quarta-feira, 28 de setembro de 2016

SINTRA, 650 DIAS EM QUE "NÃO É ESTE O CAMINHO"

650 dias passados, a estrutura do Central lá continua 

Não é que nos incomodem plágios, mas devemos dizer que ainda dormia muita gente empenhada na defesa patrimonial de Sintra e já aqui se dava a triste notícia. 

Em 19 de Dezembro de 2014 (por favor releia porque é interessante) alertávamos - em primeira mão - que estava a ser montada uma estrutura na frente do Hotel Central.

A Alagamares também contestou (pf clique para rever) a descaracterização do Hotel Central e a fixação da estrutura em "revestimentos azulejares antigos".  

Uns meses antes, foi propagandeada a aprovação de uma Área de Reabilitação Urbana do Centro Histórico de Sintra, nome bonito que encheu de orgulho figurinhas afins

Em 17 de Junho deste ano, assinalámos os 546 dias da Estrutura (insistimos, por favor releia)  ficando duvidas sobre as dificuldades em resolver a agressão ao património.

Hoje, passados 650 dias sobre o início da montagem da estrutura que ofendeu o património, quem não admite que algum mistério rodeia a cobertura instalada?


Lá está a estrutura, bem agarrada aos azulejos

Em Sintra, há quem admita que possa vir a servir para uma futura campanha eleitoral, até para quartel-general, o que certamente confortará e estimulará futuras agressões. 

Passados 650 dias sem a agressão ter sido removida, fica o espelho de como é possível sucederem destas coisas em Sintra, sem que se vejam medidas correctivas.

Recordemos, para que ninguém invoque...

Ninguém venha a alegar que a estrutura agressiva do património tinha qualquer reminiscência como suporte. Antes, as belas paredes com azulejos estavam limpas. 

Poderá mesmo, pelas fotos, apreciar-se a beleza do local, antes, e como passou a ser depois da medonhas estrutura que, logo de início, deveria ter sido suspensa. 

Mas neste reino de coisas esquisitas, porque levou tantos dias a surgir um despacho da Presidência da Câmara que tivesse efeitos preventivos? Não se sabe. 

Sucedeu, sim, que quando surgiu a manifestação camarária...a obre tinha terminado.

A bela frontaria no site que apresentava o Hotel 

A beleza do edifício numa foto nossa de 13 de Fevereiro de 2014

Perante estes factos, continua a nada se saber sobre a remoção da estrutura que ofendeu e ofende património protegido. Que terá a dizer o Presidente da Câmara?

Para nós 650 dias é muito tempo, quase inexplicável...ou imaginável?  

Sintra não merecia disto.

Decididamente "Não é este o caminho" que os sintrenses querem. 

Sintra precisa de um Sintrense QUE A AME. De quem a viva.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

SINTRA, TRANSPORTES NA VISÃO DO PRESIDENTE CAMARÁRIO

De forma alguma duvidarmos que o Presidente da Câmara Municipal de Sintra saiba do que fala. Mas admitimos que fale do que lhe falam, o que será um pouco diferente.

Na página de TRANSPORTES em revista, um artigo de 4 de Março deste ano  diz-nos que Basílio Horta "está «satisfeito» com a oferta de transportes no concelho (...). 

Mas terá Sua Excelência suportado a «satisfação» em dados credíveis? Em estudos e comparações com concelhos vizinhos? Ou só em parte do concelho?

Sua Excelência - parece que pronto para se manter no poder - terá apurado das razões que levam os sintrenses a encher o IC19 de carros, sem usarem transportes públicos?

Terá Sua Excelência, também, apurado das razões que levam as pessoas a recorrerem ao automóvel? Se têm oferta regular, frequente e vantajosa de transportes rodoviários?

Será outra a visão, distorcida, se feita com olhos de quem use viaturas camarárias para deslocações, eventualmente com motorista e espaço gratuito para estacionar.

Sua Excelência já se debruçou sobre Horários e Custos? Ou das repercussões que os elevados custos de bilhetes têm no que a Câmara paga para transportes escolares?

Fica-se mesmo tolhido quando refere que "sempre tivemos um bom entendimento com a administração da empresa". Melhor seria se espelhasse a satisfação dos utentes.

Seria expectável mau "entendimento" se a carreira da Pena é uma mina e o resto do território é servido ao gosto da Operadora, às sua limitações e preços?

Vamos ajudar aos conhecimentos de Sua Excelência

Receamos que Sua Excelência se estribe em informações defeituosas prestadas por serviços pouco estudiosos da matéria das acessibilidades e transportes rodoviários.

Isto porque não é só de comboios que Sintra vive. Sintra tem duas realidades bem distintas, dois sistemas de mobilidade oponíveis, o pior para cá do Cacém.

Experimentasse Sua Excelência usar transportes rodoviários sintrenses para chegar ou sair de Sessões de Assembleia Municipal e, ou não chegaria ou dormiria num Hotel.

Dissemos acima e vamos cumprir: vamos ajudar Sua Excelência a saber dos transportes rodoviários sintrenses, quase totalmente a cargo de uma empresa de Cascais. 

Em 28 de Julho de 2011 (Sua Excelência terá de ter a paciência de ler este blogue) escrevemos aqui sobre as Coroas (não as que tanto motivam Sua Excelência) mas as de Lisboa, em que o passe L123 pode ser usado do Cacém à outra banda...

Salientávamos que para cá do Cacém eram os passes combinados, mais caros e com menos cobertura. Falámos de mais de Um milhão e trezentos mil euros pagos em 2010 pela Educa a título de transportes escolares. Um só grupo encaixou cerca de 80%.

Em 30 de Outubro de 2014 (estamos certos de que lerá) Sua Excelência já era Autarca em Sintra e fizemos o trabalho que deveria ter sido feito pelos Serviços Camarários.

A área do território sintrense servido pela Scotturb é mais do dobro daquela onde a mesma empresa actua em Cascais. No entanto, enquanto que em Cascais efectua 60,97% das suas circulações, a Sintra correspondem uns inqualificáveis 39,03% (*).

Acresce que os Bilhetes são para um só trajecto, originando custos sucessivos sempre que há os transbordos que a empresa inventa e a Câmara de Sintra não contesta. Daí que, facilmente, a quatro ou 5 quilómetros da Vila se possa pagar 4,5€ num só sentido.

Por tal política - que a Câmara aceita - há muitos residentes que fazem a pé grandes distâncias por não poderem pagar. A outros fica mais barata a viatura particular.

Será disto que, conforme Basílio Horta, a Câmara está "satisfeita"? De uma panóplia de bilhetes, de trajectos que muitas vezes não são completos?  De horas de intervalos?

A provar que as opiniões de Sua Excelência estão longe da realidade - desgosta-nos se não sabe - o TudoSobreSintra, excelente página informativa de Sintra, dá conta das queixas apresentadas à DECO, com destaque para a Linha de Sintra.



Como seria bom Sua Excelência vestir a pele dos outros

Sua Excelência ficaria sobremaneira conhecedor se visitasse o terreno. Não é um sintrense mas nem por isso poderá prescindir de ter contactos com certas realidades de Sintra, uma delas as acessibilidades, as condições oferecidas em transportes públicos. 

A Sua Excelência talvez digam que os transportes de Sintra são o eixo ferroviário e nada é mais falso, porque as pessoas andam em permanente circulação. 

Actualmente, com a política a que o povo já chama do Tio Patinhas com a mina das moedinhas, quem necessita de ir a Serviços ou Centro de Saúde, nem suporta os elevados custos dos parques nem tem transportes rodoviários adequados.

Estamos, assim, na altura ideal para Sua Excelência pôr um boné na cabeça (recorde-se Fernando Seara que o fazia) e todos os dias dar uma volta pelo concelho e, se mais não fizer, fale com as pessoas, oiça-as, pois têm sempre muito para ensinar.

Como seria uma excelente justificação para dizer "É este o caminho".



(*) - Dados de 2014

domingo, 25 de setembro de 2016

HISTÓRIAS DE DOMINGO, O VENDEDOR DE CASTANHAS...

Recordo-me como se fosse hoje porque as coisas da infância parece serem as últimas a morrer na nossa memória, talvez porque a gravação foi feita em matéria nova.

Ainda vivia em casa de meus pais, primeiro andar de esquina num cruzamento perto do terminal de autocarros. Passeio largo que deixava estacionar um carro com assador.

De tempos a tempos, escutava-se a voz grossa do homem das castanhas: "Por favor não encostem ao carro, um de cada vez, as castanhas chegam para todos".

De tanto ouvirmos, íamos à janela ver a multidão de compradores, gente a acotovelar-se, a empurrar-se, para conseguirem um pacote de papel com 5 tostões delas dentro.

Qual não era o nosso espanto ao vermos que nem uma pessoa estava a comprar. 

O homem das castanhas, viria a morrer na miséria, sem sustento.

Confesso que nem sei porquê, mas ao ver o novo museu que passou a ocupar o espaço do antigo Museu do Brinquedo (clique pf), vem-me à memória o homem das castanhas.


10,36 horas de um dia de semana ou noutra hora qualquer

Que coisas estranhas se passam às vezes na nossa memória.



terça-feira, 20 de setembro de 2016

SINTRA, PARQUE DA LIBERDADE FORA DA ONDA?

Vai por aí grande entusiasmo, ondas de inaugurações, entrevistas, projectos, planos, fotos ajustadas, associações que dêem votos, relvas, estacionamentos mesmo pagos. 

Lembramos os tempos épicos do "careca do Benfica" que assim ganhou as eleições. Hoje voltou o benfiquismo; a colagem contínua a atletas, a figuras da Arte e da vida. 

Ainda não tivemos passeios de trem com reportagem directa em TV; O histórico eléctrico de Sintra ainda não foi utilizado; jornalistas convocados para boas  notícias. 

Entre tanta coisa dita boa, entre tanto pedalar no caminho que não é este mas de que alguns súbditos deixam louvores, algo fica fora da onda: O Parque da Liberdade.

Precisamente, dizem-nos, da responsabilidade directa do Presidente da Câmara, tão afã do slogan "é este o caminho", quando "não é este o caminho" dentro do Parque. 

Uma vista sobre o que era um campo de ténis

Um passeio

Um caminho

Um recanto

As imagens de abandono sucedem-se. As consequências dessas imagens são dolorosas, como a que abaixo mostramos. Alguém decidiu roubar plantas no canteiro. Há tempos, em situação igual, sabem o que nos responderam? "Está tudo ao abandono".  


Então os responsáveis pela gestão do Parque da Liberdade e seu acompanhamento não vão lá? Não vêem estas coisas? Transmitem ao Presidente? 

São imagens e factos razoáveis, porque haveria outros sobre os quais não se tomam medidas e não referidas por respeito a Sintra e não pelos responsáveis.

"Não é este o caminho"...será um slogan mais apropriado. 


domingo, 18 de setembro de 2016

PORQUE É DOMINGO...VENHAM DAÍ...VAMOS À ISLÂNDIA

O convite tem plena justificação, porque a Islândia tem uma riqueza natural digna de registo e uma sociedade com pormenores de vida muito interessantes.

Preparem-se. A vida é cara mas o turismo perfeito, sem engarrafamentos ou produtos turísticos vendidos em esquinas. Por lá, nem existem caminhos de ferro...

O Turismo (com T grande) é levado muito a sério, com hotéis de boa qualidade. Curiosamente, em Reykjavik, ao perguntarmos no hotel pelos transportes públicos a utilizar, logo nos deram horários...e um Cartão para uso gratuito nos autocarros.  

Uma ilha maior que Portugal continental, onde apenas vivem cerca de 340.000 pessoas!

Com montanhas e campos de lava, os islandeses sentem-se felizes porque vivendo no meio de vulcões, sabem quando eles despertam...garantindo a sua segurança. Por todo o lado se podem observar sensores da actividade vulcânica. 

Praia de areia negra

Entre o negro da areia das praias, de inegável beleza e os quilómetros e quilómetros de lava coberta de musgo, apreciamos espécies autóctones maravilhosas.   

Paisagem que se repete por quilómetros

Uma jovem recomendou-nos que nos descalçássemos para pisar o musgo milenar e apreciássemos a sua macieza. Com sapatos o musgo morreria e deve ser preservado.

Algumas espécies autóctones 

Há quedas de água impressionantes, geïsers, rios e regatos por todo o lado com água pura e cristalina vinda dos glaciares e se pode beber com segurança.


A beleza dos icebergues

Condições de Vida

Povo lutador, herdeiro dos vikings, com as virtudes dos países nórdicos, soube sair da crise financeira de 2008 e, actualmente, o desemprego é inferior a 3% (era 13%). 

O ordenado mínimo (líquido) ronda os 1800 euros, mas o custo de vida é mais alto do que em Portugal pois quase tudo é importado, já que o solo pouco é cultivável.

Uma cerveja pode custar quase 10 euros, o mesmo para uma sandes. Todavia nos mini-mercados os preços são mais equilibrados e acessíveis. 

Com mais de 600.000 ovelhas (que se espalham pelas montanhas) em toda a parte se encontra deliciosas sopas de carneiro que, no preço, incluem pão e manteiga. 

Do ponto de vista Social, o parto dá à mãe o direito a 9 meses com o bebé e o pai tem 6 meses, podendo ceder 3 à mãe mas obrigatoriamente terá de utilizar 3 meses.

Actualmente o aluguer de casas é muito oneroso...face à muita procura por estrangeiros.

A economia assenta no turismo, exportação de bacalhau e venda de cavalos que, para preservação da genética viking, nunca poderão regressar à Islândia depois de saírem.



Não há exército e a residência Presidencial é simples...sem carros ou guardas à porta.   

Cultura e Lazer

Por todos os lados se notam as preocupações Culturais e de ocupação de tempos livres e desporto. Pequenas comunas, que não excedem 2000 habitantes, têm campos de futebol, piscinas, saunas, bibliotecas, escolas e...centros de saúde.   

Hofn - pedonal limpa, como todos os espaços públicos

A história de um dos pintores Islandeses, colocada ao longo da pedonal de Hofn

Os jovens visitam regularmente as casas onde viveram ou vivem os seus artistas, escritores ou pintores. Ligam-se com aqueles que construíram a sua história. 

Em Reikjavik foi construído um grande Centro de Concertos e Conferências, que é permanentemente utilizado para fomentar a Cultura dos visitantes.

Harpa, grande Centro Cultural

Na Estrada Nacional que circunda toda a Ilha, há Estações de Serviço (as N1) com restaurantes e sempre higiénicas e gratuitas instalações sanitárias.

Muito haveria ainda para dizer, mas fica uma ideia, mesmo pálida, do que é um Povo e como todas as estruturas funcionam para o bem estar e condições de vida. 

Com votos de um Bom Domingo, deixo-os com uma banhoca na Lagoa Azul..

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sexta-feira, 16 de setembro de 2016

SINTRA, INÍCIO DAS OBRAS NO HOTEL NETTO


Apraz registar que, já esta semana, constatámos trabalhos em curso que admitimos sejam para a recuperação - finalmente - do Hotel Netto.

Segundo veio a público, as obras estavam previstas para se iniciarem em Abril.

Que influência terá o seu andamento para a concretização do pagamento final não conhecemos, porque não tivemos acesso ao plano de pagamentos negociado.

Esperemos que, para bem de Sintra e como resposta à necessária oferta hoteleira que fixe turistas e outros visitantes, tudo decorra bem, sem entraves pelo meio.


Com muita satisfação damos aqui a notícia, para que fique registado o início. 


quinta-feira, 15 de setembro de 2016

SINTRA, EM BUSCA DE DESVELOS CULTURAIS...

Ter-me-ão dito que Parques e Jardins se incluem no Pelouro Municipal de Ambiente e Gestão do Território, este cometido ao Presidente da Câmara Municipal. 

Não sei se é verdade e, se for, se conhece todos, mas um deles não poderá falhar: 

O PARQUE DA LIBERDADE, A 300 METROS DOS PAÇOS DO CONCELHO

Daí sugerir-se que o Responsável - se ainda o não fez - visite este Parque também de Cultura, acompanhado de alguns professores que disso se têm esquecido.

Uma visita Cultural para professores de vistas curtas e largas, até para membros de Órgãos Municipais que se pretendem destacados defensores da obra realizada.

Ora,Sua Excelência o Responsável, incentivaria as personalidades convidadas - que se exaltam na defesa do indefensável - a declamarem este poema de Nunes Claro:


E Sua Excelência, face à razoável incapacidade dos convidados, poderá - se assim entender por bem - recitá-lo de memória, porque ele é extremamente...Claro.

Perante o emocionante entusiasmo Cultural visível entre alguns convidados, alguém com virtudes histriónicas honraria o doce Poema a Sintra da nossa Oliva Guerra. 


Sua Excelência, depois de três anos de mandato e antes que este acabe, não poderá adiar para depois a leitura de mais Poesias, que são a alma Cultural de um povo.

Justificar-se-à mesmo um Protocolo, ou Plano, para que estas jornadas, eminentemente da cultura indígena, se repitam regularmente até à indispensável recuperação. 


De seguida, um séquito de Senhoras expeditas em "Gostos" apreciaria o monumento de saudação a Carolina Beatriz Ângelo, médica e primeira Mulher que votou em Portugal. 

Será que Carolina Beatriz Ângelo merecia isto?

Poderá Sua Excelência acreditar que fomos muito modestos na apresentação, mas certamente compreenderá a vergonha que sentimos quando lá levamos convidados.

É a Cultura que temos. Que terá faltado a Sua Excelência nestes três anos? Quem é responsável? Ninguém responde por esta ofensa aos da nossa História?

Ou será que estamos perante mais um projecto para resolver no próximo mandato?

Que rufem os tambores e se espalhem as obras.

Compreendem-se os incómodos por se querer "Um Sintrense para Sintra".


segunda-feira, 12 de setembro de 2016

SINTRA: O DIREITO DEMOCRÁTICO DE OPOSIÇÃO...

Preocupações com a "casa do vizinho"

Como questão prévia, devemos dizer que será abusivo retirar das nossas palavras quaisquer insinuações de apoio à única Oposição existente em Sintra.

Nada nos move a favor da candidatura do Movimento Sintrenses com Marco Almeida, mas acabamos por apreciá-la face a agressões pouco democráticas que vemos por aí.   

Temos defendido um projecto alternativo ligado aos munícipes e que os oiçam, onde o futuro Presidente do Executivo seja uma figura identificada com a realidade sintrense.

Personalidade que tenha mangas de camisa arregaçadas, que avalie prioridades, escute e saiba abrir portas em vez de esperar que lhas abram...

Nesta perspectiva, que desejaríamos fosse comungada pelas forças potencialmente concorrentes, há lugar para Movimentos Independentes sempre úteis no Poder Local.

Parece, no entanto, que em vez de arrumarem as suas casas e cuidarem de estudar projectos amplos a favor das populações, há quem prefira "a casa do vizinho".

Neste quadro, compreende-se que alguns emissários desanquem regularmente no citado Movimento, falando no passado e no presente, em confusos posicionamentos.

Quer gostem, quer não gostem, o Movimento Sintrenses com Marco Almeida surgiu como uma independência séria, tendo o direito de quaisquer apoios partidários. 

Há algum perfil fixado para ser Independente? 

Vejamos. 

Basílio Horta, fundador do CDS, que com Portas teria ambições políticas limitadas, saiu do partido e passou a "Independente", parece que mantendo-se democrata-cristão.

A sua inclusão - votou contra a Constituição que aprovou o Poder Local - em listas do Partido Socialista para Presidente de uma Câmara  foi uma surpresa.

Por seu turno, Marco Almeida, saindo do PSD também por ambições politicas não alterou as suas raízes ideológicas nem abandonou a vida de todo o território de Sintra. . 

A eventualidade de vir a ter apoios do PSD ou de outras formações, decorre de projectos antigos que ficaram pelo caminho e de que o próprio MA foi vítima na altura. 

Quando surgem os desancadores, bom seria que estabelecessem estes paralelos antes de colocarem na estampa visões politicamente nebulosas.

Ou uns "Independentes" (os nossos) são mais Independentes que os outros?

A questão determinante: Perder ou Ganhar 

Lendo o Jornal de Sintra (9.9.2016) sobre as Autárquicas 2017, sorrimos face às palavras de Basílio Horta: Sobre isso...não se tem preocupado...falta um ano...é natural que se candidate...há investimentos a decorrer mas não os vai ver no final do mandato. 

Isto é, há investimentos de quatro anos...que só verá com a graça de novo mandato...

Nós que fomos lendo com frequência o slogan "é este o caminho"...sabemos agora que nada tinha de eleitoralismo...porque o caminho fica visível após a reeleição.

Para já, parece que a candidatura serão favas contadas, pelo que devem ser criadas condições para que o único candidato da Oposição não ganhe as futuras eleições.

Para o PS - com Basílio Horta - ganhar, o Movimento Sintrense com Marco Almeida terá de se confinar ao seu espaço, sem contar com o eleitorado que vota no PSD.

Então será necessário muito trabalho extra, de influências, de pé-de-orelha, fazer chegar às estruturas a opinião de que Marco Almeida não serve. 

Se necessário, indiquemos ao PSD nomes de putativos candidatos, com o perfil adequado à batalha eleitoral, por exemplo Braga de Macedo ou um ou outro amigo. 
.
Reclamar-se "Um Sintrense para Sintra" é que se torna incómodo e criticável...

Exemplo de democracia militante 

Parece-nos - as dúvidas que nos assaltam são terríveis - que o site da Câmara Municipal de Sintra é de todos os munícipes. Julgamos nós...nesta infinita ingenuidade.

Salvo qualquer deficiência nossa, o site da Câmara não contempla um espaço destinado à Oposição, o que - a confirmar-se - retira aos Munícipes importantes informações.

Desse facto, dessa omissão, por estar banida a voz municipal da Oposição, não vemos o mesmo frenesim democrático dos críticos do Movimento.

Enquanto isso, Sintra continua a ver os problemas arrastarem-se no tempo. 

Este o Poder Local de excelência...que nada tem a ver com os mais legítimos interesses das populações, com o seu bem-estar, com a vida feliz dos seus membros. 

Queremos, sim, que falem do futuro, que queiram moldar o futuro, para que as gerações não sintam sempre as mesmas frustrações, os desencantos. 

Será que depois de Independentes mais independentes que outros também temos democratas mais democratas? 

E Oposição é Oposição. Deve ser respeitada por isso. 


sábado, 10 de setembro de 2016

SINTRA, QUE TURISMO? CERTAMENTE HÁ QUEM GOSTE...

Para os cidadãos comuns, cada vez será mais difícil inebriarem-se com meia dúzia de coisinhas que aparecem entre planos ou anúncios expectantes.

O munícipe comum já está cansado de ver passar os dias, os meses, os anos, sem que as soluções surjam, de benefício geral. Irrita, desola, desmobiliza. 

De tempos a tempos, chegam novas figuras, tiram e põem cravos consoante o apetite, nomeiam uns tantos, sentam-se nas viaturas com motorista e seguem... 

Não ligar aos munícipes, uma má perspectiva

Os problemas estão inventariados. As soluções é que se tornam complexas...quando poderiam sem estupidamente simples. É a arte de complicar, de não escutar.

Inventem-se mirabolantes soluções (até agora viradas para o dinheirinho dos parqueamentos) mas os Parques Periféricos não surgem enquanto é tempo.

Temos mesmo como certo que o relacionamento com o Poder Central, tantas vezes referido a vários pretextos, proporcionaria mais uma fantástica vitória política.    

Esta a "oferta" assinalada como parque de autocarros e auto-caravanas. Onde deveria ser construído um grande parque periférico, para carros e autocarros


Próximo, na mata, não são raras estas imagens, com cães quase selvagens

Será que nos serviços camarários há ódios patológicos a quem alerta? Ou sugere?  Será que haverá quem julgue que o seu posto se reveste de conhecimentos absolutos? 

Daremos um exemplo, de muitos que poderíamos dar sobre a política de Turismo e as respostas a que a promoção externa obriga (insistimos: OBRIGA) a dar.

Todos os dias, dezenas de autocarros de Grande Turismo nacionais e estrangeiros (não inventamos...)  demandam Sintra. Duplicam as filas de trânsito a caminho do Centro Histórico: - Uma vez...descem com turistas e outra vez...descem para os recolher. 

Durante o tempo estimado para a visita, os autocarros só têm aquela espaço de terra no Ramalhão, poeirenta e com buracos no Verão e lamaçal no Inverno. Claro está que depois procuram espalhar-se por um qualquer sítio que não cause danos às viaturas. 

É a isto que os "especialistas" chamam turismo? É isto, por seu turno, que a Câmara Municipal promove lá por fora? Os técnicos de turismo são indiferentes?

E no Centro Histórico? Enquanto os visitantes se sentam numa dita esplanada, há quantos anos lhes é dada a imagem que em baixo reproduzimos e envergonha os sintrenses, mas que tudo indica não cause preocupações aos promotores do Turismo?

Em pleno coração do Centro Histórico...assim há anos...que vergonha

Evidentemente que não nos admiraríamos que alguém venha a mostrar como é no Burkina Faso, até mesmo no Saará, o que certamente confortará os insuficientes. 

Pessoa nossa conhecida (omitimos o seu nome para evitar eventuais retaliações) dizia-nos que muitos estrangeiros dizem que isto é o terceiro mundo.

Sem instalações sanitárias adequadas, por detrás do murete da Volta do Duche o cheiro incomoda. Até a Fonte Mourisca é o recurso dos mais aflitos.

Por sua vez (que custos importará?) aos visitantes faltam placas indicadoras do caminho para a estação dos caminhos de ferro. Que turismo...que visão...  

Claro que hoje, como munícipes, preferiríamos satisfazer quantos se manifestam contra as nossas críticas, mas não somos candidatos a nada nem temos de agradar a políticos. 

Bom Dia.