terça-feira, 16 de setembro de 2014

ALITALIA E UMA "PEQUENA" LEMBRANÇA DA NOSSA HISTÓRIA

Provavelmente quase toda a gente sabe. Confesso que não sabia.

Destaca-se, isso sim, que a Alitalia ofereça aos passageiros - em trajectos que não passam por Portugal - uns biscoitos cuja embalagem lembra que foram os portugueses que importaram laranjas da China no Século XIV.


Um simples registo que faz parte da história de um povo.


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

SINTRA: UNIÃO DE FREGUESIAS? DE QUÊ?

Como intróito, lembremos que há uns tempos houve por aí uns políticos que se prontificaram à quase vassalagem de apoiar a Lei que eliminou um conjunto de freguesias por esse país fora.

Sintra também não escapou aos frágeis políticos, às ligações esquisitas, aos que, tendo sido escolhidos para a entrega às suas freguesias, acabaram por traí-las votando a favor da sua extinção. 

É a vida. Há quem goste. Há quem os saúde. Quem se curve, mesmo que erectos. Se tanto se tornar necessário, quem os louve. Eles até falavam nos fregueses...

Como já tinham participado - com pretextos vários - nos fins de umas, entenderam que eram as pessoas mais habilitadas para participar na nova, que acaba por ser velha.

Tornaram-se então independentes, que força, que nova alternativa. Que empenho se prometia e como o futuro se formava com uma terceira via, dos mesmos...

Não é fácil inventariar todos os reflexos negativos da Lei, mas o que a seguir se mostra não tem nada a ver com a Lei, porque espelha a indiferença e o respeito pelas populações.

Basta, por hoje, mostrar como está o Chafariz, do Largo com o mesmo nome, na Abrunheira. O seu tempo outros exemplos de independentes serão apresentados.

Em 90 anos talvez nunca tenha merecido tanto abandono

Aqui está, assim se trata o património local


Apesar de conhecermos os contornos de toda esta mentira que foi prometida aos tais que são chamados de "fregueses", palavra que frequentemente são escutadas, há um mínimo de empenho exigível que não pode ser escamoteado.

Senhores da União de Freguesia de Sintra, especialmente quem não se importou de ajudar a extinguir a Freguesia de S. Pedro, tenham atenção a estas situações.

Já basta de às populações ser oferecido o abandono.

BASTA! HÁ LIMITES PARA O ABANDONO!



quarta-feira, 3 de setembro de 2014

SINTRA, QUEM FOI RESPONSÁVEL PELOS CORTES?

No passado dia 27 de Agosto, aqui, neste blogue, denunciámos o brutal corte de uma árvore na Quinta de Sta. Teresa, ao mesmo tempo que era recordado um Projecto de Construção de um Hotel, que se arrastou...por "precaução e defesa das árvores".

No mesmo dia, neste mesmo blogue como se pode voltar a ler voltou a abordar-se o crime, sem se saber em nome de quem e que ódios haveriam para tais árvores.

Julgávamos saber - insistimos - que a Câmara Municipal de Sintra não tinha autorizado quaisquer cortes de árvores. Que a mesma não terá delegado poderes em ninguém para a concordância, justificada ou não, de cortes.

Repomos as fotos, para que não chamem "eucaliptos" ao que não é.



Tudo teria decorrido da melhor maneira, até ao que agora se julga em nome da fé, se a denúncia dos actos não tivesse surgido a público, mesmo limitada a este modesto blogue, de que alguns Amigos tiveram o cívico acto de repartir por outros. 

Daí que, face ao exposto, a Câmara Municipal - e muito bem - tenha procurado, ao que sei, inteirar-se sobre o ocorrido, pela certa exigindo explicações fundamentadas.

Tive agora conhecimento de uma curiosa resposta que de forma alguma poderei encobrir a quantos fazem o favor de me acompanhar nestas escritas:

"A Comissão de Festas de Nª Srª do Cabo Espichel de S. Pedro de Sintra, informa que no decurso dos trabalhos preparativos  das referidas Festas, a decorrer na Quinta de S. Teresa, não houve lugar a corte de árvores,tendo sido apenas executados trabalhos de limpeza do terreno e de alguns galhos que se encontravam em risco de queda.

A situação de corte de árvores decorreu anteriormente, por solicitação ao proprietário, Sr. Ezequiel  Francisco Alves, de um morador em casa continua à quinta, por receio da queda de dois eucaliptos. Estas árvores estavam com inclinação acentuada e quase a tocar o telhado da habitação.
Face a esta solicitação o proprietário expôs a situação à representante da Associação de Defesa do Património de Sintra - Srª Drª Adriana Jones que concordou com a intervenção." 

Perante tal esclarecimento, com a livre apreciação que vos deixo, resta-me lembrar que em nome da fé, sempre me foi dito "não mentirás" e "não arranjarás desculpas".

Ora, os eucaliptos estavam noutra zona (a cujo corte não acedemos) e só por ingenuidade informativa ou desconhecimento se invocariam no caso presente.

Por último, revendo a foto das duas pequenas árvores, só por ignorância confundidas com eucaliptos, brutalmente cortadas, pergunto como foi possível tal acto? 

Afinal quem foi responsável pelos cortes? 


domingo, 31 de agosto de 2014

PATAHA FLOUR MILLS, EXEMPLO DE INICIATIVA TURÍSTICA...

A Moagem que virou Museu 

A pequena cidade de Pataha desenvolveu-se junto à ribeira por onde a tribo Nez Perce fazia a travessia das Montanhas Rochosas, hoje partilhadas pelos EUA e Canadá.

Antigos membros da Tribo Nez Perce

Ora, no princípio do Século XIX, tornava-se necessário conhecer a América do Norte, pelo que dois oficiais (Lewis e Clark) foram nomeados para a necessária exploração, estabelecendo um trilho que passava perto de Pataha.

Aproveitando a água da ribeira de Pataha como energia, em 1879 construiu-se uma Moagem de Cereais que desenvolveu a economia da região enquanto se esperava pelos caminhos de ferro. Como a estação viria a ficar longe, a Moagem encerrou.


Sem laborar, em vez de se tornar num monte de ruínas (três pisos) houve quem a recuperasse para turismo industrial, tornando-a um Museu Vivo, com curiosas máquinas, transmissões e equipamentos, em visita guiada por quem a ela se dedicou.


A grande capacidade de iniciativa que se vê naquelas paragens, fez com que também tenham um espaço que funciona como restaurante e onde acabámos por almoçar.

A amabilidade sobre a escolha da refeição foi uma curiosa nota. Mas a surpresa maior ainda estava reservada. Quem nos atendeu, cheio de simpatia e de avental, logo que deixou de atender clientes desapareceu.

Momentos depois, mastigada a excelente refeição, passaram a ouvir-se músicas tocadas em piano, para logo saltarem para órgão, como reproduzimos:   

Jon, um alemão na América

Não foi fácil a despedida porque era difícil romper com o artista. 

Do artista, viria a saber que era alemão e de seu nome Jon Van Vogt, pelo que aqui lhe envio uma homenagem de agradecimento pelos belos momentos que proporcionou.

Um exemplo de que, nos tempos que correm, se pararmos o pensamento criativo não progredimos. As dificuldades da sociedade moderna obrigam a novas mentalidades, reconversão de atitudes, fim do palavreado e dos egos.

Um abraço de apreço para o Jon.

Obrigado pela lição.


A Moagem é um Museu particular, rentável graças à diversidade da oferta a quem a visita. Subsídios? Estariam perdidos se fosse esse o seu objectivo.