quarta-feira, 2 de outubro de 2013

GORONGOSA...PRECISA DO APOIO DE TODOS...

Recordemos outras épocas da história, não com a cicatriz dura do colonialismo mas de momentos da nossa vida. Pela memória passam cenas da vida na Gorongosa e da presença dos portugueses naquelas paragens. Rodam os Povos...
 
Guardo com todo o respeito esta pequena tarjeta do período colonial
 
A memória histórica não se apaga, apesar dos danos, dos sofrimentos, das derrotas e vitórias, de tudo o que foi vida e morte e de novo a vida. Um novo povo se libertou.
 
Durante as guerras todo o património vivo foi praticamente destruído. Morreram pessoas, quase se extinguiram as diversas espécies animais e vegetais naquelas riquíssimas paragens.
 
Fui um privilegiado ao conhecer a Gorongosa quando as destruições eram poucas. Hoje gostaria de lá voltar, certificar-me de que tudo está bem, que retomou a antiga e rude beleza, que podemos ter confiança e esperança.
 
A Gorongosa segue o caminho da recuperação, de novas vidas, de um novo património de nós todos. O vídeo que segue dá-nos confiança e mais sossego.
 
 
 
Para um melhor futuro dos povos.
 
 
 

terça-feira, 1 de outubro de 2013

DERROTA DOS POLITICOS "CANGURUS"...

Há quem, servilmente, os alcunhe de "dinossauros", quando na realidade não passam de ambiciosos salta-pocinhas, ansiosos por saltarem de Câmara em Câmara, com projectos e ambições que pouco têm a ver com os eleitores.
 
A contestação de tal forma desesperada à Lei de Limitação dos Mandatos, objectivamente para a perpectuação no poder, acabaria por lhes ser nefasta face aos resultados eleitorais obtidos. O eleitorado passou a conhecê-los melhor.
 
O resultado está aí, visível quanto baste, mostrando que representam pouco mais que nada, coelhitos que se julgavam cangurus, sem pernas para os ambicionados saltos.
 
Para cúmulo, ainda os há a queixarem-se de que não contaram com os órgão de informação para passarem a mensagem. Que despudor. Talvez pretendessem antes o quase monopólio das antenas, aproveitando desigualdades no tratamento...

Fartos de ser conhecidos estavam eles. Ou pela camisola denunciadora do seu clube, como se as eleições fossem num imenso relvado. Ou pelos gestos humanitários exibidos. Mais tempos de antena não passariam de exclusivos publicitários.
 
Fica para a história, como aviso, que o povo eleitor não gosta muito de quem se julgue no direito de não largar o poder...em nome da democracia.

Claro está que deixaram uma grande orfandade: pequenas figuras à espera de grandes lugares, coligações contranatura e quantas nomeações na forja. Sabe-se lá a extensão dos projectos de unidade na acção inviamente previstos.

Se não tivessem a pretensão de dar saltos de canguru, ainda hoje o futuro politico se lhes abriria - aguardando a ocasião propícia - enquanto que agora todas as veleidades e ambições ficaram por terra.

Ganharam na secretaria...mas perderam no terreno do eleitorado.

Foi uma grande vitória do sistema democrático.

Quanto a "Dinossauros", sabe-se que já desapareceram há milhares de anos.


 

domingo, 29 de setembro de 2013

CONHEÇA A FONTE DO POETA...

 
Um pouco de mistério.  Roteiro sempre belo por Lisboa. 
 
Como é bom beber cultura junto desta Fonte. 
 
FONTE DO POETA 
 
"Nesta fonte que fala na surdina
de qualquer coisa que eu não sei ouvir
matei agora mesmo a minha sede
e sentei-me ao pé dela a descansar.
 
Não havia no ar mais do que a luz
finíssima da tarde num adeus...
uma luz moribunda e solitária
a despedir-se frágil pelos céus.
 
E à medida que a luz se diluía
nas sombras que nasciam lentamente
a fonte no silêncio mais se ouvia,
mais límpida, mais pura, mais presente.
 
Anoiteceu. Ninguém só a voz dela
só essa voz...ao longe num desmaio,
o timbre vivo e pálido de um grito
levantei-me. Deixei-a. Tristemente
acendeu-se uma estrela no infinito."
 
António Boto
 
 
Vejamos a fonte numa outra perspectiva de grande beleza:
 
 
 
Esta belíssima peça, escondida numa Rua que é mais um Largo, reflecte a sociedade em que a homossexualidade era marginal... mas António Boto (também Botto) assumiu-a, mesmo sendo casado.
 
Não é fácil lá chegar...mas a fonte é um momento de arte e saber.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

SINTRA: MARCO ALMEIDA E O BEM PRECIOSO QUE É A ÁGUA...

VOLTA DO DUCHE REGADA COM ÁGUA DOS SMAS...

Marco Almeida, ainda hoje (27.9.2013) constando como Vice-Presidente e Vereador do Ambiente na CMS em representação da Coligação Mais Sintra (PPD/PSD.CDS-PP.PPM.MPT), teve 12 anos para resolver o problema da rega da Volta do Duche.

Quem passa e conhece a Volta do Duche, sabe que, durante todo o ano, é forte o caudal de água que, vindo das nascentes, por lá corre a caminho da Ribeira.

Forte caudal de água mesmo em final de Verão

Apesar de todos estarmos obrigados a poupar os recursos naturais, causa perplexidade que aqueles hectares da Volta do Duche sejam luxuosamente regados com água dos SMAS, tratada para consumo humano, bem paga pelos sintrenses.

Na hora da rega, a água tratada é gasta com abundância
 
Pontas de ligação à rede estrutural

Extensões
 
Enquanto isso, há muitas habitações no concelho onde a água fornecida pelos SMAS não chega, por razões que não valerá a pena aqui citar mas para meditar.

Quanto nos custam os milhares de metros cúbicos de água da rede pública?

Naturalmente que, em 12 anos, teria sido possível a realização de uma obra que, aproveitando o caudal de água livre, respondesse para as necessidades das regas.

Ao mesmo tempo, se preocupações existissem com os gastos, as facturas pagas pela Câmara aos SMAS seriam substancialmente reduzidas.

Estamos, assim, perante a negação de duas responsabilidades: acautelar os gastos públicos e preservar a natureza e seus bens essenciais à vida.

Em tese, faltando sensibilidade para preservar o bem mais preciosos para a humanidade como é a água, não podem ser escamoteadas as insuficiências de quem nos tem gerido nos últimos 12 anos, mudando ou não o rótulo da apresentação.

Por vezes, coisas tão simples ajudam-nos tanto a avaliar os políticos.

12 anos, foi muito tempo.

Sintra merece mais!