segunda-feira, 11 de agosto de 2014

SINTRA: UMA LIÇÃO...COM SUPORTE MUNICIPAL...

Tinha de acontecer um dia...foi hoje. Tinha de ser confrontado com as minhas deficiências em literacia e logo em plena pedonal da Heliodoro Salgado. 

Sem autoridades à vista, esforcei-me a ler os Avisos constante dos sinais colocados nos extremos dessa zona pedonal, quase permanentemente desrespeitados.

Julgava eu, bem entendido, que os Avisos eram claros...mas há excepções. Assim:



Julgava eu, nesta abusada inocência com mais de sete décadas, que no Regulamento de Sinalização Rodoviária, do Ministério da Administração Interna, este sinalinho redondo, branco no interior e vermelho à volta era o "C2 - Trânsito Proibido".

Por isso, quando às 11,25 horas de hoje vi uma viatura pintada com as cores municipais a entrar na Rua, descendo calmamente, notei ao condutor que, pela entidade envolvida, não "era o melhor exemplo" do cumprimento da sinalização.

Foi aí que o meu analfabetismo, que tanto procuro disfarçar, ficou totalmente as sabor do meu interlocutor que, com convicção, me assegurou (mais ou menos nestas palavras) que "estava a circular porque a proibição não se lhe aplicava".  

Claro que ainda notei que a sinalização era bem clara, que o regime de excepção invocado não estava lá previsto, mas fiquei quase sem fôlego e só queria fugir.

Como recordação, guardei uma foto "da excepção" no momento em que se preparava para estacionar um pouco mais abaixo.


Que mais poderei fazer?

Talvez pedir desculpa à Câmara Municipal, ao motorista em questão, louvar a sinalização existente por ser tão ampla, felicitar os desrespeitadores que colocam piscas e seguem em frente, porque - afinal - apenas eu não consigo ler os sinais.

Bem hajam...analfabeto sou eu!


domingo, 10 de agosto de 2014

SINTRA: BUROCRACIA, DESLEIXO OU BOICOTE?

Neste nosso concelho a facilidade de nos confrontarmos com situações aberrantes é tão frequente que rapidamente mudam do estatuto "Surpresa" para a situação "Normal". O que segue deveria envergonhar umas tantas entidades...solidariamente!


Há vários anos que esta "Boca de Incêndios" apresenta o aspecto degradante que a imagem reproduz. Situada em pleno passeio, onde até especialistas podem tropeçar.


Façamos, então, o devido enquadramento. 

Junto ao local desta "Boca de Incêndios", num edifício de construção antiga (portanto de risco) há uma panificação e, talvez como medida cautelar, esta instalação de protecção civil terá sido imposta para prevenir alguma situação de risco.

A Câmara Municipal, ao suportar elevados gastos para missões de Protecção Civil e apoio ao combate de incêndios, não pode abdicar de que essas estruturas - periodicamente - inspeccionem os equipamentos para aferir da operacionalidade.

Então, se assim é exigível, quem responde por isto?

Como avaliar uma situação destas

Esta imagem, infelizmente, conduz-nos a um preocupante trilema:

- A instalação deste equipamento de protecção civil resultou de uma exigência legal, urbanística, perfeitamente compreensível ou foi apenas burocrática e injustificada?

- O aparente desleixo das entidades eventualmente responsáveis resulta da ausência de justificação para a "Boca" de combate a incêndios no local? Porque não é retirada?

- Ou, mais do que as preocupantes perguntas anteriores, trata-se de um boicote perante a entidade municipal que é responsável pela segurança do território?

Um facto é indesmentível, naquela "Boca de Incêndios" muitas pessoas tropeçam, autoridades desviam-se, fiscalizações passam por lá e, caramba, ninguém vê? Ninguém tem o espírito colectivo de participar? É melhor assobiar para o lado?

Recordo que, quando era jovem, pelo Carnaval havia o hábito de colocar uma saca de serapilheira nestas peças e, a incautos, pedir uma ajuda para a levantar. Não será agora esse o objectivo...mas assim só para brincadeiras de mau gosto.

Sintra não pode continuar a ser vítima disto. 


quinta-feira, 7 de agosto de 2014

SINTRA: MUSEU DO BRINQUEDO...UM CASO PERDIDO?

De veludo e dar à corda (minha colecção particular)

Escrevo a cinza, com a mágoa de ver aproximar-se o dia em que o Museu do Brinquedo de Sintra pode fechar as portas para sempre.

Já não é por mim ou por si, é pelos meus e seus netos, pelos meus e seus bisnetos, pela cultura das gerações vindouras. Porque nós visitamos para recordar. Elas para conhecerem o nosso passado.

É esta a dor. O vazio que aqui fica.

DIFÍCEIS NEGOCIAÇÕES POR QUAL DAS PARTES?

Por vezes, nestas situações, é preciso saber negociar...dar passos atrás...ajustar as realidades com vista a objectivos a prazo.

Pelo que se sabe, se a Câmara Municipal de Sintra fosse depositária da Colecção, a exposição ao público iria adaptar-se com mais rigor  a regras museológicas, o que seria uma mais-valia significativa.

Por outro lado - com significativo relevo - a honrosa denominação de "Museu Municipal do Brinquedo - Colecção João Arbués Moreira" e sua integração na Rede dos Museus Municipais.

De salientar a criação de um Conselho Consultivo do Museu do Brinquedo - sem membros remunerados - para acompanhar o funcionamento do Museu e optimizar a sua gestão.

Ora, se é certo que a Câmara Municipal está impedida de apoiar financeiramente a Fundação, a alternativa conhecida e proposta permitiria ganhar tempo e revalorizar honrosamente a Colecção. 

Tudo indica que estes relevantes compromissos, no imediato sem reflexos de ordem pecuniária, não terão sensibilizado a Fundação, que pode ter fechado as negociações sem sugerir alternativas.

Pelos dados conhecidos, exceptuando a impossibilidade de apoios financeiros, não se afigura que tenha sido a Câmara a fechar as portas à manutenção do Museu do Brinquedo em Sintra.

Aparentemente - salvo estarmos enganados - a Fundação não terá apresentado o desejo de negociar os termos do Protocolo proposto. 

QUE DESTINO PARA AS PEÇAS DA COLECÇÃO?

Surgem as mais diversas notícias, que até certo ponto nos confundem. Se Sintra não pode apoiar financeiramente, que Lei permite que Cascais ou Lisboa o façam? É estranha a pressão.

Por outro lado, a possibilidade da colecção ser desmembrada é qualquer coisa que nos choca, pelo que isso representa de destruição do amor com que ela foi feita, ao que nos diz a sua história.

A Colecção, pela sua riqueza, será tanto mais valiosa quanto indivisível, onde quer que esteja devidamente salvaguardada.

Nestas coisas, que devem ser negociadas, a política do arame farpado só causa danos dolorosos, já que o nosso coração ficará com a mágoa de perdermos o até agora "nosso museu do brinquedo".

Fica a meia esperança de tudo ainda ser passível de acordo.

De dar à corda (minha colecção particular)







quarta-feira, 6 de agosto de 2014

HIROSHIMA, "IN MEMORIAN"

Um minuto de silêncio em memória das vítimas inocentes da primeira bomba atómica, lançada às 8,45 horas do dia 6 de Agosto de 1945.

Parque Memorial da Paz, a chama só apagará quando acabarem as armas nucleares

Pormenor da destruição

Lápide junto à Cúpula símbolo da destruição

Um minuto de recolhimento, de determinação para que a Humanidade nunca mais seja vítima de tão grande sofrimento.

"In Memorian" dos que morreram. Das crianças inocentes. Por respeito para com os vivos que, ainda hoje, continuam a sofrer física e psicologicamente.

Pelo fim das armas nucleares.