sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
SINTRA: O "NOVO" PLANO DE PORMENOR ABRUNHEIRA-NORTE
Apesar de afirmações que parecem dar confiança (assim entendidas) à reavaliação do Plano de Pormenor da Abrunheira
Norte, estejamos atentos à compatibilização inequívoca com os interesses de
Sintra e protecção da sua paisagem de aproximação.
Espera-se mesmo que a "nova" versão estipule prazos e medidas cautelares para eventuais incumprimentos, prevenindo que após a instalação da superfície comercial e do hospital privado, o resto não continue ao abandono ou seja loteado a retalho.
Acabar com esta nódoa no território, sim. Mas com regras que não ofendam a paisagem
Os vários empenhos
Numa Câmara sem boas vontades habituais, é louvável o empenho desde há 15 anos a um Plano com 70 hectares, que resolveria os 30 de um só poderoso grupo
económico.
Porque o Plano de Pormenor da
Abrunheira Norte foi decidido em 27 de Maio de 1999, na "sequência de um pedido de
licenciamento de unidades comerciais e de serviços e áreas habitacionais
apresentado pelo principal proprietário (...)".
O trabalho dos técnicos camarários mereceu sugestões na primeira Discussão Pública (2000/01). Mas o Plano elaborado não era do agrado do grupo económico de então, criando-se um impasse que talvez o tempo e
influências poderiam ajudar a
resolver.
Com o Plano de Pormenor em banho-maria,
na Reunião de Câmara de de 29 de Setembro de 2010, foi determinada a
"suspensão dos trabalhos e seu arquivamento".
Dois anos após o "arquivamento"
(23.5.2012) a Câmara revitalizou o arquivado PPAN, considerando o "total empenho" do
novo grupo económico para a sua concretização e disponibilidade para a
"adequação ao actual enquadramento legal".
À volta, o empenho camarário para executar o Plano de
Reconversão da AUGI nº. 64 (decidido em 10.2.1994) andava a passos de caracol.
Fará 21 anos em breve…
Neste quadro, a última versão do PPAN terá
resultado de empenhos comuns à Câmara e Grupo Económico, onde a imagem de aproximação a Sintra não foi valorizada.
Envolver a AUGI...marginalizando-a
Quando, desde 1994, não se sentiram grandes progressos na Reconversão da AUGI nº. 64, agora temo-la como apêndice do Plano que envolve outros interesses económicos.
Quando, desde 1994, não se sentiram grandes progressos na Reconversão da AUGI nº. 64, agora temo-la como apêndice do Plano que envolve outros interesses económicos.
Tal envolvimento da AUGI torna-se até oponível à marginalização que é feita, quando se lhe negam acessos rodoviários através da via de cintura do Plano como seria razoável.
Com efeito, só
um défice nos estudos, terá ajudado a omitir a elevada
carga de tráfego rodoviário nas ruas da Abrunheira que dão acesso precisamente
à zona da AUGI.
A
"nova" versão do Plano
Será que a "nova" versão do Plano fugirá muito do inicialmente apresentado? Ou irá suportar-se mais no agora frequente argumento de "mais postos de trabalho"?
Qualquer Plano que não reduza as alturas máximas para níveis próximos das superfícies comerciais existentes na proximidade, continuará a agredir a paisagem de Sintra.
O nobre espaço do Plano, praticamente o último de que Sintra dispõe junto aos eixos rodoviários, terá de ser ocupado por estruturas dignas, nomeadamente para turismo.
Como é possível que se prevejam duas unidades hoteleiras e, ao contrário do que é habitual, elas não tenham estruturas desportivas próximas para fixação dos clientes?
A única estrutura desportiva referida no Plano...já está construída e faz parte da zona da AUGI, pelo que é alheia à área de propriedade da Sonae. Porquê ser invocada?
Estrutura desportiva já existente, feita por um urbanizador. Totalmente alheia à Sonae
Estamos, assim, perante pormenores pouco clarificados, pelo que toda a atenção
será pouca sobre as alterações em curso, a fim de não sermos surpreendidos.
Em tese, é perigoso embandeirarmos em arco sem conhecermos o que está para vir.
sábado, 24 de janeiro de 2015
SINTRA: PARA A HISTÓRIA DE ASCENSORES E TELEFÉRICO...
Um exemplo de teleférico: Whitefish Mountain
Como se fala em novas formas de acesso à Serra de Sintra, em breve abordaremos o tema de uma forma mais completa, exemplos e compatibilidades com o fim em vista.
Entretanto, lembram-se estórias deliciosas - sem alvíssaras - mas doseadas de humor.
"Ascensores
mechanicos" em 1887...talvez pioneiros
Três
comerciantes de Lisboa terão sido pioneiros ao requererem à Câmara, em 1887, a
licença para assentamento de "ascensores mechanicos". Foi
notícia privilegiada na edição de 3 de Abril desse ano no Jornal de
Sintra, portanto há 127 anos...
Escrevia-se
que o "systema" seria em "tramway-cabos,
ou qualquer outro que não estorve a viação ordinária", assentando em
18 pontos da Villa, entre eles Pizões, Estação do
caminho de ferro, Quinta da Vigia, Bairro do Castello e Paços do Concelho.
Na altura, apontavam-se os benefícios e a autorização da Câmara parecia certa, mas - pelo que se constata - não é de excluir que o projecto ainda aguarde mais elementos, caso não tenha sido triturado por alguma daquelas máquinas devoradoras...
Elevadores
previstos por De Gröer em 1949...
Há 65 anos, De Gröer aludia a dois elevadores (como o Glória em Lisboa), partindo um das traseiras da Igreja de S. Pedro e outro da Mata Municipal (no Centro Histórico).
De Gröer, no Plano de Urbanização de Sintra, achava útil instalá-los, o primeiro para aceder ao Monte Sereno, o segundo para subir ao Castelo dos Mouros.
Sugeri-los hoje seria uma novidade com longas e vetustas barbas...
Historieta do teleférico, 2007
O teleférico dormia quando em 22/12/2007 - em entrevista do DN ao presidente de um clube de S. Pedro, cargo que acumulava com o de presidente da Junta - foi despertado pela novidade que terá deixado de boca aberta o então Presidente de Câmara.
Lia-se no DN: "O teleférico que vai fazer o transporte para o Palácio da Pena terá como ponto de embarque o Estádio do 1.º de Dezembro e isso vai ajudar "financeiramente o clube, que vai receber uma renda da Autarquia, devido à cedência do terreno"".
Era notório e indesmentível o entusiasmo do dirigente desportivo pelo teleférico.
Convictos de que o teleférico era uma Prenda de Natal, aguardou-se pela confirmação Oficial do segredo; as forças vivas, silenciadas, nem louvavam nem opinavam.
A população, apanhada desprevenida pela feliz inconfidência do dirigente desportivo, ficou ansiosa pela Boa Nova oficial que não surgiu. Por isso, o teleférico seria citado num artigo de Opinião (Jornal de Sintra-25.1.2008), sob o título "Novelas de Sintra".
Sobre o teleférico nada mais. Das forças vivas, nem uma camisola amarela surgia a mostrar-se. O Presidente da Câmara (de então) não convocava a
conferência de imprensa onde a obra brilharia. Defensores da história do
lugar rendidos ao silêncio...
"Que se passa com o TELEFÉRICO?"
A ansiedade dominava-nos. Havia quem dissesse que a Câmara já estava a pagar uma renda pela sorte de existir um terreno para "porto de embarque". Nada mais.
Com o título acima, seis meses depois outra Opinião no Jornal de Sintra (27.6.2008), realçando o espaço de tempo em que sofremos sem uma resposta adequada. Nada.
Perguntava-se, até, se era possível sem um projecto conhecido, sem concurso para a obra, sem estudos ambientais, a Câmara ter em marcha obras para o teleférico.
Outra dúvida ligava-se com a eventualidade da Câmara estar a pagar alguma renda a título de cedência de terreno para uma - quanto a nós - incerta plataforma de embarque.
Silêncio total...sem esclarecimentos. Uma forma salutar de se esquecer o Teleférico.
O Teleférico de 2015 continuará a contar com quem o desejava noutros tempos?
Um exemplo de teleférico: Whitefish Mountain
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
SINTRA: HOTEL CENTRAL...A ESTRUTURA...E AGORA?
Há poucos dias, sobre a estrutura medonha aqui denunciada em primeira mão no dia 19 de Dezembro do ano passado (p.f. clique), pessoa que considero, mas mal informada, referia ser muito antiga a existência de toldos suportados na empena do Hotel Central.
Perante tal manifestação, que no caso e por exemplos de Sintra, parece ter água no bico, isto é, já fazer parte de um processo de mentalização alargada com fins de se "aceitar o que já estava", vamos aqui reproduzir algumas imagens recentes:
Perante tal manifestação, que no caso e por exemplos de Sintra, parece ter água no bico, isto é, já fazer parte de um processo de mentalização alargada com fins de se "aceitar o que já estava", vamos aqui reproduzir algumas imagens recentes:
Imagem recolhida em Fevereiro de 2014
Imagem recolhida em Dezembro de 2014
Em conformidade com as imagens, caem por terra quaisquer tentativas de branquear a agressão feita ao património edificado sintrense e protegido pela UNESCO.
Claro que uma coisa é a UNESCO definir o património que deve ser protegido e outra bem diferente a nossa - diria que incapacidade - forma de o respeitar devidamente.
Decorrido quase um mês sobre um referido "Despacho" para o embargo, não sabemos se a notificação já foi entregue, nem os passos dados para a urgente remoção.
Sabemos, igualmente, que aquele longo patamar sobre o qual a estrutura foi colocada tapou o espaço a céu aberto entre os arcos da rua com o mesmo nome. Esse espaço era público e não do Hotel. Seria bom apurar-se de como surgiu tapado.
Por agora, no caso presente, o que sabemos é que a estrutura lá continua...
E agora?
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