quinta-feira, 6 de junho de 2013

SINTRA: PARQUE DE CAMPISMO DA PRAIA GRANDE FECHADO HÁ 8 ANOS...


QUEM RESPONDE PELO ABANDONO E PREJUÍZOS À ECONOMIA LOCAL?
 

Quase 8 (oito) anos passaram sobre a data do encerramento do Parque de Campismo da Praia Grande, dito temporario e alegadamente por questões sanitárias.

Face ao arrastar do encerramento, a Comissão de Utentes viria a marcar uma reunião com o Presidente da Câmara - Dr. Fernando Seara - em 27 de Fevereiro de 2006.

Entretanto, falava-se de especulações imobiliárias na zona, pelo que Bloco de Esquerda, Partido Ecologista Os Verdes e PCP pediram a audição dos representantes do Parque Natural Sintra Cascais e Instituto de Conservação da Natureza.

Na audição (11.7.2006 - na Comissão Parlamentar respectiva), Carlos Albuquerque, na altura Director do PNSC, garantiu que no terreno do antigo parque de campismo da Praia Grande apenas pode ser construída uma estrutura idêntica de quatro estrelas.

Tratando-se de uma relevante infra-estrutura de apoio ao desenvolvimento turístico e económico local e de Sintra, diversas entidades apoiaram a Comissão de Utentes, tendo sido apresentadas sugestões à Câmara Municipal de Sintra.

Em Fevereiro de 2007, o PCP perguntava: "Para quando é que a Câmara assume aquele espaço como uma mais valência para o turismo no concelho de Sintra (...)".

Quando se esperava uma solução conjunta, em Junho de 2007 Carlos Albuquerque deixou de ser Director no Parque Natural Sintra Cascais, passando a sê-lo no Departamento de Ambiente da Câmara Municipal de Sintra.

E nada mais se soube...melhor, nada veio a saber-se.

No Blogue Notícias de Colares (que saúdo) em 21.11.2011 escrevia-se: "Após a visita (...) do Dr. Marco Almeida vice-presidente da C.M. Sintra e do Presidente da Junta F.Colares, Rui Santos, ao parque de campismo da Praia Grande, criou-se uma leve esperança desta freguesia voltar a ser dotada de um empreendimento daquela natureza.

Até hoje, tanta gente decisora, até de auto-gabarito eleitoral, que custa rios de dinheiro ao erário público, tem reflectido a imagem da incapacidade decisória sobre a reabertura do Parque de Campismo da Praia Grande.

As imagens agora oferecidas pelas instalações são estas:

Eucaliptos vão tomando conta do espaço e aumenta a oferta de massa combustível

O mato "prestigia" os responsáveis pelo ambiente
 
Más imagens da dedicação prometida a Sintra.
 
Claro que, com um PEC (Processo Eleitoral em Curso), não causaria muita admiração que algum dos responsáveis pelo estado das coisas apareça no Parque, manifestando toda a vontade e empenho para solucionar este crime ambiental...
 
Não acharão que oito anos é demasiado tempo para se tomarem as decisões ajustadas a um Parque de Campismo moderno, com comodidades, segurança e facilidades adequadas à qualidade exigível pelos utilizadores?
 
Sintra não merecia isto!
 
 
 
Para a história dos últimos 12 anos em Sintra:
 
Presidente da Câmara: Dr. Fernando Roboredo Seara
Vice-Presidente e Vereador do Ambiente: Dr. Marco Almeida
 
 
 
 

terça-feira, 4 de junho de 2013

SINTRA: NÃO SOU APOIANTE DE MARCO ALMEIDA

UMA FOTO MINHA QUE PERMITE CONFUSÕES

Pessoa amiga deu-me conhecimento de que uma foto minha, identificando-me, constava da página de "Sintrenses com Marco Almeida" no Facebook.
 
Efectivamente, na participação de António Gouveia, um escrito "No Caminho para Monserrate" lá consta a foto que publiquei em 29 de Abril de 2012, como se pode confirmar neste endereço (por favor clique) .
 
A foto, cujo original é em imagem analógica, é minha:
 
Foto tirada em 3 de Outubro de 2003
 
Acresce o facto de, e apenas para a utilização da foto, nunca ninguém me ter manifestado a intenção da sua utilização e muito menos com o mesmo título que utilizei no meu blogue.
 
Estou certo que, em política, nem tudo vale tudo, pelo que considero o Dr. Marco Almeida desconhecedor deste procedimento.
 
A forma de publicação permite confusões que repudio, já que não me incluo nesse movimento de "sintrenses com Marco Almeida", independentemente da consideração pessoal que possa ter ou não pela pessoa.
 
Em tese, sabendo que nos últimos 12 anos o Dr. Marco Almeida tem sido, com total confiança Presidencial, o seu Vice-Presidente, comungando dos mesmos ideais e decisões, apoiá-lo eleitoralmente configuraria uma redundância.
 
 
Fernando Castelo 
 
 

sábado, 1 de junho de 2013

SINTRA: MUSEU DO BRINQUEDO, PATRIMÓNIO CULTURAL


Aguardo há três dias que um porta-voz camarário ou afim, aborde a postura da Câmara Municipal de Sintra relacionada com o Museu do Brinquedo, já que para uma   reportagem da RTP1 "ninguém se mostrou disponível" para o fazer.

No site camarário, sabe-se que o "Departamento de Cultura" (não da...) é do âmbito do Senhor Presidente da Câmara, pelo que a indisponibilidade foi ao mais alto nível.

Foi uma ingratidão "ninguém" se mostrar "disponível" para a RTP, tão dedicada a directos com alguns políticos de Sintra, recordando-se - entre outros - aquele passeio de trem em que o Eléctrico de Sintra foi convertido em "comboiozinho"...

O Museu do Brinquedo de Sintra não é uma questão de indisponibilidade. É um património mundialmente conhecido que honra Sintra e deve ser salvaguardado.


Compreende-se o imenso sofrimento da Senhora Directora do Museu, cujo marido contruiu o sonho de deixar em Sintra um Museu para as futuras gerações.

Elegantemente, entre o temor da perda e a esperança por uma solução, a Sra. D. Ana Arbués Moreira enfatiza as responsabilidades do Governo, torneando as camarárias.

Na carta recebida do Presidente de Câmara - Sr. Dr. Fernando Seara - considera-se que "as instalações, espaços e equipamentos não são necessários para o Município".

Na mesma carta, que o Município não tem forma de providenciar "uma utilização e gestão similar à agora assegurada pela Fundação", "seja pela ausência de qualquer programação, seja, principalmente, pela falta de um acervo material equiparável".

Alude o Presidente da Câmara à "indisponibilidade dos meios financeiros, técnicos e humanos a alocar a uma tal realidade", deixando uma riqueza textual relevante:

"A par da inexistência da cultura procedimental e dos conhecimentos específicos habilitantes". (destacado nosso).

Mas o que é isto? Que falta de sensibilidade e enquadramento cultural permitem que um Museu (público ou privado) passe por momentos de incerteza como este, admitindo-se a sua deslocalização para outro município?

Já este ano a Câmara fez cedências de utilização de imóveis, suportou milhares de euros em apoios financeiros a entidades privadas, a danças, com protocolos de cedência e contratos-programa, e o Museu do Brinquedo é que está na corda bamba?

A realidade é outra: - O  Museu do Brinquedo não dá votos. É das crianças e dos adultos que gostam dele. Se desse votos, logo surgiria um qualquer Road Runner em viatura camarária, empenhado na "defesa desse património cultural de Sintra".

Ao fim de 12 anos do Sr. Dr. Fernando Seara como estando de presidente e do Dr. Marco Almeida estar como Vice-Presidente, só nos faltava mais uma preocupação, desta vez sobre a existência do Museu do Brinquedo.

Hoje, o Museu do Brinquedo é das crianças e do seu Dia Mundial. Amanhã será de nós todos, sintrenses e visitantes, homens e mulheres que nele se recordam, que por algumas das suas peças deixam cair umas lágrimas.

O Museu do Brinquedo não fechará porque os sintrenses NÃO DEIXARÃO.






quarta-feira, 29 de maio de 2013

SR. PRESIDENTE DA CÂMARA DE SINTRA

Por certo, só dificuldades de agenda impedirão que V.Exa. acompanhe as operações de bloqueamento de viaturas, desde há uns tempos levadas a cabo em Sintra pela Polícia Municipal, prática que não poderá desconhecer..
 
Teria a oportunidade de avaliar - em directo - os transtornos e prejuízos causados a pessoas que, acreditando nas campanhas, sonharam visitar Sintra, sem imaginarem os momentos pouco felizes por tanta dedicação às multas.
 
Não é que não existam desrespeitos por parte de alguns automobilistas. Mas poderia existir um aceitável equilíbrio que só prestigiaria as instituições.

Obrigada que está à boa imagem, a Câmara deveria prevenir as infracções como prova de boa fé. Isto é, onde não se deve estacionar use-se a sinalética adequada e não a sua omissão, porque a muitos turistas o Código português não diz nada.
 
Ainda anteontem, no Largo Dr. Carlos França - sem qualquer sinal proibitivo - o bloqueamento foi aplicado, alegadamente porque "sendo uma via com dois sentidos, o estacionamento não permite o cruzamento de duas viaturas".
 

Visível o espaço disponível para circulação rodoviária
 
Em sentido diferente será a interpretação do Artº. 49º. do mesmo Código, que proíbe "parar ou estacionar a menos de 5 metros para a frente e 25 metros para trás dos sinais indicativos da paragem dos veículos de transporte (...)".
 
Com efeito, como mostra a foto que segue, a não aplicação do Código  permite parqueamentos rentáveis, sem preocupações pela congestão da circulação no local sempre que os autocarros são obrigados a parar no meio da via.
 
Artº. 49º. do Código da Estrada não se aplica aqui?
 
Em tese, estando V.Exa de Presidente de Câmara há quase 12 anos, não se resolveram os problemas do Centro Histórico relacionados com acessibilidades, excesso de trânsito, falta de estacionamento e parques dissuasores.
 
Em consequência, milhares de visitantes não chegam a poder saír dos carros onde se deslocam - estranha forma turística de visitar um lugar tão nobre - e, se o fazem, correm o risco de aumentar o pecúlio camarário. 
 
Neste quadro, as acções bloqueadoras - nalguns casos e locais - talvez devam depender de ajustamentos na sinalética, evitando-se desagrados oponíveis ao TURISMO de Sintra, pelas acções que, sendo legais, não são facilmente entendíveis.
 
E a Autoridade Municipal com tantas outras frentes para se dedicar...