segunda-feira, 24 de novembro de 2014

SINTRA: QUEM ASSUMIRÁ AS RESPONSABILIDADES?

Antes da abordagem do problema de hoje, vamos mostrar algumas belezas de Sintra, para que os visitantes possam programar belos momentos no nosso concelho. 

Serra e Castelo dos Mouros visto das Murtas

Depois das Escadinha do Visconde de Ouguela

Mas o convite não pode ocultar o estado de duas árvores no Centro Histórico, levando a perguntar: - Quem responderá pelos eventuais riscos, em caso de queda? 

Árvore de elevado porte assim apoiada...útil para guardar lixo...um ferro cravado para agarrar o quê?

Interior superior da mesma árvore

O "túnel" onde deveria estar a sustentação da árvore

Saída do "Túnel" mais acima

Esta a segunda árvore a 10 metros da primeira

Obviamente que, para quem não é técnico - ainda bem e em Sintra há tantos -  o alerta para os perigos da queda de uma ou das duas árvores poderá ser um disparate.

Perante o apodrecimento e aumento do peso da copa, não existirão formas de reforçar a sustentação ou reduzir o peso dos enormes troncos que as árvores exibem?

É que, nestas coisas, é bem melhor prevenir do que correr riscos.

Espera-se que a garantia de segurança das árvores seja devidamente confirmada, eliminando-se a possibilidade de um acidente de razoáveis proporções.

Fica o alerta, defensores e responsáveis devem definir o que compete às partes.

Antes que seja tarde.






sexta-feira, 21 de novembro de 2014

SINTRA: NATAL, PORTA ABERTA À PEQUENA ECONOMIA

Depois de tanto ouvirmos falar em Desenvolvimento, Economia e novos Postos de Trabalho,  talvez o Natal justificasse medidas de apoio ao pequeno comércio.

Com a sorte de um clima mais ameno que por essa Europa fora, vivemos encapsulados nos padrões que meia dúzia controlam e, desenvolvimento, é mania lá de fora.

Há dias, na Discussão de um Plano que ajudaria um grupo económico a acabar com o comércio local - nem uma só voz de comerciantes ou sua Associação ouvimos.

A velha história do cão a que o rabo foge quando o vai morder. Lojas fechando cedo porque "não há clientes"...e clientes a não irem às lojas, "porque fecham muito cedo".

Assim, as famílias são empurradas para compras nos Grandes Centros, acabando por nem dar por falta de convívios, do usufruto dos bens culturais, de tempos de lazer.

A vida e o lazer passaram a sacrificar-se entre montras do um qualquer shopping.

Uma vergonha que tal tenha sido feito à grande maioria das famílias portuguesas.

Mercados de Natal, a Economia com Planeamento

Os Mercados de Natal são, nas principais economias europeias, a maior manifestação de convívio e alegria nas ruas e praças, comércio diversificado de pequenas coisas.

Montá-los dá trabalho. Exige Planeamento porque, ao momento, só por cá.

Na semana passada, em Munique, às 8 horas da manhã uma grua levantava e colocava à porta da Rathaus (Câmara Municipal) um pinheiro com cerca de 12 metros de altura.

No dia seguinte, cerca de 40 stands começaram a ser instalados, pelo que - entre as 10 horas de 27 deste mês e as 14 horas de 24 de Dezembro - serão Mercado de Natal.

Dignificando-os institucionalmente, o Burgomestre Dieter Reiter fará a inauguração dos Mercados de Natal no dia 27 deste mês, também recebendo os visitantes.  


Os stands que se irão encher de mercadorias. Teste de luzes na árvore

Por toda a parte há stands: Marienplatz, pátios da Rathaus e da Residenz, Virtualmarket e outros. O preço do Glühwein inclui a caneca...que pode ficar como recordação.



Nas ruas, o cheiro das amêndoas a torrar...adormece-nos. Espetadas de chocolate.

Todos os dias, entre as 17,30 e as 18 horas, na varanda da Rathaus actuam grupos de cordas, cantores individuais e coros, criando um ambiente propício ao Natal.  

Movimentam-se milhões de euros, reforça-se a situação económica dos comerciantes.

O Planeamento atempado é uma virtude de que se colhem bons resultados.

Árvore de Natal, tradição que se deve a D. Fernando II

Foi D. Fernando II que trouxe para Portugal a tradição da árvore de Natal, tão bela na Baviera. Ele mesmo, com as vestes apropriadas, carregava sacos com brinquedos para distribuir às crianças, fomentando o convívio mais íntimo dentro das famílias.

Uma exigência dos nossos dias

Há longos meses, tivemos a ousadia de sugerir que em vários locais de Sintra se fizessem mercados deste género, diversificados, mas com um objectivo comum: a venda de produtos, possibilidades de convívio, uns petiscos, doces, alegria.

Imaginava-se a pedonal da Heliodoro Salgado, junto ao Museu, Volta do Duche, Largo do Palácio, com estruturas adequadas, iluminações, música e milhares de pessoas comprando ou consumindo, convivendo num território que é seu.

O "Eléctrico do Pai Natal" com crianças rindo a dizer adeus a quem com elas cruze. 

Que belo seria vermos artistas nossos actuando na varanda da Câmara Municipal. 

Obrigava a trabalhos de Divulgação, Marketing, Comunicação. Mobilização.

Terá sido pensado, terão surgido dificuldades, talvez para o ano...será bom.

Claro que por cá, que vivemos bem, estas questões talvez nem se coloquem. Haverá quem conteste as iniciativas face à nobreza do espaço que Byron pode ter pisado.

Ao recusar-se o fatalismo da Dinâmica sem Vocação, talvez se deva esperar que estas falhas não correspondam, no género, a exemplos vocacionais.

O Natal será sempre onde os homens forem capazes de o fazer.


quarta-feira, 19 de novembro de 2014

SINTRA: PRESIDÊNCIAS ABERTAS? SIM, SEM PERSIANAS...

Interessa quem programa Presidências-Abertas. Tal como quem escolhe comitivas e verifica se há intrometidos ou não. A quem o privilégio das novidades. Até o nome confunde. "Visitas para Inventariar Problemas" (VIPs) talvez fosse mais profícuo...

No passado dia 7, em Presidência Aberta Camarária, o Presidente foi levado a visitar uma área restrita (talvez 1/3) da União de Freguesias de Sintra (a tal UFSSMSMSMSPP), ficando muito longe dos outros 2/3. Será fácil entender as razões.

Imaginemos a Comitiva Institucional em êxtase perante a fonte da Heliodoro Salgado sem água, mas jorrando opiniões deslumbrantes numa exibição monumental.

Como resultado, não se exclui que, ao ser servido o almoço no Curral dos Caprinos, a primeira garfada tenha sido a medo, não saltasse mais algum segredo sintrense.

Tal como a história das sereias que, com seu canto, iludiam os marinheiros, admite-se que em Presidências Abertas surjam cantos previamente ensaiados para influenciar.

Uma segunda visita devidamente programada

Nestas acções institucionais a programação tem a sua estrutura responsável, alheia a outros objectivos pelo que, os excessos, são facilmente identificados.

Fora da estrutura, para evitar generosas mas justificadas risotas públicas, não seremos cicerones, nem indicaremos a posição do Sol. Sugere-se e aguardam-se acções: 

Certamente o Presidente da Câmara gostará de saber quanto custou à Edilidade a "Solução" da entrada na Abrunheira, apoiada pelo antigo presidente da Junta de S. Pedro e, agora, autarca na UFS. Terá sido uma razão para não constar do Roteiro?


Carro estacionado, obrigando a ultrapassagem sobre a passadeira e traço contínuo

Por questões de tempo, desta vez, a Comitiva apenas irá apreciar na Abrunheira um buraco no pavimento que muita gente pensa ser uma ruína arqueológica da freguesia e não desleixo e abandono, em plena Rua da Escola:

Graças ao subtil furo, a água esvai-se, evitando um grave acidente em dias de chuva

Ainda não é altura de se almoçar no Trilho. A Comitiva segue pela EN 249-4, desvia-se 2 vezes à direita (salvo seja) e entre nas Ruas do Casal Novo e depois do Carrascal:

Rua do Casal Novo, onde se podem recordar as estradas africanas

Rua do Carrascal: O colorido de carros e sucatas, com reflexos no meio ambiente

Em Manique, veja-se uma Avenida (do Brasil) com 120 metros interrompidos. Tomando um café reparador, pergunte-se aos residentes como, que tempo e quanto custa chegar perto da Sede da Freguesia, onde as elites se mostram e palavreiam.

Só acessível através de Cascais, a visita ao Barrunchal ficará para depois.

Na Avenida Pedro Álvares Cabral, está reservada uma surpresa ao Presidente e seus (?) convidados. Os membros da União de Freguesia evidenciarão fortes emoções:

Lixo

Mais lixo 

Ainda mais lixo...à beira da Avenida Pedro Alvares Cabral

Por aqui passam milhares de veículos por dia. Fiscalizações camarárias? Brigadas da Polícia Municipal? GNR? Vedações? Não há notificações ao dono do terreno?

Andou a União de Freguesias de Sintra a mostrar ao Presidente da Câmara coisas tão bonitas e agora esta? A mudança louvada. Os projectos em carteira. O teleférico que tinha poiso pago e a Câmara acabou. É bom insistir...para que volte.

É melhor não continuar, antes voltar para trás

O Presidente da Câmara, nesta altura, já deve ter dificuldades em falar. Talvez pense que o enganaram, coisa que nos dias de hoje não é de excluir...pelo menos.

Regresso pela EN 249-4 e, antes da Rotunda da Condessa D'Edla (toponímia de local desajustada a tão ilustre nome), a Comitiva gostará de fotografar - para memória futura - a bela paisagem da Serra de Sintra, antes que 15 metros de betão a rematem.

Edifícios da antiga SAMSUNG, que justificaram o nome da rua

Na Rotunda a Comitiva optará pela esquerda e seguindo pela Rua República da Coreia (quando mudará de nome?) terão os edifícios abandonados da antiga SAMSUNG, depois do despedimento colectivo dos trabalhadores. 

Em baixo, a comitiva não pode perder um património histórico meio escondido, protegido por pessoas que moram perto. Um dos mais antigos fontanários de Sintra (de 1781) erigido em honra de D. Maria I e seu marido D. Pedro III. 

Sujinha, abandonada, mas tão bela

Aqui chegados, não é fácil admitir que os munícipes suportem com seus impostos e IMI um almoço por alguns imerecido, face à má classificação.

Foram vistos quase os 2/3 que faltavam. Haverá outras corridas, outras viagens.

O Presidente da Câmara não deixará de retirar ilacções.

Ficam as persianas levantadas.


segunda-feira, 17 de novembro de 2014

SINTRA: UM GRANDE PLANO DE PORMENOR...SEM MAQUETA?

Continua em Discussão Pública um dos maiores Planos de Pormenor alguma vez apresentados em Sintra, exigindo pormenores mais relevantes para a ponderação equilibrada do que se pretende numa Área tão nobre para Sintra.

Se fingirmos não ver o mamarracho da antena de telecomunicações, temos a bela vista da serra

Estranhamente, quiçá por alinhamento ou curvatura perante o poder - Poder esse que deveria ser mais ajudado do que adulado - ainda não apareceram os campeões na defesa do Plano de De Gröer, certamente por desinteresse na localização.

Ora, o Senhor De Gröer, mesmo com opiniões ou sugestões de 1949 polémicas - mas tão úteis para amedrontar um ou outro autarca e travar o desenvolvimento em Sintra - também fixou uma Zona Rural de Protecção de Sintra, com seus limites esquemáticos.

E, de tal forma isso ainda hoje é reconhecido, que quem pretenda construir uma moradia na Abrunheira logo lhe fixam as regras a obedecer: - "Apenas com rés-do-chão e primeiro andar, e sótão só para arrumos, sem janelas".

Pelo punho do Sr. Étienne De Gröer, a Área do PPAN está dentro da Zona Rural de Protecção de Sintra

A tentativa de destruir uma bela paisagem

Como foi possível que, nesta paisagem, talvez a pretexto de Desenvolvimento ou Postos de trabalho, tenha seguido para Discussão Pública, a construção de 1 edifício com 15 metros, 2 com 12 m, 16 com 9 m, 5 com 7 m e outros, misturando-lhe Habitação? 

Nestas coisa, com património cultural, ambiental e paisagístico a proteger, existirá sempre um mínimo de precaução dos decisores - sob risco de ficarem na história má da cidadania - perante as funestas propostas de meros prestadores de serviços a outrem.

O Plano (PPAN), arrastou-se no tempo por mais de uma década exactamente porque ao chegar o momento da decisão...faltou tinta na caneta de quem o subscreveria.

haverá alguma maqueta do Plano para apreciação?

Até esta data ainda não surgiram quaisquer apoios à Discussão que referissem a disponibilidade de uma Maqueta da Área com as respectivas implantações.

A confirmar-se a sua não existência, estamos perante uma situação pouco habitual, se tivermos em atenção que outros projectos bem mais pequenos a elaboraram. Nela poderiam ser retidas, com mais acuidade, as implicações decorrentes.

Se existe, então que seja anunciada para que se tenha uma ainda maior visão da anormalidade deste PPAN pouco respeitador de uma série de pormenores que deveriam ser tidos em conta pelos responsáveis que o apresentam em primeira linha.

Plano programado para aprovação em Dezembro?

A história dos últimos anos, quando chega o mês de Dezembro, tem apresentado algumas preocupações sobre matéria sujeita a aprovação. A Abrunheira não foge a essas coisas.

Antes que seja tarde, talvez fosse bem avisado que o Presidente da Câmara chame a si o Plano de Pormenor da Abrunheira Norte (PPAN) para a reapreciação que parece ser exigível e posterior adequação aos interesses amplos dos sintrenses.

São necessárias soluções para aquele terreno com 70 hectares, mas que respondam a carências das populações e interesses dos investidores, e não só para uma das partes.