terça-feira, 10 de dezembro de 2013

NELSON MANDELA, HOMEM QUE FOI SEMPRE O SEU POVO

Respeitosamente, neste dias de despedida terrena, curvo-me perante a sua memória e o seu exemplo de Homem que sempre teve o seu povo nos sentimentos.

 
Que orgulho para uma Pátria.
 
 


domingo, 8 de dezembro de 2013

SINTRA: será capaz de adivinhar?

 
Imagine que, enquanto aguarda pelo comboio na estação de Sintra, resolve olhar para os céus, esperando que algo de bom caia para resolver pequenos problemas.
 
De súbito notará algo estranho, parecendo um cogumelo de dimensões apreciáveis, talvez não venenoso, que é uma pena ali ter crescido. Ou será um ovo de avestruz?
 
Ao lado, num sussurro, alguém sugere tratar-se de um ninho, quiçá de ave rara (que em Sintra as há...) chocando ovos, para salvaguardar alguma espécie do Éden.
 
Em silêncio observa o ninho, mas logo é vítima de uma agressão sonora, estridente, a partir do alto, sem oposição dos defensores do espírito do lugar.
 
Já descobriu de que se trata? Não? Então vamos explicar...
 
É uma campainha...uma barulhenta campainha, pronta a tocar a qualquer hora do dia ou da noite, mesmo que ninguém a atenda, incomodando nas horas de silêncio.
 
Em baixo, numa estrutura modelar encontra-se o aparelho a que a campainha reporta,  melhor dizendo, de que a campainha re...toca.
 
A "qualidade" dos autarcas também se vê nestas coisas 
 
No espaço destinado aos peões, permitiu-se a colocação - sem respeito por eles - deste obstáculo, estilizado, bonito, desrespeitador da vivência em sociedade.
 
Ressalve-se que esta situação não é de agora. Foi herdada de um Executivo Camarário que esteve por cá 12 anos, sendo Vereador do Ambiente e presidente da Junta os mesmos políticos que nos prometiam "Dedicação"...
 
Resta apelar-se aos novos Autarcas no sentido desta situação ser resolvida a bem da imagem de Sintra, da dignidade do local, do ambiente e da protecção da árvore...
 
Alguém teve responsabilidades neste desleixo...talvez os sintrenses!
 
 
 

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

SINTRA: CONVENTO DA PENINHA E VISTAS LARGAS...

Vale sempre metermo-nos pela Estrada Nacional 247-3 para uma visita ao Convento da Peninha, um local místico, onde muitos autarcas deveriam fazer penitências pelas suas vistas, às vezes tão curtas.
 
 
Na Peninha somos desafiadas a vistas largas, a horizontes.
 
Olhar a Sul, com o Cabo Espichel no recorte
 
Do alto da Peninha, quer se queira ou não, quer se seja ou não capaz, todos são obrigados a ver mais longe, quase até ao infinito.
 
Para Ocidente, a quase visão do infinito
 
Recordo-me de, não há muito tempo, para muitos convidados que visitavam o Cabo da Roca (junto ao mar...), um político gritar num espanhol "livre": "De l'otro lado es iber...ibero americano". Que teria dito se estivesse no alto da Peninha?
 
Mais para Norte, a visão da costa, da terra, do mar e do ar
 
Junto a nós, tão perto e tão longe ainda, quase a nossos pés, a praia do Guincho,  já no Concelho de Cascais, vizinhos que completam a vida e os percursos.
 
Descemos e avaliamos o que existe de comum entre o grandioso Convento e a pequena casa que lhe fica próxima: - Exactamente...o abandono.
 
Como é belo este espaço de terra com uma casa em ruínas plantada
 
O Santuário de Peninha deveria ser mais visitado, oferecido aos que passam por Sintra em busca de belas paisagens, natureza, ar puro e momentos de meditação.
 
Fica nas mãos das entidades oficiais responsáveis pelo Turismo de Sintra, agora com renovadas esperanças.
 
 
 
 
 
 
 

 
 

sábado, 30 de novembro de 2013

"O CONCELHO DE SINTRA" - 1 DEZEMBRO DE 1910

Um trem de 1882

Do número 1 do Jornal "O Concelho de Cintra", publicado em 1 de Dezembro de 1910, retirou-se esta saborosa notícia:

"TRACÇÃO ELECTRICA CINTRA, S.PEDRO E CASCAES
Segundo nos informa pessoa de toda a respeitabilidade, vae-se em breve fazer o estudo da linha electrica de Cintra a Cascaes, por S. Pedro.
É um grande melhoramento para Cintra, S. Pedro e Cascaes, que desejamos bem que seja levada a efeito".

Lendo e relendo, temos duas perspectiva: - Falsa pista que originou uma notícia privilegiada ou efectiva intenção da obra, falhada por motivos desconhecidos, pois Sintra tem sido fértil nestas coisas de nada se fazer. Aceitemos a segunda.

Garantidamente, há 113 anos, havia pessoas com visão e que deram à notícia acima reproduzida o relevo da ligação entre Sintra e Cascais, apresentando-a como um grande melhoramento, infelizmente adiado até aos nossos dias.

Tem sido um adiamento demasiado longo de uma obra que muitos investidores estariam dispostos a realizar, fixadas que fossem as condições de exploração.

A miopia de responsáveis, quantas vezes amedrontados por falsos defensores locais e mais defensores deles mesmos, tem mantido afastados e desligados dois concelhos vizinhos, com interesses comuns no turismo e desenvolvimento da região.

Recupera-se a grande notícia daquela época, porque uma mais regular e garantida ligação a Cascais seria um forte incentivo ao desenvolvimento turístico dos dois concelhos, que ainda hoje vivem praticamente de costas voltadas.

Sintra e Cascais tem todo o interesse na ligação - rápida e cómoda - entre os dois concelhos, quer para responder a quantos residem e trabalham num ou noutro, quer para os visitantes conhecerem melhor os dois belos territórios.

Como foi possível durante mais de 100 anos ninguém se ter preocupado com uma obra que teria tanta influência no desenvolvimento económico da região?

Em 1910 havia cabeças que pensavam no progresso...e quem o travasse.

Os Fantasmas do Éden têm sobrevivido.


Nota: Documentação consultada na SINTRIANA/CASA MANTERO, Biblioteca Municipal de Sintra.