terça-feira, 20 de outubro de 2015

SINTRA, DOS NINHOS DISPONÍVEIS AOS GALINÁCEOS...

"DEVOLUTO" mas não é qualquer passarinho que o pode ocupar

Quem esteja atento às manifestações científicas sobre a nossa Serra, poderá apreciar a avifauna indígena, considerando desde belos cantos a recatados cacarejares.

Se é certo que, em fins de tarde, existe quem se delicie com o roncar de um pavão numa quinta virada a poente, o modesto pintassilgo alegra-nos, bem cedo, pelo seu trilar.

Por razões que ninguém esclarece, a Águia-de-Bonelli que, apesar de não ser ave de montanha fazia ninho na nossa Serra, deixou de mostrar a sua bela envergadura. 

Preferimos seguir os belos caminhos cá de baixo, feitos para pessoas simples, enquanto ao lado se nota um resmalhar de benquerenças, de fartança até chegar ao alto. 

Mata Municipal ou Parque das Merendas

Aparentemente é pouco o apreço que muitos autarcas de Sintra sentem pela Mata Municipal, também dita Parque das Merendas, que esteve fechada quase 6 anos. 

Repensando no abandono por que a mesma passou, fica-nos o receio de que qualquer facto estranho (alguma seita)  tenha contribuído para o fecho de tão belo espaço.

De tal forma isso é sentido, que apesar de múltiplas sugestões, e estando a menos de 100 metros do casco do Centro Histórico, nunca nele foi colocada uma placa a indicá-la.

Curiosamente é um espaço municipal que alguns autarcas não visitarão, mesmo ao lado de outro recentemente inaugurado e que lhes mereceu o devido destaque. 

E de que belo espaço estamos a falar.

Belo trecho, com a antiga cafetaria, as mesas para leitura e...ouriços de castanhas no chão

A fantástica beleza, disponível em qualquer hora do dia

Com cantos e recantos, frondosas árvores e rasteiras flores, a Mata Municipal tem um caminho que nos encanta atravessar para chegarmos ao portão da Estrada da Pena.

Ao meio temos a estufa, bem arranjada, devendo homenagear-se quem lá trabalha. Dentro dela, numa vida calma, temos duas famílias em completa harmonia:


É disto que gostamos, é disto que vivemos, Sintra é isto, onde todos possam sentir a natureza e a vida, com a beleza que nunca acabará por ser tão simples. 

Ao passarmos pela Mata Municipal, também dita Parque das Merendas, sentimos que estamos num ambiente de utilidade terrena, de higiene cultural.

Aquela Mata é o ninho de muitos de nós...mesmo que tombado pelas intempéries.











  



domingo, 18 de outubro de 2015

HOJE É DOMINGO: VÁ AO MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA

O tempo não está para se passear ao ar livre. Aproveite e visite um belo Museu.

O Museu Nacional de Arte Contemporânea, ali mesmo no Chiado, agora com duas áreas Culturais muito valiosas: Rua Capelo (onde era o Governo Civil) e Rua Serpa Pinto.

 Até ao dia 8 de Novembro, está em exposição a riquíssima obra de Sousa Lopes, um marco do impressionismo. Sousa Lopes esteve nas trincheiras da Grande Guerra 1914-1918, gravando para a História muitas imagens dramáticas  a que assistiu.

Sousa Lopes "Efeito de Luz"

Também como narrativa da Arte Portuguesa (Nas antigas instalações do Governo Civil) poderá apreciar obras de Vieira da Silva, Paula Rego, Júlio Pomar entre outras.

Vieira da Silva "Liberdade"

 Paula Rego "Homenagem a Dubufett"

As crianças até aos 12 anos não pagam entrada e há preços especiais para famílias.

O Museu fecha às 18 horas...ainda está a tempo...

Passe um bom Domingo.   



quinta-feira, 15 de outubro de 2015

SINTRA, PARQUES, PALÁCIOS E DIREITOS CULTURAIS

"Acredito que a Cultura, a Arte, não fazem sentido se não servirem a sociedade, e não servirem o ser humano" Palavras do Maestro Jordi Savall, Galardoado com o Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para Divulgação do Património Cultural  
Estamos em crer que ninguém terá a ousadia ou desplante de duvidar da autoridade que o catalão Maestro Jordi Savall constitui para fazer tal afirmação, entre outras.

E se na música é magistral, como Homem humilde é exemplar.

Descansem os estimados leitores porque não vamos dizer que somos amigos do Maestro. Nunca falámos com ele. Não rodopiámos à sua volta, o que seria um absurdo.

Podem encher-se páginas sobre Jordi Savall que se iniciou na música aos 6 anos num coro infantil de Igualada, na Catalunha. Para não cansar (a internet está cheia) basta clicar neste endereço electrónico e ler-se a sua interessante história de vida e de arte. 

Cultura e Arte, que deveriam servir a Sociedade

As sábias palavras de Jordi Savall justificam uns minutos de reflexão a quantos vivem tão obcecados com umbigos de outros, que ficam ofuscados, sem visões alargadas.

Ponderando sobre as palavras de Jordi Savall, cada vez achamos mais restritivos os preços e limitações fixadas para se aceder a Palácios e Parques de Sintra.

Quando jovens até aos 17 anos não entram gratuitamente nesses espaços culturais, não são servidos os direitos dos seres humanos, como bem definiu o grandioso Maestro.

Que lição dá o Maestro, pois sentindo a música como poucos, sabe ver que a Cultura e a Arte não podem depender deste ou daquele, antes devem ser acessíveis por todos.

Que vergonha para quem não entenda - ou não queira entender - a mensagem.

No caso sintrense, tarda que a Câmara Municipal, como accionista, se manifeste com propostas que ultrapassem as limitações imposta por uma empresa de capitais públicos.

Deixo-os com Jordi Savall e "Folias de España":




segunda-feira, 12 de outubro de 2015

SINTRA E O GABINETE DA UNESCO

Em nome dos interesses de Sintra, doravante só referiremos Gabinete da Unesco, a entidade constituída a pretexto de Património Mundial e Paisagem Cultural de Sintra.

Fazemo-lo ao defender a independência do Gabinete face à parceria dinamizadora, não emparedado entre arcaicos poderes ou influências, porque Sintra é só uma.

Finalmente há um Gabinete da Unesco onde se poderão reavivar esperanças.

Unesco deve exigir soluções

Os anos passam e as denúncias e alertas feitos à Câmara Municipal de Sintra pouco ou nenhuma satisfação vão tendo. A indiferença espelha-se em pleno Centro Histórico.



Duas fotos da Rua dos Arcos em pleno Centro Histórico (há anos denunciado)

Estrutura denunciada em 19.12.2014 sem solução por parte da Câmara

São problemas a resolver pela parceira Câmara, cuja urgência a Unesco deve exigir. Se assim não fosse, para que serviria a figura meramente consultiva da Unesco?

A outra parceira - Parques de Sintra -  instalou parques de estacionamento automóvel entre arvoredos numa área protegida. A Unesco só pode exigir que acabem. Ouvida?




Por outro lado, qual o campo de actuação da ARU? Actuará ou ficará à margem de eventuais obras que possam ser feitas no interior de Palácios ou seus logradouros?

Ou a Unesco será meramente informada sem se pronunciar ou impedir?

Correríamos o risco de se esbarrar em trilemas processuais se a Gabinete da Unesco se confinasse a uma entidade de que outras duas se pudessem aproveitar.

Se o Gabinete da Unesco funcionasse como se anunciou...rapidamente teria as suas costas cheias de macacos, e tudo se mantendo na mesma...em prol dos constituintes.

A forma ligeira de sacudir água do capote

O Gabinete da Unesco, parece que exigência antiga da Organização, não poderá ficar sujeito às entidades que, talvez não felizes como fazem transparecer, o criaram.

São muitas as preocupações de quem vive a realidade sintrense e da nossa Serra sem sofismas, pelo que o Gabinete da Unesco terá um papel relevante no nosso futuro.

Tal como referíamos no início, só um Gabinete da Unesco, virado com todo o empenho para a análise independente do que se tem e está a passar, interessará a Sintra.

Não poderá ser uma mera e dependente instituição para onde sejam encaminhadas as águas que se queiram sacudir do capote.

Curiosamente, o Gabinete da Unesco foi instalado num local onde as situações problemáticas entram pelos olhos dentro, quase ofuscando.

De lá, até se pode ver o monstruoso painel que embeleza o local há vários anos.


Em plena zona de Património Mundial. Assim há anos.
  
Terá sido por acaso?