quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

SINTRA: CÂMARA LENTA NA DEFESA DO PATRIMÓNIO...

10 DIAS, foi o tempo necessário para que o Presidente da Câmara despachasse uma notificação no sentido do "embargo" da estrutura metálica aqui denunciada no passado dia 19 (por favor clique para rever) e de que insistimos no passado dia 22.


A foto acima, foi tirada em 18 do corrente, já em adiantado estado de composição, sem que os serviços e autoridades a quem a Câmara incumbe da preservação do Património Histórico tenham - ao que se julga saber - visto a anormalidade. 

E de tal forma tudo correu que a estrutura foi sendo acabada e, pelas noticias, logo o administrador (que talvez tivesse de receber a notificação do embargo) encontrar-se "ausente no estrangeiro". Em Sintra, um azar nunca vem só...

Não acaba bem o Ano de 2014 para o Presidente da Câmara, certamente apanhado pela indiferença das estruturas camarárias e que não deixará de apurar responsabilidades.

Acabamos por nos questionar a quem estará entregue o Património Histórico de Sintra e a quem exigir o maior rigor na salvaguarda desse Bem distinguido pela UNESCO.

Acaba mal o Ano de 2014, vamos a ver o que se passa em 2015.



segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

SINTRA:"REINO DE NATAL" COM ÊXITO CONFIRMADO...

"Eles vieram todos!!! O trânsito parou!!! E, quem cá mora e não tem saúde para ir e vir a pé não teve hipóteses de ver nada!" (*)

Desabafo ou desenquadramento da realidade?

Lendo e relendo a mensagem, é difícil interpretá-la, admitindo-se - oxalá que não - de pessoa com problemas de mobilidade e não com outras intenções.

"Eles vieram todos", quem? Pessoas? Fantasmas? "O trânsito parou", mas não pára frequentemente? "Quem cá mora e não tem saúde para ir e vir a pé não teve hipóteses de ver nada". É estranho, devia ser mais ao pé da porta? Nos degraus da escada?

"Reino de Natal", projecto com futuro...

Na Vila histórica em que, volta não volta, a estampa serve para exibicionismos, admiraria se não surgissem resistências ao "Reino de Natal" e iniciativas populares, mais viçosas se membros do Executivo derem ouvidos a Sintralismos démodés. 


Desenvolvimento do espírito do Natal 

Reino de Natal, também manifestação cultural 

O Reino de Natal foi um êxito, que, quanto a nós, pode tornar-se num impulso de desenvolvimento sazonal das economias mais débeis, reunindo agricultores e comerciantes na promoção dos seus produtos em Quadras Festivas.

A Volta do Duche - com restrições no trânsito - e a Zona Pedonal da Heliodoro Salgado, são espaços ideais para a colocação de casinhas de madeira, nelas se vendendo artesanato, produtos da terra e doçaria, enquanto as pessoas poderiam conviver.

Justifica-se que a Câmara - pelas dificuldades amiúde invocadas - tome medidas no combate ao vazio da vida em Sintra, vítima da economia de lojas fechadas às 18 horas.

No próximo Ano, Mercados de Natal entre as 15 e 21 horas seria opção interessante. 

Quando a Câmara divulgar o número de visitantes que contribuíram no Reino de Natal com dinheiro e dádivas para fins sociais, teremos um precioso indicador para o futuro.   

Uma perspectiva positiva

Se Sintra e o seu Casco Histórico (uso Casco para separar o trigo do joio) são promovidos internacionalmente, é uma vitória nossa que venham "todos" e muitos mais...

Precisamos de saber acolhê-los e aproveitá-los em benefício da nossa economia.

A mensagem que destacamos no início é positiva na crítica ao trânsito que, apesar das insistências por uma solução, ainda não a teve, num adiamento difícil de entender.

Em síntese, custa-nos a aceitar que a mensagem manifeste incómodo pela presença de tantas pessoas num espaço histórico vocacionado para a recepção de visitantes.

Sintra continua a não ser reserva de ninguém

Longe vá o agoiro, mas felizmente Sintra é e continuará a ser um local apelativo para todos: -  Portugueses, Sintrenses e de Cidadãos do Mundo. 

Sintra é um "lugar único" à sua maneira, porque o mundo está cada vez mais cheio de "lugares únicos", justificando que para eles acorram milhões de visitantes.

Compreende-se o privilégio de se viver em pleno Casco do Centro Histórico, mas as portas da Vila estão abertas - como boas vindas - a quantos a queiram visitar. 

De qualquer forma, é bom que nos entendamos: Donos de Sintra somos todos nós.

O Centro Histórico não é reservado nem confere direitos especiais a ninguém. 



(*) Comentário ao artigo de 7 de Dezembro último


terça-feira, 23 de dezembro de 2014

BOAS FESTAS, FELIZ NATAL

Os Visitantes deste Blogue e da página no Facebook merecem uma saudação especial. 

Uns, Amigos ou Amigas de longa data. Outros, mais recentes. Perdi a conta a quantos gostaria de encontrar por aqui, de quantas palavras - mesmo poucas - me encantaria.

Nesta Quadra festiva, levanto uma taça a todos, desejando-lhes Boas Festas: 


À Vossa saúde...Obrigado pela Companhia que me fizeram

Que passem um Natal Feliz e que em 2015 se realizem os Vossos Sonhos.

Um abraço fraterno para TODOS.

Fernando Castelo


segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

SINTRA: APELO À UNESCO, ISTO TEM DE PARAR...

Esta manhã, ouvimos à porta da Câmara: "Não sabe quem é o dono daquilo?"

Realmente, não sabemos. Nem queremos saber. Queremos apenas que a Câmara Municipal actue na salvaguarda da defesa do Património Histórico da Vila de Sintra.

Saibam os leitores deste blogue que não desanimaremos. Não fazemos parte do lote dos moribundos, tão pouco procuramos exibir uma força que não temos. Manifestamos.

É indignação a palavra que expressa o que nos vai na alma. Até vergonha. 

Esta manhã, depois do que aqui foi alertado na passada Sexta-Feira à guisa de conhecimento para a Câmara Municipal intervir, tudo continuava como dantes.
 
Pintura da estrutura metálica

O Centro Histórico deixou de estar na Área Patrimonial distinguida pela UNESCO?

Ou será que naquele edifício histórico, se pode fazer o que muito bem apeteça, sem que as autoridades locais intervenham para pôr cobro nesta agressão à imagem do local?

Veja-se e julgo que todos ficarão pasmados ao ver a imagem que segue:

Mas o que é isto?

Saberão, porventura, algumas pessoas as exigências que envolvem uma simples pintura da fachada de um prédio? Cores. Qualidade das tintas. Tantas coisas mais.

E isto, que danifica azulejos, que altera a Praça, que tapa um espaço que, por sua vez, tapou o espaço aberto entre os arcos da Rua com esse nome, avança assim?

Não há responsáveis? Há quem tenha mais poder que a Câmara? 

Confessemos que uma situação destas nos parecia inimaginável, mas em Sintra parece que nada nos poderá surpreender, mas não nos tira a vontade de contestar.

Ou será que estamos errados? Que ao fim e ao cabo tudo isto é bonito e espelha um elevado grau de maturidade técnica, um deleite para os vindouros...

Quando gostaríamos de estar a desejar Boas Festas a todos, momentos de fraternidade, somos obrigados a não calar este mau exemplo da defesa do património.

A UNESCO deve intervir urgentemente, antes que seja tarde.

Acabe-se com esta prática em que tudo vai andando...

Sintra e o seu Património não merecem isto.