sexta-feira, 10 de julho de 2015

SINTRA: Senhores autarcas...despertem por favor...

Senhores Autarcas da 
Câmara Municipal e União de Freguesias de Sintra

É difícil saber se V.Exas., cujos nome evitamos aqui citar, sabem onde fica a Rua Maria Eugénia Reis Ferreira Navarro, no Centro Histórico de Sintra.

Por certo, por razões culturais, conhecerão sim a EN375, assim facilitando a resposta ao problema...atribuindo as responsabilidades a outrem por ser Estrada Nacional.

Por favor liguem o Vosso GPS nas seguintes coordenadas:

38° 47' 43.783" N     9° 23' 32.847" W 



Esta é a Rua, perdão, Estrada Nacional, com maior carga de tráfego no Centro Histórico de Sintra, insiste-se Centro Histórico de Sintra, pois dá acesso à Serra e a Lisboa.

Será que nenhum de V. Exas., com responsabilidades bem definidas para o prestígio e manutenção da qualidade de vida no concelho, ainda não se apercebeu disto?

Sintra não merece disto...


quarta-feira, 8 de julho de 2015

SINTRA: QUE QUALIDADE DE VIDA?

Nas comemorações do Dia do Município, o Presidente da Câmara abordou, com um ou dois flashes,  a qualidade de vida no concelho, ficando no ar alguma curiosidade. 

Nesta sociedade em que vivemos, extrapolarmos alusões à sua qualidade é um caso sério, tantos são os factores a ter em conta e determinantes para as condições de vida.

Para avaliarmos, é preciso vestirmos as diversas peles, já que a boa qualidade para uns pode não corresponder da mesma forma para outros. Damos exemplos:



Viver-se assim num Centro Histórico é boa qualidade de vida ou má de quem devia resolver? 

A visão comum, servindo autarcas e munícipes, só será realidade se ambos pisarem os mesmos terrenos, evitando riscos de ilusões por conclusões pré-formatadas.

Como valorizar assimetrias no concelho de Sintra?

Num concelho tão heterogéneo, é melindroso tentar avaliar-se a qualidade de vida, a menos que os inquiridores se contextualizem segundo regras indicadas.

Uma pergunta nuclear: "Conhece a sede do Concelho"? Logo aqui, em virtude das deslocações pendulares, pelo menos no Cacém haverá uma fronteira por derrubar.

Nos cuidados de saúde primária e hospitalar, que padrões de igualdade existem entre os que residem a Norte, Sul e Poente do território e os que vivem na Zona Nascente?

E a população escolar? A bitola das prestações alimentares, desportivas e educativas é igual em todos os Agrupamentos? Do Ramalhão a Casal de Cambra?

De que estruturas desportivas e culturais dispõem os munícipes e como elas se repartem pelo território. Quais as facilidades e dificuldades nos seus acessos?

A vida é limitada pelos transportes públicos, maus nas necessidades do território para cá do Cacém e melhores para lá, envoltos nas Coroas da Área Metropolitana de Lisboa.

Que qualidade de vida terão tantos que, em cada sentido, gastam mais de hora e meia para chegarem aos seus postos de trabalho ou regressarem a casa?

O direito à Cultura, com trancas nas entradas...

Como avaliar o acesso à Cultura se uma empresa de capitais públicos, gestora quase omnipotente de espaços históricos, inibe a entrada gratuita a jovens até aos 17 anos?

Praticamente, a empresa Parques de Sintra-Monte da Lua fechou a serra - a nossa serra - ao usufruto colectivo, a um património que é nosso. 
  
Que qualidade? E onde?

Não será possível padronizar a qualidade de vida no concelho pela Volta do Duche (todos os dias varrida) ou pelas zonas verdes e jardins à volta do Centro Histórico. 

Bastará caminhar-se um ou dois quilómetros e as perspectivas de qualidade ambiental e residencial começam logo a comprometer-se a uma cadência assustadora. 

Os lixos, o abandono, o desrespeito pelas obrigações assumidas pelo poder local, nitidamente em confronto com o chamado democrático, espelham os autarcas.

As autoridades, com muito pessoal Volta do Duche acima e Largo do Palácio de Sintra abaixo, raras vezes surgem fora daí, com reflexos...na falta de segurança periférica.

Existirá uma Zona de Conforto?

É indesmentível que há. Dela nos preocupamos - gostamos de a mostrar a visitantes - mas é uma imagem contraditória a muito do que se passa na maior parte do concelho.

E em nome da equidade entre munícipes, os autarcas não podem olvidar que o grosso das receitas municipais provém de impostos gerados no restante território (IMI e IRS).

Neste quadro, será mais importante a resolução dos problemas, antes de se dar estampa a resultados estatísticos saídos de médias que misturam os factores.

Para se evitar que 10 ou 15% da população total do concelho com melhor qualidade de vida sirva de bitola para atenuar as carências dos outros 85%.


Nota: A este propósito, pode dizer-se que, entrando nos concelhos vizinhos de Oeiras e Cascais, temos uma visão alargada do que melhora em qualidade de vida. É uma pena que assim seja.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

"SR. GELADO", HERDEIRO DA GELADARIA "ROMA" NA JOÃO XXI

Lembrar os gelados da Av. João XXI, em Lisboa

Com o calor a recomeçar, não resistimos a recordar outros tempos em que ir a uma geladaria era um hábito, uma tradição de namorados e de famílias.

Quantos se lembrarão da esplanada da fábrica de gelados "Sibéria", no Arco do Cego, frente à escola Lusitânia Feminina e passagem de tantas alunas do Filipa?

A "Sibéria", depois de comprada pela Olá, foi perdendo aquela mística que nos levava a comer uma boa cassata...sentados na agradável esplanada. 

Nessa época, destacava-se outra geladaria na Av. João XXI, salvo erro a "Pinguim" e mais tarde "Roma", onde os gelados nos desafiavam...a belos e agradáveis momentos.

Subia-se a Guerra Junqueiro até à Mexicana, passava-se a Praça de Londres e era logo na geladaria da João XXI, que obrigatoriamente se comia um gelado. 

Outras vezes, à saída do cinema Londres, as pernas já conheciam o caminho...

Para lá do hábito, era o desejo, a qualidade dos gelados, o sabor de uma época.

Hoje, com prazer, convido-os a recuperar ou apreciar os antigos sabores.

No CascaisShopping, um bonito e estilizado carrinho do Sr. Gelado, leva-nos a essa viagem de recordações, ao apaladar de algo que nos faltava recordar. 

Gelados feitos à moda antiga

São as mesmas receitas passadas de geração para geração, de avô para neto, que hoje nos permitem fechar os olhos e, entre dois pedaços de gelado, sonharmos.

Quantos momentos belos da nossa vida passámos nas mesas daquela geladaria que um dia fechou? Quantos Verões ali passeámos na nossa juventude?

Ao recordarmos os sabores dos gelados de antigamente, podemos oferecer às nossas crianças um gelado totalmente diferente daqueles a que se habituaram.

Deliciados, olhamos o carro a pedais que percorria as ruas, vemos a espátula que raspando o gelado enche o copo ou o cone, só falta o pregão "gelado fresquinho".

Talvez lá nos encontremos desafiando memórias de outros tempos...com sabores.

Fica o convite.

Bom fim de semana.

terça-feira, 30 de junho de 2015

SINTRA, PCP PROPÕE CRIAÇÃO DE FREGUESIAS

No passado dia 22 deste mês, a Assembleia Municipal de Sintra decidiu emitir Parecer favorável a vários Projectos de Lei da iniciativa do Grupo Parlamentar do PCP, tendentes à criação de 7 (sete) freguesias em Sintra, facto digno de registo.
Em termos práticos, é a recuperação do quadro anterior, com uma omissão que preocupa: - No vasto leque de propostas - agora tardias e em final de Legislatura - não se envolvem as antigas freguesias metidas na dita União de Freguesias de Sintra.

Embora durante esta legislatura (ou mandato autárquico) poucas acções se conheçam no âmbito da UFS, não se podem olvidar os vários problemas que atingem a sua população, suficientemente justificativos de se (re)ponderarem as anteriores freguesias.

Por isso, é de prever que o PCP apresente em breve Projectos específicos, já que nenhuma das freguesias agora em (re)criação passou com tanta gravidade pelo negativismo resultante da Lei que extinguiu S. Pedro, S. Martinho e Santa Maria.

De facto, o território mastodôntico que se juntou numa União de Freguesias, realçou as incapacidades dos anteriores (e agora mesmos) autarcas, tornando os residentes mais vítimas, com novos problemas a acrescentar àqueles que já tinham.


Espelho que espelha...há quantos meses assim?

A tão frequente imagem de falta de higiene e manutenção do espaço público

Daí que, face à gravidade da forma como se vive na dita UFS, se admita não ter existido indiferença do PCP, antes a perspectiva de uma proposta mais completa.

Esperemos que, antes das eleições, surja um projecto adequado à realidade das áreas das antigas freguesias, nomeadamente a reformulação do território rural e urbano externo ao burgo de S. Pedro, justificativo de estrutura própria mais adequada.

Aguardemos, já que estamos em clima pré-eleitoral...

Votar para a criação de freguesias depois do voto pela extinção

Ao que julgamos saber (não estivemos presente na Sessão de AM), autarcas que estiveram na primeira linha de apoio à Lei da Extinção de Freguesias votaram agora a favor das propostas para a criação de Freguesias...

Risco de lucubrações oportunistas

O surgir da iniciativa do Grupo Parlamentar do PCP, através da Comissão da AR respectiva, justificará um esclarecimento público sobre a ausência de um proposta que envolva a União de Freguesias de Sintra. 

Isto para que, sob risco de má e injusta interpretação da aparente omissão...

os responsáveis pela situação em que se vive na União de Freguesias de Sintra não venham a ter lucubrações de que a ausência de Projectos para a sua Área se deve a uma gestão correcta, merecedora do maior crédito por parte do PCP. 

Separar as águas exigirá, certamente, a devida clarificação.

É os que munícipes e residentes podem esperar.