quinta-feira, 30 de outubro de 2014

SINTRA: TRANSPORTES PÚBLICOS, UM PROBLEMA ANTIGO

A falta de condições de mobilidade em Sintra, com transportes públicos desajustados e piores para cá do Cacém, justificavam uma intervenção em Sessão de Câmara.

Como, por razões já esclarecidas, não foi possível intervir, aqui fica o texto: 

"Venho trazer um arrastado problema sintrense, cuja não solução se reflecte na qualidade de vida do concelho, dos seus moradores e dos que por cá trabalham e produzem:

- Os deficientes serviços de transportes públicos prestados pela principal
               transportadora rodoviária no concelho, a Scotturb. 

A Scotturb é uma transportadora rodoviária com sede em Cascais, sucessora, desde 2001, da Stagecoach. É notória a preferência dos serviços para a cobertura do concelho da sua Sede - onde pagará os seus impostos - efectuando cerca de 834 circulações em dias de semana.

Sintra não passa de uma extensão, onde efectua à volta de 534 circulações em dias de semana, número que inclui 59 (quase exclusivas para turistas) nos Circuitos da Pena e Palácios.

Notemos que os transportes rodoviários em Cascais fazem a cobertura quase total no território com 97 quilómetros quadrados, enquanto que num território parcial de Sintra a mesma empresa deveria garantir comunicações regulares em cerca de 200 quilómetros quadrados.

Como é possível que, em Cascais, a Scotturb faça em dias de semana à volta de 60,96% do total das suas carreiras e, em Sintra, com mais do dobro do território, os restantes 39,04% ?

Sintra torna-se apetecível com a receita da carreira 434 (Circuito da Pena) frequentemente reforçada no transporte de turistas -maioria estrangeiros - uns sentados e outros de pé, com garantidos encontrões Serra acima, desconforto desadequado à boa imagem do turismo de Sintra, sem preocupações públicas da empresa que contabiliza visitantes nas bilheteiras.


Carreira 434, estimativa por defeito de receita mensal: 40 circulações X 40 passageiros X 5€ X 30 dias = 240.000€

Depois, no resto das prestações que deveriam ser feitas em Sintra, nada é tão apetecível: quantas carreiras com intervalos de uma hora ou mais, pouca comodidade nos veículos, incumprimento de horários e elevados preços nos bilhetes.

Ao invés de Cascais, com carreiras até tarde, muitas das últimas carreiras partem de Sintra antes ou à volta das 20 horas. Veja-se: A última carreira 403, para Cascais via Cabo da Roca, parte de Sintra às 19,10. Como chegará a casa quem trabalhe no Cacém até às 19 horas?

São as alterações frequentes em carreiras e percursos, mudanças que passam a obrigar o gasto de mais bilhetes, como sucedeu com a carreira 467 que, com destino a Sintra, deixou de circular por S. Pedro e foi "desviada" para um trajecto pelo Cruzeiro, em Mem Martins! 

Ao contrário do que sucede em quase toda a Europa, em que as circulações rodoviárias se ajustam aos horários (ou chegadas) dos comboios, na Scotturb isso não existe, assistindo-se até à partida dos autocarros no momento exacto em que os comboios chegam às Estações.

A má cobertura do território sintrense leva à desistência de utilização dos transportes rodoviários que pouco têm de públicos, obrigando ao recurso à viatura privada.

Quanto paga a Câmara/Educa para passes de estudantes? Qual o grau de utilização?

Neste quadro, sabe-se que a estrutura Municipal, através da Câmara/Educa paga anualmente centenas de milhar de euros a título de transportes escolares. Será que a Câmara faz inquéritos à satisfação e utilização dos alunos, para avaliar os benefícios face ao investimento?

A política de bilhética e alterações sucessivas de horários

Em desigualdade com os que residem, trabalham ou estudam entre Cacém e Lisboa, os que estão na mesma situação para cá do Cacém não beneficiam dos Passes da Coroa de Lisboa.

No território para cá do Cacém a Scotturb actua quase isoladamente, merecendo um estudo técnico aprofundado sobre circulações, preços e variadas tabelas, só válidos para isto ou para aquilo, Cartão Recarregável com custo mínimo de 10€ e bilhetes de bordo com custo elevado.

Se isto não chegasse, os bilhetes não são de validade horária, pelo que nas ligações se torna necessário o pagamento de outro percurso. Por tal facto, uma simples viagem dos arredores de Sintra para a Vila pode custar 4,50 euros em cada sentido.

Tão pouco existem preços para idosos, pelo que o Cartão Recarregável (10€) é uma violência, pois a maior parte deles não usam viagens que esgotem o dinheiro gasto com o Cartão.

Esta política de preços, aliada a horários maus e nos quais as pessoas não confiam, faz com que as pessoas se afastem do transporte público, indo a pé, de carro ou de táxi.

Por outro lado, os horários são frequentemente alterados sem que se notem preocupações com os utentes. Acabam as escolas e o horário é alterado algumas vezes. Depois voltam as escolas e retomam-se os horários com alterações. Quem trabalha é vítima disto.

Perante a diversidade de problemas e necessidades dos utentes, a Câmara Municipal não tem dedicado muita atenção a estas preocupantes restrições à mobilidade que colocam em causa a qualidade da prestação de serviços de transporte, com reflexos na "carga" do IC19.

Nestas condições, apela-se à CMSintra, para a sua inequívoca intervenção para se solucionar um problema que afecta a mobilidade local, prejudica as condições económicas das famílias e se repercute em mais poluição por aumento de circulação de viaturas".

Fernando Castelo 


(Resumo Comparativo das Circulações feitas em Cascais e em Sintra)

DADOS REFERENTES AOS TERRITÓRIOS COBERTOS POR SERVIÇOS DA SCOTTURB
1.1 – Cascais:     97 Km2 
1.2 – SINTRA: +200 Km2 (EXCLUÍDAS AS FREGUESIAS COM OUTROS OPERADORES)

CARREIRAS EFECTUADAS (INCLUI DE IDA E VOLTA E “CIRCULARES”)
2.1   – CONCELHO DE CASCAIS
 2.1.1          – Dias de Semana: 834 circulações, sendo 344 em “CIRCULARES”
 2.1.2          – Sábados: 504 circulações, sendo 249 em “CIRCULARES”
 2.1.3          – Domingos e Feriados: 474 circulações, sendo 226 em “CIRCULARES”
 2.1.4         – Em Cascais há ainda – diariamente – 19 circulações não contabilizadas que fazem 
              circuitos da noite, aproximadamente entre as 20 e 24 horas.
2.2   – CONCELHO DE SINTRA
 2.2.1          – Dias de Semana: 534 circulações, sendo 80 em “CIRCULARES” (a)  e (b)
 2.2.2         – Sábados: 354 circulações, sendo 78 em “CIRCULARES”
 2.2.3          – Domingos e Feriados: 312 circulações, sendo 76 em “CIRCULARES”
2.3   – ENTRE OS DOIS CONCELHOS (POR DIA E NOS DOIS SENTIDOS)
 2.3.1          – CASCAIS/ESTORIL/CARCAVELOS/CACÉM/RIO DE MOURO/SINTRA
   2.3.1.1    – Dias de Semana: 261 circulações, sendo:
    (29 Cascais/Sintra, por Azóia)
    (36 Cascais/Sintra, por Linhó)
    (42 Estoril/Sintra, por Linhó)
    (38 Cascais/Rio de Mouro, por Manique de Cima e Abrunheira)
    (60 Estoril/Rio de Mouro, por Manique de Cima e Abrunheira)
    (56 Cacém/Carcavelos)
   2.3.1.2    – Sábados: 212 circulações, sendo:
    (28 Cascais/Sintra, por Azóia)
    (31 Cascais/Sintra por Linhó)
    (41 Estoril/Sintra, por Linhó)
    (24 Cascais/Rio de Mouro, por Manique de Cima e Abrunheira)
    (37 Estoril/Rio de Mouro, por Manique de Cima e Abrunheira)
    (51 Cacém/Carcavelos)
   2.3.1.3    – Domingos e Feriados: 199 circulações, sendo:
    (26 Cascais/Sintra por Azóia)
    (30 Cascais/Sintra, por Linhó
    (34 Estoril/Sintra, por Linhó)
    (24 Cascais/Rio de Mouro, por Manique de Cima e Abrunheira)
    (37 Cascais/Rio de Mouro, por Manique de Cima e Abrunheira)
    (48 Cacém/Carcavelos)

2.4   – OUTRAS CIRCULAÇÕES (POR DIA E NOS DOIS SENTIDOS)
 2.4.1          – OEIRAS/SINTRA (por Abrunheira e Mem Martins/Cruzeiro/Portela)
   2.4.1.1    – Dias de Semana: 44 circulações
   2.4.1.2    – Sábados: 25 circulações
   2.4.1.3    – Domingos e Feriados: 24 circulações
 2.4.2          – OEIRAS/RIO DE MOURO
   2.4.2.1    – Dias de Semana: 37 circulações
   2.4.2.2    – Sábados: 14 circulações
   2.4.2.3    – Domingos e Feriados: -------
Nota: Carreiras “CIRCULAR”, funcionam em redor de zonas urbanas e arredores de Cascais;
a)      – Em SINTRA, 59 percursos “CIRCULAR” que estão mais ao serviço do turismo 
          (Carreira 434, Circuito da Pena, 40 percursos) e (Carreira 435 Palácios, 19 percursos).
b)    - Muitas carreiras NÃO EFECTUAM PERCURSOS COMPLETOS. São pautas máximas. 
          Na realidade, embora nos Horários as Carreiras sejam indicadas, depois há informações a 
          limitar ou condicionar os trajectos.



terça-feira, 28 de outubro de 2014

SINTRA: SESSÕES PÚBLICAS DA CÂMARA E PARTICIPAÇÃO


Painel de Azulejos (removido em 9.4.1999) no Palácio de Valenças, local habitual das Sessões Públicas 

"Se pouco podes falar, pouco te irão escutar" Palavras de Diogo Palha, velho companheiro 

Há muitos anos, as inscrições para intervir nas Sessões Públicas de Câmara faziam-se no local, quantas vezes uma hora antes do seu início ou até com menos antecedência.

Com o advento da dita Dedicação, as inscrições passaram a ser no dia anterior, com indicação do tema, assim permitindo o conhecimento prévio do que iria ser dito, facto que contribuiu para que algumas inscrições ficassem pelo caminho...

Não foi suficiente. A desejada eficácia recomendou que as inscrições tenham de ser feitas até 2 dias antes. Ninguém pensará que para censura prévia, mas para uma melhor audição dos munícipes e ser possível a resposta adequada.

Em princípio, uma vez por mês...os munícipes serão ouvidos, preferindo ser escutados, nuns XX minutos repartidos pelo número de inscrições. Desse exemplo de abertura e incentivo à participação guardo momentos altos de anteriores Executivos...

Ao menos, fica a certeza dos assuntos chegarem ao conhecimento. 

Regras são regras

Esquecido das regras, falhei ao querer inscrever-me de véspera para a Sessão Pública de terça-feira dia 21. Cedinho, fiz o contacto e, amavelmente, foi-me dito: "Para amanhã não pode, as inscrições eram até sexta-feira, agora só para a próxima, dia 18".

Compareci na Sessão Pública - para a qual não consegui participar - onde esperava escutar intervenções dos felizes munícipes que se inscreveram. Apreciei os Autarcas disponíveis para escutar pessoas ou a Sessão não se chamaria de Pública.

A Sessão, essa, foi encerrada, sem que do público houvesse intervenção.

Sociedade sem problemas ou sem Incentivos à participação

A ausência de munícipes para exporem problemas não permite que se conclua pela inexistência de matéria. Há causas diversas, dificuldades logísticas como transporte ou estacionamento, local das Sessões praticamente num extremo do Concelho. 

Acresce que, num concelho tão extenso como Sintra, do Casal de Cambra ao Barrunchal ou de São João das Lampas a Cabra Figa, todos os dias podem surgir problemas, desde a limpeza urbana aos transportes, de âmbito social à habitação. 

Será que os habitantes, desiludidos com as promessas por cumprir, sem soluções, se adaptaram ao que não deviam ter, abdicando de melhores condições de vida?

Ou estamos perante o resultado de práticas desmobilizadoras, exigências e regras, onde o largo prazo a cumprir para uma inscrição em Sessão de Câmara servirá de exemplo?

Os riscos do Sintralismo e a próxima Sessão Pública da Câmara

Seria interessante que o Executivo Camarário promovesse uma discussão sobre os malefícios para o concelho decorrentes do Sintralismo. Isto é, em termos práticos, as vozes persuasivas surgem mais frequentemente por estarem próximas do burgo.

O Sintralismo recomendará cautelas, não pela superior qualidade, mas pelo exagero das exuberâncias. Uma coisa é amarmos e termos orgulho de por cá passarmos a vida, outra - mais perigosa - as saliências, desajustadas da igualdade entre sintrenses. 

Nesta perspectiva, a Câmara precisa de se aproximar das freguesias e zonas do concelho onde não há elites, abrindo-se às populações que se deslocam diariamente em sentido oposto aos Paços do Concelho e muitas vezes nunca visitaram Sintra...

Tudo sugere que a próxima Sessão Pública da Câmara, marcada para 18 de Novembro, às 15,30 horas, dificilmente será mobilizadora, pelo menos para os que, morando longe, nem transportes públicos terão para regressar a casa a tempo e horas.

Em tese, do ponto de vista político, esta situação não contribui para o desejado prestígio dos Autarcas Executivos, talvez até a justificar uma cuidada reanálise da prática e princípios a reformular, para que o sistema esteja mesmo de portas abertas.

A intervenção pretendida - mas não conseguida - não se referia a um problema à minha porta, nem era só meu, mas sim que afecta milhares de pessoas no concelho de Sintra. Não irá esperar pelo dia 18 e, um destes dias, será feita neste blogue.

Com a vantagem de não obrigar a constar da Acta de uma Sessão Pública.

domingo, 26 de outubro de 2014

SINTRA: A OUTRA FACE DE UM PALÁCIO NACIONAL...

Infelizmente nem são precisos drones...basta que, de pé, calmamente, os nossos olhos vão transmitindo ao cérebro as chocantes imagens que estão do outro lado de visões enaltecidas e destacadas na primeira pessoa, estranhamente.

26 de Outubro de 2014: Que vemos no Jardim da Preta, anexo ao Palácio Nacional de Sintra, só possível de visitar contra apresentação do bilhete para a entrada no Palácio:

Vemos disto...
E disto...
Também disto...

Será que, nas traseiras do Palácio Nacional de Sintra, a empresa que com tão onerosos preços o explora se sente desobrigada da manutenção mínima?

E mais, o belo arco que liga o espaço do Palácio às ruínas do Hotel Netto (tão ambicionado...) também não lhe compete a devida recuperação? 

À esquerda as ruínas do Hotel Netto...Arco e muro da direita pertencem ao Palácio

Excluindo um princípio de duas caras, não ficaria mal uma certa atenção a situações como estas pelo efeito altamente negativo nos visitantes que, depois de verem a Sala das Pegas, a Capela Palatina ou a Sala Manuelina, se confrontam com isto.

Por último, já vai sendo altura de se exigir que o "esguicho" ou "repuxo" volte ao seu local original: Largo fronteiro ao Palácio e não arrumado no Jardim da Preta.

O exigível regresso ao local histórico

Inacreditável, numa empresa que - tão rigorosamente - acabou com as entradas gratuitas a que todos os portugueses tinham direito, para apenas as manter a residentes em Sintra, que poderão ser portugueses ou não!


quarta-feira, 22 de outubro de 2014

SINTRA: PARQUES DE SINTRA, UMA NOVA VIDA...

A resignação, já formalizada ou em vias disso, ao cargo por parte do Presidente da Administração da Parques de Sintra - Monte da Lua, uma empresa de capitais exclusivamente públicos, implicará sempre uma nova vida no território.

Tal como temos dito, as grandes honras e virtudes estão sempre nos colaboradores que, no terreno, de técnicos a indiferenciados, fazem o seu melhor e têm sido eles os responsáveis pela recuperação e êxitos inegáveis que a empresa depois exibe.

Criam-se, agora, novas condições que podem - devem - conduzir à eliminação de uma situação paradoxal: - a Câmara Municipal praticamente sem poderes de decisão e intervenção numa empresa que gere o Património mais Histórico de Sintra.


O necessário acerto de horas

É pois de aguardar que o aumento de capital detido pela CMS se aproxime, no mínimo, dos 50%, para que de uma vez por todas acabem disfarçados poderes concorrentes...

Quanto ao resignado Presidente, outros se encarregarão, por certo, da respectiva louvação, de manifestações e, provavelmente de despedidas solenes, coisas de bom tom e envolventes, onde abraços fraternos ficarão para a posteridade.

Pela nossa parte, foi o Presidente de uma empresa de capitais públicos capaz de decidir desigualdades entre portugueses ao fechar-lhes as portas da Cultura pela eliminação de entradas gratuitas aos Domingos...mas abrindo-as apenas aos sintrenses.

Daí que, desde 13 de Março deste ano, venha reclamando - sobre a eliminação das entradas gratuitas aos Domingos - junto dos Ministérios da Agricultura e Ambiente, Secretário de Estado do Ordenamento do Território e Primeiro-Ministro.

Nova vida e portas abertas

Estamos confiantes de que, a prazo, com as alterações esperadas, os portugueses voltem a ter o direito de entradas gratuitas em Parques e Palácios de Sintra, como resultado de uma nova dinâmica sensibilizada pela vida de um povo.


Parque da Pena, que D. Fernando II não teria a coragem de fechar aos portugueses

O reviver de um povo é visitar os seus locais históricos, sentir que os seus antepassados passaram por ali, quantos ali amaram e foram felizes. 


Uma imagem dos tempos modernos, sem lanças nem guerreiros

É preciso pisar pedras e caminhos por onde nos defendíamos de inimigos do povo, quando aos frequentes invasores as populações nada valiam.


Belíssimos azulejos no Rio Jamor, dentro dos jardins do Palácio de Queluz

Os novos portugueses, que somos todos nós, em condição alguma podem ser impedidos de - com regras naturalmente - aceder aos seus bens Culturais, de os lerem como mensagem que foi deixada para a História. 

É nesse futuro que apostamos, num futuro em que não há portugueses daqui e dali, uns com direitos e outros sem eles, porque todo este Património de que se deixam alguns exemplos não é exclusivo de quem quer que seja. 

Fica a esperança de uma Nova Vida no acesso aos Parques e Palácios de Sintra. 

A menos que estejamos enganados. 






sábado, 18 de outubro de 2014

SINTRA: PARQUE DA LIBERDADE, TODOS OS DIAS GRATUITO...



Não se preocupe estimado ou estimada visitante deste blogue. Não precisa de Cartão de Crédito, de muitas notas ou moedas no bolso. Pode residir em Sintra ou nos arredores, ser português ou estrangeiro: A Câmara Municipal não cobra entradas.

Num primeiro prémio, oferece-lhe este bouquet de castanhas. Imaginado a partir de uma foto apresentada no FB por discreta Senhora sintrense.


Três fases: o "ouriço", a semente a sair do "ouriço" e as belas castanhas

O Parque da Liberdade merece ser visitado com calma, percorrer-se os seus espaços semi-escondidos, descobrir a História e os nossos dignos artistas.

Lá está o busto em bronze do Dr. Nunes Claro, ilustre médico e poeta, grande Amigo de Sintra e que por cá morreu em 4 de Maio de 1949. 

Busto e Lápide quase indecifrável (têm quase 50 anos) justificando a sua recuperação

Na lápide, consta que o busto foi da autoria do escultor Anjos Teixeira e "Adquirido por Subscrição Pública", uma "Iniciativa do Jornal de Sintra. 16-Maio-1965".

Perto está a cascata, jorrando água bem fria que vem da Serra, oferecendo um belo poema de Oliva Guerra, assim homenageada pelo Município.

Lápide de difícil leitura (a justificar a sua recuperação) 

"OH SINTRA, CUJAS FONTES REZAM
A ORAÇÃO PERPÉTUA DAS DISTANCIAS
EM VOZES QUE JÁ SÃO
ECOS PERDIDOS DE OUTRAS RESONANCIAS,
ONDE OS MONTES, CISMANDO PELA ALTURA
SOLUÇAM NUM RUMOR, DE QUANDO EM QUANDO,
ELEGIAS AMARGAS DA LONJURA.
O TEU PERFIL DE ALTIVA FLOR BRAVIA
É SONHO A ERGUER-SE DO TORPOR DA TERRA,
SORTILÉGIO DE VERDE SINTONIA
QUE AS ALMAS PRENDE NO DIVINO ABRAÇO
DO ENCANTO PASSIONAL DOS HORIZONTES
NA SILENCIOSA PAZ DO TEU REGAÇO".

HOMENAGEM           OLIVA GUERRA
DO MUNICÍPIO                                     
1946                                     

Junto do portão principal há algumas figuras que prendem a atenção da pequenada e foram colocadas há poucos anos, mas que não ajudam à conservação do Parque.

Figuras propriedade da Câmara ou alugadas para exposição? 

Embrenhe-se nos caminhos do Parque. No alto há estufas onde se estuda a reprodução de muitas espécies para a manutenção deste Parque e de Jardins.

Discretos trabalhadores fazem por tudo estar limpo e bonito. Se for possível dê-lhes umas merecidas palavras de apreço pelo entusiasmo da sua entrega.

Sintra tem ofertas culturais e museus com porta aberta para todos, num ou outro caso com custo de entrada simbólico, quando geridos pela Câmara Municipal.  

No Centro Histórico coma um pastel Cruz Alta, beba uma ginginha em copo de chocolate. Entre no Cantinho de Lord Byron...espreite o mar no miradouro de Seteais.

Voltaremos com sugestões para outro dia, baratas e dedicadas às famílias.

Passe um bom fim de semana...ou, num qualquer outro dia, 

Sinta-se bem em Sintra.


quarta-feira, 15 de outubro de 2014

SINTRA: PARQUES E PALÁCIOS, AO SERVIÇO DE QUEM?

Consideremos um pormenor inequívoco e determinante: Os Palácios Nacionais, seus Parques e outros Patrimónios Históricos de Sintra são geridos por uma empresa de capitais exclusivamente públicos, sendo pois bens de todos os portugueses.


Estrada da Pena, frente ao portão dos Lagos (exterior)

Em conformidade, as restrições impostas para o acesso a esses bens, reflectidas nos elevados preços e assentes na desigualdade entre os cidadãos do mesmo país, servem para o desenvolvimento Cultural de que gerações de portugueses?

Servirão, porventura, os que compõem a maior parte da primeira geração - a Sénior - sacrificada durante a II Grande Guerra, que começou a trabalhar ainda criança e estudou à noite para aprender, que sofreu na época da Guerra Colonial? Não. 

Estimularão a segunda geração - a de Adultos - na qual se encontra a maior parte de desempregados sem futuro, com filhos e muitas vezes netos a seu cargo, com penhoras porque os subsídios tantas vezes não chegam para a alimentação? Não.

Respeitarão os objectivos nacionais e recomendações para o desenvolvimento Cultural gratuito da terceira geração - Jovens dos 6 aos 17 anos - ocupando-os em boas práticas, nomeadamente conhecendo a História do seu país? Não.  

Só um panegírico para tornear restrições, lembraria entradas gratuitas para a quarta geração - crianças até 5 anos - como se elas visitassem Palácios e Parques...felizes por deixarem pais e avós ao portão por falta de posses para a compra do bilhete.

Dados que faltam ao conhecimento público

Seria interessante que a Empresa dos Parques de Sintra - Monte da Lua divulgasse - tem de possuir esses dados - o número de entradas gratuitas facultadas em cada um dos primeiro ou terceiro Domingos desde Janeiro a Outubro deste ano.

Obviamente parcelares e não acumuladas, pois um mesmo visitante pode ter utilizado todos os dias de entrada gratuita para "residentes em Sintra". Um indicador precioso para se ter a noção do universo local beneficiado pelas gratuitidades.

Património de Sintra pouco acessível a portugueses

O Plano de bilhética (e respectivos custos), decidido por uma Empresa de Capitais Públicos que gere Parques, Palácios e o Castelo dos Mouros, redundou em efeitos selectivos complexos que limitaram o acesso por parte de muitos portugueses.

Quem tenha paciência para tal, avalie a complexidade de preços, o mais para aqui ou ali, com terraço ou sem terraço, isto e aquilo, tudo a aumentar os custos.

Tais limitações facilmente se enquadrarão no princípio contra-natura de "quem quer cultura paga-a", seguidor do tal "quem quer saúde paga-a" e, agora na ideologia do fecho de escolas públicas..."quem quer aprender...que pague no privado".

Em tese, os portões abrem-se mediante pagamento à maioria de visitantes estrangeiros e a alguns portugueses da classe dominante. Gratuitamente para um núcleo reduzido de residentes. Fecham-se para os outros portugueses.

Esta a realidade com que frequentemente nos deparamos, tristemente classista, de passeantes petulantes, de convivas de gabarito alheios ao povo que pulsa, que sofre, como se de outro sangue ou de outra Pátria. Com direitos diferentes...

Portugal não é Quinta, Palácio ou grandioso Parque  de quem quer que seja. É de um Povo, do seu Povo. Dos que suam a trabalhar e dos que se perfumam para manter a distância. Portugal é de todos os Portugueses sem desigualdades.

Pode não ser amanhã. Os Portugueses hão-de voltar a entrar gratuita e livremente nos espaços Históricos de Sintra que são seus, sem recurso à vassalagem.

Tudo é uma questão de tempo.



quinta-feira, 9 de outubro de 2014

SINTRA: PALÁCIOS E PARQUES "LONGE" DOS PORTUGUESES

Periodicamente, surgem entusiásticas divulgações privilegiadas, que tudo indica promovidas, envolvendo obras, trabalhos ou projectos levados a cabo em Monumentos Nacionais localizados em Sintra mas não geridos pela Edilidade.

Não se notam, nas mesmas fontes, preocupações - de veiculadores ou promotores - por tais investimentos não redundarem em usufruto Cultural dos portugueses, já que são mais disponibilizados aos cerca de 93% de visitantes estrangeiros.


Os Lagos da Pena ainda podem ser vistos gratuitamente pelos Portugueses...mas por fora das grades 

Enquanto a rede não for tapado com painéis, o Jardim da Pena pode ser visto gratuitamente

Acresce que as difíceis condições de vida das camadas mais débeis e os elevados preços praticados, transformaram Palácios Nacionais e Parques de Sintra - que são de TODOS NÓS - em miragens para os portugueses.

É neste quadro que deve apreciar-se a decisão tomada em 2012 (acabar com o direito dos portugueses entrarem gratuitamente aos Domingos) por uma empresa de capitais exclusivamente públicos. O que decidiria se fosse privada!

Obviamente que, ao melhor estilo elitista e de classe, há quem exulte pelo facto dos "residentes em Sintra" continuarem com esse direito de entrada gratuita, como se tivessem direitos sobrepostos sobre os outros seus compatriotas...

Inequivocamente, os portugueses foram ostensivamente excluídos do direito de aceder - gratuitamente aos Domingos - a Palácios Nacionais e seus Parques em Sintra, pelo que não compartilharão de entusiasmos militantes por tão mau exemplo.

Em boa verdade, talvez se justificasse uma suave meditação antes da ostensiva difusão do direito (desigual) dos "residentes em Sintra", pouco abonatória dos actores, a menos que existam mais-valias pouco visíveis à mais clara luz do dia.


O Palácio de Queluz, ainda disponível para ser visto do exterior. Até quando?

Como reagiriam os desiguais portugueses "residentes em Sintra" se, visitando o Castelo de Guimarães, berço da nacionalidade, vissem os Vimaranenses entrar gratuitamente e eles tivessem de desembolsar uma cédula de vários euros?


Da Estrada (sem se pagar Portagem) pode tirar-se uma bela foto do Castelo dos Mouros

Até que ponto a Direcção-Geral do Património Cultural (para restringir a um Domingo por mês as entradas gratuitas e aumentar preços) precisou do exemplo "sintrense" de eliminar direitos e aumentar o custo dos acessos para níveis incomportáveis?

Fala-se no desejo da Câmara Municipal de Sintra ter, na Empresa que gere os Parques e Palácios, uma participação compatível com as suas responsabilidades na gestão do território. Fica a esperança de poder corrigir as anormalidades.

Como seria bom que o (mau) "exemplo sintrense" de retirar direitos aos portugueses não se tornasse numa virose contaminante para outros Palácios, Castelos e Museus.

Em nome do direito de acesso à Cultura.



terça-feira, 7 de outubro de 2014

SINTRA: QUE SIMPÁTICOS ELES SÃO...

Na passada semana, numa grande superfície perto da Vila de Sintra, uma jovem - de belo sorriso, para ser justo - teve a ocasião propícia para dar-me (melhor, oferecer-me) um conselho: - "podia colocar o tabuleiro do almoço no carrinho".

Com o sorriso, os seus olhos verdes, em cuja pálpebra um risco azul forte destoava, deram-me a mensagem do local exacto onde eu iria "trabalhar por conta de outrem".



Não sei se fui capaz de lhe retribuir o sorriso. Perguntei-lhe apenas se tinha sido ela a colocar um outro pedido no mesmo sentido que estava do outro lado:


- "Eu não, estou desempregada"...

Nesta fase, dei-lhe o meu sorriso, alertando-a para o facto dela estar a promover o desemprego de algum dos trabalhadores que naquele espaço têm tal função.

- "Quando todos os Utentes fizerem o que a menina sugere e a Grande Empresa agradece, aqueles trabalhadores que ali vê deixarão de ter o seu posto de trabalho".

A jovem corou e foi retirar do carrinho o tabuleiro que já tinha colocado.

Estava lá ontem, vi-a ao longe e esperei...

O TABULEIRO FICOU NA MESA.


domingo, 5 de outubro de 2014

SNAKE RIVER, TURISMO A CAMINHO DO PARAÍSO...

Por ser Domingo, sugestão para uma boa Jornada

Quem subir o Rio Snake pode realizar o sonho de chegar a Yellowstone. Corre forte, serpenteia, obriga a potentes motores nos barcos cujo ruído e oscilações prejudicaram o vídeo que gostaria de Vos oferecer. VIVE-SE numa Floresta Nacional:


De manhã há espécies vegetais únicas que a noite alimentou. Há rochas com as mais variadas composições químicas. Pela tarde, surgem os animais selvagens que vieram beber água às margens, uns voando, outros trepando.

Rio Snake, velho conhecido de Yellowstone

Animais selvagens na Margem do Rio Snake

Se havia um rio, com belíssimas margens e riqueza ambiental, por que não criarem-se alternativas e investimentos para a sua exploração, com imagens únicas?

Margem do Rio Snake, há quantos milhões de anos em formação?

Previamente autorizadas sem burocracias exaustivas mas com rigorosas exigências de segurança e conhecimento das correntes e rochas, há rápidas lanchas a operar rio acima, com Comandantes atentos. Pára-se para refeições buffet bem recheadas...

Subindo o Rio Snake a grande velocidade

Foi para isso, para deslumbre de quantos por esses caminhos se aventurem, para aprendermos com a história e com a natureza, que o Rio Snake, aquela cobra imensa, se tornou numa "estrada cultural" ao serviço do turismo. 

Snake River em Yellowstone, uma deslumbrante paisagem

Foi um dia de "escola", de aprender como os povos se ajustam ao seu progresso e às formas de vida. Como nas sociedades se promove o desenvolvimento.

Este é, sem dúvida, um caminho para o Paraíso...explorado por entidades e pessoas cujos objectivos assentam numa forte vontade de desenvolvimento.

Por estes caminhos o desenvolvimento não é entravado em nome do nada.

Votos de que passem um bom Domingo, viajando...



quinta-feira, 2 de outubro de 2014

SINTRA: PEDRO E 费尔南多 MAIS "PORTUGUESES" QUE ANÍBAL?

HISTÓRIAS DE DOMINGO NUM PALÁCIO PERTO DE SI..(*).
Domingo, 11 horas: Aníbal, português e reformado, nascido em Sintra mora na Amadora. Ele e Mulher vivem com dois netos, agora universitários em Letras e História. Alvitra a todos a ida ao Palácio Nacional de Queluz,  para apoio a uma tese sobre D. Maria I. Entravam, felizes, mas ouvem: - "Façam favor, a entrada é paga...cada sénior 8,50€ e os jovens com mais de 18 anos 9,50€ cada".
Aníbal ficou aflito. Na Minabela fiavam-lhe. Não contava pagar e foi o neto mais velho que lhe estendeu os 36 euros exigidos na bilheteira. Aníbal mastigou em seco o custo das entradas e disse "...da última vez que aqui estivemos - ainda não há muito tempo - os portugueses não pagavam entrada aos Domingos".
Domingo, 11,30 horas: Pedro, português remediado, com casa em Massamá, Sintra, ávido de rever a beleza de Carlota Joaquina leva a família ao mesmo Palácio de Queluz. Chega à bilheteira, mostra um recibo dos SMAS e prova a identidade com o passe da CP. Recebe bilhetes de entrada  gratuita pelo simples facto de ser "residente em Sintra". Aproveita e respira ar fresco nos jardins. 
Domingo, mesmo Palácio, 12 horas: 费尔南多, habilitado com um visto GOLD de residência especial, instalou-se num Clube de Campo próximo. "Qué-lo-vel" a Sala dos "Embaixadoles". Puxa de um monte de papéis, alguns assinados por PP. Alguém lhe faz  a vénia e sugere que volte para assistir a um dos Saraus de Música Clássica. "Entladas glatuitas"? Direito de residente, Senhor 费尔南多.
Todos residentes na Linha de Sintra, todos diferentes nos direitos...
Pergunta Pertinente

Os exemplos acima satisfizeram a Administração da empresa de capitais públicos Parques de Sintra - Monte da Lua por ter retirado aos portugueses (excepto a residentes em Sintra) o antigo direito de entrarem gratuitamente aos Domingos?


Palácio Nacional de Queluz, a negro até voltarem as visitas gratuitas aos Domingos para todos os portugueses

Palácio Nacional de Sintra, a negro até voltarem as visitas gratuitas aos Domingos para todos os portugueses

Não se questiona o direito dos munícipes de Sintra. Contesta-se, isso sim, o Princípio da Desigualdade conducente à limitação do acesso à Cultura e a Bens Nacionais, com reflexos negativos evidentes nas famílias mais desfavorecidas.

Ainda por cima não sendo as restrições compensadas pelo direito ao acesso gratuito  por parte de jovens até aos 17 anos, como é previsto pela Comunidade Europeia.

Enfim, a vida dos povos tem destas coisas: - O Presidente da Empresa de Capitais Públicos que fechou as portas aos portugueses, acabaria por ser condecorado no passado dia 10 de Junho precisamente em nome dos mesmos portugueses...

Cultura implica com portas abertas, mantê-las fechadas foi opção.

Afinal, quantos portugueses entravam gratuitamente?

Fazendo fé no Suplemento Economia do Expresso (25.01.2014) que entrevistou o presidente da PS-ML (medalhado no 10 de Junho), os visitantes não estrangeiros durante o ano de 2013 terão sido apenas cerca de 120.000 (7% do total).

Nesses 120.000 estarão incluídos residentes em Sintra, não estrangeiros embora possam sê-lo. Na hipótese, pouco provável, deste lusitano grupo só visitar Parques e Palácios aos Domingos, teríamos a visita dominical de 2300 portugueses.

Logicamente a comunidade de 120.000 portugueses excluídos do direito à gratuitidade, ter-se-á repartido ao longo do ano, daí a média de 300 por dia. Ou seja, em 52 Domingos, terão sido menos de 15.600 os forçados a pagar...

Será motivo para uma Administração se sentir realizada quando 93% dos visitantes são estrangeiros? Ou isso deve-se a medidas que desincentivaram os portugueses?

O que representaram, em receita, essas 15.600 entradas de portugueses? Pouco mais que dois anos de ordenado bruto, sem mordomias...de um Administrador.

Assim, as medidas contra as entradas gratuitas não podem enquadrar-se apenas em objectivos económicos, pelo que - por agora - a excepção para "residentes no concelho de Sintra" pode não ter passado de um manto para conforto doméstico.

As desigualdades emergentes da eliminação de um direito dos portugueses não poderão continuar, pelo que a Empresa ou uma Entidade Oficial as devem corrigir.

As Interessantes HAPPY HOURS

Fechadas as portas de Domingo aos portugueses não residentes em Sintra, surgiram Happy Hours (horários fixados e pequenas reduções no preço) que, na prática, não redundam em benefícios significativos para os visitantes nacionais.

Estranhamente, ou talvez não, as Happy Hours apenas existem para visitas aos Palácios Nacionais e Parques da Pena e de Queluz, não se aplicando no Palácio Nacional de Sintra e outros espaços geridos pela Parques de Sintra - Monte da Lua.

Aliás, pelo menos no Palácio Nacional da Pena, o abaixamento de preço beneficiará em maior número os turistas estrangeiros, quase sempre levados por guias. E, neste caso, os preços ainda serão mais baixos (preço de Agência 12,75€ em vez de 13€).

Algo é bom para os portugueses: - Se juntarmos mais de 11 potenciais visitantes, a Parques de Sintra fará a esse ajuntamento o preço de Agência. Uma gentileza...

Claro que, neste quadro, estão de parabéns os diversos defensores do sistema, uns pela decisão brilhante de diferenciar os portugueses, outros pela ilustrosa defesa, claramente elitista e sem um suporte válido em termos de justiça social. 

Esperemos que a próxima Administração da Parques de Sintra - Monte da Lua - em nome dos direitos de acesso à História e à Cultura, acabe com as desigualdades e reponha o antigo direito de todos os portugueses.  

(*) O descrito pode suceder em qualquer dos outros Parques ou Palácios Nacionais geridos pela mesma empresa: - Palácios Nacionais de Sintra e da Pena além do Castelo dos Mouros, Monserrate e Capuchos.