quarta-feira, 30 de outubro de 2013

SINTRA: TUNA ACADÉMICA DÁ BOAS VINDAS A BASÍLIO HORTA

A Tuna Académica da Universidade da Terceira Idade de Sintra deu esta manhã as boas vindas ao novo Presidente da Câmara Municipal de Sintra, Dr. Basílio Horta.

Foram oferecidos momentos musicais de muito agrado, a que os presentes retribuíram com muitos e entusiasmados aplausos.

A Tuna na sua actuação
 
No final, o Presidente da Câmara enalteceu a qualidade musical, incentivando a TUNA a continuar o seu trabalho em prol de Sintra.

Troca da lembranças
 
Para melhor apreciação, poderá ver um vídeo (desculpe a qualidade) em:
 


 

SINTRA: O PRESTÍGIO DA PARQUES DE SINTRA-MONTE DA LUA

A notícia chegou normalmente, sem qualquer canal especial, mas pode dizer-se que enche de orgulho Sintra e honra o trabalho desenvolvido ao longo destes anos pela Empresa Parques de Sintra-Monte da Lua, seus Trabalhadores e Administração.
 
A PS-ML é a única representante Europeia nomeada para a 20ª. edição da World Travel Awards na categoria da "Melhor Empresa do Mundo em Conservação".
 
Uma saudação muito sincera para todos os que vivem e fazem a Empresa.
 
Magnífico Pinheiro-da-dâmara
 
O belo palácio de Monserrate
 
Notícia mais completa em:
 
 
 
 
 

terça-feira, 29 de outubro de 2013

"NÃO HÁ LONGE NEM DISTÂNCIA"

TENHO A OBRIGAÇÃO DE AGRADECER...

Obrigado pelo seu "clique"

Em poucos dias, mais de 200 cliques no "GOSTO" do Facebook, representaram uma enorme alegria, pela partilha desta página com pessoas com quem nunca me tenha cruzado, e outras que há longos anos conheço e guardo respeitosamente.

A vida é feita de partilhas e sentimentos.

As partilhas levam-nos mais longe, os sentimentos aproximam-nos na distância. A diferença é que nos sentimentos fica sempre a saudade.

Curiosamente, a WEB, tão destrutiva do humanismo, acaba por ser o vínculo de ligação entre pessoas, desconhecidas ou amigas, onde as páginas da vida se sucedem, numa liberdade de pensamentos que nos torna mais sensíveis.

Não existe, entre nós, a cultura de outras sociedades quanto à expressão dos nossos sentimentos com flores. Há pouco tempo, já a noite ia alta e vendiam-se flores pelos passeios de uma cidade. Por ambos os sexos eram compradas e levadas.

Daí que, também aos homens que "aprovaram" esta página do Retalhos de Sintra, lhes envie uma espécie protegida: um azevinho, também do mesmo jardim.

Um abraço pelo seu apoio
 
"NÃO HÁ LONGE NEM DISTÂNCIA". O livro de Richard Bach oferecido há tantos anos, tinha toda a razão. 
 
Muito grato a todos.
 
Espero as vossas visitas.


 

domingo, 27 de outubro de 2013

"PELES DE COELHO"..."TRAPOS...E...GARRAFAS"...

Coelho em bronze numa via pública - Jackson
 
Um coelho, bem tratado, luzidio e a descansar, fez-me recordar a infância, quando as famílias dos trabalhadores  eram obrigadas, pelo regime e políticos da época, aos maiores sacrifícios e procurar mais qualquer coisa para o sustento.
 
Recorda-se, porque actuais e futuras gerações devem sabê-lo.
 
De tempos...a muitos tempos, por luxo ou festa familiar, lá se comia um coelho, aproveitando-se a pelo do bichinho após o abate. Aproveitavam-na o comprador ou o criador particular. Nos meios rurais e até em zonas urbanas.
 
Com canas finas, cruzadas em armação ao estilo do que era feito para os papagaios de papel, a pele do coelho era esticada, devidamente salpicada com sal e dependurada ao ar e ao sol até ficar seca, pronta a curtir...e a render uns tostões.
 
Nas ruas ou campos, passavam compradores que gritavam: "Peles de coelho" ou "Quem tem peles de coelho que queira vender?" Nas transacções, a cotação de uma pele podia ir dos 50 centavos até 15 tostões, conforme a qualidade e tamanho.
 
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Da mesma forma, andavam comerciantes com carroças que compravam outras coisas. As pessoas guardavam nas suas casas roupas que já não serviam para recuperação familiar, pois as calças iam de pais para filhos e depois não serviam.
 
As garrafas (sempre de vidro) era guardadas em casa para posterior venda.
 
Vinham os compradores: "Quem tem trapos e garrafas que queira vender?". Lá se recebiam mais uns tostões, que davam para comprar 15 tostões de manteiga (tirada com uma colher de pau de um recipiente com água e sal) ou meio litro de feijão (era ao litro que se comprava...)...minimamente roubado com a passagem da rasoura.
 
 
São algumas recordações dos anos 40 e 50, no após guerra, tempos que sempre julguei não voltariam ao meu país. Ao meu desconfortado país, onde os mesmos ideólogos dos regimes que deram origem à Segunda Grande Guerra estão no poder.
 
Coelhos luzidios descansam repimpadamente à custa dos sacrifícios de milhões de trabalhadores e reformados.
 
Depois, um dia, admirar-se-ão se andar por aí quem lhes queira tratar da pele.