terça-feira, 20 de janeiro de 2015

SINTRA: UM BURACO...A NOVE...

Depois de tantas vezes aqui ter sido mostrado um buraco na Rua da Escola, na Abrunheira, hoje pela manhã (como mostra a foto que segue) lá estava uma equipa dos SMAS com pelo menos nove (ou 10) elementos. 


Se estivermos atentos, àquela hora estava bastante frio, mas avançava-se.

No entanto, para quem passava pelo local, ficavam algumas dúvidas sobre o que teria sido primeiro: o arranjo do pavimento ou a rotura de uma conduta de água. É que a água tinha jorrado com bastante força, seguindo-se a redução do caudal no fornecimento.

A ter sido - primeiro - uma rotura, foi por uma boa causa. Se foi para reparar o pavimento (porquê os SMAS?) causando danos na conduta, o efeito foi desastroso.

E, há momentos, lá estavam os trabalhos a decorrer.

Enfim, se tivesse sido apenas o buraco a ser reparado, com as plantas que os SMAS por certo possuem, os custos teriam sido muito mais baixos, mas isto é assim.

De qualquer forma, ao salientar-se a reparação em curso (assim se espera) pode dizer-se que este buraco teve um valor acrescentado...

Para isso, os munícipes foram democraticamente eleitos para pagar.



segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

SINTRA: QUE VERGONHA...AS ESCADINHAS DO HOSPITAL

Passaram quase 10 anos...que vergonha!

Uns meses antes das eleições autárquicas de 2005, foram embrulhadas (com onerosos painéis artísticos de Leonel Moura) algumas casas no Centro Histórico, até com promessas culturais que não passaram de mentiras (por favor clique para rever).

Nas Escadinhas do Hospital, tão utilizadas por peões, a manobra eleitoral também funcionou, justificando mais um embrulho típico de políticos sem carisma.


Em 2007, este embrulho - pago por todos nós - ainda apresentava uma razoável beleza

Os anos foram passando. Dos autarcas que gastaram o nosso dinheiro nestas obras de arte pouco resta. De louvadores não pode a sociedade livrar-se...

Quem hoje (passados quase 10 anos) subir ou descer as Escadinhas do Hospital, ainda está a tempo de poder tropeçar nas vigas metálicas que suportaram o painel artístico...

Pormenor interessante que os responsáveis incluídos no Organograma Camarário preservam

Claro que, desta forma, turistas, visitantes, residentes e passeantes, ao mesmo tempo que podem colocar uns baloiços para manutenção, podem apreciar algo de artístico,

Só um milagre nos salvará?

Ou julgarem que estão vendo ruínas que aguardam classificação da UNESCO.

Diz a lápide: "Propriedade de Inválidos do Comércio. Legado do benemérito Romão Ferreira Pires"

Duas perguntas ficam no ar:

-Será que só nós vemos?

-Será que só nós temos vergonha? 



quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

SINTRA: HORAS "INCERTAS"

A propósito do artigo aqui publicado sobre o Organograma Municipal e sua Estrutura, apenas desejamos dar um exemplo da falta de cuidados com coisas vulgares.

Provavelmente vulgares noutras paragens...muito complicadas em Sintra. 

A menos que tudo se insira num plano para desprestigiar quem tem as responsabilidades  políticas de levar o Concelho para melhores caminhos. 

Mau caminho este do Ramalhão para quem precise de se orientar pelas horas do relógio que, logo à entrada de Sintra, é um triste exemplo das responsabilidades não cumpridas.


Veja-se: hoje é realmente o dia 15 de Janeiro...neste momento são 14,56 minutos. 

Sintra ainda está na hora de Verão. NINGUÉM RESPONSÁVEL ACERTOU A HORA.

Como é possível sucederem coisas destas? 

No local, em cada meia hora, passam Autarcas, Quadros do Organograma, viaturas para os mais diversos serviços e fins...

NINGUÉM VÊ QUE O RELÓGIO NÃO FOI ACERTADO? 

Realmente...


terça-feira, 13 de janeiro de 2015

SINTRA: CÂMARA MUNICIPAL E O "PESO" DO ORGANOGRAMA

Mais de um ano decorrido sobre a tomada de posse deste Executivo Municipal, parece que no oneroso Organograma ainda se estimam traumas ou hábitos antigos.

Ora, o Organograma aprovado por um Órgão Político que é o Executivo Municipal, obriga à execução dos objetivos pelos responsáveis das diversas Unidades Funcionais.

Se assim não fosse, para que serviria um Organograma Estrutural?

Supondo-se que os responsáveis previstos no Organograma não são nomeados a título honorífico, esperam os cidadãos todo o seu empenho para bem da sociedade.


Aliás, pelo que se acompanha, a intervenção directa da Presidência tem sido exemplar pelas indicações que dá à Estrutura de que não podemos andar ao sabor das ondas.

Estrutura em jeito do Píleo de um Cogumelo

No site da Câmara Municipal, vemos que o Presidente, além do seu Gabinete, tem como dependência directa os Centros Estratégicos Empresarial e Ambiental. Também se incluem os Serviços Municipalizados e Empresas Participadas.

Nas Unidades Funcionais há 10 Gabinetes e Um Serviço de Informação ao Consumidor; Uma Direcção Municipal de Ambiente, Planeamento e Gestão do Território; 8 rectângulos que correspondem a Departamentos, completando-se com 24 Divisões.

Certamente para que se viva melhor e evolua, no Organograma existem ainda Um Núcleo de Apoio Técnico Administrativo; Um Serviço de Iluminação Pública; Um Gabinete de Reabilitação Urbana e Um Serviço de Segurança e Saúde no Trabalho.


Algumas grandes empresas não sobreviveriam com um Organograma destes.

Custos do Organograma versus Resultados Visíveis

Sendo os cargos do Organograma ocupados, grosso modo, por Quadros Superiores, com remunerações significativas, como avaliam os cidadãos que pagam impostos e IMI, a relação entre os custos Estruturais e a capacidade de resolução dos problemas?

Receia-se, infelizmente, que a relação seja negativa, porque - salvo meritórias excepções - alguns Quadros tendem a ficar inacessíveis aos cidadãos e, desconhecendo os problemas...não precisam de tomar decisões sobre eles.

Nesta perspectiva, é fácil os cidadãos imaginarem os Quadros como pessoas quase sem rosto, fechados em gabinetes, como que olhando para inexistentes metas e objectivos constantes de um hipotético "Tableau de Bord" ...que acaba por não funcionar.


Queiramos ou não, as incapacidades da Estrutura Orgânica para resolver – não sendo pregos na engrenagem – afectam a imagem do Poder Político (Executivo Municipal).

Quadros do "Cogumelo" Estrutural são responsáveis activos

Passam anos sobre anos. Mandatos. É frequente ouvir-se "mudam as caras...mas as moscas são as mesmas". Onde falha a Estrutura? A quem compete apurar das causas?

Aceita-se que um munícipe se dirija três vezes ao Presidente da Câmara (duas pelo e-mail directo do Gabinete) e ninguém acuse - ao menos - a recepção? 

A mobilidade em Sintra, há longos anos vítima de transportes rodoviários deficientes e caros, arrasta-se sem conhecermos prioridade por parte da Estrutura Orgânica. 


Buracos em vias públicas fazem perigar a vida de quem passa pelos locais, mas passam meses e anos sem que os alertas dos cidadãos sejam no mínimo respeitados.


Buraco "histórico" num entroncamento da Abrunheira (há mais de um ano, sem ser reparado)

No Centro Histórico, mesmo com várias denúncias, continua a obrigar-se os turistas a coabitar o espaço da paragem com lixos acumulados, mesmo encostados à Igreja.



Promove-se o Turismo e, além da (má) amostra do Posto de Turismo da Estação, temos vendedores de produtos turísticos na Rua, sem a credibilidade da identificação oficial.

Vendedores de produtos turísticos na rua (quem controla e credencia esta actividade?)

Viaturas camarárias terão “responsabilidades”?

Estamos em crer que sim. Se a Câmara, para reduzir gastos, planificasse a entrega de Passes a muitos utentes da frota automóvel, seria mais fácil a visão do que se passa.

Obviamente que vendo in situ os problemas (visão que é difícil no conforto de uma viatura suportada pelos munícipes) muito mais rapidamente surgiriam soluções.  

Salvo se nos confrontamos com padrões que transcendam a capacidade dos responsáveis para compreenderem que estão obrigados a servir as populações.

Contra a estagnação da Vida Autárquica

Apresentaram-se alguns (parcos) exemplos da estagnação com que o Município se depara, em que qualquer coisa para ser resolvida tanta complicação pode apresentar.

Seria expectável que, com tantos Quadros, surgissem resultados visíveis para o bem do público, instituições e capacidade evolutiva, até sem precisar de muito dinheiro. 

O que não se pode é evoluir na continuidade da estagnação, cuja prática de forma alguma está ao serviço de uma sociedade para o bem-estar dos seus habitantes.

Não à estagnação! SIM AO DESENVOLVIMENTO!