quarta-feira, 4 de junho de 2014

SINTRA: MATA MUNICIPAL REABRIU EM 4 DE JUNHO DE 2005

Hoje, além dos 10 anos passados sobre a (re) inauguração do Eléctrico de Sintra, também se assinalam 9 anos sobre a reabertura da Mata Municipal - Parque das Merendas, um agradável espaço mesmo no coração da Velha Sintra.


O Parque das Merendas, a pouco mais de 100 metros do Palácio Nacional de Sintra, infelizmente pouco assinalado apesar de várias insistências feitas nesse sentido, oferece-nos um íntimo convívio com a natureza e de relaxe no Verão que se aproxima.


Depois de estar encerrado durante vários anos, atingindo as folhas e outros resíduos em certos casos quase um metro de altura, a recuperação obrigou a um árduo trabalho de limpeza levado a cabo pelos serviços municipais.

A antiga Vereadora Guadalupe Gonçalves - ladeada pelo Presidente de então da Junta de Freguesia de S. Martinho, Adriano Filipe - enalteceu o trabalho desenvolvido e salientou a importância da Mata, como reserva e local para usufruto colectivo. 


Seguiram-se momentos muito agradáveis com música popular.


Uma sugestão a quem visite Sintra. Frente ao Paris, sobe-se a Rua das Padarias, passa-se junto ao restaurante Tacho Real e, logo acima, está a Rua Marechal Saldanha. À direita, paralela à Estrada da Pena, uma estreita rua dá acesso ao Parque.


Vai ter surpresas agradáveis...

Que tal no próximo Domingo?


segunda-feira, 2 de junho de 2014

SINTRA: ELÉCTRICO, 10 ANOS DEPOIS DA (RE) INAUGURAÇÃO...

Pessoas em Primeiro Lugar
Passados 10 anos, uma saudosa homenagem ao Sr. Valdemar Alves, dedicado Amigo do Eléctrico de Sintra
Também uma saudação aos Srs. José Mindouro e Fernando Jorge, dois guarda-freios que, em conjunto, deram mais de 90 anos das suas vidas à riqueza patrimonial que rola sobre carris entre Sintra e a Praia das Maçãs
Obrigado a todos
Dia 4 de Junho de 2004. Dez anos passaram sobre o regresso do nosso mais que centenário Eléctrico, num dia de alegria popular, de entusiasmos, de festa sintrense.

A Biblioteca Municipal de Sintra, repleta de convidados e gente simples, recebeu com todas as honras a visita de Jorge Sampaio, Presidente da República.

Recepção na Biblioteca Municipal ao Presidente da República

Um grupo de artistas fez reviver a época da inauguração da linha do Eléctrico, representando uma entrevista para o Times com a presença de Bulhão PatoPinheiro Chagas, Latino Coelho e Alfredo Keil, este com casa na Praia das Maçãs.

Representação 

Após a recepção, o Dr. Jorge Sampaio, seguiu a pé pela pedonal da Heliodoro Salgado, sempre muito saudado por populares e à chegada ao terminal do Eléctrico uma banda da GNR executou algumas obras musicais em sua homenagem.


A Banda da GNR e os populares em festa

Entre belas veredas, quantas vezes aos esses, o Eléctrico foi-se relembrando do caminho até Colares, onde numa breve cerimónia na Adega Local o Dr. Jorge Sampaio se despediu. O Eléctrico seguiria mais tarde para a Praia das Maçãs.

Viagem inaugural em 4.6.2004 - guarda-freios José Mindouro

Na Praia das Maçãs voltamos a apreciar os excelentes actores, seguindo-se momentos de belo canto, como temos o prazer de apresentar de forma limitada.




Era o final de um dia cheio de emoção pelo sonho que se tinha realizado. Regressou-se à Adega de Colares, onde foi apresentado o livro "ELÉCTRICOS DE SINTRA - UM PERCURSO CENTENÁRIO", da autoria de Valdemar Alves e Júlio Cardoso:

Valdemar Alves na apresentação do Livro, com Júlio Cardoso ao lado

Para encerramento da Cerimónia de (re) inauguração do Eléctrico de Sintra, seguiu-se o jantar oferecido aos convidados e que também decorreu na Adega de Colares.

Como foi citado por Valdemar Alves: "Quanto mais Sintra compreender o valor dos seus eléctricos maiores são as possibilidades da sua sobrevivência".

Após um "sonho realizado", outro sonho começou a desenhar-se em muitas pessoas, umas sintrenses outras não, fervilhando no desejo do nosso Eléctrico voltar ao Centro Histórico e passar de novo junto à Estação do Comboio.

QUE FESTA DE ARROMBA TEREMOS NESSE DIA!

Entretanto, para bem do nosso Turismo, que o Eléctrico circule todos os dias.


Nota:

- Pedimos desculpa pela má qualidade de algumas imagens. Foram retiradas do que se julga ser o único filme da jornada desse dia. Com um pouco de arte, conseguiu-se criar condições para se recordar o evento.



sábado, 31 de maio de 2014

SINTRA: AMANHÃ, COM A FAMÍLIA, VISITE O MUSEU DAS ARTES...

Com a recente inauguração do MU.SA, Museu Sintra Arte, a Câmara Municipal não se limitou a abrir um espaço cultural tendo como objectivo a receita fácil, o dinheirinho.

É uma oferta cultural relevante, com obras e peças não só de grandes artísticas que retrataram Sintra e a sua beleza, como de outros também com grande valor. 

Com objectivos culturais a que temos direito sem discriminação, o custo das entradas é quase simbólico: - 1 Euro para adultos, gratuito até aos 17 anos e com 60 ou mais. 

Uma interessante sala com marionetas

Amanhã, Domingo, o MU.SA abre às 14 horas. Propomos um dia bem passado: 

Prevendo-se um dia de sol, aprecie as maravilhosas paisagens do Parque Natural e de Sintra, usando do privilégio de viajar no histórico Eléctrico de Sintra, com partidas para a Praia das Maçãs às 10 - 12 - 13 - 15 e 17 horas.

Um belo exemplar do Eléctrico de Sintra

Se chegar cedo à Estação da CP (a cerca de 15 minutos do terminal do Eléctrico) pode almoçar em Colares ou Praia das Maçãs e regressar a Sintra com o tlim-tlim que o guarda-freios acciona para avisar da passagem.

Passará junto ao Museu Sintra Arte. Entre e apreciará diversas obras que  foram distinguidas com o Prémio de Pintura e Escultura D. Fernando II. E muitas mais, entre elas de Dorita Castel-Branco e Alfredo Keil.

Votos de que passe um bom Domingo com estas sugestões. 





quarta-feira, 28 de maio de 2014

SINTRA: ESTEFÂNIA...EM ESTUDO DE "RECUPERAÇÃO"...

Para que não surjam mãozinhas esfregando-se de contentes, diga-se que o problema é antigo, de alguns anos, sem que autarcas anteriores fizessem a devida apreciação. Provavelmente até residentes distraídos.

Para descanso de leitores mais sensíveis, não se farão comparações com o que se observa lá fora em zonas próximas de locais históricos ou Património da UNESCO.

Somos tudo. Únicos. Turismo. Byron. Interesseiros a enaltecer a mediania, indiferentes aos desmandos da gestão. Somos bairristas. Que importa o resto do mundo?

Ansiosos, quantas vezes nem temos tempo para a indispensável meditação?

A recente inauguração do Museu Sintra Arte (MU.SA), justifica - como oferta cultural que transcende a vida no município - o devido enquadramento. Mobiliza apreciadores não necessariamente peritos e incentiva novas camadas para a expressão pelas artes.

Ao que se julga saber, em breve o local terá outras valências, ao serviço de sintrenses e turistas que nos dão o prazer das suas visitas. É expectável que muitas mais pessoas, turistas ou não, demandem a Estefânia, beneficiando a vida local

Daí que, inseridas na "Recuperação da Estefânia", algumas medidas devam ser tomadas para benefício ambiental e da própria vida do bairro.

A meio da manhã, a zona pedonal da Heliodoro Salgado é frequentemente atravessada por automobilistas "espertos", que desintegrados de respeito cívico e pelos peões, gozam do privilégio das autoridades raramente lá estarem a controlar as infracções.


Manhã cedo e chuva não convidavam a ocupar a esplanada

Três turistas, depois de quase esbarrarem numa monstruosa bateria de contentores do lixo (verdadeiro ambientador de uma esplanada perto) perguntam o caminho para o carro eléctrico de Sintra, que para visitantes isolados só funciona de Sexta a Domingo. 

Esclarecidos de que a preciosidade turística, para uso individual só funciona de Sexta a Domingo, arriscam ir ao terminal na ansiedade de fotografarem um que lá esteja.

A linha estava vazia e, retornando, espreitaram para a Vila Alda ou Casa do Eléctrico de Sintra, confrontando-se de seguida com outra aguerrida bateria de contentores...


Três em um no anti-turismo: Fonte sem funcionar, eléctrico ausente...um batalhão de contentores

Seguiram pela ligação entre o Museu Sintra Arte e o Centro Cultural Olga Cadaval até junto à entrada principal do Centro, de onde se observava em frente um depósito de lixo pouco dignificante para o local, a 80 metros da sede de uma "União de Freguesias":


Há tanto tempo assim...a 80 metros da Sede de União de Freguesias (onde estão autarcas...)

Ao olharem para a direita, desta feita a 30 metros da tal referida Sede da "União de Freguesias", uma nova bateria de contentores para recolha de resíduos...


A 30 metros da Sede de uma "União de Freguesias"...até lá está a bandeira nacional

Como nos sentimos pequeninos, envergonhados, perante o espanto de quem nos visitou porque leu e escutou as mais belas palavras sobre a nossa Sintra. 

Por um lado, deixamos esta imagem para que os responsáveis autárquicos possam atenuar aquilo que será oferecido aos visitantes logo que no Museu sejam incluídas novas formas de atendimento - bem necessárias - a turistas e residentes.

Por outro lado, dá para pensar como numa área de cerca de um hectare (10.000m2), se concentram tantos equipamentos para recolha de diversos resíduos urbanos. 

Será que Sintra adquiriu, nos últimos anos, um problema de lixo? Ou será antes a necessidade da devida sensibilidade e adopção de soluções? E os residentes?

Há soluções que lá fora são aplicadas...não digo para não fazer comparações.

Até à solução final, vamos recorrer à desculpa: "ESTÁ EM RECUPERAÇÃO".