quarta-feira, 20 de agosto de 2014

SINTRA: DEMITAM-SE OS RESPONSÁVEIS!

A BELA SINTRA NÃO PODE SER ASSIM ENXOVALHADA

Foram ultrapassados todos os limites da tolerância: - Aprovadas regras e instalada a sinalização adequada. Cumprindo-se seria o fim das imagens degradantes.

Mas - e aqui fica a frequente pergunta - a quem incumbe zelar, em primeiro lugar, pelas disposições municipais? Aos cidadãos? Aos especialistas no bloqueio de viaturas? À legítima autoridade que tem a Vila de Sintra como zona de actuação?

Independentemente da pergunta, há na estrutura camarária um corpo municipal que deveria já ter actuado e, se não tem condições ou disponibilidade, se não pode cumprir, então acabe-se com ele porque seria uma significativa poupança financeira.

Tem de haver responsáveis

As imagens que seguem - (de ontem e hoje antes das 7 horas da manhã - são um enxovalho para Sintra, ofendem a História, envergonham as suas gentes. Chocam mais pela manifesta indiferença de quem deveria prevenir para que não existissem.

(Parque do Urbanismo-Ontem ao final do dia, tudo preparado para a noite, apesar da sinalização)

(Parque do Urbanismo-Ainda ontem ao final do dia)

HOJE - 6,50 da manhã - Parque do Urbanismo

HOJE - 6,50 da manhã - Parque do Urbanismo

HOJE - 6,50 da manhã - Parque do Urbanismo

HOJE - 6,50 da manhã - Parque do Urbanismo

HOJE - 7,00 da manhã - Parque do Rio do Porto

HOJE - 7,00 da manhã - Parque do Rio do Porto (Note-se a matrícula viciada no País)

HOJE - 7,00 da manhã - Parque do Rio do Porto

HOJE - 7,00 da manhã - Parque do Rio do Porto

HOJE - 7,00 da manhã - Parque do Rio do Porto

HOJE - 7,00 da manhã - Parque do Rio do Porto

HOJE - 7,00 da manhã - Parque do Rio do Porto

HOJE - 7,00 da manhã - Parque do Rio do Porto

HOJE - 7,00 da manhã - Parque do Rio do Porto

Não são precisas muitas mais palavras além de que os responsáveis não assumiram as funções em que foram investidos. Demitam-se já. 

Sintra não pode estar sujeita a esta indigna amostra, a esta progressiva degradação, porque depois de tomadas medidas elas não são cumpridas.



Breve Nota:

Que meditem quantos lutaram contra um parque de estacionamento na Volta do Duche (eu incluído) mas que hoje se silenciam.

domingo, 17 de agosto de 2014

HOJE, UMA VISITA AO ESPAÇO...PORQUE NÃO HÁ LIMITES!

Evitem-se as palavras: curiosidades sobre a capacidade dos Homens e Mulheres que não têm umbigo...perdão, que o têm mas não lhes limita a visão aberta sobre o Mundo.

A evolução...


De um dos primeiros aviões de passageiros...

...ao supersónico Concorde...

...ao supersónico para testes espaciais...

Uma das primeiras cápsulas espaciais a regressar à Terra...queimada pelo atrito...

Veja-se as condições de "instalação" dos tripulantes... 

"Instalações" sanitárias para os cosmonautas. A falta de gravidade obriga a um motor de absorção

Estes são exemplos da evolução na conquista do espaço.

Não faltará muito e alguns de nós passearemos em veículos deste tipo, que já têm circulado fora deste nosso cada vez mais pequeno planeta.


Por aqui ainda estamos na versão importada dos Tuk-Tuk...

Um bom Domingo para todos.


sexta-feira, 15 de agosto de 2014

SINTRA: ATAFULHADA DE CARROS A QUEM APROVEITA?

Nota prévia: ainda há uma rua disponível para atafulhar com carros: a parte pedonal da Heliodoro Salgado, o que seria a cerejinha mesmo em cima do bolo.

As imagens que seguem são desta semana - mas podem repetir-se todos os dias - e deixam-nos um aperto profundo pela desilusão causada a milhares de visitantes que confiaram nas campanhas sobre a histórica Sintra e como destino turístico.




         

Autocarro de Grande Turismo, fora de mão, invertendo o sentido em pleno Centro Histórico...só em Sintra!

Diariamente, milhares de carros param, andam e param, milhares de pessoas que não pisam o nosso solo. Tão perto e tão longe das ruas que os esperam.

Fechadas em carros, muitos sem ar condicionado. Desesperadas quando poderiam estar a avaliar a nossa beleza arquitectónica. A economia a vê-los através de vidros.

Sabe-se do atafulhamento de trânsito. A estrutura que, em condições normais, deveria programar-se para ajudar os automobilistas esperados em Agosto, terá dado prioridade a outras operações relevantes. O resultado vê-se nas imagens.

- Como reagem os nossos visitantes? Que imagem levam de Sintra? Que dirão aos amigos? Como recordarão o contacto com os sintrenses? Voltarão?

Duvida-se que estes visitantes voltem a Sintra. Um castigo que não merecemos.

Problema que não é de hoje e passaram 12 anos sem o resolver

Todos os dias me assaltam as inflamadas frases sobre Lord Byron e Herculano. Eça.  D. Manuel e Vasco da Gama a regressar da Índia (na verdade ficou nos Açores...). Os golos e futebol quase na hora, tudo oco à mistura com o Glorioso Éden.

Em 12 anos, do nosso bolso, pagámos - entre outros - um "Plano Estratégico do Concelho de Sintra face às Alterações Climáticas" e um "Plano de Desenvolvimento Estratégico "Sintra Ideal em 2015"". Tudo Estratégico. De trânsito nem periférico...

Ora, sendo o problema do trânsito em Sintra antigo, porque se esgotaram 12 anos com um mesmo Presidente de Câmara sem que uma só solução tenha sido testada? 

Haverá sempre soluções: preciso é estudá-las e aplicá-las

Para proteger a zona Património Cultural da UNESCO, justificam-se negociações entre a Câmara (Única Autoridade Administrativa) e Governo (MAI) para a construção de um grande silo automóvel na zona do Ramalhão. 

Tal Silo, envolvido por arvoredo, poderia ter dois pisos abaixo do solo para ligeiros, um ao nível do solo para autocarros e dois acima do solo para ligeiros. No local seria possível um parque periférico com capacidade para vários milhares de veículos.

A partir daí desenvolver-se-iam circulações frequentes e rápidas até às proximidades da Estação da CP ou da Câmara Municipal, eventualmente com preços incluídos no parqueamento. Este serviço seria independente da actual operadora.

Ressalva-se que qualquer ligação directa à Serra a partir do Parqueamento (funicular ou outra)  poderia ter efeitos negativos no fluxo turístico para a Vila de Sintra.

A Volta do Duche só seria utilizada por veículos prioritários e de transportes públicos, permitindo que os peões ganhassem espaço e o usassem de forma descontraída.

É assim que se passa em Centros Históricos prestigiados e bem diversificados (p.ex. Colmar, Annecy, Brugges e Varsóvia)  onde o trânsito automóvel foi abolido.

Outras alternativas, mais complexas, que poderiam passar por pequenas bolsas (antiga garagem da Estefânia, Casas em Ruínas da CP) não iriam resolver muito o problema e manteriam o fluxo automóvel em zonas a preservar. 

Claro que se imporia a rigorosa impossibilidade de estacionamento às viaturas que descendo a Rua Visconde de Monserrate teriam de seguir a E.N.375 até a uma zona devidamente definida. Até que um túnel evite a passagem pela Vila...

Da forma como hoje tudo se passa é que estamos limitados na oferta turística que se exige qualificada, a hotelaria e restauração sofrem impactos negativos e a economia do concelho fica estrangulada no seu desenvolvimento.

Ouve-se falar de projectos para o futuro e confia-se que terão seguimento. 

O nosso futuro tem muitos anos...espera-se pelo começo!




terça-feira, 12 de agosto de 2014

SINTRA: EXECUTIVO MUNICIPAL, CARAVANISMO E BUROCRACIA?

O homem gritava "quem quer pó para matar pulgas...ou isso" e a moradora do 5º. andar (sem elevador) ficou deslumbrada. O homem subiu e explicou "faz-se uma pequena pressão entre o polegar e o indicador para abrir a boca da pulga, põe-se uma pitada de pó, fecha-se-lhe a boca e logo cai para o lado". A senhora juntou as unhas dos dois polegares e, num gesto, perguntou se assim não era mais prático. "Ou isso" respondeu o homem.

Para a senhora, adepta de coisas simples, o homem apenas vendia burocracia. Era mesmo um qualificado perito a inventar a complexa teia de acabar com a pulga.

Esta história pretende salientar que a burocracia faz parte dos males que travam a evolução das sociedades, pela teia complexa de voltas e voltinhas, pareceres e "à consideração superior", coisas que emperram e adiam sem se saber até quando.

A burocracia faz parte da armadilha, com aliados esporádicos (a frequência dá muito nas vistas...) consegue paralisar a evolução da vida, deixando - quantas vezes - no ar que os seus agentes são Messias e só querem espalhar o bem...sem o conseguir.

Burocracia, um caminho sinuoso que pode levar ao boicote...

Repescamos a prática de caravanismo selvagem em Sintra. Ontem era assim:

Até o caminho pedonal foi ocupado. O sempre agradável pequeno-almoço em Sintra

Hoje, ainda cedo, evitava-se fazer barulho para estes "turistas" poderem descansar...

Ora, na Sessão Camarária de 1 de Abril deste ano (Proposta 214-LP/2014, do Senhor Vereador Luís Patrício) foi decidido aprovar sinalização no sentido de proibir Caravanismo no Parque do Rio do Porto, em pleno Centro Histórico.

Quatro meses passados sobre a decisão, a sinalética aprovada ou estará nalguma gaveta a ser estudada ou aguardará a feitura das placas. Suporte está lá, com uma placa desenquadrada que deveria ter sido retirada em Maio e não mereceu tal esforço.

Excluída a hipótese de andar por aqui algum boicote, resta-nos admitir que a burocracia pode estar a contribuir para só no fim da época estival as placas surgirem. 

Até à colocação dos sinais, seria suposto que um corpo municipal, prevenisse a anormalidade, tanto mais tratando-se de uma das preocupações do Senhor Presidente da Câmara. Mas não, nada se nota de presença ou agilização em conformidade.


Passados nove meses sobre a posse de um novo Executivo Camarário, em que medidas muito relevantes foram anunciadas logo no início, começa a ser preocupante a passagem do tempo com vazios deste género. 

Se é um problema estrutural, altere-se a estrutura. Se é de outro tipo, resolva-se da forma mais ajustada aos interesses de Sintra e dos seus Munícipes.

O que Sintra não pode é sujeitar-se a estes...adiamentos.

As imagens apresentadas envergonham o nosso Centro Histórico.