sábado, 23 de dezembro de 2017

NATAL...CAUTELAS QUE DEVEMOS TER

Contávamos no Natal - com o pecúlio acumulado pela reforma resultante de 51 anos e uns meses de descontos - fazer duas ofertas de nível adequado aos recebedores.

No átrio de um grande espaço comercial, elas lá estavam disponíveis, permitindo satisfazer o desejo acima confessado e que seriam verdadeiras surpresas de Natal.

As dúvidas assentavam na hierarquia das ofertas: Se a destinatária do carro com o custo superior a 57 mil euros teria ciúmes por não receber o relógio de 70.500 euros.




Ficámos a meditar se, vivendo apenas da reforma, com o acesso das Finanças à nossa conta bancária, não iria haver ainda algum sarilho ou investigação.

Ainda por cima, nunca nos enganamos nos zeros ao declarar o património.  

Na realidade, como apenas soubemos ministrar o nosso salário e depois a reforma, não sendo a conjuge ministra, deputada ou pessoa ilustre num desses cargos, nem administradora em empresa pública ou de capitais afins, resolvemos pensar.

Pensámos, logo, que as Finanças receberiam um aviso qualquer, iriam investigar se tinha contas em off-shore, se recebia subsídios e gastava o que não era nosso. 

Vislumbrámos que logo ficaríamos sub suspeita, porque certamente dava nas vistas nunca termos ocupado outro cargo que trabalhador de seguros, entrar a horas, sair tarde, não usar viaturas pagas pelos contribuintes e pagar impostos...sim: Impostos.

Iriam averiguar se pertencíamos a alguma tribo, a algum gangue, não nos considerariam beneficiários da política, meio caminho andado para a condenação.  

Desistimos das compras que iríamos fazer para oferecer a quem, por sinal, as merecia, mas conseguimos discernir das consequências.

Portanto, estimados visitantes, fica aqui o aviso: Cautela com as ofertas de Natal. 





quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

SINTRA: ...E SE DERMOS NOMES AOS BURACOS?

A Propósito de um buraco histórico

Um destes dias (no que foi tirada a foto que apresentamos) cruzámo-nos um pouco mais acima com elevado quadro municipal que há uns tempos não viamos.

Por razões faciais que omitimos, não o reconhecemos logo. Tinha, garantidamente, passado no local. Numa das últimas vezes que julgamos tê-lo visto, viajava numa carruagem da CP Suburbana acompanhando Basílio Horta.

Como ambos, fora de campanhas eleitorais, viajam - quando em serviço, obviamente - em viaturas camarárias, será, pela conjuntura, pessoa próxima do Edil reeleito.

Não diremos que leia este blogue e saiba há quantos meses falamos no buraco, mas conhecem-se: - O buraco, de baixo para cima vendo-o passar e ele, de cima para baixo, vendo o buraco. Provavelmente sorriem um para o outro. 

Será que já avisou os responsáveis pela gestão de buracos no pavimento? 


Confessamos - e devemos penitenciar-nos - que não registámos a data em que este buraco nasceu e se desenvolveu. Por isso não comemoramos a sua longevidade. 

Sabemos que muito mais tempo passou do que 6 meses, período que lhe daria direito a ser enquadrado nas obras prometidas quando do "Vão ver...Vão ver" que o reeleito Presidente da Câmara citou no Hotel Central frente à câmara da RTP. 


Não sabemos se deve ser a Câmara ou a União de Freguesias a providenciar a reparação, admitindo até a complexidade de requerer um orçamentista, um fiscal de calçadas e um técnico a arranjar, eventualmente um agente para controlar o trânsito.

E se um retrovisor alto bater na cabeça de um peão? 

O buraco não tem culpa que as pessoas tropecem, arrisquem a segurança, tenham de caminhar pela via de circulação automóvel com crianças dentro de carrinhos.

O buraco tem donos...os donos dos buracos que se espalham por aí fora...

É a Câmara que não fala com a Freguesia? É a Freguesia que não quer falar com a Câmara? Esta obra pela sua profundidade requer orçamento especial?

E temos mais, a quem atribuir responsabilidades se alguém sofrer um grave acidente com uma queda nesta falta de degraus sem protecção? Ou serem repostos?


Não digam que não sabiam. Não alijem responsabilidades. 

Quando se exaltam os milhões (acumulados à custa de não se gastarem nestas e outras reparações) será sempre bom haver contenção no que se propala...

Senhores Presidentes, qual de Vós tem poder para resolver isto?

Seria uma onerosa e excelente prenda de Natal.

Todavia, sabendo-se que "este foi o caminho" prometido, fica a sugestão de, a cada buraco, se atribuir o nome de um politico, com reflexos no seu prestígio. 

"Cada político no seu buraco", seria slogan para próxima campanha. 


segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

SINTRA: SR. PRESIDENTE...3 ANOS À ESPERA DA REMOÇÃO

Triste aniversário no Centro Histórico

Completam-se hoje três (3) anos sobre a denúncia que aqui fizemos sobre a agressão ao Património da Unesco (por favor clique para rever).

Em 18 de Dezembro de 2014 iniciou-se a montagem de uma pesadíssima estrutura metálica na frontaria do Hotel Central, danificando azulejos protegidos.

De imediato deu-se o alerta. A Alagamares insurgiu-se junto da Câmara e da Unesco. Um Despacho da Lusa, em 30.12.2014, anunciava o Despacho de Embargo em 29.12. (entretanto a montagem estava concluída...).  O proprietário estaria ausente.

Quis a infelicidade sintrense que o Despacho de Sua Excelência só surgisse 10 dias depois do alerta, encontrando a Estrutura montada como está hoje...para azar nosso!

Insistiremos em notar a Sua Excelência como era a histórica frontaria do Hotel Central,  com foto do Livro de Estudos Sintrenses...de um Sintrense verdadeiro de seu nome Francisco Costa, que devemos respeitar pelo seu amor a esta Terra:


Também não queremos que Sua Excelência desconheça (ou esqueça) como era o Hotel Central antes de ter sido eleito Presidente da Câmara Municipal de Sintra:

Antes do Dr. Basílio Horta ter sido eleito em 2013 

Agora, voltamos a mostrar o que foi feito uns meses depois de Sua Excelência ter sido eleito. Com à vontade notável - sem actuação firme que o impedisse:

Depois do Dr. Basílio Horta ter sido eleito em 2013

Depois do Dr. Basílio Horta ter sido eleito em 2013

Senhor Dr. Basílio Horta, Presidente da Câmara Municipal de Sintra, sentir-se-à confortável ao apreciar as duas imagens recolhidas esta manhã? 

Justifica-se que perguntemos a Sua Excelência: O cargo que exerce não o obriga à Protecção do Património Histórico Classificado pela Unesco? Ou a ter decidido a imediata desmontagem da estrutura e recuperação dos azulejos por especialistas?

Que razões terá Sua Excelência para deixar esta gritante ofensa ao Património Sintrense  arrastar-se há 3 anos, quando lhe deveria tirar o sono até à remoção? 

Ainda por cima, pelo que sabemos, conhecendo Sua Excelência muito bem o local. 

Recentemente, na noite televisiva de 1 de Outubro deste ano, lá celebrou a reeleição. Alguém nos tinha dito (sem acreditámos) que o mesmo acontecera em 2013. 

Não cremos, nem aceitamos, que o uso do local seja motivo impeditivo para não decidir a remoção da agressiva estrutura que ofende o Património Histórico de Sintra.

No entanto, começa a tornar-se misterioso que, decorridos 3 (três) anos, o Presidente da Câmara Municipal de Sintra não tenha conseguido a remoção da estrutura.

Porque será? O que impedirá que a obra seja desmontada e se recupere a imagem  do Património Histórico que a Unesco considerou da Humanidade?

Como é possível que a Autoridade de Sua Excelência não tenha sido exercida para colocar a frontaria na sua imagem original, ficando os autores imunes ao acto?

A quem se devem imputar responsabilidades pela incapacidade da remoção?

Como é possível que situações destas se passem em Sintra?

Sua Excelência ainda estará a tempo de despachar um Inquérito?

Ao vermos Sua Excelência - no dia da reeleição - puxar do pacote de promessas a seis meses, tinhamos a esperança que incluísse a demolição da estrutura.

Como é possível isto passados três anos?  

Que raio de coisas - ou que coisas estranhas - se vão passando em Sintra.

Sintra não merece isto.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

ÁRVORES SÃO COMO FILHOS


Plantamo-las, vamos acompanhando o seu crescimento, procuramos tratá-las o melhor que podemos e elas, à sua maneira, retribuem dentro do que é possível. 

Ao plantar uma árvore, também devemos criar preocupações. 

As nossa árvores, as nossas gerações, têm muito de comum, pelo que representam na nossa vida, no nosso dia a dia, na nossa convivência. 

Esta manhã, bem cedo e com chuva miudinha, dei comigo a pensar nos frutos da vida,  como acabam por se tornar dificeis de apanhar, porque as árvores crescem sem nos apercebermos que isso nos traz as dificuldades nos acessos. 

As árvores - pelo menos as minhas árvores - correspondem a sentimentos, a saudades em cada fruto, ao inacessível com que às vezes nos deparamos. 

Talvez não tenha razão, mas há frutos da vida onde muitas vezes não chegamos, tal como a estas laranjas que, debaixo da minha varanda, me sorriem coloridas. 

Votos de um Bom Fim de Semana. 



quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

SINTRA: PRESIDENTE DA CÂMARA PROMETEU HÁ 8 MESES...

Oito meses sem que se saiba do Inquérito prometido

O Senhor Dr. Basílio Horta, enquanto Presidente da Câmara, tem deveres a cumprir e, um deles, é corresponder às promessas que faz tal como assumir o que anuncia.

Passam hoje 8 (oito meses) desde que anunciou na TSF um inquérito ao que se passou com a majoração do IMI. (por favor clique).  De seguida, anulou cobranças.

Receamos que tenha a seu favor o facto da TSF (apesar do pedido feito duas vezes) não ter feito a checagem do prometido em antena aberta. 

Nem o site camarário, que Sua Excelência saberá servir só o Executivo com Pelouros e sem espaço para a Oposição, esclareceu algo sobre o circunstancial Inquérito.

NADA. Decorridos 8 meses, nem uma só informação aos munícipes preocupados, impedindo-os de saberem a verdade do que se passou. 

Sua Excelência, pelo cargo que exerce, não poderá deixar de prestar contas do que se passou com a "Majoração do IMI em 30%", quem decidiu e quem responde. 

A questão nuclear assentará em quem tomou a decisão de aplicar a Majoração de 30% sobre o IMI para prédios degradados. Depois, que colégio decidiu anular. 

Como a TSF é credível, e Sua Excelência ainda não duvidou da voz surgida na antena e que disse "vamos levantar um processo interno", qual o resultado?

Sucede que Sua Excelência ao meter no mesmo saco - anulando tudo - as majorações justas e injustas, acabaria por beneficiar quantos não cumprem.

O prometido "processo interno", considerando a eliminação de cobranças justas que redundaram em dano de receitas para a Câmara, deve ser conhecido. 

Outra coisa não será de esperar de Sua Excelência, para que os munícipes que ficaram à espera das consequências do erro possam confiar na gestão praticada.  

É neste quadro - Sua Excelência que deu voz e reconhecerá - face à estranheza de 8 (oito) meses depois nada se saber, que a informação é imprescindível. 

Conclusões do "inquérito" prometido? Responsáveis? Que consequências? Qual o montante da receita não cobrada - justamente - pela Câmara?

Trata-se de matéria com elevada gravidade que não pode ser mantida à puridade.

Sua Excelência será o primeiro a desejar que as afirmações proferidas sejam credíveis e nas quais os munícipes possam confiar pelo rigor incontestado.

Os munícipes, em nome da credibilidade das instituições e seus representantes, têm o direito de saber a realidade dos actos, afirmações e decisões dos eleitos. 

Passados 8 (oito) meses sobre o dito à TSF, que razões manterão o silêncio?

Ou não se realizou "Inquérito" algum?

Quanto tempo os Sintrenses irão esperar pelo esclarecimento completo?

Sintra não merece isto. 

domingo, 10 de dezembro de 2017

LANDSBERG AM LECH, NOSSO CONVITE DESTE DOMINGO...

AVISO: O texto que segue pode causar perturbações a pessoas mais sensíveis, apreciadoras de ruidosos tuk tuks e viaturas afins, de filas intermináveis de carros, de poluição sonora e ambiental e desrespeito pelos peões e património, como sucede em Sintra, Património da Humanidade pela UNESCO.
É atrasado o convite para passarem um dia connosco em Landsberg Am Lech, cidade da Alta Baviera que temos no coração, partilhando um chocolate quente.

Landsberg Am Lech é uma cidade com área um pouco mais pequena que a UF de Sintra o nela vivem cerca de 30.000 pessoas. Dista 65 quilómetros de Munique.

A forma mais fácil de chegar a Landsberg é através da estação da DB em Kaufering, sabendo-se que a carreira rodoviária da SEV espera sempre pelo comboio.

Há comboios quase de 30 em 30 minutos, viajando-se em 40 minutos nos cómodos comboios da DB (mais do dobro da distância Sintra-Lisboa, no mesmo tempo...).

Se tomarmos o comboio no aeroporto de Munique haverá um transbordo em Pasing. Se estivermos na cidade de Munique, o comboio parte da Hauptbahnhof (Hbf).

Venham daí...

Hoje passearemos com -4º e neve ligeira o que tornará mais agradável a visita.  

Chegados à estação da DB em Kaufering, cinco minutos depois parte o autocarro que nos leva em 12 minutos ao terminal rodoviário na margem esquerda do Rio Lech.

Saímos no terminal, fotografamos a bela queda de água no Rio Lech, passamos a ponte e seguimos a pé (aqui usa-se muito as pernas), para a zona histórica.



Depois de atravessarmos a ponte na KatharineStrasse, paramos na margem direita para  vermos (na outra margem) a bela Torre da Mãe (Mutterturm) agora Museu.


Optamos por seguir a zona pedonal ao longo do Rio, onde um pequeno desvio feito no Rio Lech passará por debaixo das casas até se juntar de novo ao Rio.



passagem pedonal sobre o braço de rio, com água sussurrando por baixo 

Tudo é calmo, o silêncio só é levemente quebrado pela água que segue por debaixo das casas, e que apetece escutar junto às pontes de madeira que atravessamos. 

Zona habitacional paralela ao Rio 

É nesta paz de espírito, de respeito entre todos os moradores, que se respira ar puro e se enchem os pulmões do ar fresco que não se polui ao longo do dia.

Seguimos para a Hauptplatz, onde se localiza a Câmara Municipal e duas edificações se destacam: A Histórica Câmara Municipal e a Schmalzturm.

A Rathaus (Câmara Municipal) 

É cedo, o Mercado de Natal ainda está fechado. A loja de Turismo da Câmara Municipal, apesar de ser Domingo, estará aberta. Visitaremos o Salão Nobre.

Fora da época Natalícia há sempre venda de flores (é uso, ao fim do dia, levar flores para casa) e uma esplanada de um estabelecimento de Chocolataria. 


Frente à Rathaus, temos a imponente Schmaltzturm (Torre da banha) que faz parte da primeira muralha da cidade construída no século XIV. O nome deriva de ser o local escolhido por antigas vendedoras para conservar a banha mais fresca.

Hoje - Domingo - a chocolataria está fechada e vamos à Geladaria (Marisa Moretti)ao lado da Câmara tomar o delicioso chocolate quente e comer torta de maçã com creme de baunilha. Um jovem casal português terá todo o gosto em atender-nos.

Vamos ainda ver o Relógio de Sol na Igreja Paroquial de Ascensão de Maria



Não passaremos para lá da Torre porque é Domingo e as famílias dedicam a manhã a passear as suas crianças pelo Parque da Vida Selvagem que queremos mostrar.

A neve não impedirá que caminhemos muitos quilómetros pelo Parque dentro, encontrando animais diversos. Nas crianças é incutido o respeito pela Natureza.



Os meus Amigos têm de regressar. Este simpático macho cumpre a tradição de se despedir de novos visitantes, uma pacífica prática entre a vida selvagem:


De regresso mais uma foto para mais tarde recordar...


Vamos até ao Terminal Rodoviário e despedimo-nos junto ao Bus que chegará à estação precisamente 5 minutos antes do comboio Alex que os levará a Munique. 

Junto à entrada do Aeroporto, depois de comerem uma saborosa Würst com batatas fritas e beberem Uma Weisbier, cairá bem um quente e saboroso Glühwein.

 
Junto à entrada do aeroporto Franz Josef Strauss

Votos de Bom Domingo e Boa Viagem. 


sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

"OS PREDADORES" LIVRO RECOMENDADO NESTE NATAL

"Tudo o que os políticos fazem para conquistar o poder"
"O caciquismo não é um acessório do regime. É o próprio regime. Ou pelo menos está para o regime como o coração está para o organismo que bate: é o aparelho distribuidor da energia e da ação" (1910 - António José de Almeida)
O escrito acima, de um médico que viria a ser Presidente da República, foi retirado do livro "Os Predadores", escrito por Vítor Matos, e que recomendamos vivamente.

Publicado na revista Alma Nacional com o título «Galopins», palavra que designava os angariadores de votos em eleições durante a Monarquia Constitucional. (*)

Os "Galopins" de hoje enquadram-se nos entertainers a que nos referimos frequentemente, nos servidores de nível baixo que ajudam os do meio a subir...


Neste livro, poderão estudar mais profundamente o que são os políticos dependentes, a profissionalização, as facções e estruturas usadas para a perpectuação.

O leitor gostaria de saber como o coração do caciquismo é o poder local? Então tem de ler "Os Predadores"...lá aparecem relatos fantásticos das concelhias.

Se deseja saber como políticos profissionais se tornam poderosos através do controlo das concelhias, de uma câmara ou de uma distrital, leia "Os Predadores".

Ficará a saber como se cruzam empregos, como se arranjam cargos. 

Ou como em eleições internas, às vezes há quem pague milhares de euros de quotas de militantes para depois obterem os seus votos.

É preocupante - até tenebroso - como gente sem escrúpulos tem conseguido desvirtuar a sociedade democrática saída de Abril, sobrepondo-se aos políticos sérios. 

É assim que nascem os caciques...que precisam de uns tantos "Galopins", muitas vezes sem nenhuma ideologia mas que lhes fazem o trabalho da ascensão.   

Se a vida da sociedade democrática e participativa lhe interessa, lendo este livro todos ficamos mais aptos a inverter o caminho de que alguns se aproveitam.

Não há políticos sérios? Pior ainda seria se não houvesse. Mas quantas vezes se sentem constrangidos de intervir perante as pressões dos que dominam a máquina.

"Os Predadores" é um livro - muito bem escrito e estruturado - que nos faz meditar sobre os perigos a que a democracia está sujeita.

Votos de boa leitura.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

SINTRA: EN117 E POUSADA DA JUVENTUDE...O QUE AS LIGA?

O dito site camarário, que deveria conter páginas de todas as forças políticas eleitas,  tenham ou não Pelouros atribuídos, denota insuficiências pouco aceitáveis.

Durante uns dias deixou de exibir aquele pedaço de propaganda em que "SINTRA DEVOLVE 8,1 MILHÕES EM IMI" sem que alguém os tenha recebido.

No mesmo espaço, para encher olho de visitante, tivemos a "REQUALIFICAÇÃO DA ESTRADA NACIONAL 117", e "Construímos um município melhor para si". 


Entretanto, retomou a história mal percebida que "DEVOLVE" IMI...

Passada a idade da inocência, é difícil imaginar tratar-se um défice formativo com reflexos em leitores desprevenidos...nada disso...terá de ser um objectivo.

Anunciar a "EN117" e a "Pousada da Juventude" com "Construímos um município melhor para si", tem efeitos subliminares de indução a obras camarárias.

Requalificação da Estrada Nacional 117

Quem acredite nas valências do site camarário, as notícias sobre a EN 117 pode criar a convicção da "Requalificação" ser feita pela Câmara:

"O projeto de requalificação (...) tem o valor de aproximadamente 2.4 milhões de euros.", "As Infraestruturas de Portugal (IP) desenvolveram o projeto e o município de Sintra investe (...)", "(...) contudo o município de Sintra investe (...)", "Apesar de as Infraestruturas de Portugal (IP) desenvolverem o projeto, o município de Sintra investe cerca de 1 milhão de euros (...)"

Deveria ser dito que estão exclusivamente a cargo das Infraestruturas de Portugal, S.A. os encargos financeiros com a "Requalificação" da EN 117...e que...

A Câmara aproveitará para efectuar obras municipais de sua responsabilidade, como sejam substituição de condutas de água e ramais, passeios e prometida ciclovia.


Resumindo, os 2.390.000€ destinados à "requalificação" da EN 117 sairão do orçamento das Infraestruturas de Portugal, S.A. e não como investimento Camarário.

Impõe-se sim, em mais este caso, que se diga a verdade a que temos direito.

Pousada da Juventude, construir para as Infraestruturas de Portugal

Também sobre a Pousada da Juventude de Sintra o site camarário não tem ajudado ao conhecimento de nosso dinheiro ser investido para património alheio.



Não esquecemos as palavras do Presidente da Câmara em noite eleitoral: "Vão ver a Pousada da Juventude que é um investimento de 3,2 milhões de euros (...).


Escute, de viva voz, Sua Excelência a anunciar 3,2 milhões de euros

Longe de nós colocarmos em causa a certeza do que Sua Excelência diz.  

Todavia, Sua Excelência, tal como o site camarário, nem sempre completa o discurso com elementos indispensáveis para a avaliação qualificada do que refere.

Sobre a Pousada da Juventude de Sintra não disse que, em cada descarga de betão e depois de concluída, tudo será património das Infraestruturas de Portugal e...

...Além do "Investimento de 3,2 milhões de euros" (dixit) para construir em terreno alheio (depois de demolir), a Câmara pagará um elevado montante em rendas. 

No termo da Subconcessão, a Pousada construída pela Câmara Municipal de Sintra será entregue às Infraestruturas de Portugal, S.A., sua legítima proprietária.

Para a Infraestruturas de Portugal, S.A. a Pousada é indiscutível bom negócio.

"Construímos um município melhor para si"...para nós? para quem?...

O que liga a EN 117 e a Pousada da Juventude?

Aparentemente nada, além de Protocolos assinados no mesmo dia e, admitimos, na mesma sala, os mesmos intervenientes...depois de "intensas negociações"...

A "geminação" das assinaturas consubstanciou dois compromissos antagónicos.

Infraestruturas de Portugal esvaziando o seu orçamento em 2.390.000€ e a Câmara investindo 3.200.000€ na Pousada (que virá a ser das Infraestruturas).

Fica-nos (sem termos assistido) a imaginação da dureza das negociações, o ambiente pesado, com a Câmara a querer fazer e a "Infraestruturas" a dificultar.

Aquele dia 6 de Abril de Abril de 2016 foi o da celebração.

Para onde devemos encaminhar as felicitações?



segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

SINTRA: PARA QUANDO UMA COMUNICAÇÃO EXEMPLAR?

Sintra não merece isto...

A ver se conseguimos ser claros: - para quando as divulgações Camarárias, sobre isto ou aquilo, sobre eventos, sobre obras, correspondem ao rigor exigido?

A divulgação televisiva do Reino do Natal tem os contornos da promoção de ocasião, em que é preciso encher olho, dar nas vistas, sem cuidar da completa informação. 

Transmitido na RTP1 no Domingo 3 de Dezembro

Quem viu o anúncio televisivo (acima) julgará que entre 1 e 23 de Dezembro pode levar as crianças a Sintra, ao Parque da Liberdade para verem o Reino do Natal.

Do site camarário: - "Durante o mês de Dezembro venha com a família visitar a Vila de Sintra e descobrir o mágico Reino de Natal". "Nos dias de semana das 9h00 às 17h00". Omitindo que nos dias 4, 5, 6, 11, 12 e 13 de Dezembro o "mágico Reino do Natal" está fechado.

As crianças sonham e anseiam por chegar. Querem brincar com os duendes, ver a Aldeia das Fadas e a Casa do Pai Natal. Os Pais querem partilhar os momentos. 

Tudo é apelativo, tudo isto é importante para crianças e adultos num mundo em que, nesta época, todos nós (des)interiorizamos a criança que fomos.

Com os seus contributos solidários, quantas crianças e Pais rumaram hoje a Sintra para ver o "Reino do Natal", propagandeado em várias frentes publicitárias...

Mas o Reino do Natal, no Parque da Liberdade, HOJE ESTEVE FECHADO. 

Parque da Liberdade e "Reino do Natal" hoje...com portas fechadas 
  
O Senhor Autarca que detém este Pelouro e os Senhores Quadros Camarários com responsabilidades no evento, compreenderão que não pode ser assim.

Fará porventura sentido que o Natal para as crianças, o verdadeiro "Reino do Natal", esteja fechado em seis (6) dias, quando o publicitam de 1 a 23 de Dezembro?   

Quem nos visita - e que deveríamos agradecer - não pode confrontar-se com situações destas que não ajudam ao prestígio de Sintra e as sua organizações.

A Comunicação terá de ser clara e rigorosa, para que não se retirem conclusões, quiçá injustas, sobre as reais intenções dos títulos das notícias divulgadas. 

Que possa ser devidamente corrigido são os nossos Votos. 

As nossas Crianças justificam que o seu "Reino" esteja sempre aberto. 




sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

SINTRA ABRIU AS PORTAS AO REINO DO NATAL...


Está aberto, a partir de hoje, o Reino do Natal, oferecendo aos visitantes o Parque da Liberdade, admite-se que visitas gratuitas ao Newsmuseum e o Mercado de Natal no Terreiro Rainha D. Amélia, junto ao Palácio Nacional de Sintra.

A realização deste Evento é muito positiva, não só porque se destina a diferentes camadas de visitantes, mas porque apela a um destino que muitos não conhecem. 


A pequenada já hoje circulava entusiasmada no Parque da Liberdade, apontando algumas representações e provando que estas realizações só pecam por raras.

 

A necessidade de mais Natais

Graças, certamente, às celebrações do Natal, o Parque da Liberdade, o tão abandonado Parque da Liberdade que temos referido ao longo de meses e meses, teve a face relativamente limpa nalguns pormenores mais visíveis e...em caminho. 

A peanha onde está o busto de Nunes Claro foi limpa e a placa tornou-se visível

O Poema de Nunes Claro foi limpo e passou a ser legível

Só pela recuperação destas e outras situações que temos denunciado (placa sobre a geminação com Omura e Poema de Oliva Guerra) o Reino do Natal valeu a pena.

Todavia, há nódoas que são dificeis de limpar

Fora do recinto propriamente dito do Reino do Natal, dentro do Parque da Liberdade, a Fonte do Plátano continuava hoje como a imagem mostra:


De tão chocante, somos levados a pensar que, ou faltaram verbas a retirar dos milhões de que se fala, ou os responsáveis pela implantação não passaram por lá. Talvez isso justifique que o portão junto ao Palácio de Valenças esteja fechado...

Nota que justificará esclarecimentos

Estes eventos não serão feitos sobre os joelhos. Certamente os responsáveis pela programação e os divulgadores são personalidades de alto gabarito camarários. 

É pouco compreensível que o Folheto acima apresentado dê a ênfase ao Reino do Natal (1 a 23 de Dezembro 2017) e depois - no meio - esteja fechado alguns dias.

Ora, este género de realizações são habituais em todo um período, não fazendo sentido estar fechado (parece que nas três vertentes). 

Enfim, como não julgamos estar perante aprendizes, algo deverá ser justificado. 

O REINO DO NATAL é isso mesmo, todos os dias de festa até ao NATAL.

O REINO DO NATAL não pode ter dias sim e dias não. 

Pensem nisso Senhores Políticos e quadro Camarários.