segunda-feira, 29 de junho de 2015

SINTRA: DIA DO MUNICÍPIO COM "RETALHOS" DE ESPERANÇA

Nas tradicionais comemorações do Dia do Município, houve momentos de muito agrado nos Paços do Concelho, com a Banda da Sociedade Filarmónica União Assaforense, o içar das bandeiras e a intervenção do Presidente da Câmara.

Cerimónia do içar das Bandeiras 

Como habitualmente, desde que é Presidente, Basílio Horta cumprimentou todos os elementos da Banda, representantes de organizações populares, autarcas e autoridades, bem como a maior parte do público que assistiu à cerimónia.

Período de cumprimentos

Antes da cerimónia, foi assinado um Protocolo com a Banca sobre a Tratolixo, empresa detida pela AMTRES - Associação de Municípios de Cascais, Mafra, Oeiras e Sintra.

Ficou a saber-se do elevado custo com o tratamento dos resíduos urbanos (58 euros por tonelada) o que exigirá medidas para a sua redução. 

Passamos, com o discurso, a saber de compromissos futuros dos munícipes.

Os investimentos feitos na Tratolixo são superiores a 170 milhões de euros, cabendo a Sintra cerca de 70 milhões, sendo a dívida renegociada com um plano de amortização a 30 anos e juros de 1,25%. Será observado um período de carência de 10 anos.

Pela história da Tratolixo, poderemos considerar que, pelo menos parte dos investimentos, corresponderão a dívidas, porque foram aplicados em despesas correntes.

Em 10 de Janeiro de 2013, a Tratolixo pediu ao Tribunal de Comércio de Lisboa um Plano Especial de Revitalização (PER) antes que "algum credor pedisse a insolvência".  

Também se soube que, amanhã, será liquidada a dívida herdada do anterior Executivo Municipal ligada com o Pólis do Cacém (28 milhões de euros).

Quanto ao desemprego, apesar de ligeira baixa, o optimismo não foi tão expresso.

Uma coisa é certa: os munícipes - aqueles que cá pagam os seus impostos - beneficiaram do alargamento do prazo para pagamento de uma dívida que terão de pagar.

Neste cenário, em que o pagamento é retalhado para quem cá esteja nos próximos 40 anos, será exigível uma gestão rigorosa dos dinheiros públicos e investimentos.

Em tese, para prevenirmos o futuro, é bom termos os pés bem assentes na terra, em vez de os termos maiores do que a medida dos sapatos.

O que hoje disse o Presidente da Câmara é um sério aviso a aventuras. 



sábado, 27 de junho de 2015

SINTRA, UMA BOA NOTÍCIA...UMA MÁ IMAGEM

Ao longo do tempo, por várias vezes, chamámos a atenção para a anormalidade que era a existência de contentores de lixo junto à Igreja de S. Martinho, no centro da Vila.

Notámos que era em pleno Centro Histórico, ainda por cima onde os visitantes (que devemos considerar e saber receber) aguardam pelo transporte para a Serra. 

Hoje, podemos dar - com satisfação - a notícia de que não há contentores nem lixo acumulado no local, facto que merece destaque e deve ser saudado. 

Mas...

Esperemos que não tenha sido para dar lugar ao que a nova imagem oferece:

Já sem contentores

Certamente, a exemplo do que tem sido colocado noutros locais, poderão ser colocadas protecções que previnam imagens de outro tipo: não de lixo comum mas de carros.

A menos que carros no Centro Histórico acabe por ser um gosto obsessivo.

No caso, anteontem, os utentes de transportes tinham de esperar em plena via. 


quinta-feira, 25 de junho de 2015

SINTRA: PROBLEMA DE TRÂNSITO QUE EXIGE SER CORRIGIDO

Entrar e sair da Abrunheira - aldeia incluída na matriz da Vila de Sintra - é, praticamente, pelo entroncamento da Rua do Movimento das Forças Armadas com a EN 249-4. 

Há uns anos, quando na Junta estava o mesmo autarca que depois se ajustou à sua extinção, era mostrado - com entusiasmo - o projecto que resolveria o trânsito no local. 

Entrada da Abrunheira antes da "solução" encontrada para o trânsito (cerca de 30x40 mts)

Claro que, quem conhecia o que lá se passava, apresentou sérias reservas ao projecto saído do relacionamento institucional com o Departamento de Obras Municipais.

Assim ficou a obra nova, sem uma única solução até para transportes públicos

Sugeriu-se uma rotunda, que ajudaria à operacionalidade dos transportes públicos, mas dinamizaram-se estacionamentos, praticamente para apoio logístico a uma padaria existente no local, solução que ajudou a maior concentração de viaturas...

"Cargas e Descargas" têm espaço reservado...quase sempre ocupado por viaturas cujos ocupantes - não os levando até ao balcão da padaria - os estacionam sem respeito.

Da própria sinaléctica...nem as autoridades se terão apercebido da sua existência.


Só problemas de visão ou desrespeito "contribuirão" para estacionamento no local

Na altura - há sempre uma altura - dizia um responsável que faltava espaço para uma rotunda e só com cedência por parte de um stand de automóveis seria possível.

Câmara gastou milhares de euros...para complicar

A partir de tão estranha obra, que até entusiasmava o autarca da anterior freguesia extinta, tudo se complicou no local com frequentes contornos de loucura rodoviária.

Apenas daremos dois exemplos da nova (desajustada) solução, que acabou por concentrar mais viaturas no local, com agravamento nas entradas e saídas.



Rotunda feita na Av. Pedro Álvares Cabral

Vejamos como era o entroncamento da Av. Pedro Álvares Cabral (liga Albarraque à Rotunda do Autódromo) com a Rua Pé do Mouro (dá acesso aos armazéns LIDL). 

Praticamente com 30x30 metros, neste espaço fez-se uma rotunda 

Num espaço mais pequeno a Câmara resolveu com uma rotunda o grave problema que existia no local, agora até com a paragem para transportes públicos.

Curiosamente, o cubo até ostenta as letras LIDL

Não sendo crível que o Departamento de Obras da CMS tenha dois pesos e duas medidas, admitimos que tenham acabados os condicionalismos aplicados na Abrunheira.

Dessa forma, apela-se a que os serviços municipais responsáveis e a sua Vereação, sejam sensíveis a que a entrada na Abrunheira seja definitivamente resolvida.

Para facilitar entradas e saídas e adequar as paragens de transportes públicos.


domingo, 14 de junho de 2015

SINTRA: PLANO DE PORMENOR DA ABRUNHEIRA E "LOGÍSTICA"

É bom definir bem as palavras...

Aquando da Discussão Pública, no PPAN (Plano de Pormenor da Abrunheira-Norte), constavam diversos edifícios, alguns com 9 metros de fachada e que ocupariam uma área próxima dos 26.136 m2, cuja utilização apenas referia "Serviços/Logística".

Ao mesmo tempo, pelo que era e é dito pelo Presidente da Câmara, uma das suas preocupações prende-se com a concretização de mais postos de trabalho.

Ora, a propósito de Logística, para não sermos apanhados de surpresa, mostramos dois exemplos da dita, recentemente visíveis em Sintra e que obrigam a meditar.

Porque agora, com qualquer plano, o mais fácil é referir "Logística", silenciando quem quer saber e beneficiando da indefinição concreta do que será feito.

Clique por favor

Robô não desconta para o Fundo das Reformas

Como se poderá apreciar pelo vídeo acima, o incansável robô não tem unhas a medir para substituir os trabalhadores que, antes, existiam no local. 

Um posto de trabalho que eliminou alguns outros, com a particularidade de não pagar IRS, TSU e, provavelmente, estar isento de derrama e de IMI. Logística de ponta...

Temos outro exemplo:

Toda a gente perguntava sobre o que seria isto. Um "lego" dizia António Bento, autor da foto

Outra perspectiva do mesmo "lego"

Resultado final: Exemplar de rara "beleza", saudável, sem correntes de ar, robotizado  

Quais os pressupostos da aprovação deste monstro? 

"Emprego" para robô?  

A menos de 100 metros da área do PPAN, foi construída há meses esta beleza arquitectónica, que a Câmara talvez tenha aprovado na convicção de que seriam criados mais uns tantos postos de trabalho.

Robô não tem desemprego. Não entra nas estatísticas de postos de trabalho.

Consta que lá dentro tudo é robotizado, que os robôs não precisam de janelas, que não fumam, não têm vícios e, nem pagam IMI nem IRS. Tudo Logística limpa...

Estamos em crer que não é esta a filosofia do Presidente da Câmara para se alcançarem mais postos de trabalho. Que suporte teve esta construção para ser aprovada?

Portanto, meditemos. Que Logística prevê a SONAE nos edifícios do PPAN?

Claro que se exige a definição clara e rigorosa das ocupações e utilização dos edifícios que venham a ser licenciados na área do Plano. 

À cautela...