Mais de um ano
decorrido sobre a tomada de posse deste Executivo Municipal, parece que no
oneroso Organograma ainda se estimam traumas ou hábitos
antigos.
Ora, o Organograma aprovado por um Órgão Político que é o Executivo Municipal, obriga
à execução dos objetivos pelos responsáveis das diversas Unidades Funcionais.
Se assim não fosse, para que serviria um Organograma Estrutural?
Supondo-se que os responsáveis previstos no Organograma não são nomeados
a título honorífico, esperam
os cidadãos todo o seu empenho para bem da sociedade.
Aliás, pelo que se acompanha, a intervenção directa da Presidência tem sido exemplar pelas indicações que dá à Estrutura de que não podemos andar ao sabor das ondas.
Estrutura em jeito do Píleo de um Cogumelo
No
site da Câmara Municipal, vemos que o Presidente, além do seu Gabinete, tem
como dependência directa os Centros Estratégicos Empresarial e Ambiental.
Também se incluem os Serviços Municipalizados e Empresas Participadas.
Nas Unidades
Funcionais há 10 Gabinetes e Um
Serviço de Informação ao Consumidor; Uma Direcção Municipal de Ambiente,
Planeamento e Gestão do Território; 8 rectângulos que correspondem a
Departamentos, completando-se com 24 Divisões.
Certamente para que se viva melhor e evolua, no Organograma existem ainda Um Núcleo de Apoio Técnico
Administrativo; Um Serviço de Iluminação Pública; Um Gabinete de Reabilitação
Urbana e Um Serviço de Segurança e Saúde no Trabalho.
Algumas grandes empresas não sobreviveriam com um Organograma destes.
Custos do Organograma
versus Resultados Visíveis
Sendo os cargos do
Organograma ocupados, grosso modo, por Quadros Superiores, com remunerações significativas, como avaliam os cidadãos que pagam impostos e IMI, a relação
entre os custos Estruturais e a capacidade de resolução dos problemas?
Receia-se, infelizmente, que a relação seja negativa, porque - salvo
meritórias excepções - alguns Quadros tendem a ficar inacessíveis aos
cidadãos e, desconhecendo os problemas...não precisam de tomar decisões sobre
eles.
Nesta perspectiva, é fácil os cidadãos imaginarem os Quadros como pessoas quase sem
rosto, fechados em gabinetes, como que olhando para inexistentes metas e
objectivos constantes de um hipotético "Tableau de Bord" ...que acaba por não funcionar.
Queiramos ou não, as incapacidades da Estrutura Orgânica para resolver – não sendo pregos na engrenagem – afectam a imagem do Poder Político
(Executivo Municipal).
Quadros do "Cogumelo" Estrutural são responsáveis activos
Passam
anos sobre anos. Mandatos. É frequente ouvir-se "mudam as caras...mas as
moscas são as mesmas". Onde falha a Estrutura? A quem compete apurar das causas?
Aceita-se que um
munícipe se dirija três vezes ao Presidente da Câmara (duas pelo e-mail directo
do Gabinete) e ninguém acuse - ao menos - a recepção?
A mobilidade em Sintra, há longos anos vítima de transportes rodoviários
deficientes e caros, arrasta-se sem conhecermos prioridade por parte da Estrutura Orgânica.
Buracos em vias públicas fazem perigar a vida de quem passa pelos locais,
mas passam meses e anos sem que os alertas dos cidadãos sejam no mínimo respeitados.
Buraco "histórico" num entroncamento da Abrunheira (há mais de um ano, sem ser reparado)
No Centro Histórico, mesmo com várias denúncias, continua a obrigar-se os
turistas a coabitar o
espaço da paragem com lixos acumulados, mesmo encostados à Igreja.
Promove-se o Turismo e, além da (má) amostra do Posto de Turismo da Estação, temos vendedores de produtos turísticos na Rua, sem a credibilidade da identificação oficial.
Vendedores de produtos turísticos na rua (quem controla e credencia esta actividade?)
Viaturas camarárias terão
“responsabilidades”?
Estamos em crer que
sim. Se a Câmara, para reduzir gastos, planificasse a entrega de Passes a muitos utentes da
frota automóvel, seria mais fácil a visão do que se passa.
Obviamente que vendo in situ os problemas (visão que é difícil no conforto de uma viatura suportada pelos munícipes) muito mais rapidamente surgiriam soluções.
Salvo se nos confrontamos com padrões que transcendam a capacidade dos responsáveis para compreenderem que estão obrigados a servir as populações.
Contra a estagnação da Vida Autárquica
Apresentaram-se alguns (parcos) exemplos da estagnação com que o Município se depara, em que qualquer coisa para ser resolvida tanta complicação pode apresentar.
Seria expectável que, com tantos Quadros, surgissem resultados visíveis para o bem do público, instituições e capacidade evolutiva, até sem precisar de muito dinheiro.
O que não se pode é evoluir na continuidade da estagnação, cuja prática de forma alguma está ao serviço de uma sociedade para o bem-estar dos seus habitantes.
Não à estagnação! SIM AO DESENVOLVIMENTO!