sábado, 15 de junho de 2013

SINTRA: HISTÓRIA DO CANDEEIRO TRIPLAMENTE CASTRADO...

O candeeiro que teve a desdita de ser colocado onde não devia...
 
 
Seara, deu ilusão
A uma obra de truz:
- Candeeiro espião,
Que à noite nem dá luz.
 
 - De dia é espião?
Pergunta que fez sentido,
Mas logo dizem que não,
E que foi oferecido.
 
Oferecido por quem,
Se ninguém o recebeu?
Foi lá posto por alguém.
Garanto que não fui eu.
 
Candeeiro apagado,
Sem a função musical
E alerta nos botões.
É espião desligado
Sem poder cumprir funções:
FOI TRIPLAMENTE CASTRADO!
 
««»»
 
A história conta-se rapidamente.
 
Num belo dia de Junho de 2012, com alguns espectadores embevecidos, foi montado um mostruoso candeeiro, com cinco lanternas, num local completamente desadequado ao tamanho da peça, ainda por cima negra...
 
Escondidinha, tinha uma campânula invertida, parecendo indicar que, por dentro, existiria uma ou mais câmaras para varrimento do local e fornecimento de imagens. Quem teria poderes para visionar as imagens não se dizia...
 
O candeeiro, tinha dois botões: um para nos dar música, talvez escolhida por gente erudita, e outro para casos de pânico, talvez alertando as autoridades, sabe-se lá se em caso de manifestações. Ambos foram tapados com uma cinta preta.
 
Uns dias depois, ao TudoSobreSintra, uma "fonte do gabinete de comunicação camarário", disse que "o sistema de videovigilância não está activado, nem irá estar". E que tinha sido oferecido por "uma empresa da especialidade".
 
Quase um ano depois, ainda não me apercebi - pela leitura das Deliberações em Sessão de Câmara - que a oferta tenha sido oficialmente aceite, o que seria indispensável para a posse do bem.
 
Ontem, bem apagado, lá estava o candeeiro.
 
Para que serve então?
 
 
 
 
 
 
Artigos anteriores:
 
6 de Julho de 2012 - SINTRA:CANDEEIRO CURIOSO, OU A BOLA DE CRISTAL
19 de Julho de 2012 - SINTRA: PARA A HISTÓRIA DO CANDEEIRO VIGILANTE…
 9 de Agosto de 2012 - SINTRA: “O ESTRANHO CASO DE UM CANDEEIRO”
11 de Outubro de 2012 - SINTRA: CANDEEIRO NEGRO ADENSA MISTÉRIOS…
 
 

quinta-feira, 13 de junho de 2013

DIA DE SANTO ANTÓNIO, AINDA HÁ TRADIÇÕES?

"Santo António de Lisboa" em plena Rua Augusta
 
Muitos se lembrarão que, por esta altura, a miudagem tinha um hábito curioso: - Forrava-se uma caixa, muitas vezes de sapatos, que viria a servir de altar para uma imagem de Santo António, feita de barro e comprada nas drogarias.
 
Depois, quem passava pelo local, era abordado com  a tradicional frase: "Dê-me um tostãozinho p'ra Sant'António". Umas vezes "pingava", outras não, mas a juventude fazia disso uma ocupação de tempo, fora das obrigações escolares.
 
Recordo-me de corar naqueles momentos em que Senhores aperaltados me diziam: "Para quê, se Santo António não come?", e logo lhes respondia: - "É para ir comprar-lhe umas linguas de gato"...com um sorriso fraterno e respeitador.
 
Entre sorrisos, havia quem desse. Um tostão tinha valor - dez tostões eram um escudo - pois os ordenados rondavam os 400 escudos mensais (dois euros à moeda actual). Um café custava quize tostões, incluíndo três de gorjeta obrigatória.
 
O dinheiro era, quase sempre, para rebuçados a meio tostão. O preço aumentou com o aparecimento dos cromos da "bola" que requeriam a compra da Caderneta para nos habilitarmos à bola do prémio. Era o marketing a funcionar naquela época...
 
Passadas as festas, Santo António era carinhosamente embrulhado e ficava à espera dos festejos - e peditório - do ano seguinte.

Não guardo nenhuma imagem daquele tempo, mas há dias, passeando na Rua Augusta, em Lisboa, captei Santo António, mesmo sem o menino nos braços...talvez porque ele tenha crescido e já não goste de colo.

Passem todos um bom dia do Santo padroeiro de Lisboa.


 
 
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segunda-feira, 10 de junho de 2013

SINTRA: QUEM MENTIU AOS SINTRENSES? (*)



A foto fala por mil palavras. Atente-se no que foi anunciado no painel:
 
Futuras Instalações
 
MUSEU DORITA CASTEL-BRANCO
ATELIERS
CASA DE CHÁ
 
CÂMARA MUNICIPAL DE SINTRA
Projecto de Recuperação dos Centros Históricos
Projecto Integrado de Sintra
 
O painel, nesta fase já descaído e em processo de destruição, foi uma peça artística da autoria de Leonel Moura, fazendo parte do envolvimento das casas pombalinas logo abaixo da Volta do Duche.
 
Embrulhadas as casas uns tempos antes das eleições de 2005, quantos sintrenses e crédulos não foram embrulhados pelo desejo de verem as casas recuperadas?
 
Com as casas cada vez mais destruídas, o painel foi para o lixo e, agora, a Câmara Municipal prepara-se para vender as ruínas em Hasta Pública, no dia 13 deste mês.
 
Este ludibrio de que fomos vítimas foi comummente partilhado por todos os responsáveis políticos da época, sem que se conhecesse uma voz discordante.
 
Digam os responsáveis camarários quanto custou o blush das embrulhadas e quem retirou benefícios políticos.
 
Os sintrenses de boa fé foram enganados.
 
SINTRA NÃO MERECIA ISTO!
 
 
(*) A ameaça que paira sobre o Museu do Brinquedo, um património de Sintra, acaba por envolver os mesmos responsáveis que nos prometeram o Museu Dorita Castel-Branco. Bem podem falar em Byron, Alexandre ou Beckford, para ilusão da cultura.
 
 
Para a história de Sintra nos últimos 12 anos:
 
Presidente da Câmara - Dr. Fernando Jorge Roboredo Seara
Vice-Presidente - Dr. Marco Almeida



domingo, 9 de junho de 2013

SINTRA: HOJE HÁ FEIRA EM S. PEDRO...

Hoje é dia de feira em S. Pedro de Sintra. Aproveite e visite esta feira histórica, que nenhum autarca ainda conseguiu destruir.

Fernando Seara e Marco Almeida alhearam-se da história de S. Pedro (e outras freguesias), aceitando e não contestando Relvas e a Lei que extinguiu a freguesia de S. Pedro, mas a nossa história não se apagará.
 
Um dia, os mesmos autarcas que apoiaram a extinção da freguesia de S. Pedro, irão aparecer por aqui para caçar mais uns votos.
 
São de hoje, manhã cedo, as fotos que se seguem:
 
Excelentes árvores e boas cerejas
 
Ainda há gaiolas disponíveis...
 
Quase depenados...
 
Aos segundos e quartos domingos de cada mês, não perca esta tão antiga e tradional feira.
 
Os Sampedrinos recebem bem...