terça-feira, 30 de junho de 2015

SINTRA, PCP PROPÕE CRIAÇÃO DE FREGUESIAS

No passado dia 22 deste mês, a Assembleia Municipal de Sintra decidiu emitir Parecer favorável a vários Projectos de Lei da iniciativa do Grupo Parlamentar do PCP, tendentes à criação de 7 (sete) freguesias em Sintra, facto digno de registo.
Em termos práticos, é a recuperação do quadro anterior, com uma omissão que preocupa: - No vasto leque de propostas - agora tardias e em final de Legislatura - não se envolvem as antigas freguesias metidas na dita União de Freguesias de Sintra.

Embora durante esta legislatura (ou mandato autárquico) poucas acções se conheçam no âmbito da UFS, não se podem olvidar os vários problemas que atingem a sua população, suficientemente justificativos de se (re)ponderarem as anteriores freguesias.

Por isso, é de prever que o PCP apresente em breve Projectos específicos, já que nenhuma das freguesias agora em (re)criação passou com tanta gravidade pelo negativismo resultante da Lei que extinguiu S. Pedro, S. Martinho e Santa Maria.

De facto, o território mastodôntico que se juntou numa União de Freguesias, realçou as incapacidades dos anteriores (e agora mesmos) autarcas, tornando os residentes mais vítimas, com novos problemas a acrescentar àqueles que já tinham.


Espelho que espelha...há quantos meses assim?

A tão frequente imagem de falta de higiene e manutenção do espaço público

Daí que, face à gravidade da forma como se vive na dita UFS, se admita não ter existido indiferença do PCP, antes a perspectiva de uma proposta mais completa.

Esperemos que, antes das eleições, surja um projecto adequado à realidade das áreas das antigas freguesias, nomeadamente a reformulação do território rural e urbano externo ao burgo de S. Pedro, justificativo de estrutura própria mais adequada.

Aguardemos, já que estamos em clima pré-eleitoral...

Votar para a criação de freguesias depois do voto pela extinção

Ao que julgamos saber (não estivemos presente na Sessão de AM), autarcas que estiveram na primeira linha de apoio à Lei da Extinção de Freguesias votaram agora a favor das propostas para a criação de Freguesias...

Risco de lucubrações oportunistas

O surgir da iniciativa do Grupo Parlamentar do PCP, através da Comissão da AR respectiva, justificará um esclarecimento público sobre a ausência de um proposta que envolva a União de Freguesias de Sintra. 

Isto para que, sob risco de má e injusta interpretação da aparente omissão...

os responsáveis pela situação em que se vive na União de Freguesias de Sintra não venham a ter lucubrações de que a ausência de Projectos para a sua Área se deve a uma gestão correcta, merecedora do maior crédito por parte do PCP. 

Separar as águas exigirá, certamente, a devida clarificação.

É os que munícipes e residentes podem esperar.


segunda-feira, 29 de junho de 2015

SINTRA: DIA DO MUNICÍPIO COM "RETALHOS" DE ESPERANÇA

Nas tradicionais comemorações do Dia do Município, houve momentos de muito agrado nos Paços do Concelho, com a Banda da Sociedade Filarmónica União Assaforense, o içar das bandeiras e a intervenção do Presidente da Câmara.

Cerimónia do içar das Bandeiras 

Como habitualmente, desde que é Presidente, Basílio Horta cumprimentou todos os elementos da Banda, representantes de organizações populares, autarcas e autoridades, bem como a maior parte do público que assistiu à cerimónia.

Período de cumprimentos

Antes da cerimónia, foi assinado um Protocolo com a Banca sobre a Tratolixo, empresa detida pela AMTRES - Associação de Municípios de Cascais, Mafra, Oeiras e Sintra.

Ficou a saber-se do elevado custo com o tratamento dos resíduos urbanos (58 euros por tonelada) o que exigirá medidas para a sua redução. 

Passamos, com o discurso, a saber de compromissos futuros dos munícipes.

Os investimentos feitos na Tratolixo são superiores a 170 milhões de euros, cabendo a Sintra cerca de 70 milhões, sendo a dívida renegociada com um plano de amortização a 30 anos e juros de 1,25%. Será observado um período de carência de 10 anos.

Pela história da Tratolixo, poderemos considerar que, pelo menos parte dos investimentos, corresponderão a dívidas, porque foram aplicados em despesas correntes.

Em 10 de Janeiro de 2013, a Tratolixo pediu ao Tribunal de Comércio de Lisboa um Plano Especial de Revitalização (PER) antes que "algum credor pedisse a insolvência".  

Também se soube que, amanhã, será liquidada a dívida herdada do anterior Executivo Municipal ligada com o Pólis do Cacém (28 milhões de euros).

Quanto ao desemprego, apesar de ligeira baixa, o optimismo não foi tão expresso.

Uma coisa é certa: os munícipes - aqueles que cá pagam os seus impostos - beneficiaram do alargamento do prazo para pagamento de uma dívida que terão de pagar.

Neste cenário, em que o pagamento é retalhado para quem cá esteja nos próximos 40 anos, será exigível uma gestão rigorosa dos dinheiros públicos e investimentos.

Em tese, para prevenirmos o futuro, é bom termos os pés bem assentes na terra, em vez de os termos maiores do que a medida dos sapatos.

O que hoje disse o Presidente da Câmara é um sério aviso a aventuras. 



sábado, 27 de junho de 2015

SINTRA, UMA BOA NOTÍCIA...UMA MÁ IMAGEM

Ao longo do tempo, por várias vezes, chamámos a atenção para a anormalidade que era a existência de contentores de lixo junto à Igreja de S. Martinho, no centro da Vila.

Notámos que era em pleno Centro Histórico, ainda por cima onde os visitantes (que devemos considerar e saber receber) aguardam pelo transporte para a Serra. 

Hoje, podemos dar - com satisfação - a notícia de que não há contentores nem lixo acumulado no local, facto que merece destaque e deve ser saudado. 

Mas...

Esperemos que não tenha sido para dar lugar ao que a nova imagem oferece:

Já sem contentores

Certamente, a exemplo do que tem sido colocado noutros locais, poderão ser colocadas protecções que previnam imagens de outro tipo: não de lixo comum mas de carros.

A menos que carros no Centro Histórico acabe por ser um gosto obsessivo.

No caso, anteontem, os utentes de transportes tinham de esperar em plena via. 


quinta-feira, 25 de junho de 2015

SINTRA: PROBLEMA DE TRÂNSITO QUE EXIGE SER CORRIGIDO

Entrar e sair da Abrunheira - aldeia incluída na matriz da Vila de Sintra - é, praticamente, pelo entroncamento da Rua do Movimento das Forças Armadas com a EN 249-4. 

Há uns anos, quando na Junta estava o mesmo autarca que depois se ajustou à sua extinção, era mostrado - com entusiasmo - o projecto que resolveria o trânsito no local. 

Entrada da Abrunheira antes da "solução" encontrada para o trânsito (cerca de 30x40 mts)

Claro que, quem conhecia o que lá se passava, apresentou sérias reservas ao projecto saído do relacionamento institucional com o Departamento de Obras Municipais.

Assim ficou a obra nova, sem uma única solução até para transportes públicos

Sugeriu-se uma rotunda, que ajudaria à operacionalidade dos transportes públicos, mas dinamizaram-se estacionamentos, praticamente para apoio logístico a uma padaria existente no local, solução que ajudou a maior concentração de viaturas...

"Cargas e Descargas" têm espaço reservado...quase sempre ocupado por viaturas cujos ocupantes - não os levando até ao balcão da padaria - os estacionam sem respeito.

Da própria sinaléctica...nem as autoridades se terão apercebido da sua existência.


Só problemas de visão ou desrespeito "contribuirão" para estacionamento no local

Na altura - há sempre uma altura - dizia um responsável que faltava espaço para uma rotunda e só com cedência por parte de um stand de automóveis seria possível.

Câmara gastou milhares de euros...para complicar

A partir de tão estranha obra, que até entusiasmava o autarca da anterior freguesia extinta, tudo se complicou no local com frequentes contornos de loucura rodoviária.

Apenas daremos dois exemplos da nova (desajustada) solução, que acabou por concentrar mais viaturas no local, com agravamento nas entradas e saídas.



Rotunda feita na Av. Pedro Álvares Cabral

Vejamos como era o entroncamento da Av. Pedro Álvares Cabral (liga Albarraque à Rotunda do Autódromo) com a Rua Pé do Mouro (dá acesso aos armazéns LIDL). 

Praticamente com 30x30 metros, neste espaço fez-se uma rotunda 

Num espaço mais pequeno a Câmara resolveu com uma rotunda o grave problema que existia no local, agora até com a paragem para transportes públicos.

Curiosamente, o cubo até ostenta as letras LIDL

Não sendo crível que o Departamento de Obras da CMS tenha dois pesos e duas medidas, admitimos que tenham acabados os condicionalismos aplicados na Abrunheira.

Dessa forma, apela-se a que os serviços municipais responsáveis e a sua Vereação, sejam sensíveis a que a entrada na Abrunheira seja definitivamente resolvida.

Para facilitar entradas e saídas e adequar as paragens de transportes públicos.


domingo, 14 de junho de 2015

SINTRA: PLANO DE PORMENOR DA ABRUNHEIRA E "LOGÍSTICA"

É bom definir bem as palavras...

Aquando da Discussão Pública, no PPAN (Plano de Pormenor da Abrunheira-Norte), constavam diversos edifícios, alguns com 9 metros de fachada e que ocupariam uma área próxima dos 26.136 m2, cuja utilização apenas referia "Serviços/Logística".

Ao mesmo tempo, pelo que era e é dito pelo Presidente da Câmara, uma das suas preocupações prende-se com a concretização de mais postos de trabalho.

Ora, a propósito de Logística, para não sermos apanhados de surpresa, mostramos dois exemplos da dita, recentemente visíveis em Sintra e que obrigam a meditar.

Porque agora, com qualquer plano, o mais fácil é referir "Logística", silenciando quem quer saber e beneficiando da indefinição concreta do que será feito.

Clique por favor

Robô não desconta para o Fundo das Reformas

Como se poderá apreciar pelo vídeo acima, o incansável robô não tem unhas a medir para substituir os trabalhadores que, antes, existiam no local. 

Um posto de trabalho que eliminou alguns outros, com a particularidade de não pagar IRS, TSU e, provavelmente, estar isento de derrama e de IMI. Logística de ponta...

Temos outro exemplo:

Toda a gente perguntava sobre o que seria isto. Um "lego" dizia António Bento, autor da foto

Outra perspectiva do mesmo "lego"

Resultado final: Exemplar de rara "beleza", saudável, sem correntes de ar, robotizado  

Quais os pressupostos da aprovação deste monstro? 

"Emprego" para robô?  

A menos de 100 metros da área do PPAN, foi construída há meses esta beleza arquitectónica, que a Câmara talvez tenha aprovado na convicção de que seriam criados mais uns tantos postos de trabalho.

Robô não tem desemprego. Não entra nas estatísticas de postos de trabalho.

Consta que lá dentro tudo é robotizado, que os robôs não precisam de janelas, que não fumam, não têm vícios e, nem pagam IMI nem IRS. Tudo Logística limpa...

Estamos em crer que não é esta a filosofia do Presidente da Câmara para se alcançarem mais postos de trabalho. Que suporte teve esta construção para ser aprovada?

Portanto, meditemos. Que Logística prevê a SONAE nos edifícios do PPAN?

Claro que se exige a definição clara e rigorosa das ocupações e utilização dos edifícios que venham a ser licenciados na área do Plano. 

À cautela...


quinta-feira, 11 de junho de 2015

SINTRA: POMBAL QUE A CÂMARA ALIMENTA...

Já por aqui mostrámos, mas nada.

Voltamos a falar do Parque da Liberdade e do lago onde há aves "residentes".

Em tempos, sugerimos que uma simples rede sobre a zona do lago acabaria com a permanência no local de dezenas de pombos que, calmamente, apenas esperam.

E sujam. E constituem-se visitantes pouco higiénicos do local.

E contribuem para o perigo de transferir para pessoas algumas doenças de aves.

E tantas crianças por ali vemos a espreitar as aves...

Nada foi resolvido. Uma resposta alegava os custos...que custos seriam...

Assim, a Câmara, graças a Serviços pouco amigos do ambiente, da higiene pública, da limpeza do local, para não gastar uns tostões, dá milho aos pombos.  

Destaque-se a estrutura camarária que contribui para imagens como as que seguem:

O milho para os patos e gansos é rapidamente comido pelo pombos

 

Se isso não bastasse, a própria água do lago, muitas vezes, apresenta um aspecto muito pouco ajustado à limpeza, o que não prestigia os responsáveis.

Tenhamos em conta que, neste sítio específico do Parque, as crianças concentram-se a apreciar as aves, ficando sujeitas à transmissão de doenças das aves. 

Se não estivermos enganados, esta situação - por parte da Câmara -  é inadmissível, talvez se justificando por menos sensibilidade dos responsáveis, ou ausência de lá irem.

Sintra não pode contemporizar com isto! 

E já vamos quase a meio do actual mandato camarário...


SINTRA: "PUZZLE" DE HORÁRIOS E DEFESA DOS UTENTES

"Puzzle" do horário saltitão na linha de Sintra

Com a entrada em vigor no próximo dia 14, a CP consegue criar uma imensa confusão na oferta de transportes ferroviários em Sintra, um serviço que em qualquer parte da Europa, sendo mais urbano que Suburbano, exige prestações frequentes e regulares. 

Aliás, apenas para lembrar aos responsáveis que não se terão apercebido disso, a Linha de Cascais é igualmente Suburbana...mas lá não se passa o mesmo que em Sintra. Há um Horário, está afixado, todos os utentes sabem - em rigor - que comboio apanhar.


Horário dos comboios da CP na linha de Cascais. Qual a semelhança com o da Linha de Sintra? 

Na Linha de Cascais, o Horário sem saltinhos indica as 69 circulações entre Cascais e Cais do Sodré e outras tantas em sentido inverso. Mais 33 entre Oeiras e Cais do Sodré e as 33 de regresso. Comboios semi-directos ajudam a reduzir o tempo da viagem. 

Horário da Linha de Sintra

Vejamos, por curiosidade, o Horário que ainda vigorará até ao próximo dia 13, no qual havia uma certa regularidade nos horários ao longo do dia:

Horário de Dezembro de 2014 e condicionalismos da altura

Exceptuando as partidas do Rossio ao minuto 53 (a última é às 19,53) todas garantem aos utentes transporte directo dentro do período laboral normal. Mas agora, como é?

Basta olhar para as inscrições dentro dos coloridos para se notarem as diferenças:

Horário de 14 de Junho de 2015 e os condicionalismos futuros das circulações

Com o novo horário, quem viajar do Rossio para estações entre Cacém e Sintra ficará bem pior, pelo que é uma ilusão olhar-se para o todo sem ler as restrições.

A defesa dos utentes

No quadro apresentado, se o problema atingisse certas áreas do território com pendor para captação de votos nas eleições que se aproximam, a curto ou média prazo veríamos o empenho militante para defesa das massas. Mas Sintra está fora do L123.

Em Sintra e Cascais, há quem trabalhe em Lisboa e quem de Lisboa vá trabalhar. Além disso, são destinos turísticos de excelência que a CP não pode desconhecer.

Em tese, a Câmara Municipal de Sintra terá de exigir transportes ferroviários adequados à população de Sintra que fica de fora da Coroa, tal como se garante em Cascais.

Espera-se que a Câmara seja a efectiva defensora dos utentes de toda a linha de Sintra.



(*) - Lá por fora, onde a CP provavelmente não precisa de ir buscar ensinamentos, os caminhos de ferro têm horários coordenados com toda uma rede rodoviária, garantindo mais rápidas ligações para se atingir o destino.

Por cá, nem isso se verifica, nem tal preocupação se nota, verificando-se - quantas vezes - que viaturas de transporte rodoviário até abalam no exacto momento em que os comboios entram nas estações. 


quarta-feira, 10 de junho de 2015

SINTRA: CP "INVENTA" PUZZLE COM NOVOS HORÁRIOS...

Coisas do arco da velha. Talvez sejamos nós a estar enganados. Ou será que o aproximar de festejos populares ajuda à distracção dos responsáveis?

Isto porque não são notadas reacções ao verdadeiro puzzle que, a partir de 14 deste mês, fará parte do entretenimento dos viajantes de comboio na Linha de Sintra.

Um olhar rápido sobre a grelha até nos dá ilusões. Justamente, mais cómodas ligações para estações no trajecto de Oriente, Alverca ou Azambuja. 

Até parece que o mesmo se passa nas ligações de e para o Rossio. Será assim?

Tal como nos contratos se devem ler as letrinhas mais pequenas, no caso do horário agora estabelecido pela CP devemos ler os quadros coloridos que estão em baixo.




Se estivermos atentos e verificarmos os horários das primeiras e últimas partidas constantes dos quadros coloridos, o entusiasmo é capaz de esfriar.

Em termos práticos, as ligações directas entre Sintra e Rossio passam a ser de meia em meia hora, quando actualmente são de 15 em 15 minutos. 

Claro que a CP, pelo meio, arranjou uns comboios que vão depositando os passageiros pelas estações ao longo do percurso, fomentando transbordos e exercício físico.

Aliás, pelo horário, nota-se um pormenor riquíssimo: De Sintra, aos 50 minutos, um único comboio partirá de manhã (às 5,50 h), talvez por algum interesse especial.

Outro pormenor também a apreciar: Do Rossio, aos 31 minutos, também apenas um comboio irá servir os sintrenses, circulará apenas entre as 20,31 h. e 00,31h.!

O mérito da confusão

Onde terá a CP ido buscar esta verdadeira inovação em termos de caminhos de ferro? Não foi, certamente, a países que dedicam muita atenção a esse transporte preferencial.

Claro que estes novos horários têm méritos que não podemos olvidar: a confusão criada aos utentes terá êxito garantido. O desconforto passa a estar incluído no preço. 

Esquecem-se que, para os sintrenses, o comboio é quase o único meio de acesso à capital...a menos que os utentes se vejam obrigados a recorrer à viatura privada.

Pergunta final

Terá sido o projecto destes novos horários que esteve na base da reunião entre membros do Executivo da Câmara Municipal de Sintra e a CP? Mereceu acordo?

Estamos em crer que não seriam estes os pressupostos, convictos de que, além de tudo, trata-se de um serviço público de transportes para a segundo mais importante concelho do País e integrado na Área Metropolitana de Lisboa.

Aguardemos os próximos capítulos.


segunda-feira, 8 de junho de 2015

SINTRA: POSTO DE TURISMO NA ESTAÇÃO DA CP?

O problema já por aqui foi abordado, mas agora em que o grande fluxo de turistas se vai sentir mais, a situação descrita não pode manter-se. 

Imagine-se que chega a Sintra de comboio. A partir de 14 de Junho com a probabilidade de transbordos nalgumas estações, descendo e subindo para mudar de plataforma.

Chega a Sintra pelas 12,30 horas e o que deveria ser um Posto de Turismo operacional, onde passam - segundo dizem - mais de um milhão de pessoas por ano, está fechado.

Letras em cor pink, avisam: - "Todos os dias:"- "Every Day from:" - "10:00h-18:00h". Mas o que está escrito a pink, omite que está fechado - no mínimo - das 12,15h às 14,30h.


Ao lado, confundindo os visitantes, um cartaz indica dois postos de informação turística (um em cada ponta), obrigando à deslocação ao Centro Histórico. 


A foto acima, obtida no passado dia 28 de Maio, às 13:06h, espelha a desolação que se apossou dos turistas acabado de chegar a um destino com auréola de Lord Byron...

De súbito, serão envolvidos por um número indeterminado de vendedores de programas, nenhum deles credenciado, que por ali se encostam entre as chegadas.

Para um destino turístico de excelência a imagem de romantismo não está má

Felizmente, ainda existem funcionários da bilheteira da CP que estão sempre disponíveis para ajudar os visitantes, prestando-lhes as mais variadas informações. 

Uma má herança para o Turismo de Sintra

A actual situação resulta do Protocolo que o anterior Presidente camarário estabeleceu em 2009 com a Associação Turismo de Lisboa, uma parceria que contaria com as contrapartidas anuais do Casino Estoril para financiamento de actividades de promoção.

No acto, o antigo Presidente destacaria a "necessidade de um plano estratégico do turismo que deve ser associado com a ATL, para que a qualidade da oferta de Sintra (hoteleira e cultural) seja cada vez mais rica". Seis anos depois, vê-se... 

Depois do Protocolo, os funcionários da Câmara que, com competência, atendiam os turistas nos Postos da Vila e da Estação da CP, cederam as suas funções à nova entidade que, com pessoas de fora, iria divulgar a "capital do Romantismo".

O resultado está à vista, e a Câmara não o pode desconhecer.

A Câmara precisa de o resolver, para bem do Turismo de Sintra.


domingo, 7 de junho de 2015

SINTRA: FLORES NO CRUZEIRO DE SANTA EUFÉMIA

Em Santa Eufémia é sempre maravilhosa a paisagem que podemos ter (*).

Cruzeiro de grandes dimensões que domina a paisagem

No entanto, hoje julgamos ser de prestar uma homenagem. Junto ao Cruzeiro, pessoa anónima coloca frequentemente flores, gesto muito nobre que deve ser destacado.




Quem coloca estas flores fá-lo tão discretamente, tão longe de se mostrar, que vemos flores viçosas sem nos apercebermos de alguém por perto.

São pessoas assim que merecem a nossa admiração e, quem quer que seja, receba o meu agradecimento pelo gesto e pelo exemplo. Pela forma tão discreta como procede.

Que bela missão desempenha esta Pessoa, com P grande.

Obrigado.



(*) - Excepto ver o Palácio Nacional da Pena, praticamente tapado por um enorme eucalipto que vai crescendo e o tapa cada vez mais. Há anos que tem havido pedidos para o corte de ramagens (pelo menos). Promessa de sim. Nada feito nesse sentido.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

SINTRA: PARQUE DAS MERENDAS, 10 ANOS DEPOIS


Perfazem-se hoje 10 anos sobre a (re)inauguração do Parque das Merendas/Mata Municipal, um tão belo espaço mas pouco divulgado para ser visitado.

Em pleno Centro Histórico de Sintra, fácil de se chegar mas tão longe de ser lembrado, nele se podem passar indispensáveis convívios familiares ou silenciosas meditações.

Às 11,52 horas do dia 5 de Junho de 2005 a Vereadora Guadalupe Gonçalves, ao lado do Presidente da Junta de S. Martinho, Adriano Filipe, fazia a sua intervenção.


Seguiu-se a festa popular, muitos visitantes, alegria de todos pela reabertura de um espaço público que esteve fechado ao público durante seis anos. 

As folhas e outros resíduos acumulados durante anos atingiram - nalguns casos - a altura das mesas do parque. Foi uma equipa de muitos trabalhadores esforçados, sob orientação do Eng. Infante, que fez o Parque voltar à sua função de nos receber.  


Apesar de muitas insistências da nossa parte para que o Parque esteja devidamente assinalado no Centro Histórico, não tem merecido muita atenção. 

Aqui se recomenda que nas visitas a Sintra não deixe de passear na Mata Municipal (a entrada é gratuita) pois a Câmara Municipal terá todo o gosto em que o faça. 

No Centro Histórico suba a Rua das Padarias ou junto à Fonte da Pipa

Estão garantidos momentos bem passados, convivendo também com a natureza.

Uma merenda, um livro, um termo com café ou chá, serão o complemento da passagem deliciosa por um espaço com a música do canto de aves à sua volta. 



quarta-feira, 3 de junho de 2015

SINTRA: AINDA A DEVASSA DO ADRO DE SANTA EUFÉMIA

Interior da Ermida de Santa Eufémia em 1.5.2006

Esperamos que a agressão ambiental feita em Santa Eufémia não venha a justificar mais elementos face a pseudo desmentidos subtis e de português confuso.

Temos dois privilégios: 1) conhecemos o local há dezenas de anos e não por lá ir para umas sardinhadas no pão. 2) não estamos enfeudados a nada nem a ninguém.

Fosse vivo o saudoso Padre Lencastre e isto não se teria passado em Santa Eufémia.

Até 2009, NÃO existia qualquer ligação para viaturas entre o Adro da Ermida de Santa Eufémia e a Pousada Florestal, depois dedicada à Juventude.

 um caminho pedonal, típico de serra, com fortes raízes de árvores que a chuva esventrava e serviam de degraus, nos deixava chegar ao pé do muro lá em baixo.

Acesso ao Adro era impedido


Entre estes dois pilares existia uma corrente (com placa ao meio) proibindo a entrada de carros

Desenterrámos parcialmente o pilarete para mostrar a argola

Antes de se chegar ao Adro (Santuário não será o mais correcto) uma corrente de lado a lado impedia a entrada. Os carros invertiam a marcha no pequeno largo existente, voltando a descer-se a Rua de Santa Eufémia.

Neste pequeno largo se fazia a inversão da marcha...voltando a descer

Era esta a maravilha de uma área protegida, inserida no Parque Natural. 

Como se fazia o acesso à Pousada

O acesso de carros à Pousada fazia-se pelo caminho de baixo (dois sentidos). A partir de 28 de Junho de 1995 passou a chamar-se de Rua Miguel Torga (tão desadequada ao prestígio do médico e poeta) embora não existissem lá casas ou residentes.

A R. Miguel Torga inicia-se em frente a uma das antigas casas dos guardas florestais.  

Em 2009, para circulação de viaturas até ao largo da Pousada (tem um portão de acesso à Parques de Sintra - Monte da Lua) foi rasgada - e betonizada - uma via, com sinais de trânsito sem aprovação oficial, deduzindo-se que a CM de Sintra foi alheia.


Como se pode ver, os sinais não estão legalizados nem registados pela CMSintra

O que foi feito, parece mais configurar uma arrogância de poder, já que na Rua Miguel Torga havia duas soluções possíveis: ligeiro alargamento em certas zonas ou colocação de sinais luminosos com aberturas alternadas.  

A cada vez maior devassa do Adro 

A partir da abertura da referida via, pavimentada a betão (estranha-se a compreensão militante pela impermeabilização do solo e cortes verificados) é verdadeiramente chocante o número de viaturas que atravessam o Adro para aceder à PS-ML. 


Um "natural" e contínuo atravessamento do Adro

Certamente haverá quem goste. Haverá quem goste (saberá porquê) de se mostrar na defesa militante dos responsáveis por tão graves alterações. 

Insiste-se num ponto: - O único (e mau) caminho pré existente era-o apenas pedonal.

Pela nossa parte, pouco adeptos de servis adulterações, julgamos ter encerrado esta parte da história, sem a pretensão de sermos pseudo-historiadores. 


Nota, em tempo:



Pelo que é agora visível, começaram as obras de recuperação das edificações cobertas. Finalmente, depois de três anos com a responsabilidade oficial, era tempo.

O que será feito aos edifícios destelhados? Aguardemos um porta-voz.







segunda-feira, 1 de junho de 2015

SINTRA: ELÉCTRICO, MOTOR DINAMIZADOR DA ARU...

A pretexto da reabilitação, a Câmara Municipal de Sintra tomou a opção de alargar a área de intervenção até mais longe do que é conhecido por Centro Histórico.

Tenhamos em conta que uma coisa é a Área de Reabilitação Urbana (que deveria ser em todo o concelho) e outra bem diferente que é o Centro Histórico.

O alargamento poderá atenuar os efeitos da cápsula onde se defendem as castas, mesmo correndo o riscos de outras tentarem encapsular-se a reboque do alargamento.

Mesmo assim, alargar-se a umas franjas não incomoda, pelo menos para que o orgulho de se viver em casas bem apresentadas seja mais pertinente.

Eléctrico Histórico indispensável ao Projecto

Há muito tempo (sinal dos tempos...) que não surgem críticas ferozes à única pedonal sintrense - direito adquirido pelos peões - por sinal bem longe do Centro Histórico.

Diga-se que, com a graça (para desgraça) de defensores dos automóveis e seus fumos poluentes, a pedonal da Heliodoro Salgado continua livre para receber o Eléctrico.

Não faz sentido que a oferta turística do Eléctrico esteja reduzida praticamente a três dias por semana, com custos de exploração permanentes...mesmo sem funcionar.

A mais vulgar imagem que lembra o Eléctrico, quatro dias por semana

Agravando a situação, não é fácil aos visitantes caminharem até ao actual terminal do Eléctrico, onde os atractivos turísticos nessa zona de Sintra se resumem ao MU.SA.

Torna-se assim, em nossa opinião, indispensável que o Eléctrico chegue - numa primeira fase - à estação da CP, passando a efectuar circulações diárias.

O Eléctrico constituirá uma relevante mais valia para a vida e comércio local.

Novos canais turísticos descentralizadores

Os efeitos na vida local e na economia não se resolvem apenas com a reabilitação prevista para a zona, mas com medidas que levem mais pessoas a interessarem-se.  

Para os visitantes chegados a Sintra, o Eléctrico junto à estação ajudará a uma nova dinâmica dos fluxos turísticos, actualmente quase restringidos ao Centro Histórico.

A partir daí, mais no Verão ou no Inverno, muitas pessoas desejarão ver o mar,  em passeio, aproveitando os estabelecimentos locais e de restauração.

A viagem de Eléctrico tem incentivos e características entusiasmantes, com a particularidade de servir o turismo e as deslocações dos residentes no seu trajecto.

Estamos convencidos, mesmo não integrando o reduzido número de especialistas, que o Eléctrico de Sintra só precisa de novas linhas, novas extensões, para andar.

Impõe-se, isso sim, que deixe de estar recolhido...



Uma nova dinâmica turística passará, obrigatoriamente, pelo Eléctrico.

O Eléctrico Histórico representará o êxito do Projecto de Reabilitação.

Sintra merece disto...Sintra precisa disto.