sábado, 28 de fevereiro de 2015

SINTRA: FONTANÁRIOS E INTERESSE MUNICIPAL

Neste fim-de-semana, em que não se realiza a feira de S. Pedro, deixa-se um convite para visitar - com calma - algumas preciosidades na zona, começando pela Fonte da Sabuga, que pertencia à freguesia de S. Martinho, extinta para vergonha de uns tantos. 

Embora já não apresente a beleza da altura em que foi recuperada, a Fonte da Sabuga (1757) merece que a família se sente, bebendo água fresca e cristalina vinda da Serra.

Imagem de 29 de Junho de 2005 (data de reinauguração) . Era Vereadora Guadalupe Gonçalves.

Pormenores ridículos do Poder Local...

Decorria o ano da Graça de 2001, quando resolvemos fotografar as ruínas de um fontanário histórico - Fonte da Charneca - à beira da antiga Estrada de Sintra.
Pelas fotos pode avaliar-se do estado de abandono a que a Fonte da Charneca chegou 

Fomos a uma Assembleia Municipal, lamentámos "a falta de consideração pelo bom nome do Senhor Dr. José Diniz de Oliveira"...facto que apanhou de surpresa os presentes. Não sabemos se terão julgado tratar-se de algum novo político ou militante...

Na verdade, tão "desconhecida figura", tinha sido Presidente do Senado de Sintra e no seu mandato mandada construir a Fonte, em honra de D. Maria I e D. Pedro III...

A Fonte (datada de 1781) merece ser apreciada. Localiza-se muito perto do Decathlon de Sintra. Felizmente é guardada por pessoas de uma venda de madeiras e batatas.

A beleza da Fonte da Charneca e a sua cuba, de grandes dimensões, em pedra Lioz 

A História aqui lembrada 

O Brasão da Rainha D. Maria I

Para quando este Património ser protegido pelo seu valor Municipal?

Outros patrimónios da antiga freguesia de S. Pedro

Para vergonha de alguns, traírem a freguesia de S. Pedro e estarem ao lado da sua extinção, não acabou com a sua história. Parece que agora se colam a ela...

Mostramos mais duas interessantes fontes, uma em Manique de Cima, recuperada e bem bonita por sinal, facto que justifica uma visita à zona rural da freguesia.

Manique de Cima 

Na zona rural, ao abandono, temos mais uma fonte, também bem bonita, na Abrunheira:

Abrunheira

Pode passar por esta parte do antigo território de S. Pedro, aproveitar para um excelente almoço no restaurante "O Trilho" e visitar, ainda, o Largo de Santo António.

Se regressar ao burgo de S. Pedro, aproveite e tire umas fotos na Fonte à beira da estrada e junto à Praça D. Fernando II. É sempre motivo de bom gosto. 



Esperamos que passe um bom fim-de-semana. 









   

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

SINTRA: CABO DA ROCA, O FAROL E A IMAGEM

Imagem actual, verdadeira, do Farol do Cabo da Roca. Encobri-la é MENTIR

Compreensivelmente, no site da Câmara Municipal de Sintra devem ser exibidas imagens sintrenses, mostrando a beleza paisagística e o património histórico.

Para isso, talvez até bem pago, haverá um banco de imagens que, com escolhas acertadas, espalhará Sintra pelo mundo, num desafio a sonhos e desejos de a visitar.


Cabo da Roca, a "arte" de se destruir uma paisagem. E os cúmplices?

Por princípio, há regras mínimas a observar. Uma delas é não omitir a realidade, mostrar a verdade, mesmo que se sofra com as agressões levadas a cabo.

Em tempos, na Newsletter nº. 9, de 27 de Junho, a imagem dos Paços do Concelho (p.f. clique para rever) surgia limpa daquele candeeiro negro castrado da função de espião.

Agora, no site camarário, surge a foto do Farol do Cabo da Roca, escondendo a tenebrosa torre que ofende a paisagem única, contra a qual a Câmara não bateu o pé.

É triste que a Câmara, que não soube, ou não quis, ou não ligou, ou não impediu que se manchasse em 360º a panorâmica paisagem, agora use a imagem do passado limpo.


Esta imagem já não corresponde à verdade. Engana os visitantes (do site da CMS) 

Uma história cheia de cumplicidades...

Deve-se ao blogue Riodasmaçãs a mais completa denúncia da organizada agressão. Ao contrário da notícia do Público, a antena não foi colocada a "escassas centenas de metros" do farol, mas sim a poucos metros, numa monstruosa e inadmissível ofensa.

Tudo avançou: uns empurrando para aqui, outros sacudindo para ali, uns tantos fingindo que sim, mas metidos no não. No horizonte havia eleições...e ambições.

Foi o Rio das Maçãs que iniciou e manteve a resistência a tal instalação, gerando sentimentos de repúdio contra a despropositada inclusão da torre no horizonte.

E a torre lá está, para nossa tristeza e nenhuma vergonha de alguns intervenientes.

Dúvidas que nos perseguem...

A que propósito o site da CMSintra divulga a paisagem e o Farol sem a torre? Por distracção? Por gosto? Nestas coisas não se pode acreditar em ingenuidades.

Se por distracção, tal não devia acontecer, porque ilude a boa fé de quem, em tempos indignado pela estrutura metálica, pode julgar que a mesma foi removida.

O antigo presidente, na usual forma de dedicação, reservou "para mais tarde uma posição", que na verdade nunca veio a conhecer-se.

O novo presidente, há mais de um ano, também disse umas coisas...mas estamos no mesmo caminho, facto que assume contornos tendentes à desilusão. 

Esperamos que, nesta triste imagem imagem autárquica, não venha a ser publicada no site camarário a foto do Hotel Central sem aquela estrutura montada recentemente...

SINTRA NÃO MERECIA DISTO!



Nota:

A propósito do Cabo da Roca, ponto mais ocidental da Europa, em Março de 2013, apresentámos a aproximação ao Cabo Norte, sugerindo uma geminação...a que ninguém ligou.  



segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

SINTRA: A FALTA DO CENTRO DE SAÚDE SINTRA-SUL

Qualquer munícipe atento, notará no dia-a-dia a falência da conversão, numa apelidada União, das três Juntas de Freguesia que, antes, existiam em Sintra.

Discordámos sempre da decisão, enquanto era notória a união entre miopia política e ambições desmedidas, com preço a pagar pelos habitantes das freguesias extintas.
Um pouco por todo o lado, mais a Sul de S. Pedro, os sinais de abandono estão nos rostos de quantos - para serem eleitos - programavam a defesa das populações.

Só este estado de coisas terá justificado que, na Presidência Aberta de 7.11.2014, o Presidente Camarário não fosse levado a visitar o território esquecido pela União.

A Sul de tal União - mais de metade da sua área - milhares de munícipes e Empresas no maior Núcleo Empresarial de Sintra foram inibidos do convívio com o Presidente.

A falhada deslocalização do Centro de Saúde

Mesmo com implicações menos positivas, mudar o Centro de Saúde de Sintra para uma construção/caixote a 700 metros do actual, seria a boa alternativa local. 

Praticamente seria a única possível, já que eventuais sugestões para a proximidade de estruturas desportivas, além de não ser bom princípio sofreria de difíceis acessos.

A recusa do Ministério da Saúde terá sido justificada, admitindo-se que faça parte de criação de uma Rede de Centros de Saúde que envolva o território da Zona Sul.

Um Centro de Saúde na Zona Sul reduziria utentes dos Centros de Sintra e Colares e residentes em Ranholas, Vale Flores, Abrunheira, Linhó, Manique de Cima e Beloura.

Neste cenário, a recusa do Ministério da Saúde pode abrir portas para um Centro de Saúde na periferia, onde as pessoas querem ser tratadas nas devidas condições.

O Centro de Saúde da Abrunheira

Não vivendo de utopias, em 2000 escrevemos ao Ministério da Saúde expondo as dificuldades sentidas pelas populações do território SUL de Sintra, sugerindo um Centro de Saúde na Abrunheira, por ser a aldeia mais populosa e quase no centro.

A resposta recebida, que abaixo reproduzimos, mostra a "inteira disponibilidade" para encontrar soluções, como se pode confirmar:


Desta resposta tão clara, tivemos o cuidado da rápida entrega à Presidente de Câmara de então, nunca mais se vindo a saber qual a evolução do processo.

Agora, perante a indiferença de políticos e unionistas que se esqueceram das franjas populacionais que os elegeram, espera-se que seja o governo a dizer o que pretende.

Até hoje, temos alertado para as graves carências do território Sul de Sintra. É altura de esperarmos por soluções que tardam, a bem de quem lá vive e da saúde pública.

É nossa convicção que tal é possível. 

Esperamos o empenho da Vereação respectiva e restantes membros do Executivo Camarário para, finalmente, termos um Centro de Saúde no Sul do território.




quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

SINTRA: MORTES EM BELAS, PASSARAM 2557 DIAS!

Para que não se esqueçam os envolvidos

Hoje passam 7 anos sobre a data em que duas Senhoras africanas - a caminho do trabalho - encontraram a morte, porque o carro onde seguiam foi atirado para o Jamor pela forte corrente de água da chuva que atravessava a via.

A notícia chocou largamente a opinião pública (p.f. clique). Houve quem se mostrasse empenhado na defesa das famílias. Seguiu-se algo pouco dignificante.

Apuraram-se responsabilidades? 

Local na Estrada onde a viatura foi projectada para o Jamor, fazendo duas vítimas (rails colocados depois)

Nada se viria a saber - publicamente - sobre a evolução do processo. As ligações clubistas parece terem sido mais fortes que o empenho para a definição e posterior assumpção de responsabilidades.

Para que a história não morra, nem que aqueles que esperaram que o tempo e o silêncio fizesse esquecer, aqui fica mais um registo da triste ocorrência.

Eram duas modestas trabalhadoras. Africanas. Para uma o seu primeiro dia de trabalho. Deixaram famílias a chorar e a sofrer, terrivelmente iludidas.

Sintra teve momentos negros como este.