domingo, 28 de janeiro de 2018

SINTRA: SR. PRESIDENTE, QUE SE PASSA COM HOTEL NETTO?

Hotel Netto, ao princípio era "Hostel" para a juventude 

Fomos apoiantes da aquisição das ruínas do Hotel Netto, felizes ao lermos no site da Câmara: - "O investimento (...) vai possibilitar a recuperação de um Hotel Histórico com a sua transformação num "Hostel" dirigido essencialmente à juventude".

Passou-se em 26.11.2013. 

Na altura, a compra teve afirmações da praxe: - Inseria-se "numa estratégia de desenvolvimento", "Símbolo da Sintra Romântica", "dinamização do sector turístico", "criação de emprego no concelho". "Apoios comunitários". 

Todavia, em 10 de Março de 2016 tudo era esquecido ou soaria a falso. Os mesmos decidiram vendê-lo em hasta pública, cavando a convicção de que, com alguns políticos, todas as reservas e cautelas sobre as suas afirmações serão poucas.

Em que situação se encontra este negócio?

Em 15 de Novembro do ano passado, perguntávamos ao Sr. Presidente da Câmara como estávamos de Hotel Netto (por favor clique para rever). Nada dito até hoje.

Mostrávamos uma foto (abaixo repetida) que de forma alguma correspondia à obrigação de afixação de dados (Nº. do Processo, Alvará, datas, etc).


Assim estava em 24 de Outubro de 2017

Passados mais três meses, tudo parece estar na mesma...bem, nem tudo está na mesma, pois a placa obrigatória que devia estar afixada na obra DESAPARECEU. 

Assim está (foto tirada em 26 de Janeiro de 2018)

Como evoluiu em três meses?

Entretanto, na zona, diz-se que mudou a entidade que iria recuperar o Hotel. Voltam as dúvidas sobre o Hotel Netto e sua recuperação, sobre o resultado da venda.

Quando será que a Câmara irá recuperar o dinheiro total da venda? Existe alguma cláusula a fixar datas-limite para o pagamento total? Ou juros a aplicar por atraso?

Parece que não, o que - a confirmar-se - configura um grave défice de quem elaborou o contrato de venda, pois o que conhecemos é um Plano à la longue...

O Plano só prevê pagar mais 30% com a "Abertura da Unidade Hoteleira" (?); mais 25% "seis meses depois da Abertura"; 25% "Um ano após abertura da unidade".

A Câmara despendeu com a aquisição das ruínas e depois tornou-se como que banqueira sem cobrar juros à entidade a que, por sua vez, vendeu.

Isto não pode ter sido assim. Sua Excelência não faria uma coisa destas...

Os Munícipes precisam - por agora nesta situação - que o Sr. Presidente da Câmara nos sossegue, porque esta situação poderia ter sido evitada.

É uma das consequência de Sua Excelência falar em tantos milhões que às vezes todos nos ofuscamos, já nem ligamos ao dinheiro, tudo são trocos. 

Devemos acreditar que Sua Excelência, entre umas tantas promessas, não deixará de fazer uma pausa e esclarecer os munícipes sobre o negócio do Hotel Netto. 

Por agora, evidentemente. 

Sintra não merece isto. 




2 comentários:

João Diniz disse...

Que beneficio mais quererá o empreendedor? No Gandarinha foi o mamarracho e o parque de estacionamento para 150 viaturas. No Vila Gale foram 107 apartamentos. Ao empreendedor do Hotel Netto não chegou dividir o preço em várias tranches? A ultima a vencer apenas quando o hotel começásse a funcionar? Que raio de negociador é B.Horta?


Fernando Castelo disse...

Caro Visitante João Diniz,

Isto custa...custa mesmo muito a quem ama Sintra e quer o melhor para ela.

Aparecem por cá umas "aves" que mais parecem adaptadas à rapina, à publicidade enganosa.

O Hotel Netto é um exemplo de como mal se gerem os dinheiros públicos. Alguém tentou apurar bem quem adquiriu? E depois quem fez o clausulado? E agora é um novo dono...espanhol segundo dizem.

E, coitadinhos dos técnicos que fizeram um projecto tão bem feito, de que Basílio tanto gostava...e agora o comprador está a modificá-lo...

Que história?


UM abraço