domingo, 25 de maio de 2014

PARQUES E PALÁCIOS, "GESTÃO EM GRANDE TRADIÇÃO"...

Bayerische Verwaltung der Staatlichen Schlösser, Gärten und Seen (BSV) é uma entidade governamental pertencente ao ministério das finanças da Baviera e gere apenas 45 Palácios, Castelos e Residências, mais 32 Jardins Históricos e 21 Lagos.

A BSV.Bayern, com mais de 850 especialistas em restauro de interiores, historiadores de arte, construção e jardins, espelha a sua grandeza no respeito pelas pessoas, oferecendo permanentemente acessos gratuitos aos seus Parques e Jardins.

Os visitantes não são seleccionados pelo seu poder económico e muito menos pelos locais de residência ou nacionalidade. É "A GESTÃO EM GRANDE TRADIÇÃO".

Livremente, entra-se nos belos e bem mantidos Parques e Jardins geridos pela BSV, só se pagando entradas em Palácios e Museus, quase sempre com visitas guiadas.


Parque Linderhof - A Cascata com a Fonte de Neptuno 

Parque Linderhof - Casa Marroquina no Parque

Parque Linderhof - frente ao Palácio

Linderhof - Jardim envolvente do Palácio

Como se desenvolve a cultura e incentiva as famílias

Por sua vez, a DB (Deutsche Bahn), com bilhete especial aos Sábados e Domingos, incentiva as famílias a viajarem de comboio por toda a Baviera. Palácios, Castelos e Parques enchem-se de avós, pais e crianças (tantas) em convivência fraterna...

(Centros comerciais encerram às 20 horas de Sábado, só reabrindo na 2ª. Feira).

Ir a Würzburg e visitar a Residenz, Património Cultural da UNESCO

Ir a Würzburg, bela cidade a quase 300 quilómetros de Munique, torna-se numa viagem de prazer, pela comodidade e silêncio do rápido comboio.

A visita da Residenz é paga, mas no Parque e Jardins a entrada é livre.

Würzburg, Parque da Residenz

Würzburg, Jardim da Residenz

Ao longe, recorta-se a Fortaleza que é visitada por milhares de pessoas:

Würzburg, Fortaleza vista da Residenz

Depois de se subir uma extensa escadaria, entramos na Fortaleza e nela podemos circular sem qualquer pagamento de entrada, pois apenas no Museu isso se verifica.

Vale a pena o esforço da subida, porque a Fortaleza e sua história encantam quantos a possam visitar e, do alto das suas muralhas desfrutar de uma paisagem soberba.


Würzburg, uma vista da cidade

De regresso a Munique, é impossível esquecer como no meu País uma empresa de capitais públicos retirou o direito de cidadãos nacionais entrarem gratuitamente (só) aos Domingos (até às 13 horas) nos seus Parques e Palácios.

Ficamos perante visões tão oponíveis da cultura e do progresso que permitem aferir do desenvolvimento dos povos, das sociedades e das suas culturas.

Enquanto a "Gestão em Grande Tradição" praticada pela BSV.Bayern dá prioridade à oferta do bem cultural e lúdico, por cá vive-se do estímulo com a pequenez de louvores, como suporte para direitos circunscritos a uns tantos.

Com votos de que, em Portugal, todos os portugueses sejam iguais nos direitos.







  

quarta-feira, 21 de maio de 2014

MUNIQUE, NO DIA DOS 225 ANOS DO ENGLISCHER GARTEN...

Na passada segunda-feira, celebraram-se os 225 anos do Englischer Garten, o maior parque urbano da cidade de Munique, da sempre bela e cultural Munique.


Cedo, após o confortável Frühstück, atravessamos a Karlsplatz e depois do arco da Karlstor, tomamos o caminho da Marienplatz àquela hora pouco movimentada, não se resistindo a (mais) um olhar para a maravilhosa torre da Rathaus.

À esquerda, do lado da Woerner's (deliciosos cafés e chocolates) temos a pedonal até à Odeonsplatz, onde entramos no Hofgarten um belo jardim onde, se estivermos atentos, pode surgir-nos uma surpresa, sem medo de quem passa:

Um coelho sem mau olhado 

Atravessado o Hofgarten, estamos perto do Englischer Garten, o maior dos parques urbanos, com mais de 4 quilómetros quadrados. Seguindo à direita, vemos a saída do ribeiro que foi desviado do Rio Isar e onde se forma a onda para praticar surf:



Ali bem perto temos a queda de água, sempre com imagens de grande beleza.


Seguimos pelo parque, lá surge o pagode chinês e muitas esplanadas onde os lugares rapidamente ficam ocupados por grupos de idosos que lá convivem e almoçam. 

Mais ao fundo do parque outras esplanadas ao longo do lago também se enchem de visitantes, desfrutando de um local calmo e de convívio com a natureza.


Aproximou-se o regresso. Nos bancos do parque muitos aproveitavam a pausa do trabalho para descansar ou comer qualquer coisa. Na relva, outros descansavam e tomavam banhos de sol. Tudo calmo, sem barulho, respeitável.


Compreenderão como não é fácil sair destes espaços e lugares que são oferecidos aos visitantes para deles beneficiarem sem limitações que não seja a sua preservação.

Um destes dias voltaremos à questão de espaços lúdicos e direitos.












quarta-feira, 14 de maio de 2014

SINTRA: DO PATRIMÓNIO SINTRENSE SE FEZ CULTURA...

17 anos de Museu: de 17 de Maio de 1997 a 17 de Maio de 2014

Foi um privilégio receber a notícia em primeira mão...no mesmo instante em que uns milhares também o souberam através do TudoSobreSintra.

Foi a notícia com exclusividade colectiva que não aparece todos os dias:

Casino de Sintra volta a ser museu de arte (...) a partir de dia 17 de Maio

"o "Casino" onde nunca se cultivou o jogo, mas se aposta agora num renascer adaptado à realidade e memória de uma Sintra próxima dos seus artistas e da sua herança cultural". (Presidente da Câmara Municipal de Sintra, in Agenda Cultural).

O MU.SA (Museu.SintraArte) é o regresso à história artística de Sintra, às gerações que a eternizaram, que por cá deixaram os seus sentimentos tão bem expressos.

Tanta Arte e tantos autores vão passar a estar perto de nós.

Entre eles, num espaço próprio, obras de Dórita Castel-Branco, professora e artista, como que uma reparação do actual Executivo Camarário pela desconsideração que a Câmara Municipal de Sintra lhe fez nos últimos mandatos:

Que em Sintra nunca mais se repitam imagens nem "promessas" como esta de 2005 

Dórita Castel-Branco voltou com dignidade, saltando pela Arte: 

"Saltando o eixo", escultura de Dórita Castel-Branco (da colecção)

"Que força a dessa escultora, revelada nos monumentos! Artista para a praça pública, para a admiração e o amor do povo - mais além da estima e do louvor elitistas reservados para a invenção dos trabalhos de pequeno porte e grande sensibilidade. As duas Doritas não se opõem: ao contrário, se completam, são uma única e grande artista". Jorge Amado.

Quão belo é vermos Hoffmann, Cristino da Silva, Alfredo Keil e José D'Ávila; talvez o primeiro óleo de Júlio Pomar; Anjos Teixeira, Roque Gameiro, Leal da Câmara, Almada Negreiros, Rui Pinheiro, Jean-Guy Viegas Marret, José Ribeiro e Maria Almira Medina.

Antes de entrarmos, lá está no alto a escultura de José da Fonseca que embeleza, e de que maneira, o edifício onde o património artístico de Sintra se abre à Cultura.


Uma das mais ricas colecções de Arte do País, disponibilizada ao público sem outros custos que a cuidada montagem no Museu.

Fica provado e é gratificante constatar que é possível oferecer Arte e Eventos Culturais relevantes apesar da aplicação rigorosa do nosso (dos munícipes) dinheiro, sem que a qualidade da oferta seja diminuída.

Excelente forma de celebrar o Dia Internacional dos Museus, marcado para o próximo Domingo, dia 18 de Maio, sob o lema: "As colecções criam conexões".

Visite o Museu, aprecie a Arte que fala de Sintra.

Sintra merece! Estamos todos de parabéns!



NOTA:

COMO CHEGAR AO MUSEU

- Se vier de comboio pode descer na Portela de Sintra (passa por debaixo da linha) e segue à esquerda;

- Se descer na Estação de Sintra, segue para a direita, caminha pela Pedonal da Heliodoro Salgado;

- De carro, pode estacionar no Parque do Urbanismo (aos fins-de-semana está disponível) e subir a rampa da       Av. Movimento das Forças Armadas;




segunda-feira, 12 de maio de 2014

SINTRA: MESMO ÀS PORTAS...UMA VIA MISTERIOSA...

Imagine-se que adultos e crianças para chegarem a casa têm de percorrer esta via que, segundo me dizem, está entre terrenos do Ministério da Administração Interna. A pé, no mínimo entre as casas cá em baixo e a paragem junto à Rotunda.


Saiba que, frequentemente, a iluminação nocturna está apagada nesta via estreita, com muros de um lado e de outro, sem abrigo de qualquer espécie.


Veja como a água forma uma corrente forte, que quase tudo leva à frente, sem que pessoas tenham um passeio para se protegerem.


Quem protege as pessoas nestes dias? Quem se preocupa? 


Passada a invernia mais forte, apresenta este colorido natural, tão bonito que nenhuma entidade limpa nem promove medidas que evitem a proliferação de pragas.

Sendo terrenos do Estado, poderia alargar-se um ou dois metros para cada lado, construir-se um passeio, a via ter dois sentidos para facilitar os acessos entre a Estrada Municipal 9 e a Rua Dr. António Macieira.

Será que aos moradores do bairro - pelo menos a esses - a situação é indiferente?

Fica a preocupação por se viver tão perto da Vila de Sintra...mas tão longe!

É mesmo uma via...misteriosa!