Um vulgar visitante, munícipe ou não, certamente perguntará a quem compete a manutenção do Parque da Liberdade, a Sala de Recepção de quem visita Sintra.
A curiosidade resultará do facto de, caminhando em tão belo espaço mas fora das vias principais, surgirem abandonos e desleixos inadmissíveis ao prestígio do local.
O nome do Parque, só por si, implica cuidados. E os responsáveis, pela certa, amantes do nome e de parques, deviam estar atentos. Porque existirão faltas de cuidado?
O nome do Parque, só por si, implica cuidados. E os responsáveis, pela certa, amantes do nome e de parques, deviam estar atentos. Porque existirão faltas de cuidado?
Vamos pela opinião mais suave: - Os responsáveis não conhecem o Parque.
Na semana passada, duas senhoras holandesas perguntavam-nos o que era aquele espaço (jardim no pavilhão do Japão) com plantas tão bonitas mas abandonadas.
Arriscámos "aqui houve um court de ténis". "Da geminação com a cidade de Omura (21.8.1997) passou a Pavilhão e Jardim do Japão". "Está em recuperação"...
Na semana passada, duas senhoras holandesas perguntavam-nos o que era aquele espaço (jardim no pavilhão do Japão) com plantas tão bonitas mas abandonadas.
Arriscámos "aqui houve um court de ténis". "Da geminação com a cidade de Omura (21.8.1997) passou a Pavilhão e Jardim do Japão". "Está em recuperação"...
Nesse dia (13 de Abril) eram estas as imagens oferecidas a visitantes do parque e que há longos meses assim tem estado, até anteontem:
Na passada segunda-feira o espaço foi limpo da lã de vidro que pendia e do chão (ficou a lanterna)
Também as ervas exteriores foram cortadas
Garantidamente o acordo com Omura ainda vincula as partes, pelo que nada justifica o estado a que chegou no anterior Executivo.
Os nossos amigos de Omura não são merecedores de tal desconsideração.
Chocantes percursos
Em vésperas do 25 de Abril, quem subir ao alto do Parque ou entrar pelo portão de cima, talvez consiga ver, num local semi-escondido, a escultura de Linda de Sousa para homenagear Carolina Beatriz Ângelo, no Dia da Mulher de 2015.
Será que os responsáveis, perante o destaque que a 1.ª Mulher a votar no nosso País merecia, se sentem realizados com a homenagem naquele quase esconderijo?
Perto, sobre um tanque seco (não se investiga quem terá desviado a água?) a lápide suja impede a leitura de um poema de Nunes Claro. Em frente...um monte de lixo.
Só pelo tacto conseguimos ler o Poema:
"QUEM QUER QUE SEJAS TU QUE NESTE ABRIGO
VIESTE EM HORA MANSA HOJE PARAR
FELIZ VENS ENCONTRAR AQUI CONTIGO
OS TESOUROS QUE ANDASTE A PROCURAR.
VENS ENCONTRAR SOB O SILÊNCIO AMIGO
A PAZ DO OUVIDO E A GLÓRIA DO OLHAR,
E ATÉ QUEM SABE? AQUELE BEIJO ANTIGO
QUE HÁ MUITO TEMPO NÃO SABIAS DAR.
VENS ENCONTRAR (E TARDE NÃO IMPORTA)
UM BEM QUE NÃO PASSOU DA TUA PORTA
UM GRANDE AMOR NEM TU SOUBESTE A QUEM
E VENS (TANTA RIQUEZA EM TODA A PARTE!)
VENS A TI MESMO ATÓNITO ENCONTRAR-TE
ÉS UM POETA E NUNCA O VISTE BEM.
Abril de 1948 Nunes Claro
Com que tristeza nos deparamos com estas situações, que não obrigam a concursos internacionais, nem elevado dispêndio, apenas competência e responsabilização.
Se há projectos em curso para as recuperações devidas, talvez umas vedações ou avisos ajudariam os visitantes a não se desiludirem com o que lhes é dado ver.
Sintra, Nunes Claro, Munícipes e outros Visitantes não mereciam isto...
(*)Nunes Claro, nasceu em Lisboa no dia 20 de Abril de 1878 (passaram 137 anos sobre o seu nascimento) e faleceu em Sintra a 4 de Maio de 1949. Médico Ilustre, participou na I Guerra Mundial, prestando serviço no Hospital Militar de Hendaye.
Nota: Em tempos sugerimos à Câmara Municipal a colocação de uma rede sobre a vedação do lago, onde há diversas aves residentes que precisam de ser alimentadas.
Acontece que, colocada comida para as aves residentes, logo bandos de pombos descem das árvores (onde estão à espera) atacando as aves e comendo eles.
Ficam as aves sem alimento e a Câmara...alimenta pombos...
Um problema fácil de resolver
Na altura foi argumentado com os custos...que a rede implicaria. Que coisa...



