sexta-feira, 22 de setembro de 2017

SINTRA: BASÍLIO HORTA, E O DECLÍNIO DO CENTRO HISTÓRICO

Centro Histórico hoje e Visão de há 17 anos

A actual imagem do Centro Histórico de Sintra obriga-nos a andar 17 anos para trás, quando na gestão de Edite Estrela se celebrou o Dia Europeu Sem Carros.


22 de Setembro de 2000 - Ainda sem o "candeeiro-espião" na esquina.  (Foto de António Bento)    

Foi a 22 de Setembro de 2000 e quantos procuraram Sintra sentiram, no ar e nos corações, a beleza de uma terra abençoada que assim deveria continuar.

Nesse dia, apenas podiam circular viaturas das autoridades ou eléctricas, ao serviço de deficientes motores e transportes colectivos de passageiros.

A Câmara disponibilizou meios de transporte, charretes e autocarros municipais, recordando-se que Edite Estrela e alguns Vereadores pedalaram em bicicletas.

(foto retirada da edição de Jornal de Sintra, de 29.9.2000)

Houve medições de ruído ambiental que, feitas hoje, comprovariam a incapacidade da actual gestão camarária para resolver este problema e o da poluição.

O êxito prestigiou Sintra, com eventos culturais e desportivos, medição de ruído, justificando a visita do Ministro do Ambiente da altura: José Sócrates.

"Dia Sem Carros" em 22 de Setembro de 2000. À direita, ao fundo, o saudoso Acácio Barreiros. Foto gentilmente cedida por António Bento.

Um Vereador (a quente...) diria que Um Dia Sem Carros se realizaria todos os meses. Edite Estrela, deixava a ideia de que se repetiria, em princípio, todas as semanas.

Por um qualquer fatalismo, ainda se repetiriam (a medo) umas tantas vezes, até que o Centro Histórico, cuja defesa ambiental se pretendia, passou a estar como hoje.

A Sintra citada por Eça de Queiroz e Lord Byron, e tantos outros que a louvaram pelo seu encanto e lugar único, está hoje irreconhecível face às agressões permitidas.

Que pensará hoje Edite Estrela?

Não será hoje que se irá reanalisar o passado, porque no Dia Sem Carros que referimos também pode ter havido situações supérfluas ou dispensáveis.

Previa-se restrições à circulação automóvel, melhores e mais transportes públicos.

Ficou bem expresso o empenho da Dra. Edite Estrela e Seus Vereadores da época, entre eles Rui Pereira, para melhorar a qualidade ambiental no Centro Histórico.

Temos o dever de salientar o esforço para se fundamentar a nomeação de Património da Unesco e imaginar a desolação que sentirão hoje os mais directos intervenientes.

Ao vermos imagens de agora, pode concluir-se que a Ilustre Autarca, da visão alargada que tinha sobre Sintra, apesar do esforço, não conseguiu fazer escola:

video

O que hoje se passa e vê no Centro Histórico, a anarquia do trânsito e agressões várias são o espelho das personalidade que o deveriam proteger e respeitar.

Um destino turístico propagandeado nos Estados Unidos nem tem uma Vereação específica para a complexa gestão de um território Património da Unesco. 

Em destinos locais prestigiados, SÓ Guias Turísticos Credenciados são autorizados. Em Sintra qualquer curioso perora sobre D. Fernando II ou D. Manuel I...

A insistência contínua no alheamento, denota uma lamentável falta de Cultura Histórica que só não envergonhará os Sintrenses mais distraídos ou dependentes...

Quando, em campanha eleitoral, se diz que #é este o caminho" e vemos o actual panorama de Sintra, cheira a falácia de duvidosa bondade e convicção.

Bem podem os apóstolos de serviço fazer a promoção dos feitos...

Sintra tem Sintrenses de valor...precisa que se levantem na sua defesa.

Sintra não merece isto.


quarta-feira, 20 de setembro de 2017

SINTRA: SR. PRESIDENTE DA CÂMARA, O QUE É ISTO?

Pequena amostra de uma freguesia abandonada

Até hoje, nenhum Partido Politico apresentou qualquer Proposta para reverter a União de Freguesias de Sintra às antigas Freguesias, apesar da aberrante fusão.

As imagens que vamos mostrar reflectem - gostem ou não apóstolos sintrenses - a perda de estima a que foi votado um território com mais de 60 quilómetros quadrados.

Nesse território há mais de 30.000 pessoas que têm direito a exigir que os autarcas se debrucem sobre as carências existentes e as resolvam adequadamente.

Não iremos falar do Centro de Saúde agora em época promocional e que a seu tempo mostrará que não será solução para a grande parte dos seus utentes.

Falaremos de coisas simples, das que se arrastam e, muitas vezes, nos levam a questionar sobre as razões desse arrastamento impeditivas da sua conclusão:

Escadinhas das Murtas



Há muito e muito tempo, criou-se expectativas de que, finalmente, as Escadinhas das Murtas passariam a estar iluminadas, garantindo mais segurança ao local.

Realmente foram colocados uns adornos mas candeeiros nem vê-los. Para quem goste de ilusões, esta justifica uma distinção Award à escolha...sem aquisição.

Avenida Raul Solnado


Como não será matéria decorativa para eleitor ver, apesar de chamarmos a atenção os sinais continuam desligados há meses. Aguardarão pela inauguração? 

Imagem que fala por si. Pergunta-se:

Que novidade técnica justifica a paragem de autocarro a três metros da passadeira, numa confusão que compromete a segurança de pessoas e automobilistas?

Aqui se justifica perfeitamente a aquisição de mais uma distinção dos Awards...

Avenida de Conde Sucena

Pode dizer-se que é a entrada mais nobre de Sintra - passando pelo velho burgo de S. Pedro - onde alguns guias turísticos apontavam o túmulo dos dois irmãos.

Esteve fechada à circulação...houve obras...agora - há muito tempo - nem vê-las... 

Ficou assim...está assim (todas as fotos de hoje):

Assim está a entrada para Sintra

Um pouco acima...

Frente ao portão da antiga Quinta Sta. Theresa

Ao lado da paragem de autocarros

Como os passageiros aguardam pelo transporte e...depois...


No Largo 1º. de Dezembro a placa que há tanto tempo indica "Estrada sem marcação"...como se tivesse sido colocada ontem...para resolver hoje...

Aqui está mais um exemplo merecedor de outro Award qualquer...

Senhor Presidente, 

O que é isto?

Sua Excelência continuará convicto de que, como usa para nova campanha eleitoral, #é este o caminho"? Será que estas situações o deixam confortável?

Sua Excelência não sentirá nenhum mal-estar ao saber que é a primeira imagem que turistas e outros visitantes levam da Sintra que foi destino turístico respeitável?

Esta foi uma pequena resenha do que se verifica - com responsabilidades camarárias - numa só Freguesia: A União de Freguesias de Sintra. 

Estamos no campo da verdade. Do indesmentível, senão os apóstolos que por aí andam se encarregariam de denegrir. 

Sintra não merece isto e, por mais que o diga, 

Não é este o caminho que os sintrenses desejam. 


segunda-feira, 18 de setembro de 2017

SINTRA: NÃO "é este o caminho" PARA O MUSEU DO BRINQUEDO

Foto do baú das nossas saudades...

O Museu do Brinquedo de Sintra, para quantos se recordam, era um espaço de alegria de crianças e idosos, mais ainda dos Avós que se recordavam nos netos. 

Não interessa agora e aqui retomar o que foi o processo que levou ao Museu encerrar as suas portas, causando naturais danos à imagem cultural de Sintra.

Interessa é dizer-se que o Museu do Brinquedo de Sintra encerrou as sua portas ainda o Dr. Basílio Horta não tinha completado um ano à frente da Câmara de Sintra. 

Tempos depois, certamente sem mais apoios do que os oferecidos pela Câmara ao do Brinquedo...Marcelo, à noite, inaugurou, no mesmo espaço, o NewsMuseum...

Acreditarão, meus caros leitores, que passados mais de três anos, uma placa ainda indica, aos visitantes, o Museu do Brinquedo no Centro Histórico?



Diga-se a verdade: Este caminho não leva ao Museu do Brinquedo. 

Será que os responsáveis camarários ainda julgam existir o Museu do Brinquedo? Ou será que os autarcas sintrenses, os responsáveis, nem olham para esta placa?

Mais uma situação que mostra reais empenhos e desempenhos, desvalorização da clareza informativa, falta de cuidado no rigor com se deve gerir um território. 

Pensar que é desleixo já é redundante. É falta de responsabilidade.

Sintra não merecia isto.


quinta-feira, 14 de setembro de 2017

SINTRA: SR. DR. BASÍLIO HORTA, UM DESLEIXO COM 0,423 m2...

Basílio Horta, nesta fase em que há debates, precisaria mais de quem o ajudasse a resolver os problemas do que quem utilize o reque-reque dos "últimos 12 anos".

É raro apontar-se falhas ou carências a que, atentamente, alguém não aluda "aos 12 anos", por isto ou aquilo, como se os últimos 4 (quatro) fossem um êxito governativo.

O apostolado de repesca do passado para diluição do presente e futuro não ajudará o Senhor a acabar com o abandono e, nalguns casos, com o desleixo.

Que bom seria, uns tantos apóstolos optarem por palavras que levem à salvação de coisas correntes que se arrastam mais por desleixo do que por falta de dinheiro.

Poderiam falar-lhe - a Sua Excelência - do Parque da Liberdade e à vergonha a que chegou um que foi emblemático espaço de Sintra respeitado por tantas gerações.

Levariam Sua Excelência, em missão quase apostolar, ao Parque dos Castanheiros para ver as instalações sanitárias disponibilizadas a turistas, crianças e adultos.

video
Face ao desprestígio para o Turismo de Sintra este vídeo foi propositadamente cortado. 

Cumpririam a sua obrigação de defender Sintra se Lhe citassem insuficiências sem nexo, surgidas neste mandato, pequenas coisas que só o desleixo justificam.

Em 16 de Agosto, ao perguntarmos se Basílio Horta conhecia o "caminho" (por favor clique para rever) ainda pretendíamos alertar sobre muito do que lhe será encoberto.

Passado este tempo, as imagens que podemos apresentar das mesmas pequenas coisas, são estas, uma inegável prova de incúria e de desmazelo inaceitáveis:

Menos de meio metro quadrado de passeio...

12.9.2017 - Que melhor imagem do desleixo? Apenas 0,423 m2 a reparar...

A foto acima garante a Sua Excelência que os aparentes defensores da sua imagem e de vocação passadista, não o ajudam a resolver problemas actuais.

12.9.2017 - Espaço camarário no Casal de S. Domingos. Achará dignificante? Seria só varrer...

Sua Excelência passará de costas voltadas no local (em viatura) e se olhar à direita, verá um Cartaz (embrulhado em plástico, não vá chover...) sobre uma obra: 

Reabilitação da Estufa...opa...11.946,80 € 

Tinham obrigação de levar Sua Excelência a ver o Casal de S. Domingos (que é da Câmara) e continua tão degradado apesar dos milhões que anuncia existirem:

Edifício do Casal de S. Domingos...que foi doado à Câmara. Incúria?

Uns 5 (cinco) metros adiante, lá continua aquele estranho suporte de uma árvore...talvez até um vento forte fazer tudo desabar sobre a Rua Alfredo Costa:

Bonito, não é verdade? E se o pilar ceder e ocorrer uma tragédia? 

Será a isto que se pode chamar um destino prestigiado? Será que os apóstolos vêm nestes exemplos - e muitos outros há - a cruzada para o bom Turismo?

Nestas condições, compreendemos que haja quem prefira o apostolado dos "últimos 12 anos", obrigando a sermos nós a colocar Sua Excelência perante a realidade.

Então não seria bem melhor que ajudassem Sua Excelência a resolver estes pequenos problemas, tanto mais que há tantos milhões acumulados? 

Ao menos que façam um bom serviço a Sua Excelência: Ajudem-no!

Sua Excelência precisa muito de conhecer Sintra.

Não é, nem pode ser, "#este o caminho" que os Sintrenses desejam. 


terça-feira, 12 de setembro de 2017

SR. DR. BASÍLIO HORTA: HÁ 1000 DIAS POR RESOLVER...

Foto de hoje...a estrutura de ponta a ponta (cerca de 20 metros)

Fotos de hoje

As duas imagens que acima reproduzimos, representarão - para sempre - a imagem que Sua Exa. permitiu para o respeitável Centro Histórico de Sintra.

Passados 1000 (mil) dias, não só a Rua dos Arcos se tornou um espaço de convívio à mesa para uma refeição, como passou a haver um túnel superior na Estrutura.

Arrastado mistério que sintrenses deviam conhecer...

Não comemoraremos 1000 dias de vergonha pela grosseira agressão aos históricos azulejos do Hotel Central, furados para neles se fixar uma monstruosa estrutura.

E, sendo questão prévia, diremos a Sua Excelência que nem nos enganamos nos zeros, para o deve e o haver, nem abdicamos de esperar pelas justificações que terá.


Nem a isso Sua Excelência foi sensível, deixando-nos a convicção de que, o exemplo de Frei Tomás, não o terá levado a recorrer à tal "Sintra Resolve"...

Chegados aos 1000 (mil com zeros certinhos...) dias da infausta data, só podemos dizer a Sua Excelência: "Estamos convictos de que sabe porque não resolveu".

Disfarçada incapacidade de resolver?

Não se livrará das conjecturas sobre o que estará por detrás da incapacidade de exigir aos responsáveis do Hotel Central a remoção da estrutura que só na gestão de Sua Excelência teve condições para ser montada na frontaria do edifício.

Será que há algum motivo pouco conhecido publicamente a impedir uma decisão?

Como Sua Excelência gostará de decisões de impacto, mostrar-lhe-emos - sem ónus ou encargos - como era o Hotel Central há muitas dezenas de anos.


ou,

Como era à data em que Sua Excelência apresentou a candidatura para defender os interesses dos sintrenses e tomou posse para salvaguardar o Património Histórico.


Só depois de Sua Excelência ser Presidente houve a desfaçatez de montar aquela tenebrosa estrutura, danificando dezenas de azulejos protegidos pela Unesco.

Estrutura bem "agarradinha" e impune até esta data

Tudo tão escuro. Só despercebido a alguém com dificuldades culturais ou razões impeditivas de coragem - o que felizmente não será o caso de Sua Excelência.

1000 dias (mil com três zeros, para ajudar às contas de Sua Excelência), quando se iniciava a danificação, avisámos a Polícia Municipal e demos-lhe conhecimento.

Tudo se tornou impeditivo de travar a montagem. O Despacho de Sua Excelência demorou...o destinatário parece que não seria encontrado para entrega da citação.

Por nossa infelicidade histórica, o Centro Histórico Património da Humanidade ficou com mais uma nódoa de que Sua Excelência não se livrará.

Sua Excelência falará muito, mas não #é este o caminho" desejado.

Sintra precisa de quem a respeite e a ame.


SINTRA: HAVERIA NECESSIDADE DISSO?

No nosso artigo de ontem (por favor clique para rever)  apontávamos dois casos de lixo acumulado, sabendo-se que um deles já tinha mais de duas semanas. 

Hoje, logo pela manhã, escassos minutos depois das 7 (sete), já um dos locais estava limpo e o outro em curso de levantamento. As imagens mostram:



Ao registarmos o facto, não deixamos de lamentar que seja preciso os munícipes incomodarem-se com estes problemas, quando há estruturas responsáveis. 

Torna-se evidente que as más práticas dos cidadãos podem resultar do alheamento dos serviços quando os passeios não são limpos, as ervas medram e ninguém liga.

Hoje foi resolvido, mas há ou não responsáveis pelo relaxe?

Haveria necessidade disso?


segunda-feira, 11 de setembro de 2017

SINTRA...SERÁ MESMO "ESTE O CAMINHO"?

Uma pessoa parte e já vai cheio de promessas sobre o "caminho" que por aí pode vir. Por aqui e por ali, com pouca sensibilidade para a realidade, há cartazes a dizê-lo. 

Muitos dias antes da partida, numa Rua que se chama Da Liberdade e que não está interdita a representantes autárquicos nem a serviços municipais, via-se: 

foto tirada esta manhã

Partimos com a esperança de que um qualquer candidato dos que garantem que "#é este o caminho" se apercebesse deste entulho que se arrasta sem limpeza.

De regresso, o lixo lá continua, pelo que não temos hipótese de saudar um oficial candidato autárquico pelo zelo do bem estar local, higiene pública e limpeza urbana. 

Além desta tristeza, ao passarmos na Rua Vasco Santana, tivemos outra desilusão, esta para nós novidade, que não para quem sente que "# é este o caminho":


Fotos de hoje 

Obviamente que os autores da proeza deveriam ser identificados pelo feito e assacar com as consequências, certamente uma descarga em viatura pesada. 

Todavia, o abandono que se verifica por toda a zona, a falta de corte nos passeios, a acumulação de lixos, sem que os serviços camarários actuem influenciam. 

Certamente, desta forma de ausência de limpeza urbana pelos serviços municipais, leva pessoas mal formadas a atitudes destas. Mas mão terá sido com este contributo para aliviar despesas que agora se exibem muitos milhões no mealheiro?

Fica a contradição entre o dizer-se - quantas vezes sem a noção disso - que #é este o caminho" e a realidade das políticas praticadas e agora prometidas.

Se os promitentes pensam que "# é este o caminho", então que nos salvem deles.


domingo, 10 de setembro de 2017

DEVENTER, uma história em tarde de Domingo

Deventer é uma bela cidade holandesa, que fez parte da Liga Hanseática, uma organização em tudo parecida com um Mercado Comum do Norte da Europa e que teve grande influência entre os séculos XII e XVII. 

Passear na sua ruas, entrar na Sinagoga e ver as construções, dá-nos uma ajuda preciosa para tentarmos saber o que são cidades históricas e como nelas se vivia. 

Na janela superior ainda se mantém a roldana com que os produtos eram içados para armazenagem

Depois há pormenores interessantes, como este:

A fuga da cadeia...

Mas o que achamos mais interessante é uma igreja que se converte num mercado onde se vendem as mais variadas coisas,e as pessoas partilham franco convívio. É na Lebuinuskerk, uma grandiosa Igreja Protestante, como as imagens atestam:


Para acompanhar o vosso resto de Domingo, aqui fica um pequeno relato musical lá obtido, e que certamente será do vosso agrado. 

video

Garantiram-nos que, hoje, tudo estaria preparado para o ofício religioso. Não o podemos confirmar mas não temos dúvidas que assim terá sido. 

Um bom resto de Domingo para todos. 






sábado, 2 de setembro de 2017

SINTRA...TEREMOS UM "PATRONO" DOS PILARETES?

Nos últimos tempos tem evoluído a onda dos pilaretes, umas vezes justificadamente, outras sem se saber porquê, outras então perguntando-se porque não.

Já com a placa toponímica limpa a "avenida" dos pilaretes mostra-se

Fica-nos a convicção de que, autarca que se preze, terá visto nos pilaretes a forma exacta de se mostrar a quem passa, como se de árvores plantadas se tratasse.

EN 249-4 pilaretada de um e outro lado...onde eram raros os carros no passeio

Seria estultice nossa pensar que nada foi programado, local escolhido com impacto visual, digno apelo à gratidão pilarética...mesmo quando não há estacionamentos.

Curiosamente - ou estranhamente - por vezes não são colocados os belos pilaretes onde há residentes e as pessoas empurradas diariamente para fora dos passeios:

Imagem diária, a várias horas, em Rua com dois sentidos. Peões têm de recorrer à via onde o trânsito circula. Haverá um mistério que impeça pilaretes? 

Teremos de concluir com uma breve homenagem a indeterminados destinatários, convictos de que na campanha eleitoral em curso a obra merece a devida avaliação:  

VIVA OS PILARETES VERDES

Tinha um pilarete escondido,
debaixo do sovaco odoral,
barafustava, onde ser metido,
para ter impacto eleitoral. 

Coçavam a cabeça, sem cabelo,
o autarca e o trabalhador,
Pilarete, de um novo modelo,
que de votos seja inspirador.

Ali, "coloca" mais um pilarete, 
"Depois", mais dois ou três de enfiada, 
"Seremos autarcas" do pilarete, 
"brilhamos" na rua pilaretada. 

E, de pilarete em pilarete,
procuram ter fregueses encantados,
Com o nada faz-se um brilharete,
graças a "serviçais" bem alinhados. 

Autarcas distantes, de vida boa, 
Assim vão gerindo a nossa terra, 
Decisões e obras sempre à toa
Longe da História e da Serra.

Falta? Pilarete é prometido,
Que não impeça tuk-tuk de lançar
musicais escapes em sustenido,
Alegria sem fim neste lugar.

Apetece-nos perguntar a quem
De pilaretes fez as encomendas: 
- Se ainda sobrou algum vintém,
Na  corrida das verdes oferendas.  

Já temos pilaretes e cartazes, 
Sem arte que autarca não domina,
"Gostos" de apoiantes aos cabazes:
- É disto que a vida nos destina.

Será que algum mistério envolve a gestão pilaretária? "Ali Sim"..."Aqui Não", enquanto outras prioridades ficam para trás? E são ouvidos os meios de socorro? 

Há muito tempo, para prevenir acidentes, pedimos uma pequena protecção para quem sai do Portão de acesso à Associação de Reformados e a URCA:

Carros passam em alta velocidade. Paragem de autocarros. 

Nem nos foi acusada a recepção. 

Um destes dias talvez surja o "Herói do Pilarete"...


quinta-feira, 31 de agosto de 2017

SINTRA: PLANO DE PORMENOR DA ABRUNHEIRA..."FLOPOU"?

Dos primeiros "flops" sintrenses de Basílio Horta?

Assim se mantém a zona do Plano...servindo, em boa parte, de vazadouro de lixos 

Em finais de 2014, Basílio Horta, desenterrou o Plano de Pormenor da Abrunheira, por ele considerado "como o maior investimento em Sintra". Tudo em grandeza...

Repetiu-se a discussão que já tinha ocorrido em 2001, disseram-se quase as mesmas coisas, fizeram-se muitas reuniões, mas fora da zona a divulgação foi zero.

Tratando-se de um relevante Plano, com implicações na paisagem de aproximação a Sintra, era exigível o conhecimento geral dos munícipes, o que não se verificou.

Alguns edifícios, pela sua altura (1 com 15 metros, 1 com 12 e 15 com 9 metros) e não muito claras utilizações, criaram amplas preocupações pela sua monstruosidade.

Nas discussões públicas, entre alusões e semi-promessas, falava-se numa grande unidade hospitalar privada, na recuperação da Escola e um Centro de Saúde.

Para mais ênfase, meteu-se pelo meio uma AUGI, visitas "de trabalho" com plantas, ouvidos atentos e obrigados ao Plano do "Maior Investimento em Sintra".

Era a cidade-Sonae, com técnicos em abundância, dispostos, a troco de qualquer coisa, a criar "muitos postos de trabalho", tapando a Serra de Sintra com Logística.  

Como se pode admitir passados quase três anos, foi atirado um grande ramalhete de cenouras para a frente de ansiosos, crédulos e parolos moradores.  

Porque falhou o Plano?

Em primeiro lugar falhou porque muitos cidadãos responsáveis - e não só munícipes - contestaram a grosseira agressão à paisagem de aproximação a Sintra.

A tipologia do Plano - pouco conforme com os benefícios que Sintra poderia ter naquele vasto e privilegiado território - fazia recear graves consequências.

Quando Sintra tem de responder ao fluxo turístico e hoteleiro de qualidade em zona nobre e, até, com um Terminal Rodoviário no final do IC19, o Plano era o inverso.     

Uma indefinida área comercial e estranhas logísticas (armazéns?) perspectivaram novo agravamento na circulação rodoviária local, sem alternativas de escoamento.

Serra que fez parir um rato

Mentores do Plano e adeptos caíram no erro de não contar que muitos cidadãos e munícipes têm a dinâmica suficiente para preservar a imagem da sua Serra.

Tal como serem capazes de mostrar soluções adequadas à defesa ambiental e à utilização de espaços tendo em vista a não ofensa à qualidade paisagística.

Do Plano, iria sobressair um Hospital privado, como jóia da "obra" de Basílio Horta em Sintra, situação que teria de ser contornada com uma alternativa. 

Relacionando-se com a Câmara, o Grupo Mello optou por um Hospital (de verdade, com as devidas valências) a 200 metros do Plano da Abrunheira...esvaziando-o. 

A Escola Primária, essa e seus problemas, que espere por melhores dias, com bichos rastejantes a frequentá-la, numa ameaça sanitária à saúde das crianças.



A alusão a um Centro de Saúde para a população da zona Sul também não fará cair dentes pela falta de intenções e verdade adjacentes. 

O Presidente da Câmara, lançando um manto sobre o Plano da Abrunheira, julgará ser fácil esquecer o que disse há três anos sobre o "maior investimento de Sintra".

Podem pois os entertainers ao seu serviço continuar a acusar-nos de "teorias da conspiração" ou "demagogia", porque continuaremos a desmascarar estas políticas.

Pena que, conhecendo-se políticos sintrenses com a alta capacidade para nos ouvir e decidir, tenhamos de estar sujeitos a quem pouco sabe da nossa terra.

Tudo indica que o Plano de Pormenor de Abrunheira Norte, nos moldes que tanto terão entusiasmado Basílio Horta, "FLOPOU"

Continuamos, passados três anos, a ter mato em 70 hectares abandonados.

Depois, ainda há quem tenha coragem de dizer que #é este o caminho"...