sábado, 31 de maio de 2014

SINTRA: AMANHÃ, COM A FAMÍLIA, VISITE O MUSEU DAS ARTES...

Com a recente inauguração do MU.SA, Museu Sintra Arte, a Câmara Municipal não se limitou a abrir um espaço cultural tendo como objectivo a receita fácil, o dinheirinho.

É uma oferta cultural relevante, com obras e peças não só de grandes artísticas que retrataram Sintra e a sua beleza, como de outros também com grande valor. 

Com objectivos culturais a que temos direito sem discriminação, o custo das entradas é quase simbólico: - 1 Euro para adultos, gratuito até aos 17 anos e com 60 ou mais. 

Uma interessante sala com marionetas

Amanhã, Domingo, o MU.SA abre às 14 horas. Propomos um dia bem passado: 

Prevendo-se um dia de sol, aprecie as maravilhosas paisagens do Parque Natural e de Sintra, usando do privilégio de viajar no histórico Eléctrico de Sintra, com partidas para a Praia das Maçãs às 10 - 12 - 13 - 15 e 17 horas.

Um belo exemplar do Eléctrico de Sintra

Se chegar cedo à Estação da CP (a cerca de 15 minutos do terminal do Eléctrico) pode almoçar em Colares ou Praia das Maçãs e regressar a Sintra com o tlim-tlim que o guarda-freios acciona para avisar da passagem.

Passará junto ao Museu Sintra Arte. Entre e apreciará diversas obras que  foram distinguidas com o Prémio de Pintura e Escultura D. Fernando II. E muitas mais, entre elas de Dorita Castel-Branco e Alfredo Keil.

Votos de que passe um bom Domingo com estas sugestões. 





quarta-feira, 28 de maio de 2014

SINTRA: ESTEFÂNIA...EM ESTUDO DE "RECUPERAÇÃO"...

Para que não surjam mãozinhas esfregando-se de contentes, diga-se que o problema é antigo, de alguns anos, sem que autarcas anteriores fizessem a devida apreciação. Provavelmente até residentes distraídos.

Para descanso de leitores mais sensíveis, não se farão comparações com o que se observa lá fora em zonas próximas de locais históricos ou Património da UNESCO.

Somos tudo. Únicos. Turismo. Byron. Interesseiros a enaltecer a mediania, indiferentes aos desmandos da gestão. Somos bairristas. Que importa o resto do mundo?

Ansiosos, quantas vezes nem temos tempo para a indispensável meditação?

A recente inauguração do Museu Sintra Arte (MU.SA), justifica - como oferta cultural que transcende a vida no município - o devido enquadramento. Mobiliza apreciadores não necessariamente peritos e incentiva novas camadas para a expressão pelas artes.

Ao que se julga saber, em breve o local terá outras valências, ao serviço de sintrenses e turistas que nos dão o prazer das suas visitas. É expectável que muitas mais pessoas, turistas ou não, demandem a Estefânia, beneficiando a vida local

Daí que, inseridas na "Recuperação da Estefânia", algumas medidas devam ser tomadas para benefício ambiental e da própria vida do bairro.

A meio da manhã, a zona pedonal da Heliodoro Salgado é frequentemente atravessada por automobilistas "espertos", que desintegrados de respeito cívico e pelos peões, gozam do privilégio das autoridades raramente lá estarem a controlar as infracções.


Manhã cedo e chuva não convidavam a ocupar a esplanada

Três turistas, depois de quase esbarrarem numa monstruosa bateria de contentores do lixo (verdadeiro ambientador de uma esplanada perto) perguntam o caminho para o carro eléctrico de Sintra, que para visitantes isolados só funciona de Sexta a Domingo. 

Esclarecidos de que a preciosidade turística, para uso individual só funciona de Sexta a Domingo, arriscam ir ao terminal na ansiedade de fotografarem um que lá esteja.

A linha estava vazia e, retornando, espreitaram para a Vila Alda ou Casa do Eléctrico de Sintra, confrontando-se de seguida com outra aguerrida bateria de contentores...


Três em um no anti-turismo: Fonte sem funcionar, eléctrico ausente...um batalhão de contentores

Seguiram pela ligação entre o Museu Sintra Arte e o Centro Cultural Olga Cadaval até junto à entrada principal do Centro, de onde se observava em frente um depósito de lixo pouco dignificante para o local, a 80 metros da sede de uma "União de Freguesias":


Há tanto tempo assim...a 80 metros da Sede de União de Freguesias (onde estão autarcas...)

Ao olharem para a direita, desta feita a 30 metros da tal referida Sede da "União de Freguesias", uma nova bateria de contentores para recolha de resíduos...


A 30 metros da Sede de uma "União de Freguesias"...até lá está a bandeira nacional

Como nos sentimos pequeninos, envergonhados, perante o espanto de quem nos visitou porque leu e escutou as mais belas palavras sobre a nossa Sintra. 

Por um lado, deixamos esta imagem para que os responsáveis autárquicos possam atenuar aquilo que será oferecido aos visitantes logo que no Museu sejam incluídas novas formas de atendimento - bem necessárias - a turistas e residentes.

Por outro lado, dá para pensar como numa área de cerca de um hectare (10.000m2), se concentram tantos equipamentos para recolha de diversos resíduos urbanos. 

Será que Sintra adquiriu, nos últimos anos, um problema de lixo? Ou será antes a necessidade da devida sensibilidade e adopção de soluções? E os residentes?

Há soluções que lá fora são aplicadas...não digo para não fazer comparações.

Até à solução final, vamos recorrer à desculpa: "ESTÁ EM RECUPERAÇÃO".


domingo, 25 de maio de 2014

PARQUES E PALÁCIOS, "GESTÃO EM GRANDE TRADIÇÃO"...

Bayerische Verwaltung der Staatlichen Schlösser, Gärten und Seen (BSV) é uma entidade governamental pertencente ao ministério das finanças da Baviera e gere apenas 45 Palácios, Castelos e Residências, mais 32 Jardins Históricos e 21 Lagos.

A BSV.Bayern, com mais de 850 especialistas em restauro de interiores, historiadores de arte, construção e jardins, espelha a sua grandeza no respeito pelas pessoas, oferecendo permanentemente acessos gratuitos aos seus Parques e Jardins.

Os visitantes não são seleccionados pelo seu poder económico e muito menos pelos locais de residência ou nacionalidade. É "A GESTÃO EM GRANDE TRADIÇÃO".

Livremente, entra-se nos belos e bem mantidos Parques e Jardins geridos pela BSV, só se pagando entradas em Palácios e Museus, quase sempre com visitas guiadas.


Parque Linderhof - A Cascata com a Fonte de Neptuno 

Parque Linderhof - Casa Marroquina no Parque

Parque Linderhof - frente ao Palácio

Linderhof - Jardim envolvente do Palácio

Como se desenvolve a cultura e incentiva as famílias

Por sua vez, a DB (Deutsche Bahn), com bilhete especial aos Sábados e Domingos, incentiva as famílias a viajarem de comboio por toda a Baviera. Palácios, Castelos e Parques enchem-se de avós, pais e crianças (tantas) em convivência fraterna...

(Centros comerciais encerram às 20 horas de Sábado, só reabrindo na 2ª. Feira).

Ir a Würzburg e visitar a Residenz, Património Cultural da UNESCO

Ir a Würzburg, bela cidade a quase 300 quilómetros de Munique, torna-se numa viagem de prazer, pela comodidade e silêncio do rápido comboio.

A visita da Residenz é paga, mas no Parque e Jardins a entrada é livre.

Würzburg, Parque da Residenz

Würzburg, Jardim da Residenz

Ao longe, recorta-se a Fortaleza que é visitada por milhares de pessoas:

Würzburg, Fortaleza vista da Residenz

Depois de se subir uma extensa escadaria, entramos na Fortaleza e nela podemos circular sem qualquer pagamento de entrada, pois apenas no Museu isso se verifica.

Vale a pena o esforço da subida, porque a Fortaleza e sua história encantam quantos a possam visitar e, do alto das suas muralhas desfrutar de uma paisagem soberba.


Würzburg, uma vista da cidade

De regresso a Munique, é impossível esquecer como no meu País uma empresa de capitais públicos retirou o direito de cidadãos nacionais entrarem gratuitamente (só) aos Domingos (até às 13 horas) nos seus Parques e Palácios.

Ficamos perante visões tão oponíveis da cultura e do progresso que permitem aferir do desenvolvimento dos povos, das sociedades e das suas culturas.

Enquanto a "Gestão em Grande Tradição" praticada pela BSV.Bayern dá prioridade à oferta do bem cultural e lúdico, por cá vive-se do estímulo com a pequenez de louvores, como suporte para direitos circunscritos a uns tantos.

Com votos de que, em Portugal, todos os portugueses sejam iguais nos direitos.







  

quarta-feira, 21 de maio de 2014

MUNIQUE, NO DIA DOS 225 ANOS DO ENGLISCHER GARTEN...

Na passada segunda-feira, celebraram-se os 225 anos do Englischer Garten, o maior parque urbano da cidade de Munique, da sempre bela e cultural Munique.


Cedo, após o confortável Frühstück, atravessamos a Karlsplatz e depois do arco da Karlstor, tomamos o caminho da Marienplatz àquela hora pouco movimentada, não se resistindo a (mais) um olhar para a maravilhosa torre da Rathaus.

À esquerda, do lado da Woerner's (deliciosos cafés e chocolates) temos a pedonal até à Odeonsplatz, onde entramos no Hofgarten um belo jardim onde, se estivermos atentos, pode surgir-nos uma surpresa, sem medo de quem passa:

Um coelho sem mau olhado 

Atravessado o Hofgarten, estamos perto do Englischer Garten, o maior dos parques urbanos, com mais de 4 quilómetros quadrados. Seguindo à direita, vemos a saída do ribeiro que foi desviado do Rio Isar e onde se forma a onda para praticar surf:



Ali bem perto temos a queda de água, sempre com imagens de grande beleza.


Seguimos pelo parque, lá surge o pagode chinês e muitas esplanadas onde os lugares rapidamente ficam ocupados por grupos de idosos que lá convivem e almoçam. 

Mais ao fundo do parque outras esplanadas ao longo do lago também se enchem de visitantes, desfrutando de um local calmo e de convívio com a natureza.


Aproximou-se o regresso. Nos bancos do parque muitos aproveitavam a pausa do trabalho para descansar ou comer qualquer coisa. Na relva, outros descansavam e tomavam banhos de sol. Tudo calmo, sem barulho, respeitável.


Compreenderão como não é fácil sair destes espaços e lugares que são oferecidos aos visitantes para deles beneficiarem sem limitações que não seja a sua preservação.

Um destes dias voltaremos à questão de espaços lúdicos e direitos.












quarta-feira, 14 de maio de 2014

SINTRA: DO PATRIMÓNIO SINTRENSE SE FEZ CULTURA...

17 anos de Museu: de 17 de Maio de 1997 a 17 de Maio de 2014

Foi um privilégio receber a notícia em primeira mão...no mesmo instante em que uns milhares também o souberam através do TudoSobreSintra.

Foi a notícia com exclusividade colectiva que não aparece todos os dias:

Casino de Sintra volta a ser museu de arte (...) a partir de dia 17 de Maio

"o "Casino" onde nunca se cultivou o jogo, mas se aposta agora num renascer adaptado à realidade e memória de uma Sintra próxima dos seus artistas e da sua herança cultural". (Presidente da Câmara Municipal de Sintra, in Agenda Cultural).

O MU.SA (Museu.SintraArte) é o regresso à história artística de Sintra, às gerações que a eternizaram, que por cá deixaram os seus sentimentos tão bem expressos.

Tanta Arte e tantos autores vão passar a estar perto de nós.

Entre eles, num espaço próprio, obras de Dórita Castel-Branco, professora e artista, como que uma reparação do actual Executivo Camarário pela desconsideração que a Câmara Municipal de Sintra lhe fez nos últimos mandatos:

Que em Sintra nunca mais se repitam imagens nem "promessas" como esta de 2005 

Dórita Castel-Branco voltou com dignidade, saltando pela Arte: 

"Saltando o eixo", escultura de Dórita Castel-Branco (da colecção)

"Que força a dessa escultora, revelada nos monumentos! Artista para a praça pública, para a admiração e o amor do povo - mais além da estima e do louvor elitistas reservados para a invenção dos trabalhos de pequeno porte e grande sensibilidade. As duas Doritas não se opõem: ao contrário, se completam, são uma única e grande artista". Jorge Amado.

Quão belo é vermos Hoffmann, Cristino da Silva, Alfredo Keil e José D'Ávila; talvez o primeiro óleo de Júlio Pomar; Anjos Teixeira, Roque Gameiro, Leal da Câmara, Almada Negreiros, Rui Pinheiro, Jean-Guy Viegas Marret, José Ribeiro e Maria Almira Medina.

Antes de entrarmos, lá está no alto a escultura de José da Fonseca que embeleza, e de que maneira, o edifício onde o património artístico de Sintra se abre à Cultura.


Uma das mais ricas colecções de Arte do País, disponibilizada ao público sem outros custos que a cuidada montagem no Museu.

Fica provado e é gratificante constatar que é possível oferecer Arte e Eventos Culturais relevantes apesar da aplicação rigorosa do nosso (dos munícipes) dinheiro, sem que a qualidade da oferta seja diminuída.

Excelente forma de celebrar o Dia Internacional dos Museus, marcado para o próximo Domingo, dia 18 de Maio, sob o lema: "As colecções criam conexões".

Visite o Museu, aprecie a Arte que fala de Sintra.

Sintra merece! Estamos todos de parabéns!



NOTA:

COMO CHEGAR AO MUSEU

- Se vier de comboio pode descer na Portela de Sintra (passa por debaixo da linha) e segue à esquerda;

- Se descer na Estação de Sintra, segue para a direita, caminha pela Pedonal da Heliodoro Salgado;

- De carro, pode estacionar no Parque do Urbanismo (aos fins-de-semana está disponível) e subir a rampa da       Av. Movimento das Forças Armadas;




segunda-feira, 12 de maio de 2014

SINTRA: MESMO ÀS PORTAS...UMA VIA MISTERIOSA...

Imagine-se que adultos e crianças para chegarem a casa têm de percorrer esta via que, segundo me dizem, está entre terrenos do Ministério da Administração Interna. A pé, no mínimo entre as casas cá em baixo e a paragem junto à Rotunda.


Saiba que, frequentemente, a iluminação nocturna está apagada nesta via estreita, com muros de um lado e de outro, sem abrigo de qualquer espécie.


Veja como a água forma uma corrente forte, que quase tudo leva à frente, sem que pessoas tenham um passeio para se protegerem.


Quem protege as pessoas nestes dias? Quem se preocupa? 


Passada a invernia mais forte, apresenta este colorido natural, tão bonito que nenhuma entidade limpa nem promove medidas que evitem a proliferação de pragas.

Sendo terrenos do Estado, poderia alargar-se um ou dois metros para cada lado, construir-se um passeio, a via ter dois sentidos para facilitar os acessos entre a Estrada Municipal 9 e a Rua Dr. António Macieira.

Será que aos moradores do bairro - pelo menos a esses - a situação é indiferente?

Fica a preocupação por se viver tão perto da Vila de Sintra...mas tão longe!

É mesmo uma via...misteriosa!




sábado, 10 de maio de 2014

SINTRA: AMANHÃ (DOMINGO) VIVA A FEIRA DE S. PEDRO...

Para amanhã, com dia de céu limpo, a Primavera convida a apreciar-se o bulício da Feira de S. Pedro, fazer umas compras, levar árvores e flores para os arranjos caseiros e, porque não, petiscar...

Amanhã não arrisque chegar ao Centro Histórico em viatura. Se a sugestão de S. Pedro fica adiada e quer mesmo ir a Sintra, no Ramalhão siga à direita a caminho de Chão de Meninos (clique aqui para ver a sugestão) e arrume no Parque do Urbanismo.

Amanhã, com Feira em S. Pedro, justifica-se o convite a toda a família

Na zona de Chão de Meninos (pelo menos) há sempre hipóteses de um lugar onde deixar aqueles 900 quilos de viatura com motor. Depois é fácil.


Se chegar cedo, a família senta-se na esplanada do Café da Natália e respira um tentador ar fresco com alguns aromas dos restaurantes próximos a preparar almoços. 


Antes, já tinha visto que na esplanada da Toca do Javali se poderia almoçar com ambiente paradisíaco e com ementa variada.

A família foi subindo até ao centro de S. Pedro, lá estavam outras ofertas vegetais.


De súbito, a miudagem (e porque não os pais?) ficam agitados ao darem de caras com as fantásticas sandes de leitão do Agapito. Deixe lá, uma vez de tempos a tempos não faz colesterol, até porque a carne é bem seleccionada


Espreitam as Lojas do Picadeiro, apreciam as bancas com alguns livros antigos e descansam um pouco as pernas (pouco habituadas a caminhadas...) na esplanada da Taverna dos Trovadores...onde se almoça muito bem. 


As horas passam depressa...a custo é preciso regressar, mas há qualquer coisa que falta, algo que dê um conforto especial, nem que seja para ajudar à digestão do leitão ou de outra apetitosa gastronomia.  Surge então a Garrafeira Supremo Cristal.


Depois de comprar uma ou duas cervejas artesanais, verdadeiras especialidades, então todos molham o bico com umas ginjinhas que fazem estalar a língua.

O regresso começa agora. Foi ou não um dia bem passado? 

Sabemos que irá voltar...a Feira é aos 2ºs e 4ºs. Domingos de cada mês.

Valeu a pena...Votos de um bom final de Domingo.





sexta-feira, 9 de maio de 2014

SINTRA: PEDONAL DE REFER, JÁ FOI REPARADA PELA CÂMARA

No passado dia 28 de Abril, chamamos a atenção da Refer para os perigos resultantes de uma abertura no gradeamento da passagem pedonal sobre a via férrea em Sintra.

Alguém terá feito chegar à Câmara Municipal as preocupações de quem por lá passava e rapidamente foi tomada a decisão da reparação, pelo que hoje já estava assim:


Certamente a Câmara, numa boa gestão do nosso dinheiro, irá solicitar à Refer o reembolso das despesas efectuadas (que serão poucas), mas foi resolvido.

Daqui se pode retirar o ensinamento de darmos conhecimento às entidades responsáveis, porque elas - sendo-o - não deixarão de actuar em conformidade.

Um caso simples...resolvido. 

Ainda por cima com poucos gastos.









quinta-feira, 8 de maio de 2014

SINTRA: SR. PRESIDENTE, POR FAVOR ACABE COM ISTO...

Senhor Presidente da Câmara Municipal de Sintra

A 300 metros dos Paços do Concelho e junto ao Centro Histórico, esta manhã, bem cedo, era este o panorama no parque de estacionamento do Rio do Porto: 


Ao fundo o Palácio Nacional de Sintra





Em cada dia, por força da permissividade e tolerância demonstrada, o abuso, a degradação e a falta de respeito pelos locais e pelo Centro Histórico de Sintra vão sucedendo, numa cadeia que aumentará se não for travada.

Chegou-se ao limite da tolerância e são precisas medidas eficazes para acabarem os desmandos. Vamos adiando soluções e, gente menos cumpridora, vai-se instalando. As autoridades fecham os olhos. Arranjam-se desculpas.

Em tempos, não se percebia bem das razões por que a autoridade não actuava. A Polícia Municipal também mostrava indiferença pelo auto-caravanismo selvagem no parque de estacionamento automóvel do Rio do Porto.

A notícia de que em Sintra, em pleno Centro Histórico, se pode pernoitar nos lugares de estacionamento e no parque do Rio do Porto, vai correndo mundo e agora temos disto.

Senhor Presidente da Câmara,

É à Câmara Municipal que incumbe resolver a situação. Não estamos a querer que resolva um problema de terceiros, porque este é mesmo Camarário e é de nós todos.  

Enquanto não existir Postura Municipal e Sinalética adequada a proibir situações como estas, então que a Polícia Municipal fique incumbida de evitar situações destas. 

Antes que todo o parque seja tomado por este tipo de visitantes de Sintra.

Para bom nome também de Sintra e que...conste.


Nota:   

Até junto ao Jardim da Vigia, em S. Pedro, também se pernoita:







Alguns Artigos anteriores:

24 DE JULHO DE 2012

SINTRA E O AUTO CARAVANISMO SELVAGEM

22 DE AGOSTO DE 2012
18 DE AGOSTO DE 2012


quarta-feira, 7 de maio de 2014

SINTRA: A RECUPERAÇÃO DO NOSSO BRASÃO...

Recordemos que há mais de 15 anos ruiu o original painel de azulejos que estava na fachada do Palácio de Valenças, em Sintra.


O autor, saudoso artista e ceramista Carlos Vizeu - Homem rigoroso nas palavras - viria a montar no seu atelier as peças retiradas, garantindo que toda a zona central do painel onde o Brasão de Sintra estava representado estava intacta.


Trata-se de um belíssimo conjunto histórico, cuja recuperação se exige, merecedor de ser mostrado num local digno de Sintra, à sua entrada ou num local ajustado à dimensão da parte intacta, superior a 2x2 metros.

Doze (12) anos de Executivos anteriores não justificaram louvores por tão indispensável recuperação deste património que pode estar numa qualquer caixa armazenado.

Para que não seja esquecido, com uma nova confiança em quem gere os nossos destinos, reproduzimos o que escrevemos em 17 de Maio de 2012:

"
QUANDO VOLTAREMOS A VER O BRASÃO DE SINTRA?

Os sintrenses devem lembrar-se. Em 9 de Abril de 1999 ruiu a parte inferior do antigo painel de azulejos do Palácio Valenças. Era este o painel:

 

O Autor, que deveria ter tomado imediato conhecimento, só soube do ocorrido vários dias depois da remoção total do painel. A maior parte dos azulejos ficou na parede e ele poderia ter ajudado à cuidadosa retirada das peças históricas. Cerca de 200 azulejos foram destruídos ou desapareceram.

Durante dois anos, houve quem não se esquecesse e lutasse por um novo painel.

Finalmente, encomendado em Outubro de 2001, um novo painel cerâmico seria colocado em 2003, decorridos 1482 dias sobre a triste “derrocada”. Ei-lo:


 O painel antigo

No primitivo painel (Julho de 1959) os azulejos eram rectangulares e mais espessos. O novo painel tem azulejos quadrados, com medidas normais.

No antigo, as cores eram mais fortes como se pode comparar. Há razões para isso, com reflexo na sua valorização histórica. Em 1959 foi utilizado pela primeira vez em Portugal um forno a gás, encomendado por Mestre Carlos Vizeu, que depois o devolveu devido aos elevados custos do consumo.

Segundo o Mestre, a cozedura a gás, dava mais belos tons e avivava as cores.

Recuperar o antigo painel é uma exigência histórica

Uma parte do antigo painel é totalmente recuperável, nomeadamente o brasão de Sintra, de grandes dimensões e que o Mestre considerava intacto.

A reconstrução do brasão num lugar nobre, visível do público, homenagearia o grande artista que nasceu em Lisboa e viveu em Sintra cerca de 60 anos.

A andança das peças que se salvaram

Passado um tempo, os azulejos antigos voltaram ao estúdio de Carlos Vizeu, em Almoçageme, onde ficaram vários anos. Depois do novo painel, o Mestre (precisava do espaço) ia pedindo para da Câmara lá irem buscar os azulejos.

Eu próprio insisti junto do antigo Chefe de Gabinete do Senhor Presidente da Câmara, mas o tempo foi passando sem a recolha se efectuar.

Contra o esquecimento, ia escrevendo. Em 16 de Junho de 2008, a Sr.ª Directora do Departamento de Cultura e Turismo deu-me conhecimento do “envio deste assunto para o Departamento de Obras Municipais (…)”.

Em 16 de Dezembro de 2009 (ano e meio depois), insisti por uma resposta, já que pretendia saber se os azulejos estavam “sob controlo e na posse” da “Câmara Municipal”. Voltei a insistir em 4 de Fevereiro de 2010.

Em 23.2.2010 fui informado pela mesma Sr.ª. Directora que os azulejos se encontravam na Reserva dos Museus Municipais desde 3 de Fevereiro de 2010. Seriam cuidadosamente analisados “aferindo-se, não só o seu estado, mas também as possibilidades de recuperação/enquadramento dos mesmos”.

Foram precisos 10 anos para se recolher um espólio histórico. Isto não enriquece o curriculum de algum responsável autárquico…

QUE NOTÍCIAS TEMOS DA RECUPERAÇÃO DO PAINEL?

Hoje, mais de dois anos decorridos sobre a chegada dos azulejos à Reserva dos Museus Municipais, e, talvez, da análise “cuidadosamente” feita no âmbito da “Colecção Municipal de Arte”, é legítimo que queiramos saber o que se passa.

Continuam guardados? Já foram apreciados? Estão montados?

Pergunta-se mais: - Onde os poderemos voltar a ver?




NOTA: Estava este artigo preparado quando tive conhecimento de ter falecido, em 30 de Março, o Mestre Carlos Vizeu. Sintra ficou muito mais pobre.

Carlos Vizeu foi escultor e ceramista (nacional e internacional), deixou riquíssimas obras de que apenas recordarei:

- Estátua do Bombeiro, em bronze, frente ao quartel de Bombeiros de Queluz; 
- Imagem de Cristo com 2,50 metros na Igreja de S. Vicente de Paulo;
- Painel sobre a vida de S. Paulo, na Igreja de S.  Paulo em Tete, Moçambique.

domingo, 4 de maio de 2014

SINTRA: PALÁCIOS QUE CONTINUAM A SER NACIONAIS

"Uma primeira medida para aumentar as receitas destes Palácios consistiu na redução das gratuitidades que, em 2011, representavam 37% do total das visitas, (...)" in Relatório e Contas 2012-Parques de Sintra Monte da Lua (Palácios Nacionais de Sintra e Queluz.)
Felizmente, para quem não seja letrado - como é o nosso caso - há dicionários pobres que, na sua humildade, ajudam a usar as palavras correctas. 

Por exemplo, 'desinformar' pode ir até "informar mal ou de forma enganadora". Tal como 'manipular' poderá significar "condicionar ou influenciar, com frequência em proveito próprio". Felizmente, nenhuma das palavras se ajusta à lisonja servil.

SINTRA: "DESINFORMAR" OU "MANIPULAR"? EIS A QUESTÃO...

Neste blogue temos sugerido aos munícipes que, aos domingos, usufruam do direito de visitar gratuitamente os parques e palácios de Sintra.

Poderá dizer-se "desinformar" quando se divulgam os elevados preços a pagar para aceder a Palácios que - sendo Nacionais - se vão tornando numa miragem cultural para os portugueses? Haverá quem defenda que a ocultação serve a cidadania?

Como interpretar se, por manipulação, se omitisse o fundamental: - Que em 2012, a administração dos Parques de Sintra, isolou benefícios para residentes no concelho de Sintra  quando acabou com um direito que era extensivo a TODOS portugueses.

Que sensibilidade!!! Quando a maioria das famílias portuguesas passa por grandes dificuldades financeiras, os gestores de uma empresa de capitais públicos decidiram cortar-lhes a fruição de parques e palácios a que sempre acederam sem pagar.

Ai, se tivesse sido o Governo, como seriam as críticas alvoroçadas...

HÁ SEMPRE QUEM GOSTE...

Neste quadro, não vale a pena confundir com números, porque visitantes únicos são menos do que visitas. Muito menos citar-se quanto poupa...quem não paga: - Só em teoria quando aumentam os preços dos bilhetes...a poupança é maior. 

A realidade é outra: os gestores, ao fecharem as portas gratuitas aos portugueses na mira de mais receitas, cortaram a ligação e os sentimentos de amor pelos locais. Os estrangeiros tornaram-se no mealheiro apetecível.

E se não estivermos atentos, com base nas estatísticas invocadas, ainda podem querer acabar com o direito dos sintrenses, que agora já têm de entrar até às 13 horas.

"Os portugueses que se lixem", interpretamos nós.


Excelente imagem do Palácio Nacional da Pena a partir de Santa Eufémia (gratuita para todos)

Em Janeiro deste ano, o presidente do conselho de administração da PS-ML enfatizou que as visitas em 2013 tinham ascendido a 1,7 milhões (93% estrangeiros) mas não se conhecem preocupações por só 7% serem portugueses (cerca de 119.400).

Há quem goste. Deste lado, ficaria mal se nos transformássemos em avisados porta vozes ou oficiosos explicadores daquilo a que os responsáveis não respondem.

De que não restam dúvidas é que os Palácios de Sintra, Queluz e Pena continuam a ser nacionais, pelo que TODOS os portugueses continuam a ter o direito de os visitar gratuitamente, nem que seja um só dia por semana!



Nota de rodapé:

Por certo, dentro da mesma óptica de aumentar receitas, é compreensível que para recentes concertos da Temporada de Música - Tempestade e Galanterie, no Palácio de Queluz 2014, as gratuitidades (ou nomes afins) também tenham sido eliminadas.