sexta-feira, 16 de junho de 2017

SINTRA, DEAMBULAÇÕES À VOLTA DE UM (NÃO) HOSPITAL

Senhor Presidente da Câmara Municipal de Sintra, permita que aborde com Sua Excelência os encantos e desencantos com que os sintrenses se vão debatendo. 

Estávamos na Volta do Duche, emocionados com o barulho que Sua Excelência conseguiu para Sintra - o vídeo que segue atesta e comoverá pessoas débeis - quando alguém passou e disse: "Segunda, Reunião Extraordinária de Câmara". Fomos ver...

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59 segundos verdadeiramente promocionais do ruído (a medalhar incertos...)

Vamos adiar o tema do ruído gratuito, quem sabe se ligado a fantásticas e duras lutas, ansiosos para que mãos alheias não se adiantem na exaltação da obra.

Polo, Hospital de Proximidade ou lá o que é?

Antes de lermos o Edital Nº. 172/2017, pensámos que Basílio Horta iria confirmar o  que disse sobre aumentar um piso no Hospital de Cascais e os milhões afectos a tal obra. Gorou-se o entusiasmo, nós que contabilizamos os milhões todos...em euros. 

Depois - com muita satisfação - vimos que o Edital foi subscrito pelo Vice-Presidente da Câmara, o que é um bom sintoma e sabe-se lá se um sinal de ser o cabeça de lista às próximas eleições autárquicas, depois de seis mandatos como Vereador.

Ora, uma Reunião Extraordinária só se convoca em casos de relevante interesse municipal, surgido de súbito, corda na garganta, falando no "Hospital de Proximidade de Sintra", antes falado em Polo e - ao que se sabe - uma Urgência Básica Alargada.


Será que agora já passam a existir internamentos de doentes que a ele recorram? Passa a ter valência hospitalares em tratamentos, cirurgias, blocos operatórios, salas de recobro, elementos completos de diagnósticos e equipas cirúrgicas polivalentes?

Então o Presidente do Hospital Fernando da Fonseca deu uma reviravolta tão completa que em Sintra vai haver um verdadeiro hospital?

Ou o Amadora-Sintra, está cada vez mais necessitado de instalar fora das suas instalações hospitalares os doentes que lá permanecem por razões sociais?

A citação de "Hospital de Proximidade" não soa bem...parece qualquer coisa, palavreado, que contraria aquilo que os sintrenses há dezenas de anos reivindicam. 

Até porque já se fala que, a curto prazo, uma entidade particular parece estar muito empenhada na construção de um verdadeiro hospital privado.

Tudo indica - e em breve se confirmará - que não é mais que uma Urgência Básica Alargada, talvez mais operacional que a tão limitada de Mem Martins.

Como os objectivos do HFF passam por instalar os seus convalescentes, pode suceder que alguém esteja pronto para essa serviço...de os manter fora mas na proximidade.

Não chamem é um Hospital ao que não é um Hospital...


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