domingo, 21 de setembro de 2014

VILLA ROMANA DEL CASALE, CONVITE PARA VISITA VIRTUAL...


Por ser Domingo, aceitem o convite para "visitar" a História, feito por quem nada sabe dessa riquíssima ciência, mas a que dedica todos os momentos possíveis. Não terão, assim, exibicionismos ou "tratados" culturais. Apenas a mostra e o sentimento.


Bilhete válido por três dias
Impõe-se um esclarecimento: A Villa Romana del Casale está incluída na Lista do Património Mundial da Unesco. Faz parte de um conjunto considerado "Bem Cultural", onde se inclui o Museo Archeologico di Aidona e a Area Archeologica di Morgantina.
 O bilhete, com o custo de 14€, é válido por 3 dias, de forma a poder visitar-se as três unidades. Em nome da Cultura, os jovens de toda a Itália e União Europeia estão isentos de pagamento até aos 17 anos. Os entre 18 e 25 anos pagam 50% do custo normal do bilhete.
Regista-se para meditação de "almas cultas" de Sintra, indiferentes a 14€  para a entrada no Palácio Nacional da Pena, "louvando" a Administração que eliminou entradas gratuitas aos Domingos para portugueses, só as mantendo para residentes em Sintra, como se de genética diferente.
Antes da bilheteira, um grande parque de estacionamento e pavilhões com lojas de pequenos comerciantes com "souvenirs", águas e diversas outras ofertas.

Para conhecer pormenores históricos, clique aqui. Há uma grande área a descoberto e outra protegida mas adaptada ao passeio dos visitantes sobre a História. No exterior, um numeroso grupo de arqueólogos trabalha ao sol pesquisando ruínas.


Uma imagem do exterior da Villa Romana

Entrando na parte protegida, verificamos uma imensa serpentina de corredores que permite observar e avaliar a beleza dos mosaicos recuperados, pavimentos que datam dos primeiros Séculos depois de Cristo.

Somos levados a meditar na riqueza de tal Património, a rever o luxo daquele espaço na época da sua construção. Ressalta o valor artístico da obra. Caminha-se lentamente, desejosos de não chegarmos ao fim, face a tanta beleza.

São mais de 3500 metros quadrados de mosaicos onde a vida daquela época está bem representada, nas figuras e nos costumes. Na beleza dos corpos. Até no amor...

A beleza das pessoas à volta de uma cena de amor

Continuamos a serpentina à volta destas preciosidades, vemos esbeltas mulheres que praticam desporto. As sua vestes ousadas ou a candura nas expressões. 

Os cuidados com a manutenção física

Cenas da vida de todos os dias na maior mostra mundial de mosaicos romanos.

Um animal a ser conduzido para um barco

Um recanto na galeria, com figuras de diversos animais

Toda a extensa área coberta e visitável está adaptada para acesso de pessoas com dificuldades de mobilidade, facto que merece - também - o devido destaque.

Esta visita prende-nos desde o primeiro minuto e é com dificuldade que deixamos este Património para nos podermos dirigir a outros. 

Grato pela vossa companhia neste Tour virtual.

Com Votos de um Bom Domingo.


sexta-feira, 19 de setembro de 2014

SINTRA: DESPERDÍCIOS DE VERÃO...

E chegámos ao final do Verão, com as visitas em massa a acabar. 

A pequena pedonal da Heliodoro Salgado ainda não foi desta que se ajustou à época estival com esplanadas e animação permanente, grupos musicais, exposições de muitos artistas (que os há) desejosos de mostrarem as suas obras.

Aquela pedonal, recuperada e sem escapes, merecia melhor. Porque está melhor.

Recorde-se a Rua atafulhada de carros, com as carreiras para baixo e para cima e camionetas a caminho da praça. Os gases que se libertavam dos escapes que as carreiras deitavam quando começavam a subir para Chão de Meninos...


Foto obtida na Sintriana, da Biblioteca Municipal de Sintra
Pertence à Colecção Valdemar Alves - Livro "Eléctricos de Sintra"
O Blogue Rio das Maçãs, publicou-a em 11 de Janeiro de 2007

Saúdo os agentes da PSP Simão e Francisco - perdoem não lembrar o nome de outros - que na peanha ao meio do entroncamento apitavam pelo trânsito que entupia a caminho das praias ou alguém parava "só por um bocadinho para ir ali à loja...".

Aquela pedonal - caminho privilegiado para turistas que queiram visitar o Museu ou em busca do "histórico eléctrico" que tem dias de funcionamento... - continuou vazia, sem oferecer momentos lúdicos, vender flores ou animar culturalmente.

Não fará sentido que o "histórico eléctrico", desejado por tantos turistas e cuja imagem passa para fora, apenas esteja disponível três dias por semana. Quem nos visita não pode estar sujeito a tal e são muitas as desilusões que se notam no local. 

Da passagem pedonal sobre a linha férrea - tão necessária para a vida do local - nada mais se soube. Confiemos que a solução possa estar para breve.

São precisas alternativas para a Praça cheia do vazio das bancas, façam-se projectos para ofertas de restauração, alargue-se o horário e convidem-se artistas para ajudarem à dinâmica cultural. Hoje temos um espaço riquíssimo desaproveitado.

Tenho, para mim, que falta um murro na mesa para acabar com tudo o que se enrola.

Sintra não pode estar associada a um imenso gato especialista em enrolar novelos.

O turismo e a vida local não podem ser desperdiçados de forma tão gratuita.

Basta de tudo levar tantos meses para se resolver.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

SINTRA: LÊ-SE E SE NÃO FOSSE O "TUDO SOBRE SINTRA"...


Quando se regressa ao País, quem esteja interessado procura rever alguns factos e notícias que ajudem à actualização da vida colectiva, seus problemas e soluções.

Daí que, pela confiança, tenha procurado notícias no TudoSobreSintra.

Uma notícia (clique, por favor) deu-me uma desconfortável indignação. 

Associação Empresarial de Sintra (cujo presidente é Manuel do Cabo), subscreve uma petição contra um novo hipermercado Jumbo na confluência de Mem Martins e S. Pedro. E que posição na defesa dos comerciantes foi tomada em 2008?

Na época, Manuel do Cabo era, também, Presidente da Junta de Mem Martins e Fernando Cunha, outro comerciante sintrense, era-o na Freguesia de S. Pedro de Penaferrim. 

Nem a Junta de Mem Martins nem a de S. Pedro de Penaferrim promoveram quaisquer debates para a Discussão Pública do Projecto, mantendo-se à parte do direito de cidadãos e comerciantes se pronunciarem. Quem os calou?

Foi apenas um grupo de cidadãos responsáveis que tomou em mãos a Discussão Pública, enviando na altura a sua opinião para a entidade oficial que a aguardava.

A este propósito, como aqui pode ser revisto, no passado dia 1 de Julho voltámos a abordar as preocupações pelos reflexos que irá ter no comércio local.

Parece que só agora, na perspectiva do Centro Histórico ser esvaziado da compra de "souvenirs", "queijadas" e a "restauração" passar a ter mais oferta concorrente para turistas, surgiram as preocupações.

"Mais tarde do que nunca" diz o ditado.  

Não faltará muito e lá se venderão Queijadas da China.


Nota: Ao TudoSobreSintra uma saudação por estar sempre em cima dos acontecimentos.



terça-feira, 16 de setembro de 2014

ALITALIA E UMA "PEQUENA" LEMBRANÇA DA NOSSA HISTÓRIA

Provavelmente quase toda a gente sabe. Confesso que não sabia.

Destaca-se, isso sim, que a Alitalia ofereça aos passageiros - em trajectos que não passam por Portugal - uns biscoitos cuja embalagem lembra que foram os portugueses que importaram laranjas da China no Século XIV.


Um simples registo que faz parte da história de um povo.