quarta-feira, 19 de novembro de 2014

SINTRA: PRESIDÊNCIAS ABERTAS? SIM, SEM PERSIANAS...

Interessa quem programa Presidências-Abertas. Tal como quem escolhe comitivas e verifica se há intrometidos ou não. A quem o privilégio das novidades. Até o nome confunde. "Visitas para Inventariar Problemas" (VIPs) talvez fosse mais profícuo...

No passado dia 7, em Presidência Aberta Camarária, o Presidente foi levado a visitar uma área restrita (talvez 1/3) da União de Freguesias de Sintra (a tal UFSSMSMSMSPP), ficando muito longe dos outros 2/3. Será fácil entender as razões.

Imaginemos a Comitiva Institucional em êxtase perante a fonte da Heliodoro Salgado sem água, mas jorrando opiniões deslumbrantes numa exibição monumental.

Como resultado, não se exclui que, ao ser servido o almoço no Curral dos Caprinos, a primeira garfada tenha sido a medo, não saltasse mais algum segredo sintrense.

Tal como a história das sereias que, com seu canto, iludiam os marinheiros, admite-se que em Presidências Abertas surjam cantos previamente ensaiados para influenciar.

Uma segunda visita devidamente programada

Nestas acções institucionais a programação tem a sua estrutura responsável, alheia a outros objectivos pelo que, os excessos, são facilmente identificados.

Fora da estrutura, para evitar generosas mas justificadas risotas públicas, não seremos cicerones, nem indicaremos a posição do Sol. Sugere-se e aguardam-se acções: 

Certamente o Presidente da Câmara gostará de saber quanto custou à Edilidade a "Solução" da entrada na Abrunheira, apoiada pelo antigo presidente da Junta de S. Pedro e, agora, autarca na UFS. Terá sido uma razão para não constar do Roteiro?


Carro estacionado, obrigando a ultrapassagem sobre a passadeira e traço contínuo

Por questões de tempo, desta vez, a Comitiva apenas irá apreciar na Abrunheira um buraco no pavimento que muita gente pensa ser uma ruína arqueológica da freguesia e não desleixo e abandono, em plena Rua da Escola:

Graças ao subtil furo, a água esvai-se, evitando um grave acidente em dias de chuva

Ainda não é altura de se almoçar no Trilho. A Comitiva segue pela EN 249-4, desvia-se 2 vezes à direita (salvo seja) e entre nas Ruas do Casal Novo e depois do Carrascal:

Rua do Casal Novo, onde se podem recordar as estradas africanas

Rua do Carrascal: O colorido de carros e sucatas, com reflexos no meio ambiente

Em Manique, veja-se uma Avenida (do Brasil) com 120 metros interrompidos. Tomando um café reparador, pergunte-se aos residentes como, que tempo e quanto custa chegar perto da Sede da Freguesia, onde as elites se mostram e palavreiam.

Só acessível através de Cascais, a visita ao Barrunchal ficará para depois.

Na Avenida Pedro Álvares Cabral, está reservada uma surpresa ao Presidente e seus (?) convidados. Os membros da União de Freguesia evidenciarão fortes emoções:

Lixo

Mais lixo 

Ainda mais lixo...à beira da Avenida Pedro Alvares Cabral

Por aqui passam milhares de veículos por dia. Fiscalizações camarárias? Brigadas da Polícia Municipal? GNR? Vedações? Não há notificações ao dono do terreno?

Andou a União de Freguesias de Sintra a mostrar ao Presidente da Câmara coisas tão bonitas e agora esta? A mudança louvada. Os projectos em carteira. O teleférico que tinha poiso pago e a Câmara acabou. É bom insistir...para que volte.

É melhor não continuar, antes voltar para trás

O Presidente da Câmara, nesta altura, já deve ter dificuldades em falar. Talvez pense que o enganaram, coisa que nos dias de hoje não é de excluir...pelo menos.

Regresso pela EN 249-4 e, antes da Rotunda da Condessa D'Edla (toponímia de local desajustada a tão ilustre nome), a Comitiva gostará de fotografar - para memória futura - a bela paisagem da Serra de Sintra, antes que 15 metros de betão a rematem.

Edifícios da antiga SAMSUNG, que justificaram o nome da rua

Na Rotunda a Comitiva optará pela esquerda e seguindo pela Rua República da Coreia (quando mudará de nome?) terão os edifícios abandonados da antiga SAMSUNG, depois do despedimento colectivo dos trabalhadores. 

Em baixo, a comitiva não pode perder um património histórico meio escondido, protegido por pessoas que moram perto. Um dos mais antigos fontanários de Sintra (de 1781) erigido em honra de D. Maria I e seu marido D. Pedro III. 

Sujinha, abandonada, mas tão bela

Aqui chegados, não é fácil admitir que os munícipes suportem com seus impostos e IMI um almoço por alguns imerecido, face à má classificação.

Foram vistos quase os 2/3 que faltavam. Haverá outras corridas, outras viagens.

O Presidente da Câmara não deixará de retirar ilacções.

Ficam as persianas levantadas.


segunda-feira, 17 de novembro de 2014

SINTRA: UM GRANDE PLANO DE PORMENOR...SEM MAQUETA?

Continua em Discussão Pública um dos maiores Planos de Pormenor alguma vez apresentados em Sintra, exigindo pormenores mais relevantes para a ponderação equilibrada do que se pretende numa Área tão nobre para Sintra.

Se fingirmos não ver o mamarracho da antena de telecomunicações, temos a bela vista da serra

Estranhamente, quiçá por alinhamento ou curvatura perante o poder - Poder esse que deveria ser mais ajudado do que adulado - ainda não apareceram os campeões na defesa do Plano de De Gröer, certamente por desinteresse na localização.

Ora, o Senhor De Gröer, mesmo com opiniões ou sugestões de 1949 polémicas - mas tão úteis para amedrontar um ou outro autarca e travar o desenvolvimento em Sintra - também fixou uma Zona Rural de Protecção de Sintra, com seus limites esquemáticos.

E, de tal forma isso ainda hoje é reconhecido, que quem pretenda construir uma moradia na Abrunheira logo lhe fixam as regras a obedecer: - "Apenas com rés-do-chão e primeiro andar, e sótão só para arrumos, sem janelas".

Pelo punho do Sr. Étienne De Gröer, a Área do PPAN está dentro da Zona Rural de Protecção de Sintra

A tentativa de destruir uma bela paisagem

Como foi possível que, nesta paisagem, talvez a pretexto de Desenvolvimento ou Postos de trabalho, tenha seguido para Discussão Pública, a construção de 1 edifício com 15 metros, 2 com 12 m, 16 com 9 m, 5 com 7 m e outros, misturando-lhe Habitação? 

Nestas coisa, com património cultural, ambiental e paisagístico a proteger, existirá sempre um mínimo de precaução dos decisores - sob risco de ficarem na história má da cidadania - perante as funestas propostas de meros prestadores de serviços a outrem.

O Plano (PPAN), arrastou-se no tempo por mais de uma década exactamente porque ao chegar o momento da decisão...faltou tinta na caneta de quem o subscreveria.

haverá alguma maqueta do Plano para apreciação?

Até esta data ainda não surgiram quaisquer apoios à Discussão que referissem a disponibilidade de uma Maqueta da Área com as respectivas implantações.

A confirmar-se a sua não existência, estamos perante uma situação pouco habitual, se tivermos em atenção que outros projectos bem mais pequenos a elaboraram. Nela poderiam ser retidas, com mais acuidade, as implicações decorrentes.

Se existe, então que seja anunciada para que se tenha uma ainda maior visão da anormalidade deste PPAN pouco respeitador de uma série de pormenores que deveriam ser tidos em conta pelos responsáveis que o apresentam em primeira linha.

Plano programado para aprovação em Dezembro?

A história dos últimos anos, quando chega o mês de Dezembro, tem apresentado algumas preocupações sobre matéria sujeita a aprovação. A Abrunheira não foge a essas coisas.

Antes que seja tarde, talvez fosse bem avisado que o Presidente da Câmara chame a si o Plano de Pormenor da Abrunheira Norte (PPAN) para a reapreciação que parece ser exigível e posterior adequação aos interesses amplos dos sintrenses.

São necessárias soluções para aquele terreno com 70 hectares, mas que respondam a carências das populações e interesses dos investidores, e não só para uma das partes.


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

SINTRA: PLANO DE PORMENOR A EXIGIR PORMENORES

Ontem, pelas 8,18 horas de Sintra, tive o cuidado de enviar para a Presidência da Câmara um conjunto de apreciações e sugestões relacionadas com um denominado Plano de Pormenor da Abrunheira Norte, que de Abrunheira pouco ou nada tem.

O fraco contributo enviado valeu mais como intenção de não vir a ser apontado como plagiador das opiniões que, à noite, surgiriam numa Assembleia de Freguesia.

Um Plano que é de Sintra e não da Abrunheira

Farei parte de quantos entendem que um Plano para aquele local é indispensável e urgente, mas, tratando-se de uma Área de grande sensibilidade em várias vertentes, deve ser tratada com pinças e não com bisturis ferrugentos que ameacem tétano.

Ao compreender e aceitar que o Presidente da Câmara se sinta entusiasmado com um Plano para o local, é minha convicção que irá recolher mais pormenores que lhe mostrarão a conveniência da sua directa intervenção em nome da imagem de Sintra.

Aliás, não querendo fazer juízo de valores, e muito menos de intenções, é inapropriada a ligação da Abrunheira (Aldeia) a tal projecto, por pouco beneficiar dele.

Usar o nome da Abrunheira só pode fazer parte de uma manobra de diversão...

Uma pílula doirada...mas fora de prazo


O folheto da C.M. de Sintra, distribuído antes da Assembleia, torna enternecedores os "Objectivos do PPAN" e "PROGRAMA DE USOS". Um deles: "Enquadramento paisagístico da Serra de Sintra"...com edifícios de 9 e 15 metros no horizonte!

"Uma clínica com vocação mista para internamentos e ambulatório"! É este o Centro de Saúde de que Sintra precisa? Na Planta consta como privado. "Unidade comercial com oferta de artigos para a casa"! Boa, não é Hipermercado? Manipulação? 

Que justificação haverá para se falar na "Qualificação da Área Urbana de Génese Ilegal" (metendo o nome da Abrunheira no Plano) e depois vedar-se o acesso viária a essa Área pelas estruturas da SONAE, forçando à circulação pelo interior da Aldeia?

Será que os Técnicos Superiores da Câmara, envolvidos no PPAN, desconhecem que o núcleo habitacional da Abrunheira é atravessado diariamente por muitos camiões TIR (chegam a partir telhas nas casas) que se dirigem à Zona desta AUGI?

Não sabem? Que levantamento fizeram? Sabem? Então o que é isto?

Este Plano é susceptível de causar convulsões se não for imediatamente chamado pelo Presidente da Câmara e atribuído a uma equipa técnica imbuída do rigor exigido pela paisagem natural de Sintra e que considere as implicações negativas do Plano.

Porque um Plano desta Natureza tem de ser muito claro a bem de Sintra.

E, sendo de Sintra, não o tentem desviar como sendo da Abrunheira.


sábado, 8 de novembro de 2014

SINTRA: DOMINGO? VENHA ATÉ S. PEDRO...

No próximo Domingo apanhe um pouco de ar fresco e passeie descontraidamente por S. Pedro. Era uma freguesia importante em Sintra, hoje é um bairro, um lugar, pode dizer-se que concentrador de história, mas como freguesia foi vendida por dez réis...

Em S. Pedro há um conjunto de património riquíssimo, sem igual nas freguesias do concelho de Sintra, para natural orgulho da grande maioria dos SaoPedrinos.

Da Igreja da Penha Longa à Capela de S. Lázaro, temos o Palácio Nacional da Pena e o Castelo dos Mouros (ambos gratuitos aos Domingos para residentes em Sintra e pagos pelos outros portugueses (!!!)), o Chalé da Condessa d'Edla e Santa Eufémia. 

Não sendo dia da tradicional feira, se vier de carro pode estacionar na Praça D. Fernando II. Depois, a pé, faça um trajecto pela Calçada José Joaquim Gonçalves que, à direita, tem a Rua Rio da Bica. Prove a água fresca que corre de bicas tão antigas.



Mãe d'Água

Se subir a Santa Eufémia gozará de uma paisagem fantástica com o Cabo Espichel e a Serra da Arrábida no recorte. Um velho eucalipto irá tirar-lhe o acesso visual (mas gratuito) ao Palácio da Pena. Na descida, logo em frente de imponentes ruínas, visite os

A história


Interior da sala de espera dos banhos

A este tempo, o estômago já está dando sinais de vazio. Regresse à Praça e tem várias sugestões para uma boa refeição num ambiente calmo e agradável. 

Vários restaurantes no Picadeiro

Cruzeiro

Antes de partir, aprecie o Cruzeiro, deite um último olhar em volta e não deixe de se sentar, apreciando os belos azulejos do fontanário, construído em 1928 pela "Junta de Freguezia" que já não existe...mas isso é a parte triste de uma outra história.


Votos de que sugestão tenha sido útil e ajudado a desfrutar de um bom Domingo.