terça-feira, 13 de agosto de 2013

VISITE SINTRA com a CitySightSeeing Sintra

 
Desde a passada sexta-feira é possível uma nova, mais completa e interessante forma de conhecer Sintra e os seus monumentos, bem como a Área Classificada de Património Mundial.
 
Moderno autocarro, aberto, com pessoal atento
 
Esta oferta, que finalmente surgiu através de uma empresa do Norte do país, permite aos visitantes conhecer, confortavelmente, os nossos caminhos entre arvoredos, a beleza das paisagens, o ar fresco à beira mar.
 
As partidas são junto ao edifício da Estação da CP em Sintra.
 
Os bilhetes têm a validade de 24 horas a partir da primeira validação, podendo::
 
- Ser Simples, apenas para o circuito em Shuttle, permitindo saídas e entradas nas diversas paragens previstas para o circuito, que poderão ser nos diversos Palácios (Vila e Serra), Capuchos, Colares e Cabo da Roca;
 
- Incluir a visita ao Palácio da Pena;
 
- Incluir visitas ao Palácio Nacional de Sintra e Palácio da Pena;
 
- Completo, visitando Monserrate, Capuchos, Pena, Sintra e Castelo dos Mouros;
 
Claro que, com uma programação correcta de tempos (que estou certo a empresa ajudará), todas estas nossas preciosidades históricas poderão ser vistas e apreciadas.
 
Diga-se que, com auriculares, os visitantes poderão aceder às línguas portuguesa, inglesa, francesa, alemã, italiana, espanhola, holandesa, japonesa, polaca, russa e chinesa.
 

Com votos de boas viagens, saúda-se a nova empresa ao serviço de Sintra..

SINTRA MERECE.


 
 
 
 
 
 

sábado, 10 de agosto de 2013

A PROMOÇÃO DO ZÉ CORNETEIRO...


Recordo uma canção que em 1953 teve imenso êxito, cantada por Virgínia Lane a partir de uma marchinha de Lálá Araújo.

Tinha eu 14 anos, já trabalhava, e cantarolava-a a caminho do emprego.

A letra é esta:

Zé Corneteiro, casado com um peixão,
levou sua mulher pra mostrar o batalhão.
No outro dia, por ordem do major,
o Zé foi promovido a corneteiro-mor
Paparááá… Paparááá… Paparááá..
Lá vai o Zé dar o serviço de corneta
Paparááá… Paparááá… Paparááá..
É o corneteiro mais feliz deste planeta
Quando ele passa,
o mundo inteiro aponta o Zé:
Lá vai ele o Corneteiro…
 
Sessenta anos depois, a técnica com que Zé Corneteiro conseguiu ser promovido, continua a ser utilizada, como de vez em quando se vê ou sabe.
 
Deixo-vos, pois, como um dos recursos do falso marketing político, esta marchinha, que muitos ainda recordarão.
 
Boa audição e acautelem-se com Zés Corneteiros que por aí apareçam.
 
 
 

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

LEI CANGURU, PARA “SALTINHOS” COM DOIS PÉS…

Aviso à navegação

Num país de oportunistas recheado, os ditos falam cheios de razão, são fontes de virtude, de qualidades, de realizações, obreiros da felicidade das populações.
 
Um político, na cadeia graças a uma juíza corajosa, logo encontrou seguidores que o repescassem - talvez pela idoneidade - para candidato a uma Assembleia Municipal.
 
Um médico, que deveria voltar aos seus doentes e cumprir o Juramento de Hipócrates, não pensa noutra coisa que não seja ser autarca de um território que aglutine a sua antiga autarquia com a nova a que quer concorrer.
 
Outro, em litígio sobre a legalidade da sua candidatura, não tinha melhor representante para defender os seus interesses que um membro da Comissão Nacional de Eleições.
 
Também há quem, para aparentar desinteresse, meta no meio da conversa a secretária pessoal que tem à sua espera e de que limpará o pó de tempos a tempos, mas faça possíveis e quase impossíveis para se perpectuar no pedestal autárquico.
 
São os candidatos a passe-vitalício autárquico, numa panóplia de enjeitadores das suas profissões, que da política - por artes nem sempre visíveis - são dependentes.
 
Jogando com palavras e conversas serôdias, fogem ao que os eleitores inequivocamente desejam: - dignificação da ética e transparência na política.
 
Colados ao poder, lembram Salazar que, depois da queda e já não sendo Presidente do Conselho, ainda pedia decretos e despachos para assinar.
 
Lei Canguru a solução para os políticos salta-pocinhas
 
Tem de ser bom, apetecível, o cargo de presidente em certas Câmaras (devidamente escolhidas), face à forma como os figurões as querem, vestidos de salta-pocinhas.
 
Não há sofisma que baste, recurso que não valha, vírgulas ou preposições que não sejam usados no triste espectáculo do espertalhão que quer tirar vantagens ou influenciar decisões. Gente com aquele olho muito aberto...ao seu serviço.
 
É o Tachismo na política, o reflexo de ambições e vaidades desmedidas, a ansiedade por cargos com visibilidade suficiente para alimentar o ego.
 
Querem lá saber se o tachismo é oponível à sã vida democrática, ou restritivo à maior participação dos cidadãos na vida colectiva. Tachismo é ideologia.
 
Uma Lei-Canguru, os ajudaria. Legalizaria os saltos de 12 em 12 anos, de Câmara em Câmara, sempre com dois pés, até à passagem à reforma.
 
Os filhos-da-política - ao menos - adquiriam o direito no berço, para orgulho da casta.
 
TACHISTAS COM AMBIÇÃO…NA LEI CANGURU A SOLUÇÃO.
 
 


sábado, 3 de agosto de 2013

FAUSTINO I ou DELFIM E A SÍNDROME DA BANANA...

A leitura de "A VIDA de PI", recomendada para depois de se ver o filme, dá outra visão sobre os animais selvagens em cativeiro: - Alimentados a horas certas, bem assistidos, jaulas limpas e boa vida à custa do erário público ou privado.
 
Não admirará, pois, que nas jaulas dos primatas, as hierarquias e ambições sejam mais visíveis, por vezes escandalosamente visíveis. É a história que hoje vos conto. 

Delfim nem por sonhos quer largar a banana...
 
Durante anos, Faustino I foi o macho Alfa da reserva primata, onde viviam felizes macacos aranha e fuscatas japoneses, estes de conhecida coloração vermelhusca.
 
Faustino I, da dinastia dos Cacajaos (espécie em vias de extinção) contou em todo esse tempo com Delfim, seu ajudante-de-reserva, ao qual permitia, sob direitos comuns à imagem, que distribuísse algumas rações pelas várias castas famintas.
 
Era tal a empatia entre Alfa e Delfim, "olhos dos meus olhos", "boca dos meus ouvidos", que quando o tratador decidiu extinguir algumas divisões da reserva, ambos se uniram de mandíbulas fechadas, sem que um urro contestatário tenham soltado.
 
O tratador, grato pelas artes e cambalhotas de Faustino I, satisfez-lhe um semi-escondido sonho, abrindo-lhe uma jaula maior, mais visível, onde os ruidosos fuscatas pudessem continuar silenciados a troco de mais rações para a espécie.  
 
Faustino I faz uma pausa depois da "árdua" missão de gerir a reserva 
 
Julgando a reserva sua, Delfim logo quis ser o novo Alfa  e, para tanto, saltaria de árvore em árvore, arranhar-se-ia em galhos, mas nenhum outro poderia ficar com a frondosa bananeira que tão boa fruta tinha dado a Faustino I.
 
Para ser Delfim I, começou a calcorrear a reserva, a distribuir côdeas e suplementos a macaquitos ambiciosos, a sorrir a sub-famílias hominoideas que antes castigara. Logo se lhe colaram alguns trastes, com parasitas que nem o DDT eliminava.
 
De súbito, apareceu novo macaco antropomorfo à porta da reserva, deixando Faustino I num trilema terrível: - Como estar de sim ao novo, fazer que sim a Delfim e reservar para si o indispensável espectáculo circense  da despedida promocional?
 
O mais recente "antropomorfo", já com metade da banana  comida
 
Faustino I, o "Habilidoso",  sugeriu ao novel antropomorfo que, com asas, pareceria um morcego gigante e nada mais precisava para dar nas vistas junto dos habitantes da reserva, ávidos de não dormirem com o estrondo do bater de tão grandes asas.
 
A Delfim, deu-lhe uma bola, intermediando para que um craque entusiasmasse os residentes a entrarem no jogo, forma de ser o camisola amarela da reserva.
 
Para si, Faustino I reservou os direitos televisivos, mostrando caminhos que nunca pisou, recantos de diversão nocturna para macacos mais afoitos, beijos e abraços entre as várias espécies e, até, condecorações.
 
Hoje, embora Delfim exiba e defenda a banana a todo o custo, alguns babuínos seus seguidores, saltadores especializados de jaula em jaula, começam a pensar que não irão saborear tão escorregadia fruta.
 
Em tese, o que a reserva precisa é de outra fruta, nem mole nem bichosa, porque de espécies exógenas já os primatas estão fartos.