sábado, 28 de junho de 2014

SINTRA: CÂMARA MUNICIPAL ou NEWSLETTER DESATENTA?

É sempre bom não se darem razões para a recepção de notícias privilegiadas: - a difusão simultânea torna-nos mais iguais na partilha, sem qualquer tique pessoal.

Assim sucedeu com a Newsletter nº.9|27 de junho de 2014, difundida em nome da Câmara Municipal de Sintra e putativa transmissora de uma boa nova.

Os Paços do Concelho, na imagem difundida pela Newsletter nº. 9 

A mensagem - sem destaque mas implícita - rapidamente alegrou o coração de alguns sintrenses (dois telefonaram-me logo) admitindo-se que S.Pedro fizera desaparecer aquele candeeiro negro, equipado para espião e castrado nos seus botões.

Preparava-se o agradecimento. O candeeiro (cuja história nunca se soube) deixava de ser uma aberração num espaço nobre. Começou a recear-se que fosse comprado por alguma empresa endinheirada e montado onde dantes havia o Esguicho.

Ora, mandando a verdade que se confirmem as peças noticiosas, uma rápida visita à proximidade dos Paços do Concelho viria a causar - a meias com a desilusão - dúvidas sobre o embelezamento que tal candeeiro empresta à esquina e seus adeptos.

Ao invés da Newsletter da Câmara Municipal, esta é a imagem que se "aprecia" desde 2012

Assim colocada a situação, entre outras dúvidas que podem assaltar quem goste de apreciar o belo edifício inaugurado em 1909 e projectado por Adães Bermudes, fica na dúvida se a Newsletter é vítima de uma desatenção técnica ou intencional.

Por outro lado, num local limpo entre 1909 e 2012, podemos estar perante um novo estilo paisagístico descontínuo, justificando - nesse entendimento - que se medalhe toda uma equipa participativa, nomeadamente quem accione o "comando à distância".

Para já, a Câmara Municipal, pela sua Newsletter, enferma de uma dicotomia: - Ou manda desmontar o candeeiro falhado como espião e castrado nos botões, ou coloca uma fotografia do local que corresponda à verdade daquilo que é a imagem real.

Pela minha parte, como protesto, embora não faça falta nenhuma, não irei assistir ao içar da bandeira nos Paços do Concelho. 







sexta-feira, 27 de junho de 2014

SINTRA: ROTNES SKOLEKORPS EM DESFILE NA ESTEFÂNIA

Rotnes é uma bela e verdejante vila norueguesa, no município de Nittedal, próxima de Oslo, a capital do país. O município - com uma área aproximada a metade do concelho de Sintra - tem pouco mais que 20.000 habitantes. 

Não abordarei como é a vida lá. A escola e os comportamentos. O mútuo respeito entre professores e alunos. Como todos se sentem responsáveis perante a sociedade que os educa e lhes oferece tanto. O relacionamento entre gerações.


Ontem (re)vi jovens noruegueses (alguns ainda tão pequenos...) integrados numa banda escolar que desfilou na zona pedonal da Heliodoro Salgado. Senti um baque de que devo acautelar-me. Escolheram CULTURA como ocupação de férias escolares.


Desfile de jovens noruegueses numa pedonal tão "incómoda" para alguns

Senti a nostalgia de observar em cidades e vilas da Noruega, as bandas de estudantes, jovens, elegantes e educados, tocando várias composições, com os idosos perfilados nos passeios num silêncio respeitador, felizes pelos seus continuadores.

A Banda Escolar de Rotnes, frente ao Museu das Artes de Sintra

Os mais jovens da Banda na Heliodoro Salgado

Actuando na Heliodoro Salgado 

Nem todas as pessoas compreenderam o evento. Enquanto a banda tocava, um empregado de café próximo gritava para amigos. Um elegante senhor, com automóvel de boa marca, preparava-se para passar, não fosse fazer-lhe um gesto de aviso.

Pena foi que, quase a horas de futebol, não tivessem sido mais os assistentes.

Parabéns aos serviços camarários que organizaram o evento e uma saudação fraterna aos jovens noruegueses que nos trouxeram um exemplo de como podem ser felizes com projectos que só prestigiam as sociedades onde estão inseridos.

Ontem a maré da nossa vida cultural esteve em alta. 

E são as marés que fazem os marinheiros...

Bom fim-de-semana.




quinta-feira, 26 de junho de 2014

SINTRA: ESPLANADA DE VERÃO JUNTO À VILA ALDA...

Naquele espaço vazio junto à Vila Alda seria bonita uma esplanada, para uma bebida enquanto se espera pelo Eléctrico. Até justificaria que a Fonte funcionasse...


Espaço frente à Vila Alda, sem aproveitamento

Fala-se na revitalização da Estefânia. Surgem eventos mais ou menos isolados e os promotores - certamente - anseiam por tornar a vida naquele bairro mais atractiva.

No entanto, salvo opinião mais válida, com actos isolados o retorno à vida na Estefânia não se fará na sua plenitude. É preciso criar hábitos.

Estamos em época estival e os próprios comerciantes locais tudo teriam a ganhar com outra dinâmica, mais esplanadas onde tal seja possível, grupos musicais ou jovens artistas actuando para se tornarem mais conhecidos, exposições de rua.

O anúncio de hoje (pelas 16 horas) a pedonal da Heliodoro Salgado receber a juventude norueguesa da "Band Nittedal" é um acontecimento positivo a prosseguir.

À volta do Olga de Cadaval todo o espaço pode ser utilizado para dinamização cultural. Inclusive fixar-se um dia semanal para amostra e troca de livros e alfarrabistas.

Isto não é invenção pessoal. É assim que, nesta época, se faz pela Europa Central, onde pequenos investidores fazem receitas que ajudam às limitações do Inverno.


Lviv, uma zona de troca de livros 

Evidentemente que as autarquias devem apoiar, mas primeiro terão de existir vontades e projectos para depois avançarem. Ou os queixosos comerciantes pretendem ganhos sentados à espera das autarquias locais? Assim não.

E flores? Para quando o culto pelas flores, a venda de flores, o levar uma flor para casa, no fim de um dia quase sempre cansativo? As flores fazem parte da vida cultural.


Berna, mercado no largo fronteiro ao Parlamento Suiço

Resumindo, se a pedonal assumisse a sua vida própria mas diversificada, com mais esplanadas e ocupação por eventos, nem haveria automobilistas desrespeitadores nem surgiriam outros a contestar o espaço dedicado às pessoas.

Nestas coisas, tudo assenta em fases da organização: os difíceis primeiros passos, depois vencer as resistências, por fim criarem-se hábitos.

A coisa vai...mas não assente exclusivamente nos esforços camarários.




Nota: Talvez seja, agora, a altura para se começarem a fazer projectos sobre a dinamização de Mercados de Natal, definindo espaços, estruturas e abrindo concursos para quem queira oferecer produtos.

CURIOSIDADES...A ÉPOCA DE LOUVA-A-DEUS...


O Louva-a-deus, insecto tão estranho, aparece conforme o clima é mais propício.

Também há quem lhe chame Cavalinho-de-deus, um nome pouco adequado a um insecto que não tem qualidades equestres conhecidas.

Este exemplar, que hoje me apareceu, é de uma cor pouco habitual.