segunda-feira, 17 de março de 2014

SINTRA: FINALMENTE, UM SITE DIGNO DA CÂMARA MUNICIPAL

Ainda em fase de construção, o site da Câmara Municipal de Sintra (www.cm-sintra.pt) apresenta-se com a dignidade institucional exigida, enquadrando-se no figurino moderno de informação e relacionamento público de que andava muito arredio.


O novo espaço, que em poucos meses mudou a imagem cibernética de Sintra e a espalhou pelo mundo, confronta-nos com o que foi uma triste realidade nos últimos 12 anos em matéria informativa e objectivos pretendidos.

Como munícipe pouco dado a bajulices, não posso - apesar desse princípio - omitir parte da mensagem do Sr. Presidente da Câmara: "Esta entrada de Sintra no século XXI, dá a conhecer a vida autárquica em todas as suas vertentes".

O que se pode esperar

A seu tempo, pela certa, a transparência da vida autárquica em todas as suas vertentes (havia quem falasse em patamares...) será a realidade. No entanto, para uma maior confiança, alguns pormenores poderão ser prioritários.

Urge que sejam de novo disponibilizadas informações sobre as Reuniões de Câmara, teor mais completo das propostas apresentadas, proponentes e resultado das votações, indicando quem as aprovou ou recusou.

Por outro lado, no conceito participativo da vida autárquica, certamente que todas as forças com representatividade terão o seu espaço para apresentação dos seus projectos e análises, ajudando à formação cívica dos leitores e munícipes.

E, sendo a Assembleia Municipal o mais elevado órgão autárquico, em matéria informativa sejam seguidos os mesmos princípios utilizados para a Câmara Municipal.

Finalmente, apesar de outras sugestões que possam surgir, seria interessante que todos os 11 autarcas eleitos disponibilizassem - para mais directo relacionamento - os seus endereços electrónicos institucionais, mesmo que geridos por equipas de apoio.

Embora com atraso de 14 anos sobre o início do século XXI, tudo indica que Sintra vai dar saltos de gigante em variados campos, sendo o da informação determinante para a confiança dos munícipes.

Que o novo site permita positivos horizontes aos sintrenses. 


domingo, 16 de março de 2014

VISITAR CASCAIS E O MUSEU DA MÚSICA PORTUGUESA...

ACESSO GRATUITO À CULTURA

Quando noutras paragens se acaba o acesso gratuito à cultura para dar lugar a mais uns euros na bilheteira, a Câmara de Cascais não só abre as portas do Museu da Música Portuguesa como até ofereceu o Recital Bartók - Lopes Graça.

Foi uma delícia escutar Solistas da Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras (Lilia Donkova, Gergana Bencheva, Jeanne Antoniuk e Viktória Chichkova) em obras de Fernando Lopes-Graça e Béla Bartók.

Danças Romenas de Bartók

O Museu - de entrada livre para portugueses e estrangeiros - apenas encerra às segundas-feiras. Está aberto das 10 às 17 e aos sábados e domingos está encerrado entre as 13 e 14 horas. Tem visitas temáticas às sextas-feiras.



Antes de vermos o valioso espólio cultural e artístico da colecção de instrumentos musicais portugueses que foram de Michel Giacometti e bens doados por Fernando Lopes-Graça, apreciemos o traçado romântico da casa projectada por Raúl Lino.

Um belíssimo instrumento

Outra belíssima peça

Finalmente, do espólio doado por Fernando Lopes-Graça, apreciemos o documento abaixo reproduzido, do qual se retira o conceito de liberdade dos cidadãos que o antigo regime tinha, autorizando Fernando Lopes Graça a regressar à sua terra.


Há pois fortes motivos de interesse em visitar o Museu da Música Portuguesa, no Monte Estoril, de portas abertas aos domingos e todos os outros dias, numa perspectiva cultural a todos os títulos de enaltecer.

Um bom Domingo para todos.












sexta-feira, 14 de março de 2014

SINTRA: ARU E OS VERDADEIROS CICERONES...

Ontem foi um dia grande em Sintra, porque passados quatro meses sobre a posse do novo Executivo Camarário, foi apresentada e aprovada a "delimitação da ÁREA DE REABILITAÇÃO URBANA DO CENTRO HISTÓRICO DE SINTRA.



Pelo documento aprovado, a Área de Reabilitação Urbana alargou-se para lá do conhecido Centro Histórico, com inegável influência em zonas periféricas, disso beneficiando a imagem digna de Sintra que todos desejamos.

Ao longo de 98 páginas, um novo conceito de vida local surge para alegria do cidadão comum, daquele que quer o melhor para este nosso tempo de vivência, sem petulâncias desajustadas ou busca de protagonismos. 

Sempre aqui defendemos a existência - nos serviços camarários - de Quadros e Técnicos qualificados, capazes de estudar e fundamentar soluções de futuro.

Bastaram quatro meses...depois de tantos anos a sentirmos adiamentos sem nexo.

HISTORIADORES, os verdadeiros cicerones...

Ao ler-se o documento Aprovado, temos uma verdadeira e apaixonante história de Sintra, desde "tempos imemoriais", do Neolítico à Idade do Ferro 6.

Depois, lá constam o Património natural e cultural, a paisagem, os Palácios, as Quintas, as Casas e os Chafarizes, os Caminhos e tudo o que nos envolve, que não precisa de ser inventado porque está devidamente inventariado para se proteger.

Os Técnicos e Historiadores do Quadro da Câmara Municipal de Sintra que participaram na elaboração deste Documento, foram - eles sim - verdadeiros cicerones desta nossa terra, sem alardes pessoais ou exibicionismos.

O Documento, tão rico sobre a História e o Património mereceria uma Edição para escolas e professores, sugerindo-se mesmo uma ampla distribuição pelas crianças e outros presentes nas comemorações do 25 de Abril em Sintra.

Os intervenientes no estudo e os técnicos justificam uma especial saudação.

Fundamentos e articulação com o Plano de Urbanização de Sintra

Segundo o documento ontem aprovado, serão múltiplas as acções a desenvolver para a respectiva realização, considerando factores tão determinantes como o clima, a exposição das colinas ao sol e a protecção das populações.

A mistura de tráfego de ligeiros, pesados e peões num mesmo espaço terá de merecer uma resposta organizada e ajustada à realidade de Sintra. 

Com muita satisfação vemos conceitos para a pedonização de vias de trânsito automóvel, tendo em vista a reabilitação de espaços existentes: "a) Espaço público para as pessoas: Acessibilidade, mobilidade, fluidez, transparência e normalização".


Tratando-se de um documento com 98 páginas, em que nenhuma delas é dispensável, esta modesta intervenção apenas pretende realçar que, depois de 12 anos à espera, temos boas perspectivas de projectos para a nossa vida futura.

Para que imagens como esta desapareçam:

Celeiro da Jugada  em pleno Centro Histórico

Hoje, embora muito se tenha de esperar, pode dizer-se que a aprovação por UNANIMIDADE da Área de Reabilitação Urbana, marcará o futuro de Sintra ligando-o ao actual Presidente, Dr. Basílio Horta. 

Excelentes quatro meses...




terça-feira, 11 de março de 2014

SINTRA: 25 DE ABRIL, ABRIR PARQUES E PALÁCIOS AO POVO

Aproximando-se a data festiva - hoje mais de luta - do 25 de Abril, enquanto se aguarda a todo o momento que a Câmara Municipal de Sintra divulgue o programa das comemorações, algo poderá sugerir-se para brilho das mesmas.



Que nunca mais uma Cerimónia Comemorativa do 25 de Abril em Sintra justifique o título de um artigo publicado em 2008 no Jornal de Sintra: 

SINTRA: 5 minutos, 14 segundos e 66/100
"Foi o tempo que durou a Cerimónia Comemorativa do 25 de Abril nos Paços do Concelho de Sintra. O que dizem ser o segundo maior concelho do País,fez jus a entrar para o livro do Guiness World Records".
O texto completo do artigo poderá ser apreciado no final desta página.

A Câmara Municipal como entidade dinamizadora

Aproximando-se a data que celebra os 40 anos de Abril, a mudança democrática é significativa no território sintrense, pelo que se justifica um apelo à participação Popular, daqueles a que a vida e a bolsa não permitem o usufruto cultural.

Neste dia, o abraço é do Povo, com o Povo e pelo Povo. 

Como gostaria de ver a envolvente dos Paços do Concelho cheia de crianças, escutando o Hino Nacional e a fanfarra, agitadas e alegres, dançando com adultos e num longo e fraterno convívio em espaço aberto, livres nos seus direitos.

E, como Sintra não se restringe à Vila e seu Centro Histórico, nem é palco para passageiras elites, todas as Freguesias - em articulação com a Câmara Municipal - utilizariam os seus autocarros para levar crianças como suas embaixadoras.

Os Povos fazem-se na rua, sem invocações de castas, sem a árvore genealógica a deitar folhas caducas sobre os passeantes. Foi por isso que Abril se fez.

Abrir Sintra ao Povo e fomentar o convívio 

Para incentivar os portugueses a viverem o que é deles, no 25 de Abril todos os Palácios, Parques e Castelo de Sintra deveriam estar-lhe abertos, sem a moedinha tilintante que selecciona os que a têm e as fecha aos desfavorecidos.

Estará nas mãos da Câmara Municipal de Sintra, em primeiro lugar, desenvolver os esforços necessários para que todos possam - livremente - circular nos diversos espaços do nosso território, numa grande jornada de fraternidade.

Confiamos que a Câmara Municipal dará, neste Abril, uma outra dinâmica às Comemorações, tornando-as mais dignas e sentidas pela população.

Abril precisa muito disso. 




A cinzento, porque assim foram as cerimónias, segue o texto publicado no Jornal de Sintra:

SINTRA: 5 minutos, 14 segundos e 66/100

Foi o tempo que durou a Cerimónia Comemorativa do 25 de Abril nos Paços do Concelho de Sintra. O que dizem ser o segundo maior concelho do País, fez jus a entrar para o livro do Guiness World Records.

O atraso verificado sobre a hora prevista para a Celebração, deu aquele toque sui generis de que Sintra tanto precisa, pelo exemplo de rigor com que estas coisas se devem fazer, permitindo que algum arrastado pudesse assistir ao solene momento. Mas, caramba, o esforço foi grande e na medida adequada aos celebrantes da histórica data que alterou o panorama político e social do País.

Habituados ao arrastar de processos, ao adiamento de soluções, aos meses e por vezes anos de espera pela resposta a uma qualquer reclamação, aos banho-maria com que frequentemente nos confrontamos, só alguém de má formação intelectual ou cívica poderá criticar a forma rápida como o 25 de Abril foi despachado.

Merece, até, que se inventarie como a Festa decorreu: A banda chegou às 10 horas e 6 minutos, fez mais uma intervenção a que se seguiu o Hino Nacional com simultâneo içar de bandeiras nos mastros do edifício. Depois, palmas dos poucos cidadãos presentes, cumprimentos ao maestro e lá foi a Banda de abalada. Tudo isto em 5 minutos, 14 segundos e 66 centésimas do segundo. Sem qualquer aumento de tempo!

Ficámos com uma das mais elevadas taxas de rentabilidade, mesmo de execução, permitindo-me não classificar de quê.

Neste dia, meios que são usados para o transporte de futebolistas, não se justificaram para levar crianças a assistir às comemorações de uma data com que se deveriam habituar a viver e a honrar. E como seria bonito o Largo cheio de crianças em festa.

É assim a vida, com constrangimentos compreensíveis se admitirmos que, a ter-se mantido o anterior regime, quantos dos nossos políticos teriam agora uma brilhante carreira, talvez até em Ministérios.

Na realidade, Abril foi tão magnânimo que a cada hora permite que se digam umas coisas e se façam outras. Por isso estamos tão pobres, quando nos prometem riqueza. Por causa disso, o 25 de Abril se foi transformando num dia que “dá sempre jeito” quando há pelo meio uma qualquer “ponte”, generosamente concedida.

As comemorações de Abril reflectem, antes de mais, a falência dos modelos de Cultura, tão referidos mas sem a devida implantação a partir dos primeiros bancos da escola.

Assistente de comemorações similares noutras partes do mundo, estes 5 minutos, 14 segundos e 66 centésimas de segundo, foram dos momentos mais dolorosos da minha vida, porque representam a ausência de verdadeiras intenções na realização Abril.