segunda-feira, 28 de abril de 2014

SINTRA: À ATENÇÃO DA REFER...É URGENTE REPARAR

Já passaram muitas semanas...demasiadas semanas, desde que um patife qualquer arrancou e deitou para o espaço da CP uma parte do gradeamento da passagem pedonal que liga o Largo D. Manuel I à Rua Dr. Vasco Vidal.


Na altura esteve lá a autoridade. Foram colocadas estas fitas avisadoras onde constam os símbolo da Câmara Municipal de Sintra e da Protecção Civil.

Julga-se saber que se trata de um espaço e estrutura cuja manutenção incumbirá à REFER, mas até à data continua a aguardar a solução adequada.

Não terá sido comunicado à REFER? O que pode ter falhado?

Importa a urgente eliminação do perigo de uma queda com vários metros de altura, pois crianças e adultos que passem no local estão sujeitos a isso com a maior facilidade.

Fica o alerta na convicção de que este perigo será rapidamente eliminado.


sexta-feira, 25 de abril de 2014

SINTRA 2014: CÂMARA ABRIU ABRIL...

Hoje foi Abril em Sintra...a Câmara Municipal ABRIU ABRIL

As portas do Município abriram-se para todos. Foi bonito, foi o regresso aos dias felizes em que a data histórica se comemorou com a devida dignidade.

Recordo, com mágoa, o 25 de Abril de 2008, cuja cerimónia durou (ao cronómetro) 5 minutos, 14 segundos e 66/100, justificando que o citássemos no Jornal de Sintra.

Hoje, foi um dia Grande de Abril. A Banda de Lameiras abrilhantou a cerimónia do exterior. O hastear da bandeira foi certinho. Os assistentes aplaudiram.

Alguns estandartes de associações locais, abrilhantaram o acto

O Presidente da Câmara falou. Palavras serenas e sensatas. Convidou os presentes a entrar nos Paços do Concelho e verem a exposição. Respeitosamente.


Nos claustros interiores, havia fotografias alusivas ao Dia 25 de Abril de 1974, homenageando o Movimento Libertador.

Os visitantes manifestaram-se sempre muito interessados

Depois viveram-se outros momentos de muito agrado, primeiro com o Coral Encontro, de Monte Abraão, que entusiasmou os presentes com várias obras de Lopes Graça:

Coral Encontro, de Monte Abraão

Seguiu-se o Grupo Coral Allegro, das Mercês, com obras variadas, entre elas de Sérgio Godinho e José Afonso: 

Grupo Coral Allegro, das Mercês

Ao acabar a cerimónia, os presentes tinham umas queijadas à sua espera, proporcionando agradáveis momentos de convívio fraterno. 

Viveu-se, pois, uma agradável jornada democrática, digna do 25 de Abril.

Ao que se julga saber, não foram necessários grandes investimentos para organizar esta celebração, justificando uma saudação a quantos nela participaram.


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Nota: Em 11 de Março, foi sugerido que no Dia 25 de Abril os Parques e Palácios estivessem abertos ao Povo.

Pois é verdade...estiveram mesmo abertos...mas portugueses e sintrenses teriam de pagar os preços habituais para lá entrarem. Fica o registo.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

SINTRA: QUINTA DAS PALMEIRAS, a história mais completa

Ao Sr. Jorge Gomes, da 1ª. Conservatória do Registo Predial de Sintra,
À Sra. D. Elvira Fonseca, da Sintriana, Biblioteca Municipal de Sintra
Agradeço a paciência com que me ajudaram nas pesquisas

A “Quinta das Palmeiras” - assim consta da Escritura feita no Notário Privativo da Câmara Municipal de Sintra - foi adquirida no dia 6 de Junho de 1972 por 1.000.000$00 (hoje 5.000 €), sendo Presidente o Sr. José António Pereira Forjaz. Tão baixo valor terá sido influenciado pelo mau estado da propriedade.

A Inscrição a favor da Câmara só seria feita em 2 de Dezembro de 1974.


A Biblioteca Municipal de Sintra
O primeiro proprietário

A propriedade não foi inicialmente Inscrita na “Conservatória do Concelho de Cintra”, talvez por estar inacabada. Só em 12 de Agosto de 1869, por força de uma “inscripção hypothecaria” a favor da “firma Social Krus & Companhia” se verifica o primeiro Registosem indicação expressa do proprietário.

Confrontava "por todos os lados com propriedade do Conde Claranges Lucotte". 

“Uma propriedade de casas que foram destelhadas e que se acham em bastante ruína. E situada em um terreno denominado Villa Nova Estephania, Freguesia de Santa Maria do Arrabalde”. “Calcula-se o valor venal deste prédio em cem mil réis e nenhum o seu rendimento por se achar abandonado”.

Tudo indica que o Conde Claranges Lucotte foi o primeiro dono da propriedade, considerando que em "9 d'Abril de 1872" a mesma foi Inscrita a favor da firma Krus & Companhia "por arrematação judicial" "numa execução" movida contra o referido "Conde Clarange Lucotte, morador em Lisbôa".

Tratemos, agora, de estimar o início da construção.

O Conde Claranges Lucotte, pessoa muito ligada à construção, era proprietário da empresa francesa que construiu a ponte pênsil de D. Maria II, no Porto, inaugurada no dia 17 de Fevereiro de 1843.

Em 1854 propunha-se construir a linha férrea Lisboa/Sintra, por Algés, Caxias e Agualva-Cacém, o que foi aprovado por Lei de 1855. Dificuldades financeiras levaram-no a vender a concessão em 1859.

Agravando a situação, em 17 de Março de 1861 o governo rescindiu a concessão aprovada e que previa dois Ramais de Sintra a Cascais e a Colares. A linha férrea seria feita para Cascais.

As dificuldades financeiras sentidas em 1859 podem ter levado o Conde a suspender as obras da sua propriedade na Villa Nova Estephania, daí o estado de “bastante ruína” registado em 1869, a que se seguiu a “execução” . Assim, o início da construção pode ter sido antes da crise: - entre 1855 e 1858.


Paisagem deslumbrante
Proprietários que se  seguiram

No dia 21 de Junho de 1875 foi celebrada nova Inscrição definitiva, agora a favor de D. Josefa Luiza Guelfe Freire, Viúva, “moradora na cidade de Lisboa”, que a “adquirira por compra”.

Outro proprietário surgiria, desta feita Rodrigo Peixoto, morador em Lisboa, sendo em 16 de Abril de 1920 "inscripta" a seu favor a transmissão de uma parte de prédios, arrematada na “hasta pública” da “execução fiscal que a Fazenda Nacional moveu contra (…) herdeiros do Barão D’Almeida Santos”.

Em 13 de Março de 1937, o Sr. Rodrigo Peixoto, procedeu à actualização das confrontações, em virtude do prédio ter sido aumentado com outro terreno. Nova transmissão estava em curso.

Em 6 de Abril de 1937, foi "Inscrita a favor de Maria Amélia Belard Mantero, Viúva”, moradora em Lisboa, a “transmissão do prédio” que comprou ao Sr. Rodrigo Peixoto.

Chegamos a 1972. Em 6 de Abril é averbado: "O prédio (…) consta de casa de cave, r/c, 1º. Andar e águas furtadas, ocupando a área de 220 m2, dependência com 270 m2 e logradouros com 15.200 m2”.

Nesse mesmo dia, por "Partilha", a propriedade foi Inscrita a favor de Julieta Maria Gardé e Mello Mantero, Amélia Mantero Belard Casalis e Laura Mantero Belard de Mendonça Alves, todas Viúvas. A primeira, nora, as outras duas senhoras filhas de D. Maria Amélia Belard Mantero, falecida em 1952.

Regressemos à História

Em dezenas de documentos consultados, não se encontraram alusões a “Casa Mantero”, frequentemente associada à Biblioteca Municipal de Sintra. Tampouco se viram disposições ou desejo expresso aquando da venda à Câmara Municipal de Sintra. Apenas há "Quinta das Palmeiras".

O nome Mantero surge em 1937, pela Viúva de D. Francisco Mantero (falecido em 1928, no Lumiar).

Acresce que o Casal Mantero viveu entre 1897 e 1927 na Quinta dos Lilases, ao Lumiar (tendo em 1899 comprado a parte rústica da Quinta das Conchas, que lhe era anexa).

É dessa época que surge a "lenda das casas assombradas", numa história bem longe de Sintra.

Tomando como princípio o cruzamento de dados, pode dizer-se que não se confirmou a alusão feita a D. Francisco Mantero como tendo mandado "construir nos finais do Século XIX, uma casa no bairro sintrense que então despontava", "Localizada na vulgarmente apelidada “Correnteza”".

"Casa Mantero", porquê?

A menos que existe alguma razão pouco conhecida, não há motivos fortes que justifiquem a associação de "Casa Mantero" ao nome da Biblioteca Municipal de Sintra. Uma questão de nome? Poderia ter sido "Lucotte", "Freire" ou "Peixoto", todos eles antigos proprietários.

Uma coisa é certa: - É pouco consistente afirmar-se (Sintra, capital do romantismo) que D. Francisco Mantero tenha estado ligado à construção da casa nos finais do Século XIX.

Justifica-se, sim, que o mérito de se associar um nome ao da Biblioteca, contemple uma personalidade prestigiada e com influência Cultural em Sintra, nomeadamente Francisco Costa, Major General Rogério Machado de Sousa ou José Alfredo da Costa Azevedo.

Até que um nome ligado a Sintra e à sua Cultura lhe seja associado, será sempre e tão só,

BIBLIOTECA MUNICIPAL DE SINTRA.





sábado, 19 de abril de 2014

SINTRA: DOMINGO...PASSE POR CÁ E ALMOCE NO "TÚNEL"

Vamos sugerir-lhe um programa de Domingo que inclua uma visita a Sintra. 

Se possível use o comboio. Ou as carreiras de autocarro entre Cascais ou Oeiras e Sintra. Chegando junto da Estação da CP, caminhe na Direcção da Câmara Municipal onde apreciará o belo edifício projectado por Adães Bermudes.

Siga para a Volta do Duche, onde artesãos estarão a produzir as suas peças. Antes, logo aí, que melhor início de dia do que provar uma Queijada na SAPA?

Embrenhe-se nas ruas da Vila Velha, veja a Fonte da Pipa e suba até ao Parque das Merendas, a cerca de 100 metros. Começa a sentir um bichinho no estômago?

Volte e entre no Parque da Liberdade onde apreciará diversas espécies vegetais e, ao sair no portão inferior, estará de novo na Volta do Duche, cheia de gente a essa hora.
  
Restaurante "O Túnel", excelente opção 

Regresse até junto do portão da CP e tome aquela rua estreita que acompanha a linha frente ao posto da GNR. Ao fundo está - em local óptimo para o convívio familiar - o Restaurante "O Túnel". O atendimento é sempre muito simpático.


O Sr. Costa e os filhos Luís e Fernanda darão as boas vindas e ajudarão na escolha, mas aos domingos (e quintas-feiras)  há a excelência de um cozido à portuguesa.

Comida caseira com muita qualidade

Às quintas-feiras outro petisco: o tenro polvo que se come cozido ou à lagareiro.


Para ajudar a digestão, caminhe pela ponte que atravessa a linha férrea e, apanhada a pedonal da Heliodoro Salgado, chega ao local de onde parte o Histórico Eléctrico de Sintra até à Praia das Maçãs. Há circulações em horas certas entre as 10 e as 17.

De regresso a Sintra, antes de apanhar o comboio de regresso, não prescinda de comprar uns pacotes de broas na Fábrica de Queijadas do Gregório. Ficará para sempre na memória daqueles a quem oferecer tão deliciosa doçaria. 

Passou, de certeza, um excelente dia em Sintra, sem que a carteira se esvaziasse.

Volte mais vezes, em Sintra recebe-se bem.