noite.

Quatro horas em transportes públicos em cada dia (22880 horas em 20 anos, 953 dias).

Hoje lá ia ela. Apressada para apanhar a carreira, com o (ainda tão pequeno) Mateus.

Vi-a com imenso respeito e fiquei a meditar como ela merecia uma medalha. Não por ser única, mas por ser a imagem de tantas mulheres que - em Sintra - passam por isto.

Perguntei-lhe pelo Mateus: - "Em princípio nasce no dia 1 de Janeiro".  

E subiu para a carreira 446.



* - Apenas se alterou o nome. Mateus, esse, será em breve um novo vizinho.


quarta-feira, 11 de novembro de 2015

SINTRA, NOVO CENTRO DE SAÚDE NA ABRUNHEIRA-NORTE?

Parece que foi ontem, mas já decorreu um ano sobre a Discussão Pública do Plano de Pormenor da Abrunheira-Norte (PPAN) e pouco, ou nada, veio a ser conhecido publicamente sobre alterações, considerando sugestões feitas na altura.

Por vezes, assim à boca pequena, justificando naturais cautelas, escutam-se opiniões sobre o desenvolvimento do processo, sem o suporte firme que desejaríamos.

Recentemente, constou-nos que o Projecto foi concluído e será apresentado em breve.

Fala-se que, correspondendo a sugestões feitas, será construído um Centro de Saúde que garantirá assistência aos milhares de pessoas que, residindo nesta zona de Sintra, ou não têm médico de família ou se repartem pelos Centros de Sintra e da Várzea.

Problemas de circulação e acessibilidades 

Por outro lado, admitindo-se a redução da área de implantação comercial, pouco transparece sobre as medidas que ajustarão a rede viária às exigências futuras.

Diga-se que, no Plano que esteve em Discussão, a via de cintura interna na zona Sonae não dava acesso à Área Residencial associada, bem perto da Rua da Colónia.


Ponte sobre o Rio das Sesmarias (agora é Ribeira de Colaride?) onde passam dezenas de camiões

Assim, Justificam-se reservas sobre a sobrecarga de trânsito no interior da Abrunheira, quer pelo aumento de habitantes residenciais, quer pelo facto de já hoje o interior da Aldeia ser devassado por camiões que se dirigem a empresas perto da Rua da Colónia.


Dentro da Aldeia (Av. MFA/Rua Ferreira de Castro) chegam a bater na casa e no telhado

A ter em conta o facto de todo o trânsito da Abrunheira desembocar na EN 249-4, o que origina fortes problemas de tráfego. Há uns anos, a Câmara Municipal ao não considerar algumas opiniões, gastou milhares de euros...e complicou-se a circulação.


Entrada da Abrunheira (para que serve o sinal de proibição lá instalado?)

Todas estas fotos são de hoje e, pode dizer-se, muito suaves perante o que sucede.

A Câmara Municipal não poderá, em nome de um Plano, contribuir para um maior agravamento da circulação rodoviária dentro da Abrunheira, antes resolvê-la.

A expectativas

Decorrido um ano, ficam naturais expectativas sobre a evolução do Plano, considerando as necessidades de alargamento da escola, actualmente limitada na sua capacidade.

Também, por força de novas superfícies comerciais (Jumbo e Leroy Merlin), que novas soluções serão encontradas para permitir o necessário escoamento do tráfego?

Neste quadro, pelo tempo decorrido, deverá conhecer-se, com a maior brevidade, as  alterações que tenham sido feitas ao Plano original, onde se defendam os residentes. 

Certamente os mais altos responsáveis Camarários serão os primeiros a desejar soluções integradas e não que contribuam negativamente para a vida local.

São estas as nossas expectativas, ao fim de tantos anos de espera.


terça-feira, 10 de novembro de 2015

SINTRA, OS MARAVILHOSOS SINAIS DE NATAL

Com os primeiros dias de Novembro, a Natureza ainda é o que era: LIVRE.

Dita as regras, com princípios. Tem um lema: NATUREZA PARA TODOS. 

A sociedade é que cria restrições, estabelece padrões contra-natura, aceita castas que se julgam privilegiadas e desequilibram aquilo que a Natureza dá sem olhar a quem.

O que seria da Humanidade sem o doce cheiro da baunilha, o quente odor da canela, o fresco perfume do cravo ou a forte essência da rosa? Sem custos na Natureza...

A Natureza apenas nos divide por épocas...ou talvez sejamos nós a pensar nisso.

Nestes dias, descobre-se  a primeira camélia, bela e fechada, rodeada de botões.



Dois dias depois, já temos um batalhão delas, num claro desafio à alegria que sentia.


É a época de Natal que se avizinha, em que as crianças sonham acordadas.

A Natureza faz-nos pequenos, desperta-nos no tempo que corre e não devemos perder. São sinais que surgem quando o tempo refresca e o Sol vai ficando mais carinhoso.

Frente às camélias, repara-se no frondoso azevinho com cinco metros, que chama a atenção para as primeiras bolinhas vermelhas que irão para a mesa de Natal.


Do outro lado, a laranjeira dá sinais de não querer ficar para trás e mostra a sua fruta colorida, a caminho de ficar bem madura logo que o frio aperte mais um pouco.


Talvez seja uma questão de sorte. Talvez a Natureza passe por aqui como passa por todo o lado, talvez tenhamos culpa por este conjunto de manifestações silenciosas.

Para nós, interpretamos como um aviso de que o Natal vem aí, está quase à porta sem nos termos apercebido ainda da rapidez com que o tempo passa. 

Como é bom a Natureza nos dar estes sinais. Que maravilhosas ofertas.

São despertadores das nossas vidas e dos dias que se aproximam.