sábado, 31 de maio de 2014

SINTRA: AMANHÃ, COM A FAMÍLIA, VISITE O MUSEU DAS ARTES...

Com a recente inauguração do MU.SA, Museu Sintra Arte, a Câmara Municipal não se limitou a abrir um espaço cultural tendo como objectivo a receita fácil, o dinheirinho.

É uma oferta cultural relevante, com obras e peças não só de grandes artísticas que retrataram Sintra e a sua beleza, como de outros também com grande valor. 

Com objectivos culturais a que temos direito sem discriminação, o custo das entradas é quase simbólico: - 1 Euro para adultos, gratuito até aos 17 anos e com 60 ou mais. 

Uma interessante sala com marionetas

Amanhã, Domingo, o MU.SA abre às 14 horas. Propomos um dia bem passado: 

Prevendo-se um dia de sol, aprecie as maravilhosas paisagens do Parque Natural e de Sintra, usando do privilégio de viajar no histórico Eléctrico de Sintra, com partidas para a Praia das Maçãs às 10 - 12 - 13 - 15 e 17 horas.

Um belo exemplar do Eléctrico de Sintra

Se chegar cedo à Estação da CP (a cerca de 15 minutos do terminal do Eléctrico) pode almoçar em Colares ou Praia das Maçãs e regressar a Sintra com o tlim-tlim que o guarda-freios acciona para avisar da passagem.

Passará junto ao Museu Sintra Arte. Entre e apreciará diversas obras que  foram distinguidas com o Prémio de Pintura e Escultura D. Fernando II. E muitas mais, entre elas de Dorita Castel-Branco e Alfredo Keil.

Votos de que passe um bom Domingo com estas sugestões. 





quarta-feira, 28 de maio de 2014

SINTRA: ESTEFÂNIA...EM ESTUDO DE "RECUPERAÇÃO"...

Para que não surjam mãozinhas esfregando-se de contentes, diga-se que o problema é antigo, de alguns anos, sem que autarcas anteriores fizessem a devida apreciação. Provavelmente até residentes distraídos.

Para descanso de leitores mais sensíveis, não se farão comparações com o que se observa lá fora em zonas próximas de locais históricos ou Património da UNESCO.

Somos tudo. Únicos. Turismo. Byron. Interesseiros a enaltecer a mediania, indiferentes aos desmandos da gestão. Somos bairristas. Que importa o resto do mundo?

Ansiosos, quantas vezes nem temos tempo para a indispensável meditação?

A recente inauguração do Museu Sintra Arte (MU.SA), justifica - como oferta cultural que transcende a vida no município - o devido enquadramento. Mobiliza apreciadores não necessariamente peritos e incentiva novas camadas para a expressão pelas artes.

Ao que se julga saber, em breve o local terá outras valências, ao serviço de sintrenses e turistas que nos dão o prazer das suas visitas. É expectável que muitas mais pessoas, turistas ou não, demandem a Estefânia, beneficiando a vida local

Daí que, inseridas na "Recuperação da Estefânia", algumas medidas devam ser tomadas para benefício ambiental e da própria vida do bairro.

A meio da manhã, a zona pedonal da Heliodoro Salgado é frequentemente atravessada por automobilistas "espertos", que desintegrados de respeito cívico e pelos peões, gozam do privilégio das autoridades raramente lá estarem a controlar as infracções.


Manhã cedo e chuva não convidavam a ocupar a esplanada

Três turistas, depois de quase esbarrarem numa monstruosa bateria de contentores do lixo (verdadeiro ambientador de uma esplanada perto) perguntam o caminho para o carro eléctrico de Sintra, que para visitantes isolados só funciona de Sexta a Domingo. 

Esclarecidos de que a preciosidade turística, para uso individual só funciona de Sexta a Domingo, arriscam ir ao terminal na ansiedade de fotografarem um que lá esteja.

A linha estava vazia e, retornando, espreitaram para a Vila Alda ou Casa do Eléctrico de Sintra, confrontando-se de seguida com outra aguerrida bateria de contentores...


Três em um no anti-turismo: Fonte sem funcionar, eléctrico ausente...um batalhão de contentores

Seguiram pela ligação entre o Museu Sintra Arte e o Centro Cultural Olga Cadaval até junto à entrada principal do Centro, de onde se observava em frente um depósito de lixo pouco dignificante para o local, a 80 metros da sede de uma "União de Freguesias":


Há tanto tempo assim...a 80 metros da Sede de União de Freguesias (onde estão autarcas...)

Ao olharem para a direita, desta feita a 30 metros da tal referida Sede da "União de Freguesias", uma nova bateria de contentores para recolha de resíduos...


A 30 metros da Sede de uma "União de Freguesias"...até lá está a bandeira nacional

Como nos sentimos pequeninos, envergonhados, perante o espanto de quem nos visitou porque leu e escutou as mais belas palavras sobre a nossa Sintra. 

Por um lado, deixamos esta imagem para que os responsáveis autárquicos possam atenuar aquilo que será oferecido aos visitantes logo que no Museu sejam incluídas novas formas de atendimento - bem necessárias - a turistas e residentes.

Por outro lado, dá para pensar como numa área de cerca de um hectare (10.000m2), se concentram tantos equipamentos para recolha de diversos resíduos urbanos. 

Será que Sintra adquiriu, nos últimos anos, um problema de lixo? Ou será antes a necessidade da devida sensibilidade e adopção de soluções? E os residentes?

Há soluções que lá fora são aplicadas...não digo para não fazer comparações.

Até à solução final, vamos recorrer à desculpa: "ESTÁ EM RECUPERAÇÃO".


domingo, 25 de maio de 2014

PARQUES E PALÁCIOS, "GESTÃO EM GRANDE TRADIÇÃO"...

Bayerische Verwaltung der Staatlichen Schlösser, Gärten und Seen (BSV) é uma entidade governamental pertencente ao ministério das finanças da Baviera e gere apenas 45 Palácios, Castelos e Residências, mais 32 Jardins Históricos e 21 Lagos.

A BSV.Bayern, com mais de 850 especialistas em restauro de interiores, historiadores de arte, construção e jardins, espelha a sua grandeza no respeito pelas pessoas, oferecendo permanentemente acessos gratuitos aos seus Parques e Jardins.

Os visitantes não são seleccionados pelo seu poder económico e muito menos pelos locais de residência ou nacionalidade. É "A GESTÃO EM GRANDE TRADIÇÃO".

Livremente, entra-se nos belos e bem mantidos Parques e Jardins geridos pela BSV, só se pagando entradas em Palácios e Museus, quase sempre com visitas guiadas.


Parque Linderhof - A Cascata com a Fonte de Neptuno 

Parque Linderhof - Casa Marroquina no Parque

Parque Linderhof - frente ao Palácio

Linderhof - Jardim envolvente do Palácio

Como se desenvolve a cultura e incentiva as famílias

Por sua vez, a DB (Deutsche Bahn), com bilhete especial aos Sábados e Domingos, incentiva as famílias a viajarem de comboio por toda a Baviera. Palácios, Castelos e Parques enchem-se de avós, pais e crianças (tantas) em convivência fraterna...

(Centros comerciais encerram às 20 horas de Sábado, só reabrindo na 2ª. Feira).

Ir a Würzburg e visitar a Residenz, Património Cultural da UNESCO

Ir a Würzburg, bela cidade a quase 300 quilómetros de Munique, torna-se numa viagem de prazer, pela comodidade e silêncio do rápido comboio.

A visita da Residenz é paga, mas no Parque e Jardins a entrada é livre.

Würzburg, Parque da Residenz

Würzburg, Jardim da Residenz

Ao longe, recorta-se a Fortaleza que é visitada por milhares de pessoas:

Würzburg, Fortaleza vista da Residenz

Depois de se subir uma extensa escadaria, entramos na Fortaleza e nela podemos circular sem qualquer pagamento de entrada, pois apenas no Museu isso se verifica.

Vale a pena o esforço da subida, porque a Fortaleza e sua história encantam quantos a possam visitar e, do alto das suas muralhas desfrutar de uma paisagem soberba.


Würzburg, uma vista da cidade

De regresso a Munique, é impossível esquecer como no meu País uma empresa de capitais públicos retirou o direito de cidadãos nacionais entrarem gratuitamente (só) aos Domingos (até às 13 horas) nos seus Parques e Palácios.

Ficamos perante visões tão oponíveis da cultura e do progresso que permitem aferir do desenvolvimento dos povos, das sociedades e das suas culturas.

Enquanto a "Gestão em Grande Tradição" praticada pela BSV.Bayern dá prioridade à oferta do bem cultural e lúdico, por cá vive-se do estímulo com a pequenez de louvores, como suporte para direitos circunscritos a uns tantos.

Com votos de que, em Portugal, todos os portugueses sejam iguais nos direitos.







  

quarta-feira, 21 de maio de 2014

MUNIQUE, NO DIA DOS 225 ANOS DO ENGLISCHER GARTEN...

Na passada segunda-feira, celebraram-se os 225 anos do Englischer Garten, o maior parque urbano da cidade de Munique, da sempre bela e cultural Munique.


Cedo, após o confortável Frühstück, atravessamos a Karlsplatz e depois do arco da Karlstor, tomamos o caminho da Marienplatz àquela hora pouco movimentada, não se resistindo a (mais) um olhar para a maravilhosa torre da Rathaus.

À esquerda, do lado da Woerner's (deliciosos cafés e chocolates) temos a pedonal até à Odeonsplatz, onde entramos no Hofgarten um belo jardim onde, se estivermos atentos, pode surgir-nos uma surpresa, sem medo de quem passa:

Um coelho sem mau olhado 

Atravessado o Hofgarten, estamos perto do Englischer Garten, o maior dos parques urbanos, com mais de 4 quilómetros quadrados. Seguindo à direita, vemos a saída do ribeiro que foi desviado do Rio Isar e onde se forma a onda para praticar surf:



Ali bem perto temos a queda de água, sempre com imagens de grande beleza.


Seguimos pelo parque, lá surge o pagode chinês e muitas esplanadas onde os lugares rapidamente ficam ocupados por grupos de idosos que lá convivem e almoçam. 

Mais ao fundo do parque outras esplanadas ao longo do lago também se enchem de visitantes, desfrutando de um local calmo e de convívio com a natureza.


Aproximou-se o regresso. Nos bancos do parque muitos aproveitavam a pausa do trabalho para descansar ou comer qualquer coisa. Na relva, outros descansavam e tomavam banhos de sol. Tudo calmo, sem barulho, respeitável.


Compreenderão como não é fácil sair destes espaços e lugares que são oferecidos aos visitantes para deles beneficiarem sem limitações que não seja a sua preservação.

Um destes dias voltaremos à questão de espaços lúdicos e direitos.