quarta-feira, 21 de agosto de 2013

SINTRA: BELA IMAGEM TURÍSTICA...JÁ SEI...A CULPA É DA...!

Passam centenas de turistas pelo local. O passeio, que deveria ser para peões, está ocupado com este monumento ao respeito pelo espaço público:
 
Táxis de Sintra, local onde os turistas e clientes pedem um serviço 
 
Acolhedor, limpo, digno, um autêntico espelho

O ora candidato dito "Independente" Marco Almeida", passa no local todos os dias, na qualidade de Vice-Presidente e Vereador do Ambiente.
 
Não só não contabilizou nos seus "Doze anos a fazer por Sintra" estas valiosas imagens de marca, como se terá esquecido de referir o marco - o verdadeiro marco de correio - que a menos de 10 metros está quase tapado por tudo menos cartas.
 
Pelas minhas previsões, logo que esta manifestação de qualidade pela higiene urbana de vocação eminentemente turística, de obras em calçadas, valetas e afins seja conhecida, logo a credível "esponja mecânica" limpará os últimos 12 anos.
 
Já sei, a culpa...foi da...da...da...da...
 
(Desculpem, tive de desligar a cassete...bolas...a pen...porque bloqueou)

.
 
 
 

terça-feira, 20 de agosto de 2013

SINTRA: O "INDEPENDENTE" DOS 317.391.191 EUROS...

Há dias em que uma pessoa não pode regressar a casa sem ter surpresas. Hoje tive duas...
 
Uma delas, por ser suburbano, fez-me ajudar a descer de um pereiro uma cobra ferradura, com mais de um metro, que de boca aberta parecia querer fazer uma higienização.
 
Depois, num panfleto colocado na caixa do correio, um candidato dito "Independente", dizia-me "Fiz e ajudei a Fazer por Sintra entre 2002 e 2013" qualquer coisa como 317.391.191 euros....
 
Espero que tenha incluído a "comparticipação financeira no montante de 200 €" que subscreveu (Sessão de CMS de 25/6/2008) "para apoio aos familiares da vítima desaparecida na Ribeira do Jamor, em 18 de Fevereiro". 
 
E lá aparecem as "refeições escolares para as crianças", "transportes escolares", "apoio a idosos em situação de isolamento", "transferências para as juntas de freguesia", "espaços verdes" e até valetas"...abençoado "Independente".
 
Seria estultícia minha se referisse que tão extenso distribuidor de 317.391.191 euros nem residente é neste concelho onde o diz ter feito.
 
No convencimento de que os residentes é que aqui pagaram os seus impostos, que em muito o Estado comparticipou, fiquei siderado pelos feitos.
 
Receio que, mais dia menos dia, a menos que a unidade após eleições já esteja a ser negociada (porque não vejo quem desmonte o embuste), algum outro candidato venha a reclamar, para a sua força, os mesmos valores agora exibidos.

Mais "Dedicação" aos sintrenses seria impossível


 

domingo, 18 de agosto de 2013

SINTRA: LIVROS COM DIREITO À LIBERDADE…

Quando jovem, com o primeiro emprego aos 14 anos, habituei-me a ter sempre comigo um livro, que guardava no bolso traseiro das calças.
 
Eram pequenos, livros mesmo de bolso, baratos, que puxava para a vida logo que, incumbido de um recado, me apanhava na rua.
 
Subindo a Rua da Prata ou descendo a do Ouro, quase não via pessoas pela forma como ia absorto nas leituras. Cheguei a pedir desculpas a candeeiros, julgando-os pessoas a quem tivesse dado um encontrão.
 
Depois de lidos e se eram meus, quantas vezes – discretamente – os deixei “esquecidos” num banco de jardim ou no carro eléctrico, libertando-os para que outras pessoas os acarinhassem com novas leituras.
 
Lviv - Centro Histórico - Muito cedo se começam a ler os livros expostos
 
Livros, direito à partilha, à troca, à leitura
 
Há dias, na bela cidade de Lviv, tão sofrida na I Grande Guerra e outras que se seguiram, fiquei maravilhado pelo número de pessoas que colocavam os seus livros em exposição, libertando-os para a luz do dia.
 
E que mais belo espaço que uma praça no Centro Histórico que é Património Cultural da Humanidade desde 1998. Perto do majestoso edifício da Municipalidade.
 
Livros livres, olhando para quem deles se aproximava, ou os pegava com o carinho devido à idade, lhes soletrava frases, os discutia e, de súbito, os levava para junto do coração, reservando-lhe a honra de os recolher (lendo) num sofá em suas casas.
 
Naquela língua eslava que há muitos anos não escutava, pareceu-me que um desses livros me disse: - “Em Sintra não podem haver livros escondidos, como se estando presos, porque só abertos e lidos espalham cultura”. Escutei e lembrei-me… 

Lviv - Centro Histórico - Os visitantes vão aumentando
 
 
O choro dos livros encarcerados
 
Há uns anos – recordo – quando em Sintra se lutava pela recuperação da antiga garagem da Estefânia, antes que desabasse sobre a via-férrea, tive o “desplante” de sugerir que o espaço fosse aproveitado para eventos ou lojas, com uma boa livraria.
 
Logo houve quem se mostrasse contra a ideia, não sei se por medo de concorrência, porque em Sintra “não valia a pena”. Parece que já havia uma…meio aberta ou mais fechada, conforme o gosto. Em Sintra - para alguns - "nada vale a pena". Só se...
 
Não admira, pois, que passando devagarinho, em dias de silêncio se escute muitas vezes um choro baixo, lamurio de sofrimentos pelas letras acorrentadas, pela dor que os livros sentem por não ver gente.
 
Compreende-se, assim, como os povos evoluem, bastando que pensemos na tragédia social e cultural que são os livros fechados.
 
Soltem os livros. Em cada título vive uma pessoa.
 
EM NOME DA CULTURA, SOLTEM OS LIVROS!
 
LIVROS NÃO PODEM ESTAR ACORRENTADOS.
 
 
 
 

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

SINTRA, FERNANDO SEARA 12 ANOS SEM RESOLVER...

TURISMO SEM PÉS...CENTRO HISTÓRICO VISITADO POR...AUTOMÓVEIS

Horas e horas a fio, carros parados, autocarros turísticos em tempo "morto", poluição a rodos
 
Considerando a média de três passageiros, por cada 5.000 carros que passam sem conseguir estacionar em Sintra são menos 30.000 pés que não tocam no chão de Sintra, não passeiam nas nossas ruas típicas nem fazem compras em lojas.

Nestes dias, o que se passa no Centro Histórico de Sintra é irreal, inacreditável, inconcebível, indigno do respeito que deve merecer um Centro Histórico reconhecido internacionalmente e que, quando há interesses, logo correm a lembrá-lo.
 
Uma fila que, na altura, ultrapassava S. Pedro
 
Doze anos depois da chegada à Câmara Municipal de Sintra do Dr. Fernando Seara e do seu Vice-Presidente Dr. Marco Almeida, o gravíssimo problema da concentração de viaturas automóveis no Centro Histórico de Sintra, continua por resolver.
 
Como é possível isto? Como foi possível que passassem 12 anos sem que fossem criadas as bolsas de estacionamento ou parques periféricos dissuasores que permitissem as restrições de acesso, mas oferecendo alternativas de ligação?
 
A Volta do Duche desrespeitada até pela prática de Auto caravanismo selvagem 
 
O Centro Histórico de Sintra é o único que conheço - e prezo-me de visitar e conhecer muitos por este mundo fora - onde estas coisas se passam, onde os responsáveis autárquicos passam ao lado, como indiferentes a tão humilhante ofensa.
 
O Centro Histórico de Sintra não é uma coisa qualquer para oportunismos eleitorais. É a riquíssima herança que nos deixaram e que hoje tão mal respeitada é.
 
O Centro Histórico de Sintra é para ser respeitado, mantido à disposição de visitantes, é a mais honrosa sala de visitas deste concelho, não é UM LOCAL DE PASSE, para onde milhares de viaturas são empurradas, sem sentido e sem honra.
 
São milhares de viaturas que, pelos acessos possíveis, sem avisos na periferia para acautelar os condutores, demandam o Centro Histórico, sem lá poderem parar a não ser em filas intermináveis, a caminho de uma engarrafada escapatória.
 
É TUDO PREJUÍZO. AMBIENTAL PELA ELEVADA POLUIÇÃO. COMERCIAL PORQUE NÃO VISITAM LOJAS NEM RESTAURANTES. PARA OS MEIOS DE TRANSPORTE TURÍSTICOS, cujos passageiros ficam limitados no tempo da visita.

Onde está a cabeça responsável por este turismo, pelo menos sem pés? 
 
Bem pode o Senhor Dr. Fernando Seara dizer, como o fez no anúncio da sua candidatura à Câmara de Lisboa, que foram "12 anos a cumprir escrupulosamente as obrigações que assumiu com os munícipes de Sintra". Está aqui um exemplo. 

SINTRA NÃO MERECIA ISTO!