sábado, 8 de março de 2014

DIA INTERNACIONAL DA MULHER - 157 ANOS DE LUTA...

ESTA FLOR, UMA MODESTA SAUDAÇÃO

Das florestas da Malaysia, esta flor representa a ascensão

Foi em 8 de Março de 1857 que centenas de operárias têxteis de Nova Iorque se manifestaram a reclamar melhores salários e condições de trabalho dignas, nomeadamente menos horas de trabalho e mais segurança.

Também em 1917 milhares de mulheres russas fizeram idênticas reivindicações. 

Pelas Leis do Canadá, só em 18 de Outubro de 1929, depois de muitos anos de luta por um grupo de activistas, as mulheres foram declaradas como "pessoas".

Hoje, um pouco por todo o mundo, com a cumplicidade dos governos, os direitos das mulheres não são respeitados das mais variadas formas, nalguns casos com nítidos contornos de escravatura, excesso de horas de trabalho e baixas remunerações. 

Mulheres algures na Ásia

São elas, em condições difíceis, o sustento da casa...onde pouco tempo conseguem estar

Em Portugal, registadas nos Centros de Emprego, havia em Janeiro 344145 mulheres, correspondendo a 51,39% dos desempregados. Preocupadas com os filhos e a família, quantas vezes aceitam trabalhos sem horários e mal remuneradas.   

O Dia Internacional da Mulher é, ainda hoje, desconhecido em muitos países ou transforma-se num Dia de Luta pelos Direitos da Mulher. 

Nesta homenagem, os votos de que alcancem a igualdade de direitos e que o futuro lhes traga as condições para partilharem a vida com os seus familiares, acessos sociais, culturais e de bem-estar que hoje não passam de miragem.  



quarta-feira, 5 de março de 2014

QUANDO MENOS SE ESPERA, REVIVE-SE O PASSADO...

Há dias, uma antiga colega, não ela antiga mas colega, colocou no seu espaço do Facebook uma frase de Pablo Neruda: "Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo".

É um ensinamento de vida que, para ser abordado, me leva - em primeiro lugar - ao segundo mandamento, pois a quase única alternativa que dou aos meus é oferecerem livros, listando um conjunto de títulos cuja surpresa está na escolha.

Da última vez, mas a primeira pela certa, um livro teve a condão de - chegado apenas à página 22 - me obrigar a revisitar o passado, enleando-me em múltiplas recordações.

Falo de um dos últimos livros de Domingos Amaral.

De chofre, uma frase para mim quase mágica: "Por vezes, antes de nos aparecer em pessoa, é nas palavras dos outros que alguém regressa à nossa vida".

Do nascimento à vida

Ditou a sorte que, nascido uns dias antes do início da II Grande Guerra, tivesse sobrevivido quase por selecção natural, pois muitos putos dessa época não o conseguiram. Havia poucos médicos, falta de medicamentos e má alimentação.

Apesar disso, ao tempo em que um jovem chegava a homem sem ser criança, cedo surgiram sonhos, entre eles o de viajar, tão expressamente manifestado à minha mãe, quando aos 14 anos respondi ao anúncio que pedia "rapaz para paquete".

Viajar é um estado de alma. A primeira viagem é de cautelas. Depois mais longe, a curiosidade por outras paragens, os desafios por culturas diferentes, as pessoas. As pessoas. Como vivem e se movem, como se alimentam, vectores culturais.

Recordo férias e o mês de Julho. Quando ao dia 1 partia sozinho no meu carro a caminho da Europa, falando - só - com os botões e entregue aos pensamentos.



As margens do Rio Isar ligam-se ao que restou de Hiroshima na trágica manhã de 8 de Agosto de 1945.



Falhei ao não ter conseguido agradecer a muitos colegas pelo que eles influenciaram as minhas viagens. Com os livros que me ofereceram, incentivaram-me a querer conhecer os mais diversos locais à volta deste planeta onde vivemos. 

Hoje, acarinho o livro "Art Treasures in Russia" que me ofereceram em 1972. Abraço fortemente três volumes da "Grande Crónica da Segunda Guerra Mundial", com que esses colegas me brindaram em 1973 e me fizeram viajar de Munique a Hiroshima.


1972 - inigualável incentivo cultural

1973 - o simbolismo de abraçar o mundo. Hiroshima é no Volume III

Viajando, tenho assistido a excelentes espectáculos musicais e artísticos nas diversas partes do mundo, mas de todos o expoente máximo foi um inolvidável "Lago dos Cisnes", no Teatro Bolshoi de Moscovo, no longínquo ano de 1972.

O quarto, será talvez o mais difícil mandamento de Pablo Neruda, pois no desgraçado tempo que vivemos só posso rir de mim próprio, porque não fui capaz de melhor.

Rebobinar para tornar a ver

A boa colega que lembrou Neruda mais as primeiras páginas do livro de Domingos Amaral, impulsionaram a reprise de uma vida com momentos felizes e dolorosos, sonhos e desilusões, alegrias e tristezas, mas onde todos os retalhos se colam.  

Tal como a figura central do livro, durante horas estive na "Luzboa" que calcorreei na juventude, revivi a marginal de "Cascais" e terminei o dia na "bela Sintra", deitado em  recantos cujos encantos a vida ainda não me impediu de desfrutar.

Pablo Neruda tinha razão...não nos deixemos morrer lentamente.


domingo, 2 de março de 2014

SINTRA, CARNAVAL NOS JARDINS DO PALÁCIO DE QUELUZ

1990 - UM PASSEIO DE CARNAVAL NOS JARDINS DO PALÁCIO

É verdade, já passaram 24 anos sobre estas fotos.

Na altura, os cidadãos nacionais entravam gratuitamente aos Domingos, passeando com todo o charme pelos Jardins. Direito que não usufruem hoje.

Uma bela recordação...



quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

SINTRA: EM VEZ DE ESPERAR...VOU A LISBOA VER O ARCO...

Em Sintra, os adeptos de pequenas coisas, daquelas que se podem resolver facilmente sem elevados custos associados, continuarão sentados. Não valerá a pena, por agora, insistir noutras, porque as pequenas "encomendas" aguardam acções.

Desafiado pelo Turismo de Lisboa no site que o serve em primeiro lugar e Sintra surge em baixo, ainda sem entender como uma Lismarketing passou a gerir o turismo de Sintra em substituição de profissionais competentes, resolvi fugir para Lisboa.

Segui o ritual que muitos leitores deste espaço não arriscam, mas que continuo a recomendar sem reservas: - Um pastelinho de "bacalhau com ele", na antiga Casa Chinesa, por sinal ainda bem portuguesa, ali à entrada da Rua do Ouro:

Claro, sempre com a atenção da D. Arminda

Confortado, os passos levaram-me à Rua Augusta que àquela hora da manhã é calma e nos faz recordar o tempo em que o ardina ia retirando jornais da sacola, dobrava-os com um nó e os atirava - certeiro - para a varanda de um qualquer 5º. andar...

De súbito o "Arco Triunfal da Praça do Comércio" estava sobre mim, desafiando-me a ir lá ao alto, ver Lisboa como nunca tinha visto. E que maravilhas se podem ver de lá.

Adquirido o bilhete à Lismarketing (apesar de Lis, será a mesma de Sintra), a primeira parte da subida é de elevador, seguindo-se uma escadaria interessante, a Sala do Relógio onde se pode ler CULTURA e outra bela escadaria para o miradouro.

A belíssima escadaria do segundo lanço 

Bela imagem da Praça do Comércio, Cais das Colunas e Rio Tejo

Mecanismo do relógio e seu tac-tac

Os Correios e suas viaturas

Os edifícios não têm culpa do Ministério das Finanças se ter aqui instalado

Esculturas de Célestin Calmels: Glória, Génio e Valor  (hoje que contradição!)

Rua Augusta até ao Rossio e o casario da baixa lisboeta e suas águas-furtadas

Estive no miradouro algumas horas, recebendo amigos alemães que se sentiam como que voando num encantamento indescritível que os acompanhará até à tão bela cidade de Landsberg am Lech na Alta Baviera. 


À partida, um registo especial: o toque do sino, que acima está reproduzido.

Meus amigos. Não percam a visita ao Arco Triunfal da Praça do Comércio.



Nota: Foi-me pedido e tenho muito gosto em deixar a história do Relógio do Arco da Rua Augusta, incluindo a versão em alemão, que o Jürgens e a Frida aguardam para mostrar aos amigos e vizinhos.