domingo, 5 de outubro de 2014

SNAKE RIVER, TURISMO A CAMINHO DO PARAÍSO...

Por ser Domingo, sugestão para uma boa Jornada

Quem subir o Rio Snake pode realizar o sonho de chegar a Yellowstone. Corre forte, serpenteia, obriga a potentes motores nos barcos cujo ruído e oscilações prejudicaram o vídeo que gostaria de Vos oferecer. VIVE-SE numa Floresta Nacional:


De manhã há espécies vegetais únicas que a noite alimentou. Há rochas com as mais variadas composições químicas. Pela tarde, surgem os animais selvagens que vieram beber água às margens, uns voando, outros trepando.

Rio Snake, velho conhecido de Yellowstone

Animais selvagens na Margem do Rio Snake

Se havia um rio, com belíssimas margens e riqueza ambiental, por que não criarem-se alternativas e investimentos para a sua exploração, com imagens únicas?

Margem do Rio Snake, há quantos milhões de anos em formação?

Previamente autorizadas sem burocracias exaustivas mas com rigorosas exigências de segurança e conhecimento das correntes e rochas, há rápidas lanchas a operar rio acima, com Comandantes atentos. Pára-se para refeições buffet bem recheadas...

Subindo o Rio Snake a grande velocidade

Foi para isso, para deslumbre de quantos por esses caminhos se aventurem, para aprendermos com a história e com a natureza, que o Rio Snake, aquela cobra imensa, se tornou numa "estrada cultural" ao serviço do turismo. 

Snake River em Yellowstone, uma deslumbrante paisagem

Foi um dia de "escola", de aprender como os povos se ajustam ao seu progresso e às formas de vida. Como nas sociedades se promove o desenvolvimento.

Este é, sem dúvida, um caminho para o Paraíso...explorado por entidades e pessoas cujos objectivos assentam numa forte vontade de desenvolvimento.

Por estes caminhos o desenvolvimento não é entravado em nome do nada.

Votos de que passem um bom Domingo, viajando...



quinta-feira, 2 de outubro de 2014

SINTRA: PEDRO E 费尔南多 MAIS "PORTUGUESES" QUE ANÍBAL?

HISTÓRIAS DE DOMINGO NUM PALÁCIO PERTO DE SI..(*).
Domingo, 11 horas: Aníbal, português e reformado, nascido em Sintra mora na Amadora. Ele e Mulher vivem com dois netos, agora universitários em Letras e História. Alvitra a todos a ida ao Palácio Nacional de Queluz,  para apoio a uma tese sobre D. Maria I. Entravam, felizes, mas ouvem: - "Façam favor, a entrada é paga...cada sénior 8,50€ e os jovens com mais de 18 anos 9,50€ cada".
Aníbal ficou aflito. Na Minabela fiavam-lhe. Não contava pagar e foi o neto mais velho que lhe estendeu os 36 euros exigidos na bilheteira. Aníbal mastigou em seco o custo das entradas e disse "...da última vez que aqui estivemos - ainda não há muito tempo - os portugueses não pagavam entrada aos Domingos".
Domingo, 11,30 horas: Pedro, português remediado, com casa em Massamá, Sintra, ávido de rever a beleza de Carlota Joaquina leva a família ao mesmo Palácio de Queluz. Chega à bilheteira, mostra um recibo dos SMAS e prova a identidade com o passe da CP. Recebe bilhetes de entrada  gratuita pelo simples facto de ser "residente em Sintra". Aproveita e respira ar fresco nos jardins. 
Domingo, mesmo Palácio, 12 horas: 费尔南多, habilitado com um visto GOLD de residência especial, instalou-se num Clube de Campo próximo. "Qué-lo-vel" a Sala dos "Embaixadoles". Puxa de um monte de papéis, alguns assinados por PP. Alguém lhe faz  a vénia e sugere que volte para assistir a um dos Saraus de Música Clássica. "Entladas glatuitas"? Direito de residente, Senhor 费尔南多.
Todos residentes na Linha de Sintra, todos diferentes nos direitos...
Pergunta Pertinente

Os exemplos acima satisfizeram a Administração da empresa de capitais públicos Parques de Sintra - Monte da Lua por ter retirado aos portugueses (excepto a residentes em Sintra) o antigo direito de entrarem gratuitamente aos Domingos?


Palácio Nacional de Queluz, a negro até voltarem as visitas gratuitas aos Domingos para todos os portugueses

Palácio Nacional de Sintra, a negro até voltarem as visitas gratuitas aos Domingos para todos os portugueses

Não se questiona o direito dos munícipes de Sintra. Contesta-se, isso sim, o Princípio da Desigualdade conducente à limitação do acesso à Cultura e a Bens Nacionais, com reflexos negativos evidentes nas famílias mais desfavorecidas.

Ainda por cima não sendo as restrições compensadas pelo direito ao acesso gratuito  por parte de jovens até aos 17 anos, como é previsto pela Comunidade Europeia.

Enfim, a vida dos povos tem destas coisas: - O Presidente da Empresa de Capitais Públicos que fechou as portas aos portugueses, acabaria por ser condecorado no passado dia 10 de Junho precisamente em nome dos mesmos portugueses...

Cultura implica com portas abertas, mantê-las fechadas foi opção.

Afinal, quantos portugueses entravam gratuitamente?

Fazendo fé no Suplemento Economia do Expresso (25.01.2014) que entrevistou o presidente da PS-ML (medalhado no 10 de Junho), os visitantes não estrangeiros durante o ano de 2013 terão sido apenas cerca de 120.000 (7% do total).

Nesses 120.000 estarão incluídos residentes em Sintra, não estrangeiros embora possam sê-lo. Na hipótese, pouco provável, deste lusitano grupo só visitar Parques e Palácios aos Domingos, teríamos a visita dominical de 2300 portugueses.

Logicamente a comunidade de 120.000 portugueses excluídos do direito à gratuitidade, ter-se-á repartido ao longo do ano, daí a média de 300 por dia. Ou seja, em 52 Domingos, terão sido menos de 15.600 os forçados a pagar...

Será motivo para uma Administração se sentir realizada quando 93% dos visitantes são estrangeiros? Ou isso deve-se a medidas que desincentivaram os portugueses?

O que representaram, em receita, essas 15.600 entradas de portugueses? Pouco mais que dois anos de ordenado bruto, sem mordomias...de um Administrador.

Assim, as medidas contra as entradas gratuitas não podem enquadrar-se apenas em objectivos económicos, pelo que - por agora - a excepção para "residentes no concelho de Sintra" pode não ter passado de um manto para conforto doméstico.

As desigualdades emergentes da eliminação de um direito dos portugueses não poderão continuar, pelo que a Empresa ou uma Entidade Oficial as devem corrigir.

As Interessantes HAPPY HOURS

Fechadas as portas de Domingo aos portugueses não residentes em Sintra, surgiram Happy Hours (horários fixados e pequenas reduções no preço) que, na prática, não redundam em benefícios significativos para os visitantes nacionais.

Estranhamente, ou talvez não, as Happy Hours apenas existem para visitas aos Palácios Nacionais e Parques da Pena e de Queluz, não se aplicando no Palácio Nacional de Sintra e outros espaços geridos pela Parques de Sintra - Monte da Lua.

Aliás, pelo menos no Palácio Nacional da Pena, o abaixamento de preço beneficiará em maior número os turistas estrangeiros, quase sempre levados por guias. E, neste caso, os preços ainda serão mais baixos (preço de Agência 12,75€ em vez de 13€).

Algo é bom para os portugueses: - Se juntarmos mais de 11 potenciais visitantes, a Parques de Sintra fará a esse ajuntamento o preço de Agência. Uma gentileza...

Claro que, neste quadro, estão de parabéns os diversos defensores do sistema, uns pela decisão brilhante de diferenciar os portugueses, outros pela ilustrosa defesa, claramente elitista e sem um suporte válido em termos de justiça social. 

Esperemos que a próxima Administração da Parques de Sintra - Monte da Lua - em nome dos direitos de acesso à História e à Cultura, acabe com as desigualdades e reponha o antigo direito de todos os portugueses.  

(*) O descrito pode suceder em qualquer dos outros Parques ou Palácios Nacionais geridos pela mesma empresa: - Palácios Nacionais de Sintra e da Pena além do Castelo dos Mouros, Monserrate e Capuchos.  

sábado, 27 de setembro de 2014

SINTRA: JUNTA DA "UNIÃO DE FREGUESIAS" ONDE INTERVÉM?

A pergunta-se justifica-se face a sintomas que fazem recear pelo quase abandono da Freguesia por parte de autarcas eleitos, apesar de neófitos independentes. 

Evidentemente que não eram expectáveis grandes virtudes políticas, conhecidas as suas passagens nas anteriores Freguesias que ajudaram à extinção...

O mínimo exigível ao Poder Local é a solução dos problemas que lhe pertencem e cuidar de alertar outras entidades institucionais para os problemas que, sendo da sua Área de proximidade com os munícipes, extravasem as competências delegadas.

Temos, de seguida, um exemplo: Há quanto tempo se vê esta imagem junto ao parque de estacionamento do Rio do Porto? É duvidoso que a Junta da União de Freguesias de Sintra tenha, no mínimo, chamado a atenção dos responsáveis.


Lixo e contentor assim há várias semanas

Ao mesmo tempo, sabendo-se que a Câmara Municipal não eliminou ou reteve Fundos a transferir para tal "UNIÃO", ressalta a curiosidade sobre a aplicação dos mesmos, com a indispensável visibilidade sobre o bem-estar público.

Rua da Escola na Abrunheira

Este radioso buraco em plena via pública, com meses (ou anos?) vai aumentando sem indícios de preocupações pela sua reparação, fazendo perigar quem circula e do qual a dita "UNIÃO" não poderá alijar responsabilidades. 

Falemos da limpeza do património urbano, admitindo que se sabe o que isso quer dizer. Só três fontanários reflectem a falta de cuidados...para não sermos hostis. 

Fontanário do Rio do Porto, junto ao Centro Histórico, recuperado em 1990

Fontanário no Largo Afonso de Albuquerque (Bairro da Estefânia)

Esta cuba (e a do outro lado) são do Fontanário Manuelino com uma história curiosa. Certo dia a parte superior terá sido roubada. A inferior, logo retirada. Embora a 200 metros da Junta, nunca houve um explicação completa do sucedido.

O Fontanário só por teimosa insistência voltaria ao local 1954 dias depois.

Recentemente, sujaram-no com tinta azul (que também espalharam pelo chão) mas foram os serviços da Câmara Municipal que procederam à limpeza da tinta. 

Os serviços da aludida "UNIÃO" de freguesias ou não passam no local ou entenderão que não vale a pena limpar o interior das cubas...preservando os líquenes. 

Vamos ao terceiro Fontanário, na Abrunheira desde 1924:

No dia 5 deste mês, abordámos este mesmo problema de abandono local , ainda convictos de que a suposta "UNIÃO de Freguesias" se preocuparia. Nada mais errado e o velho fontanário continua à espera de ser limpo. 


Esta situação, susceptível de converter  autarcas "independentes" em "ausentes" torna-se cada vez mais absurda, exigindo uma intervenção por parte da Câmara já que é à Edilidade que os munícipes acabam por dirigir as queixas.

Em tese, caso a Câmara Municipal não deduza nas transferências os custos que assume por conta da Freguesia, pode ocorrer um indirecto acréscimo de dotações.

Está nas mãos da Câmara Municipal acautelar a aplicação dos valores transferidos, exigindo respostas adequadas às carências das populações.

Torna-se indispensável que, para o bom nome das Instituições e do Poder Local Democrático, a Junta esclareça das razões deste estado de coisas, evitando que se tirem ilacções eventualmente desajustadas.

AGUARDEMOS PELA RESPOSTA A QUE TEMOS DIREITO.




quarta-feira, 24 de setembro de 2014

SINTRA: TRATA-SE ASSIM O PATRIMÓNIO?

Quantas vezes me pergunto se estarei errado. 

Faço-o porque não quero acreditar que responsáveis pela imagem de Sintra andem distraídos ou sem a sensibilidade exigível para a sua riqueza histórica, pelo Centro Histórico e pelas responsabilidades assumidas perante a Unesco.

Passam os tempos. Circulam viaturas (que bom avaliar-se os custos...) nas mais variadas direcções. Há uma Junta de Freguesia que parece ter delegado na Câmara. Ninguém vê. Ninguém alerta. Ninguém fiscaliza. Que maneira de ver Sintra...

Evitar-se-ia o que hoje aqui se irá abordar: - Contentores de lixo junto ao Monumento Histórico que é a Igreja de S. Martinho. Ao menos respeitem a sua História, sugerindo-se uma visita ao site Serradesintra (clique por favor).

Em Agosto de 2010, havia um contentor enterrado, mais dois móveis. Assim:


Várias vezes se tem abordado a necessidade de uma solução, até ao nível pessoal para melhor sensibilidade. Não sendo o local adequado demos sugestões de solução.

Acresce a exigência de sabermos respeitar quem nos visita, e não é junto a contentores do lixo, frequentemente com cheiro pestilento, que os residentes ou os turistas - lembremos que são pessoas - devem aguardar pelos transportes públicos.  

Foto de Outubro de 2013

Saberão os responsáveis pela imagem de Sintra e pelas necessárias correcções ao que está mal, como foi solucionada a grave situação dos contentores? Pois, exactamente, colocando lá mais um. AGORA SÃO TRÊS MAIS UM!!!

Foto de Setembro de 2014

Exemplo de outra cidade Património da Unesco 

Na parte histórica da bela e limpa cidade de ERICE apenas se vêem pequenos contentores de lixo que a horas certas são despejados para uma viatura adaptada à largura das ruas. As lojas, nessa ronda, entregam os sacos com resíduos. Assim:


A este propósito, mais algumas fotos ajudarão a apreciar tão sugestiva cidade histórica.

Ruas com tão bela calçada

Esplanadas nas ruas

Um belo Castelo

Rendilhado da Rosácea da Catedral

Maravilhosa vista sobre o Cabo San Vito

SINTRA, PERANTE AQUILO QUE É RESPEITADO NOUTRAS ZONAS PATRIMÓNIO DA UNESCO, TAMBÉM TEM OBRIGAÇÕES E CUIDADOS A TER COM O NOSSO CENTRO HISTÓRICO, EM PRIMEIRO LUGAR. 

NÃO PODEMOS É TOLERAR ESTA CONTÍNUA INDIFERENÇA, A MENOS QUE TUDO ESTEJA NO MELHOR DOS MUNDOS...E SEJA EU A ESTAR ENGANADO.