segunda-feira, 8 de junho de 2015

SINTRA: POSTO DE TURISMO NA ESTAÇÃO DA CP?

O problema já por aqui foi abordado, mas agora em que o grande fluxo de turistas se vai sentir mais, a situação descrita não pode manter-se. 

Imagine-se que chega a Sintra de comboio. A partir de 14 de Junho com a probabilidade de transbordos nalgumas estações, descendo e subindo para mudar de plataforma.

Chega a Sintra pelas 12,30 horas e o que deveria ser um Posto de Turismo operacional, onde passam - segundo dizem - mais de um milhão de pessoas por ano, está fechado.

Letras em cor pink, avisam: - "Todos os dias:"- "Every Day from:" - "10:00h-18:00h". Mas o que está escrito a pink, omite que está fechado - no mínimo - das 12,15h às 14,30h.


Ao lado, confundindo os visitantes, um cartaz indica dois postos de informação turística (um em cada ponta), obrigando à deslocação ao Centro Histórico. 


A foto acima, obtida no passado dia 28 de Maio, às 13:06h, espelha a desolação que se apossou dos turistas acabado de chegar a um destino com auréola de Lord Byron...

De súbito, serão envolvidos por um número indeterminado de vendedores de programas, nenhum deles credenciado, que por ali se encostam entre as chegadas.

Para um destino turístico de excelência a imagem de romantismo não está má

Felizmente, ainda existem funcionários da bilheteira da CP que estão sempre disponíveis para ajudar os visitantes, prestando-lhes as mais variadas informações. 

Uma má herança para o Turismo de Sintra

A actual situação resulta do Protocolo que o anterior Presidente camarário estabeleceu em 2009 com a Associação Turismo de Lisboa, uma parceria que contaria com as contrapartidas anuais do Casino Estoril para financiamento de actividades de promoção.

No acto, o antigo Presidente destacaria a "necessidade de um plano estratégico do turismo que deve ser associado com a ATL, para que a qualidade da oferta de Sintra (hoteleira e cultural) seja cada vez mais rica". Seis anos depois, vê-se... 

Depois do Protocolo, os funcionários da Câmara que, com competência, atendiam os turistas nos Postos da Vila e da Estação da CP, cederam as suas funções à nova entidade que, com pessoas de fora, iria divulgar a "capital do Romantismo".

O resultado está à vista, e a Câmara não o pode desconhecer.

A Câmara precisa de o resolver, para bem do Turismo de Sintra.


domingo, 7 de junho de 2015

SINTRA: FLORES NO CRUZEIRO DE SANTA EUFÉMIA

Em Santa Eufémia é sempre maravilhosa a paisagem que podemos ter (*).

Cruzeiro de grandes dimensões que domina a paisagem

No entanto, hoje julgamos ser de prestar uma homenagem. Junto ao Cruzeiro, pessoa anónima coloca frequentemente flores, gesto muito nobre que deve ser destacado.




Quem coloca estas flores fá-lo tão discretamente, tão longe de se mostrar, que vemos flores viçosas sem nos apercebermos de alguém por perto.

São pessoas assim que merecem a nossa admiração e, quem quer que seja, receba o meu agradecimento pelo gesto e pelo exemplo. Pela forma tão discreta como procede.

Que bela missão desempenha esta Pessoa, com P grande.

Obrigado.



(*) - Excepto ver o Palácio Nacional da Pena, praticamente tapado por um enorme eucalipto que vai crescendo e o tapa cada vez mais. Há anos que tem havido pedidos para o corte de ramagens (pelo menos). Promessa de sim. Nada feito nesse sentido.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

SINTRA: PARQUE DAS MERENDAS, 10 ANOS DEPOIS


Perfazem-se hoje 10 anos sobre a (re)inauguração do Parque das Merendas/Mata Municipal, um tão belo espaço mas pouco divulgado para ser visitado.

Em pleno Centro Histórico de Sintra, fácil de se chegar mas tão longe de ser lembrado, nele se podem passar indispensáveis convívios familiares ou silenciosas meditações.

Às 11,52 horas do dia 5 de Junho de 2005 a Vereadora Guadalupe Gonçalves, ao lado do Presidente da Junta de S. Martinho, Adriano Filipe, fazia a sua intervenção.


Seguiu-se a festa popular, muitos visitantes, alegria de todos pela reabertura de um espaço público que esteve fechado ao público durante seis anos. 

As folhas e outros resíduos acumulados durante anos atingiram - nalguns casos - a altura das mesas do parque. Foi uma equipa de muitos trabalhadores esforçados, sob orientação do Eng. Infante, que fez o Parque voltar à sua função de nos receber.  


Apesar de muitas insistências da nossa parte para que o Parque esteja devidamente assinalado no Centro Histórico, não tem merecido muita atenção. 

Aqui se recomenda que nas visitas a Sintra não deixe de passear na Mata Municipal (a entrada é gratuita) pois a Câmara Municipal terá todo o gosto em que o faça. 

No Centro Histórico suba a Rua das Padarias ou junto à Fonte da Pipa

Estão garantidos momentos bem passados, convivendo também com a natureza.

Uma merenda, um livro, um termo com café ou chá, serão o complemento da passagem deliciosa por um espaço com a música do canto de aves à sua volta. 



quarta-feira, 3 de junho de 2015

SINTRA: AINDA A DEVASSA DO ADRO DE SANTA EUFÉMIA

Interior da Ermida de Santa Eufémia em 1.5.2006

Esperamos que a agressão ambiental feita em Santa Eufémia não venha a justificar mais elementos face a pseudo desmentidos subtis e de português confuso.

Temos dois privilégios: 1) conhecemos o local há dezenas de anos e não por lá ir para umas sardinhadas no pão. 2) não estamos enfeudados a nada nem a ninguém.

Fosse vivo o saudoso Padre Lencastre e isto não se teria passado em Santa Eufémia.

Até 2009, NÃO existia qualquer ligação para viaturas entre o Adro da Ermida de Santa Eufémia e a Pousada Florestal, depois dedicada à Juventude.

 um caminho pedonal, típico de serra, com fortes raízes de árvores que a chuva esventrava e serviam de degraus, nos deixava chegar ao pé do muro lá em baixo.

Acesso ao Adro era impedido


Entre estes dois pilares existia uma corrente (com placa ao meio) proibindo a entrada de carros

Desenterrámos parcialmente o pilarete para mostrar a argola

Antes de se chegar ao Adro (Santuário não será o mais correcto) uma corrente de lado a lado impedia a entrada. Os carros invertiam a marcha no pequeno largo existente, voltando a descer-se a Rua de Santa Eufémia.

Neste pequeno largo se fazia a inversão da marcha...voltando a descer

Era esta a maravilha de uma área protegida, inserida no Parque Natural. 

Como se fazia o acesso à Pousada

O acesso de carros à Pousada fazia-se pelo caminho de baixo (dois sentidos). A partir de 28 de Junho de 1995 passou a chamar-se de Rua Miguel Torga (tão desadequada ao prestígio do médico e poeta) embora não existissem lá casas ou residentes.

A R. Miguel Torga inicia-se em frente a uma das antigas casas dos guardas florestais.  

Em 2009, para circulação de viaturas até ao largo da Pousada (tem um portão de acesso à Parques de Sintra - Monte da Lua) foi rasgada - e betonizada - uma via, com sinais de trânsito sem aprovação oficial, deduzindo-se que a CM de Sintra foi alheia.


Como se pode ver, os sinais não estão legalizados nem registados pela CMSintra

O que foi feito, parece mais configurar uma arrogância de poder, já que na Rua Miguel Torga havia duas soluções possíveis: ligeiro alargamento em certas zonas ou colocação de sinais luminosos com aberturas alternadas.  

A cada vez maior devassa do Adro 

A partir da abertura da referida via, pavimentada a betão (estranha-se a compreensão militante pela impermeabilização do solo e cortes verificados) é verdadeiramente chocante o número de viaturas que atravessam o Adro para aceder à PS-ML. 


Um "natural" e contínuo atravessamento do Adro

Certamente haverá quem goste. Haverá quem goste (saberá porquê) de se mostrar na defesa militante dos responsáveis por tão graves alterações. 

Insiste-se num ponto: - O único (e mau) caminho pré existente era-o apenas pedonal.

Pela nossa parte, pouco adeptos de servis adulterações, julgamos ter encerrado esta parte da história, sem a pretensão de sermos pseudo-historiadores. 


Nota, em tempo:



Pelo que é agora visível, começaram as obras de recuperação das edificações cobertas. Finalmente, depois de três anos com a responsabilidade oficial, era tempo.

O que será feito aos edifícios destelhados? Aguardemos um porta-voz.