quarta-feira, 25 de novembro de 2015

SINTRA, TERRITÓRIO DISPONÍVEL A QUALQUER HORA DO DIA...

Seria deselegante convidarmos responsáveis autárquicos (Município e Freguesia) para visitas ao seu território, indicando-lhes horas ideais ou de cheiros mais salientes.

Só sugerimos - por notícias da excelência financeira da Câmara - um gasto excepcional com a utilização de transportes públicos, avaliando custos, tempos perdidos e conforto.

Sem comprometer as finanças, esta despesa adicional ajudaria os Autarcas a vestirem a pele de munícipes e residentes que todos os dias se debatem com vários problemas. 

Muito ganharia o território da União de Freguesias de Sintra (UFS) se, de cima, entre protocolos e fitas a cortar, surgisse a súbita vocação de o conhecerem melhor.

Provavelmente, ganhariam o municipalismo e a cidadania, libertos de alardes elitistas.

Não esqueçamos que se trata do mesmo território da Matriz da Vila de Sintra onde estão os Paços do Concelho, os Palácios Nacionais de Sintra e Pena e o Castelo dos Mouros.

Prestígio não se restringe a celebrações com a Unesco

Imaginarão a alegria que sentimos ao mostrar as belas imagens que Sintra propícia.

O Palácio de Monserrate...

Paralelamente a tristeza que nos invade ao sermos obrigados a mostrar outras.

...À Avenida Pedro Álvares Cabral, onde milhares de pessoas por dia vêem este perigo sanitário

Goste-se ou não, a realidade não pode ser ocultada, exigindo que se veja para lá de outros interesses, um pouco mais longe das nossas portas, pois Sintra é um todo.

Com a UFS criou-se um monstro autárquico, infelizmente com meia dúzia de padrinhos sintrenses pouco sensíveis, levando-nos a patamares que envergonham Sintra. 

Com as consequências à vista, que vergonha não sentirão alguns dos que apoiaram a extinção das suas Freguesias para dar lugar à UFS. Bem podem sacudir as mãos...

Depois temos a Sintra das vaidades aristocráticas, onde se convertem parques e palácios em redomas culturais, que só se abrem impondo elevados custos.

Faça-se a justiça de escrever que a UNESCO, ao exigir a preservação dos Patrimónios é, rigorosamente, no sentido de servirem para a promoção Cultural dos povos.

Pergunta a Autarcas: - - Gostariam de viver assim?

Além do Centro Histórico e da restante Área Património da Unesco, Sintra tem mais 300 quilómetros quadrados onde homens, mulheres e crianças passam as suas vidas.

Com estes, têm sido celebrados regularmente - de quatro em quatro anos - Protocolos Eleitorais ou Contratos-Programa, criadores de belas expectativas, que na maior parte das vezes se arrastam sem cumprimento e dão lugar às desilusões.

Debrucemo-nos, por hoje, numas pinceladas sobre o território da União de Freguesias de Sintra, tão ingovernável pela UFS como abandonado pelas obrigações camarárias.

Como é possível que a Câmara Municipal, que deveria zelar pela limpeza de terrenos, mantenha - junto a várias moradias - este matagal onde vivem ratos e outras espécies? 


Lote de terreno camarário (urbanizado) na Rua Comendador Carlos Kullberg (Filatelista) 

Perto, há mais de um ano, um espelho de tráfego está destruído. Será que ninguém liga às denúncias feitas pelos cidadãos? A União de Freguesias é indiferente a isto?


Rua do Centro Social

Um bairro fantasma, há anos por acabar, com a Serra em paisagem paradisíaca.

Rua da Colina (à direita diversas moradias ao abandono)

Um pouco abaixo, outro caso de abandono onde a beleza não consta de manuais, nem em protocolos que a salvaguardem, nem de eruditas elevações. Bem longe da vista...

Será que os Autarcas conhecem esta maravilha na antiga freguesia de S. Pedro?

Em tese, vivemos desprogramados, deixamo-nos encantar até pelas fífias em pseudo cantos de sereias, ondulantes manifestações e, pela certa, exultantes colagens.

Descuidando os espaços onde vive a população que pulsa e com seus impostos paga privilégios que outros usufruem, não estaremos a construir a sociedade mais justa.

Estamos certos que os Senhores Autarcas, não gostariam de viver assim.

Esperemos que não descurem os Protocolos a que estão obrigados eleitoralmente.


domingo, 22 de novembro de 2015

SINTRA: IMPORTÂNCIA ECONÓMICA DOS MERCADOS DE NATAL

Imagine-se que a CM de Sintra decidia, de forma organizada e atempada, instalar stands Natalícios no Largo fronteiro ao Palácio da Vila, na Volta do Duche, na pedonal da Heliodoro Salgado e, até, à volta do Museu de Arte Moderna, ou

nas escadarias do Palácio da Vila, alternando com a Varanda dos Paços do Concelho, se exibissem grupos musicais, orquestras regionais e diversos coros, ou

nas arcadas interiores dos Paços do Concelho ocorresse uma exposição de presépios.


Presépio de Lisboa (Museu de Scheleisseim)

Além de artistas, é de crer que adeririam pequenos comerciantes, produtores, artesãos, especialistas em doces e petiscos, tantos deles a queixarem-se da crise que passamos.

Ou teríamos críticas de elites finaças, sôfregas de se insinuarem como de direitos quase exclusivos em Sintra, incapazes de discernir sobre a evolução das sociedades?

Estamos convictos de que seria uma excelente forma de se abrirem os casulos de ouro que se instalaram na Vila Velha e que alguns tentam preservar com unhas e dentes.

A Câmara de Sintra volta ao Reino de Natal, agora mais alargado

No ano passado, o Município de Sintra organizou o primeiro  "Reino de Natal"  como referimos neste blogue, saudando a importância da realização de tal evento.


Sintra - "Reino de Natal", 2014

É justo dizer-se que a iniciativa Camarária do "Reino de Natal" teve assinalável êxito Social, chamando a Sintra muitas famílias e oferecendo alegria a milhares de crianças.

Mesmo assim, houve quem se incomodasse com o elevado número de visitantes, já que algumas peças da nossa sociedade ainda não se ajustaram às novas realidades.

Também, no contexto, aludimos aos Mercados de Natal como positivos para a economia local (p.f. clique), dando exemplos altamente positivos do que se passa lá fora.

Sabe-se que o "Reino de Natal" deste ano será alargado, nomeadamente ao Terreiro Rainha D. Amélia, com um bazar e venda de produtos artesanais. Será mais um passo para que no futuro se possam instalar pequenos negócios na Volta do Duche.

No entanto, é pouco entendível que, nesta quadra, as portas do "Reino" não estejam todos os dias abertas, já que parece só abrirem entre Quintas-feiras e Domingos.

Admitimos dificuldades e, mais, que possam existir pressões para se limitar a grandeza do evento, mas Sintra é de todos os sintrenses e só ganha abrindo-se a esta economia.

Sintra é um território vasto onde todos são iguais, pelo que não há uns com mais relevância que outros, vivam ou visitem o Centro Histórico ou Casal de Cambra.

Chamar-se "Reino de Natal" ou "Mercados de Natal" não importa se ajudar a pequena economia sintrense, reactivando a tradição do Natal, tão querida de D. Fernando II.

Sintra - "Reino de Natal", 2014 (Encenação de D. Fernando II com a família)

Formulamos votos para que seja superado o êxito do "Reino de Natal" do ano passado.

Felicitamos, pois "Homens (ou Mulheres) sem acção não passam da cepa torta".




Exemplo Institucional nos Mercados de Natal da Baviera


Pátio interior da Rathaus (visto da Torre principal)

Dia 27, às 17 horas, da varanda da Prefeitura de Munique, o OberBurgumestre  Dieter Reiter fará a Abertura Oficial dos Mercados de Natal 2015 (Christkindlmarkt).

Mais do que a tradição que remonta ao século XIV, os Mercados de Natal geram milhões de euros em receitas a favor de centenas de pequenos comerciantes.

Pela cidade (e toda a Baviera) centenas (milhares) de pequenos stands venderão artesanato, decorações natalícias, comidas, bebidas, doces e espetadas de chocolate...

Descendo a Neuhauser Strasse e a Kaufingerstrasse desafia-nos o doce cheiro das amêndoas a torrar com baunilha ou do tradicional Glühwein (vinho quente).

Músicos e outros artistas de rua exibem os seus dotes...e que dotes apreciamos.

Todos os dias, às 17,30, na varanda da Rathaus (Prefeitura) haverá música ao vivo com conjuntos e coros, entre eles o Coro das Crianças da Escola Internacional de Munique. 

Árvore de Natal faz parte da organização exemplar

14 dias antes da Abertura Oficial dos Mercados de Natal, o Corpo de Bombeiros de Munique inicia o processo de colocação da Árvore de Natal (um grande pinheiro) na Marienplatz, frente ao edifício da Rathaus. Como sempre, a Árvore terá 2500 luzes.


Árvore de Natal de 2015 (com cerca de 15 metros) - Agitação da montagem no passado dia 12 

A oferta da Árvore constitui elevada Honra para um município bávaro (sempre diferente). Este ano coube a Ruhpolding (município perto da Áustria), que por isso ocupará o pátio interior da Rathaus com stands de promoção turística da sua região e...glühwein.

No dia seguinte, começou a montagem dos stands, aprontando-os para a abertura.

Hoje, lá estavam os comerciantes a arranjar os seus espaços, pois tudo terá de estar pronto (e estará) a funcionar na próxima Sexta-feira quando Dieter Reiter inaugurar.

Esta, a outra face da Organização e empenho Institucional. 

Nestes momentos conturbados, desejamos a todos os nossos Amigos um Natal Feliz e que novos e bons tempos se avizinhem para as suas vidas. 



sexta-feira, 20 de novembro de 2015

SINTRA, CAMPANHA "ONDE PARAM AS RÃS?" DE S. PEDRO...

SABE ONDE PARAM AS RÃS DO ANTIGO FONTANÁRIO EM S. PEDRO?

As rãs (segundo uma foto antiga)

Já aqui abordámos em Setembro de 2012 (por favor clique para rever) a necessidade de se localizarem as rãs que faziam parte do fontanário que existia na Praça D. Fernando II, em S. Pedro, e que em certa altura foi destruído, num acto pouco aceitável.

Da estrutura do tanque, algumas pedras terão sido localizadas junto ao cemitério, mas das rãs não se estão conseguindo mais elementos que nos levem até elas. 

Há o diz-se...diz-se, há quem sugira que "estarão ali...", outros dirão que "são capazes de estar...", que a fonte foi destruída mas as rãs não o foram é um dado adquirido.

Queremos reconstruir o fontanário, dar lugar à nossa história.

Será possível já ter visto as rãs em qualquer parte? Diga-nos por favor.

Colabore na nossa campanha: ONDE PARAM AS RÃS?"





terça-feira, 17 de novembro de 2015

ABRUNHEIRA, ALDEIA FORA DO MAPA AUTÁRQUICO?

A 5 quilómetros do Centro Histórico de Sintra e na mesma freguesia, a Abrunheira é o maior núcleo populacional e onde se tem desenvolvido o maior Centro Empresarial do concelho, com inegáveis reflexos na economia e criação de postos de trabalho.

Mais população, mais famílias jovens e crianças com direitos ao bem estar e à segurança a que os autarcas da Freguesia e do Município terão de responder.

Salvo meritórios passos no campo Social, a Abrunheira parece ser um território postergado, onde a trituradora indiferença prejudica residentes e quantos a visitam.

Trânsito na Abrunheira: Impõe-se uma solução urgente

A principal via interior (Ruas do Forno/Humberto Delgado), apesar do limite de velocidade (40 Kms) converte-se numa pista ameaçadora de vidas, sendo infrutíferos os pedidos de lombas como as colocadas por todo o lado...menos na Abrunheira. 

Em Junho deste ano (clique por favor)  insistimos sobre a entrada da Abrunheira. Mais recentemente demos exemplos, para que os Autarcas escutem e resolvam.

A entrada na Abrunheira já era complicada - o óbice estaria na falta de espaço para uma Rotunda - quando os serviços camarários, em 2008, a complicaram mais.

Desvalorizando algumas opiniões de residentes, surgiu uma inesperada solução para disciplinar o trânsito no local...construindo-se mais estacionamentos...

Claro que o objectivo seria servir toda a população, mas redundou em benefício quase exclusivo de um estabelecimento no local, com graves repercussões no tráfego.   

Comparem-se as diferenças e se valeu a pena o dinheiro gasto pela Câmara Municipal:

Era assim em 2008, antes das obras municipais

Passou a ser assim, depois da obras municipais

Agravou-se o trânsito, desrespeita-se um sinal e as autoridades terão outras missões. 

Descargas obrigadas à via pública e passadeira de peões (disponível) para estacionar

Um sinal que pouco ou nada vale pelo quase permanente desrespeito

A vitória da confusão, com trânsito praticamente bloqueado

Sabendo-se disto, em condições normais já estaria resolvido. Não há responsáveis?

Plano de Pormenor da Abrunheira, também entra nisto?

Segundo o Plano apresentado à Discussão Pública, em vez de se ajudar a resolver os problemas de trânsito na Abrunheira, antes serão agravados pelo previsível aumento de tráfego no interior da Aldeia, interditando ligações através das vias do Plano/Sonae. 

Não iriam as filhós ao gato se, com o nome da Abrunheira, se previssem soluções integradas que, servindo a população e empresas, melhorassem a qualidade de vida.

A menos que, agora, surjam modificações sugeridas aquando da Discussão do Plano, pode pensar-se que, ou há gato, ou a Abrunheira está fora do Mapa concelhio. 

Justificaria que, antes do Plano, a placa indicativa da "Abrunheira" estivesse a poucos metros da passagem aérea pedonal e tenha sido mudada para 300 metros à frente...

Por artes desconhecidas, a placa "andou" 300 metros, quase até ao fim da Zona do Plano 

A placa "ABRUNHEIRA" estava onde se assinala com um círculo. Porque foi retirada daqui?

A suportar a teoria de que a Abrunheira está fora do Mapa Autárquico, mostramos o estado em que se encontra a Passagem pedonal. Ninguém responde pelo seu perigo.

Os carros vão passando em baixo...as pessoas andam por aqui 

Estes são apenas alguns exemplos das dificuldades de gestão de um território, tão perto…mas tão longe da Vila de Sintra, da qual faz parte como uma Aldeia Satélite.

Muito mais haverá para mostrar. Limitamo-nos a estas já que os responsáveis comuns pela gestão do território terão outras opções prioritárias e históricas onde brilhar.

De qualquer modo, desde já podemos garantir que a Abrunheira está sempre de portas abertas, pelo que não se torna necessário aviso prévio para que as abram.

E, ao serem sempre bem-vindos, a Abrunheira será metida no Mapa de Sintra.


sexta-feira, 13 de novembro de 2015

SINTRA: PROPOSTA DE (JUSTA) MEDALHA PARA GABRIELA*

Apreciando as frequentes condecorações que são atribuídas, ficamos muitas vezes a meditar a que título tais recompensas, ou que feitos relevantes são agradecidos. 

Dava pano para mangas se fôssemos dissecar alguns desses apresentados méritos.

No contexto sintrense de mérito, sacrifício e esforço, um exemplo: GABRIELA*.

De noite a noite fora de casa  

Ainda o Sol não se anuncia no horizonte e lá vai ela com o seu (ainda tão pequeno) Mateus. Ruas escuras com sombras que assustam, sem iluminação pública (em tempo de poupança as luzes apagam cedo). Os decisores ainda estão em fofas camas.

Gabriela vai apanhar a carreira das 7 horas, a 500 metros de casa. Se a perder, andará mais 500 metros para ter - na EN - outra carreira que a ligue a vários transportes.

Quando passo por ela, dou a boleia que atenua a cansativa corrida matinal.

Gabriela mora na periferia da Vila de Sintra e é educadora de infância na outra banda, lá para os lados do Seixal. Como ela diz, "os meus meninos" esperam-na às 9 horas.


Cascais, Parque Marechal Carmona (crianças brincando)

Para chegar aos "meus meninos" duas horas depois, utiliza quatro transportes, dois passes combinados que lhe custam mensalmente quase 150 euros.

Enquanto caminha apressada, autarcas e quadros responsáveis nem sequer meditam que é imperativo preocuparem-se com os utentes de transportes rodoviários em Sintra. 

No fim do dia, é o caminho inverso com o seu (ainda tão pequeno) Mateus.

Gabriela sai de casa ainda noite, vive com os "seus meninos" e volta a casa à noite.

Quatro horas em transportes públicos em cada dia (22880 horas em 20 anos, 953 dias).

Hoje lá ia ela. Apressada para apanhar a carreira, com o (ainda tão pequeno) Mateus.

Vi-a com imenso respeito e fiquei a meditar como ela merecia uma medalha. Não por ser única, mas por ser a imagem de tantas mulheres que - em Sintra - passam por isto.

Perguntei-lhe pelo Mateus: - "Em princípio nasce no dia 1 de Janeiro".  

E subiu para a carreira 446.



* - Apenas se alterou o nome. Mateus, esse, será em breve um novo vizinho.


quarta-feira, 11 de novembro de 2015

SINTRA, NOVO CENTRO DE SAÚDE NA ABRUNHEIRA-NORTE?

Parece que foi ontem, mas já decorreu um ano sobre a Discussão Pública do Plano de Pormenor da Abrunheira-Norte (PPAN) e pouco, ou nada, veio a ser conhecido publicamente sobre alterações, considerando sugestões feitas na altura.

Por vezes, assim à boca pequena, justificando naturais cautelas, escutam-se opiniões sobre o desenvolvimento do processo, sem o suporte firme que desejaríamos.

Recentemente, constou-nos que o Projecto foi concluído e será apresentado em breve.

Fala-se que, correspondendo a sugestões feitas, será construído um Centro de Saúde que garantirá assistência aos milhares de pessoas que, residindo nesta zona de Sintra, ou não têm médico de família ou se repartem pelos Centros de Sintra e da Várzea.

Problemas de circulação e acessibilidades 

Por outro lado, admitindo-se a redução da área de implantação comercial, pouco transparece sobre as medidas que ajustarão a rede viária às exigências futuras.

Diga-se que, no Plano que esteve em Discussão, a via de cintura interna na zona Sonae não dava acesso à Área Residencial associada, bem perto da Rua da Colónia.


Ponte sobre o Rio das Sesmarias (agora é Ribeira de Colaride?) onde passam dezenas de camiões

Assim, Justificam-se reservas sobre a sobrecarga de trânsito no interior da Abrunheira, quer pelo aumento de habitantes residenciais, quer pelo facto de já hoje o interior da Aldeia ser devassado por camiões que se dirigem a empresas perto da Rua da Colónia.


Dentro da Aldeia (Av. MFA/Rua Ferreira de Castro) chegam a bater na casa e no telhado

A ter em conta o facto de todo o trânsito da Abrunheira desembocar na EN 249-4, o que origina fortes problemas de tráfego. Há uns anos, a Câmara Municipal ao não considerar algumas opiniões, gastou milhares de euros...e complicou-se a circulação.


Entrada da Abrunheira (para que serve o sinal de proibição lá instalado?)

Todas estas fotos são de hoje e, pode dizer-se, muito suaves perante o que sucede.

A Câmara Municipal não poderá, em nome de um Plano, contribuir para um maior agravamento da circulação rodoviária dentro da Abrunheira, antes resolvê-la.

A expectativas

Decorrido um ano, ficam naturais expectativas sobre a evolução do Plano, considerando as necessidades de alargamento da escola, actualmente limitada na sua capacidade.

Também, por força de novas superfícies comerciais (Jumbo e Leroy Merlin), que novas soluções serão encontradas para permitir o necessário escoamento do tráfego?

Neste quadro, pelo tempo decorrido, deverá conhecer-se, com a maior brevidade, as  alterações que tenham sido feitas ao Plano original, onde se defendam os residentes. 

Certamente os mais altos responsáveis Camarários serão os primeiros a desejar soluções integradas e não que contribuam negativamente para a vida local.

São estas as nossas expectativas, ao fim de tantos anos de espera.


terça-feira, 10 de novembro de 2015

SINTRA, OS MARAVILHOSOS SINAIS DE NATAL

Com os primeiros dias de Novembro, a Natureza ainda é o que era: LIVRE.

Dita as regras, com princípios. Tem um lema: NATUREZA PARA TODOS. 

A sociedade é que cria restrições, estabelece padrões contra-natura, aceita castas que se julgam privilegiadas e desequilibram aquilo que a Natureza dá sem olhar a quem.

O que seria da Humanidade sem o doce cheiro da baunilha, o quente odor da canela, o fresco perfume do cravo ou a forte essência da rosa? Sem custos na Natureza...

A Natureza apenas nos divide por épocas...ou talvez sejamos nós a pensar nisso.

Nestes dias, descobre-se  a primeira camélia, bela e fechada, rodeada de botões.



Dois dias depois, já temos um batalhão delas, num claro desafio à alegria que sentia.


É a época de Natal que se avizinha, em que as crianças sonham acordadas.

A Natureza faz-nos pequenos, desperta-nos no tempo que corre e não devemos perder. São sinais que surgem quando o tempo refresca e o Sol vai ficando mais carinhoso.

Frente às camélias, repara-se no frondoso azevinho com cinco metros, que chama a atenção para as primeiras bolinhas vermelhas que irão para a mesa de Natal.


Do outro lado, a laranjeira dá sinais de não querer ficar para trás e mostra a sua fruta colorida, a caminho de ficar bem madura logo que o frio aperte mais um pouco.


Talvez seja uma questão de sorte. Talvez a Natureza passe por aqui como passa por todo o lado, talvez tenhamos culpa por este conjunto de manifestações silenciosas.

Para nós, interpretamos como um aviso de que o Natal vem aí, está quase à porta sem nos termos apercebido ainda da rapidez com que o tempo passa. 

Como é bom a Natureza nos dar estes sinais. Que maravilhosas ofertas.

São despertadores das nossas vidas e dos dias que se aproximam.









domingo, 8 de novembro de 2015

DOMINGO, DIA PARA DESCANSAR...

Dia de Sol aberto, manhã cedo, vi-a estendendo o "tapete" onde qualquer coisa havia de aparecer para lhe satisfazer os desejos mais íntimos de um apetite devorador.

Poucos minutos depois, lá foi correndo com quantas pernas tinha para um intruso que, pisando o tapete, lhe garantiu um opíparo repasto, barato, sem IVA.

Apreciei-a enquanto ela comia a refeição matinal, invejando-a pelas várias patas disponíveis, onde pelo menos duas apertavam a iguaria e outras duas a levavam à boca com tal etiqueta aristocrática que mais parecia estarmos perante uma aranha rainha.

Momento de degustação 

Fiquei invejoso. Imensa inveja dela. Quantas vezes queremos abraçar algo de que gostamos muito e na manifestação de afecto estamos limitados a dois braços...

Depois, seguiu-se o momento de repouso, melhor dizendo, dia de descanso no ambiente de trabalho, entre flores. Ficou algumas horas, enquanto uma brisa leve a fazia oscilar.

Direito ao descanso depois de excelente trabalho

Entristeci, pensei em crianças que passarão o Domingo caminhando de um lado para outro num centro comercial em vez de passearem livres entre flores num belo parque.

Crianças e adultos vítimas de teias tão diversas, inequivocamente anti-sociais, a que urge pôr cobro. Vítimas da ambição pelo lucro, da maldade que é a discriminação social.

Deixo que a aranha passe o dia calmamente entre duas escalónias, sem coragem para lhe pedir o pagamento da estadia...numa área privada...

por ser Domingo e porque até aranha tem direito a descansar na Natureza.

Um Bom Domingo para todos. 



Adenda: 

Ao meio dia, como pode ver-se, já estava a almoçar.






sexta-feira, 6 de novembro de 2015

SINTRA, VALORIZAR A "MOTELARIA" EM DESTINO TURÍSTICO

Num concelho com a extensão do de Sintra, certamente que os mais altos responsáveis estarão sempre preocupados com a visão aristocrática dos que entendem ser a Vila o umbigo onde as almas finas se deleitam, curvadas mas libertas de incómodos.

Uma das visões mais carentes de acompanhamento prende-se com a perspectiva da - veja-se isso num destino turístico...- hotelaria em Sintra não ser muito recomendável, que haja "alguns" visitantes sim mas que vão dormir a Lisboa ou a Cascais...

Sabe-se lá até que ponto a visão aristocrática teve influência. 

Talvez para gostos aristocráticos, nos últimos anos, em vez de soluções com hotelaria de nível internacional (as dificuldades inventadas na Quinta de Santa Teresa são exemplo) foram sendo licenciados vários Motéis na cintura de Sintra. 

São conhecidos sete ou oito, com nomes interessantes, todos fazendo concorrência, o que poderá reflectir em crise concorrencial, pelo menos assim deixando entender. 

Que pensar se não em crise, quando numa via movimentadíssima, um desses motéis se terá visto obrigado a colocar cartazes de um e outro lado, em que a oferta, para obter receita, já começa a fraccionar o tempo de descanso? Quase só para uma sesta...


Aqui está pois uma alternativa, simpática até, que responderá aos fluxos turísticos sem necessidade de se deslocarem aos concelhos limítrofes, com reflexos na economia.

No caso presente, ainda por cima com uma fabulosa vista sobre a Serra de Sintra, onde se destacam a Pena, a estátua do Gigante e a Cruz Alta. 

Agora digam as elites aristocráticas que também não querem a Motelaria...


quinta-feira, 5 de novembro de 2015

SINTRA, PARQUES DE SINTRA sem BILHETE "HAPPY HOUR"

Manhã cedo, ao gosto de quem não quer estar na cama mas aproveitar a vida, lá estava em frente à casota/bilheteira para adquirir o bilhetes de acesso ao Palácio da Pena.



Visita frequente, quase sempre às Segundas (desta vez à Terça, devido à chuva da véspera) subindo a Calçada da Pena desde S.Pedro, fresca e calma àquela hora.

Mantendo a Parques de Sintra a decisão de dividir os donos (todos este Povo) entre Residentes e Não Residentes em Sintra, visita só em dias que se pague.


Tarifário em vigor. Em cima, à direita, a divisão entre portugueses

D. Fernando II, que diria Ele hoje, das restrições culturais ao seu Povo?

A que se acrescenta o estranho conceito de Cultura (com louvores cúmplices...) em que os jovens (deste Povo), entre os 6 e os 17 anos, só a ela acedem se pagarem entrada. 

E se há, algures por aí, quem defenda tais selecções, enquanto se fazem criticas - e muito bem - a Cavaco Silva por dividir os portugueses na valorização de votos eleitorais...

Bilhete "Happy hour" ou "O desaparecido"

Quando em tempos neste blogue foram criticados os elevados preços praticados, não surgiram, pela empresa, quaisquer esclarecimentos que apoiassem a prática.

À margem dela, alguém por aí, qual mensageiro, prestou-se ao serviço, obviamente gratuito, de enfaticamente invocar os descontos pela utilização do bilhete "Happy Hour". 

Se consultarmos o site da Parques de Sintra (basta clicar aqui)  lá consta - sem restrições - esse "Desconto", mas pelo que foi dito na casota/bilheteira, "só no Verão".

Temos, pois, o site com deficiente informação e uma falha no complemento.

Pequena história 

Fomos os primeiros a chegar, posicionando-nos na primeira casota/bilheteira junto ao portão da entrada principal. Fomos apreciando a vida local. Outras pessoas chegando.

Uma senhora, um senhor, com pequenas caixas (gavetas?) para as casotas/bilheteira, um vai e vem, senhora entra, senhora sai. Mais visitantes em fila, agora em duas filas.

Abre a casota/bilheteira de baixo...aguardam os da fila de cima (os primeiros a chegar) que a casota/bilheteira também abra...a senhora não estava...surge a correr. Enfim...

Entra e sai...gaveta debaixo do braço, pergunta-se "então não abre?", "Não, recebi ordens superiores" e virou as costas, jovem, ar mal disposto...e abalou. 

Quem estava na fila olhava...metiam-se na fila do lado? Sem respeito pelos outros?

Valeu (no meu caso) a elegância de Senhor Japonês que estava do outro lado.

Da Parques de Sintra ninguém, ao menos, pediu desculpa.