quinta-feira, 30 de junho de 2011

SINTRA 2007/2011 - 1354 DIAS À ESPERA DO FONTANÁRIO...

  Até quando este espaço, onde estava a fonte, se manterá vazio?
 
 

Esta fonte é nossa, faz parte do nosso património histórico, merece o maior respeito

Hoje, passados cerca de 1354 dias sobre a data em que os serviços camarários recolheram  a estrutura não danificada, alegadamente para a "concepção da cantaria em falta", continuamos sem nada saber sobre a centenária fonte neo-manuelina da Estefânia (*).

Por falta de resposta adequada,  hoje escrevi ao Senhor Presidente da Câmara Municipal de Sintra solicitando-lhe que "desenvolva directamente o que se tornar necessário para saber-se onde está efectivamente a estrutura do fontanário, fase de recuperação, para quando a previsão da recolocação e a quem devem ser atribuídas eventuais responsabilidades pelo atraso na recuperação".
 
É um património histórico de Sintra que se exige seja reposto no seu legítimo local.

Não deixaremos de contar os dias.


(*) - Pede-se a quem possa ver, em qualquer lado, uma peça pétrea semelhante à parte superior aqui apresentada, o favor de o indicar.



segunda-feira, 27 de junho de 2011

TURISMO DE SINTRA (II) - CIRCUITO DA PENA


Precisamos, inequivocamente, de gestores atentos à boa imagem sintrense, para que os pequenos problemas sejam resolvidos com facilidade.

O turista de Sintra não é o veraneante de bermudas.  Em condições normais, face à publicidade feita na imprensa nacional e estrangeira, é expectável que seja da classe média para média alta ou mesmo alta, tentando recuperar os  mercados americano e alemão. Temos segmentos que vão para o IBIS e outros para Penha Longa.

Isso obriga-nos a padrões de bem receber, ofertas seleccionadas, higiene pública, qualidade ambiental e, essencialmente, transparência nos custos, para que os visitantes possam ser arautos de Sintra nas terras onde vivem, constituindo a melhor e mais barata publicidade. 

No entanto, a menos que não saibam (o que é pouco admissível), o que vou relatar passa-se há anos e já foi por mim abordado na imprensa local. Alguma distracção pode estar a afectar os responsáveis pelo turismo, pois não agarram o problema.

Que se saiba, nem responsáveis camarários, nem os serviços ligados à Defesa do Consumidor, deram passos para corrigir uma situação praticada pela transportadora que, instalada em Cascais, faz umas carreiras em Sintra,  entre elas a que se pode chamar de "galinha dos ovos de ouro" que é o Circuito da Pena.

Quem chegue a Sintra e, junto da estação da CP ou no Centro Histórico, apanhe a carreira 434 para visitar o Palácio da Pena ou o Castelo, é obrigado a pagar 4,80 euros, alegadamente por tratar-se de bilhete único de Ida e Volta.

Como utente,  porque não regressa, tem o direito de só adquirir um trajecto.  Nah! Só pode adquirir um bilhete de Ida e Volta! Mesmo que não volte...

Se estiver na Pena e quiser descer até à estação, aí sim, já pode adquirir um bilhete só de Volta, pagando 2,70 euros!!!

É inacreditável esta dualidade de critérios que colide com os direitos do consumidor.

Regressa a casa, ao seu país, encantado com Sintra. Até pode ter visto algum autarca usando bermudas ou escutado uma história mal contada sobre um lorde inglês, mas não esquecerá que foi obrigado a pagar uma viagem de Volta que não fez.

Situações como estas deveriam acabar de vez, principalmente por serem oponíveis ao prestígio de Sintra, que nada ganha com o negócio, nem ajuda ao PIB do concelho.

Numa época em que se fala de marketing territorial, não está mal.


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BILHETES VENDIDOS NO AUTOCARRO
PREÇO

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Bilhete Circuito da Pena
4,80 €
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Bilhete Circuito da Pena Volta
2,70 €

domingo, 26 de junho de 2011

sábado, 25 de junho de 2011

CURIOSIDADES...

Aviso à navegação...uns instalados...outros à espera de subir...

Montague Strait (AK)

quarta-feira, 22 de junho de 2011

EDUARDO LACERDA TAVARES, UM HOMEM BOM

No passado sábado, com a cerimónia da atribuição do nome do Dr. Eduardo Lacerda Tavares à Rotunda em frente do Palácio da Justiça de Sintra, foi recordado o distinto munícipe sintrense.

Eduardo Lacerda Tavares foi um Homem Bom. Perdoarão os seus familiares que diga ter sido um Homem muitas vezes demasiado bom.

Sempre disponível para apoiar os carentes sem coragem de pedir, quantas vezes estendeu os seus sentimentos mais nobres para alguns que, com coragem para pedir nem sempre eram carentes. 

Pela certa sofreu desilusões pela sua entrega tão total e magnânima aos outros. Mas nunca deixou de ser um entusiasta pelas causas mais nobres.

A vida do Homem de Direito foi sobejamente rica e reconhecida, mas ele apreciava muito mais a vida humanitária e a ela se dedicou com o maior empenho e disponibilidade.  

Sintrense distinto, Eduardo Lacerda Tavares foi Vereador da Câmara Municipal de Sintra.

Da mesma Câmara que, até ao momento, no seu chamado site, não fez uma única e pequena alusão à Cerimónia de sábado.

Eduardo Lacerda Tavares era mesmo um Homem Bom.

Fernando Castelo

segunda-feira, 20 de junho de 2011

PARQUES DE SINTRA ESPERAM POR SI (*)

É PRECISO ACREDITAR...

Ontem reuni vontades e voltei à Serra de que guardo tantas memorias.

Fui à Pena, aos Lagos, mas o meu coração estava com o Chalet da Condessa D'Edla.

Que belo está tudo por lá. Como fantástica tem sido a recuperação do tão histórico património, deixando-nos avaliar a destruição de que foi alvo enquanto nos reaviva a memória daqueles momentos dramáticos a que se seguiu o abandono.

Que culpa teve a Condessa D'Edla de ser amada e ter amado naquele espaço?

Caminhos arranjados, flores bonitas e raras, edificios recuperados, belíssimos cavalos de trabalho importados mas que parecem ter nascido para viver ali, tudo a completar o sonho do nosso Parque da Pena.

Como nada devo à Empresa Parques de Sintra Monte da Lua, a qual a mim ainda menos deve, estou à-vontade para dizer umas palavras sobre o que vi e apreciei.

Justificou-se plenamente que em 2007, após importantes actos de reabilitação de edifícios e jardins, o Estado tenha delegado na PSML poderes únicos para representar na Unesco a Paisagem Cultural de Sintra. Não havia outra alternativa.

A PSML, de forma eficiente e responsável conseguiu assumir-se como a determinante entidade credenciada para o turismo de Sintra e meteu-se à obra.

À incapacidade camarária para criar parques periféricos de estacionamento e, ainda, desenvolver projectos para mais fácil acesso à Serra (a Câmara saberá porquê...) que ajudariam o turístico no Centro Histórico e nos diferentes polos de atracção, a PSML respondeu com a oferta de mais áreas de estacionamento para os seus visitantes.

Mais visitantes nos parques da Serra foi o resultado obtido por quem soube ver, estudar e resolver os problemas. Em contrapartida, no Centro Histórico temos filas intermináveis de carros, sem que os seus passageiros ponham os pés em terra.

Mas vamos ao Chalet da Condessa D'Edla:

A beleza do Chalet da Senhora Condessa

Sala em boa fase de recuperação

Escada interior reconstruída

Não perca estes imponentes fetos arbóreos juntos ao Chalet

O caminho oferece imagens como esta

Os poderosos cavalos de trabalho

Imagens e realidades como as que vi fazem-me acreditar no futuro de Sintra.

Felicito a Empresa Parques de Sintra Monte da Lua pelo esforço desenvolvido na recuperação e dignificação do Património Cultural Sintrense, sem demagogias.



(*) Embora a Câmara dê pouca divulgação, os munícipes de Sintra, comprovando-o (pode ser o documento de eleitor), têm entrada gratuita aos domingos de manhã.

É a grande oportunidade de muitos munícipes, que no seu dia-a-dia se deslocam em sentido oposto, alterarem o seu caminho habitual e deslocarem-se para Sintra e seus Parques.


quarta-feira, 15 de junho de 2011

"UTILIZAÇÃO ADEQUADA" DO ELÉCTRICO...

Há divulgações, de carácter oficial, que por vezes nos fazem pensar.

A Câmara Municipal de Sintra, no seu chamado site, a propósito do eléctrico regressar aos "carris", resolveu apelar "à utilização adequada deste ex-libris de Sintra enquanto património histórico que importa preservar e legar, em plenitude, às gerações futuras".

A frase é bonita e tem estilo adequado à campanha turística em curso, pelo que "puze-a" como lembrete, para mais tarde recordar algum ministeriável.

No entanto, confesso não entendê-la e é pena que a Câmara não tenha sido mais precisa na mensagem que quis divulgar, ajudando à interpretação do que é "utilização adequada", uma vez que, salvo melhor opinião, são possíveis diversas interpretações.

Sou do tempo (e que saudades tenho...) em que no eléctrico se transportavam compras e produtos, cestos de verga e alcofas onde uma condenada galinha deitava a cabeça de fora, ou os farnéis para um domingo bem passado. Essa era uma das vertentes históricas do electrico, a que hoje não assistimos.

Claro que é bonita a preocupação camarária com o património histórico que é o eléctrico, cuja recuperação recente - diga-se - não suportou, beneficiando do mecenato de 2.500.000 de euros que a Multi-Development disponibilizou por altura das obras do antigo Feira Nova.

A mesma Câmara, há 1338 dias, retirou do Largo Afonso Albuquerque, na Estefânia, em Sintra, segundo dizem para recuperação, uma parte da centenária fonte que lá existia, mas ainda não recolocou esse património histórico no local adequado.

A menos que os utilizadores do eléctrico, entre os quais me incluo, na perspectiva da Câmara Municipal estejam eivados de más intenções e práticas que possam ofender o património, tonando por referências alguns actos praticados nos últimos tempos mas desconhecidos da opinião pública. 

Na realidade, nestas coisas, é bom haver muita clareza nas expressões...

domingo, 12 de junho de 2011

SINTRA - SITE CAMARÁRIO e ZONA VERDE EM RIO DE MOURO

RIO DE MOURO COM MAIS UMA ZONA VERDE E PARQUE INFANTIL (2)

A frequência com que saem notícias truncadas no chamado site da Câmara Municipal de Sintra começa a ter contornos de preocupação.

Não interessa se é A ou B, mas importará responsabilizar-se quem passa notícias para difusão, quem lhes garante a sequência e, finalmente, quem responde por elas.

Se as notícias são divulgadas sem suporte interno, a coisa é grave. Se são enviadas para publicitar sem que correspondam à realidade (para não dizer à verdade), então estamos perante formas que iludem os residentes, munícipes e visitantes do site.  

Já aqui relatamos a notícia incorrecta sobre o encerramento da Assembleia Municipal onde se discutiu o tema da Saúde (p.f. ver artigos de 29.3.2011 e 2 e 4.4.2011).

Em 31.05.2011, o blogue TudoSobreSintra referiu a falta de rigor do site ao anunciar a presença do Sr. Presidente da Câmara numa conferência onde não esteve (http://tudosobresintra.blogspot.com/2011/05/falta-de-rigor-da-pagina-da-camara-de.html ). 

Temos agora outro caso.

Uns dias antes das eleições, o site camarário, com o título "RIO DE MOURO COM MAIS UMA ZONA VERDE E PARQUE INFANTIL", informou que as "obras de construção arrancam já no próximo dia 6 de Junho".

Até hoje nada do anunciado se concretizou no que concerne a "obras".

No entanto - e pasme-se - no dito site, consta que "as obras de construção arrancaram no dia 6 de Junho" !!! Inacreditável...

 


As imagens hoje recolhidas provam, a quem tiver dúvidas, que tudo está na mesma, pelo que o texto aqui escrito em 7 deste mês corresponde totalmente à verdade.

É visível que não há obras em curso

Não fosse o colchão e o lixo, o sofá faria parte do acto inaugural 

Outra perspectiva das "obras que arrancaram"...

Já é altura dos responsáveis autárquicos tomarem as medidas adequadas para que estas situações não ocorram, uma vez que, sob vários riscos, não lhes podem ser indiferentes.

Nem são precisas horas extraordinárias.



  

sexta-feira, 10 de junho de 2011

PARA VÓS, PORTUGUESES, POR ESTE MUNDO FORA...

Hoje é um dia muito especial para todos os portugueses espalhados pelo mundo.

Tenho-os encontrado em todo o lado, desde as montanhas inóspitas do Canadá até à Nova Zelândia. Um deles, deu a vida ao serviço das tropas neozelandesas na primeira grande guerra, constando o seu nome no Museu de Auckland.

Ainda uma saudação fraterna para os descendentes de portugueses, permitindo que cite o exemplo dos que, na Malaysia, especialmente em Malaca, continuam a preservar a nossa língua e costumes:

Agora com pavilhão malaio, é uma antiga nau portuguesa

O escudo português ainda se vê em Malaca, junto à igreja de S.Pedro

A antiga fortaleza portuguesa é conservada em Malaca

Também não posso esquecer os meninos portugueses que, em Munique, numa passagem pedonal,  fizeram uma bela pintura com mensagem na língua de Camões: "O futuro é uma astronave que tentamos pilotar, não tem tempo nem piedade, nem tem hora de chegar". Obrigado por tanta confiança.



Por cá ou longe da Pátria, todos nós, com o coração nas mãos e os sentimentos mais nobres, vivemos o dia de hoje na esperança de que o nosso futuro colectivo seja digno dos antepassados.

Desejo, com um abraço, que passem um bom dia de Portugal de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Fernando Castelo

quarta-feira, 8 de junho de 2011

SINTRA - HISTÓRIA DE UM FONTANÁRIO

Na freguesia de S. Pedro, onde resido, existe o que, segundo pesquisas feitas, será um dos mais antigos fontanários de Sintra, se não mesmo o mais antigo.

Da sua tão longa história, gostaria de relatar uma das peripécias.

Quando ainda valia a pena os munícipes participarem na vida colectiva, seguindo um velho hábito meu intervim na Assembleia Municipal de 26 de Junho de 2001 (quase há 10 anos) e, num dos pontos para apreciação, referi a "falta de respeito de que é vítima a figura do Sr. Dr. José Diniz de Oliveira, de todos conhecido e o desprezo a que votaram um rico património histórico do Concelho".

Dr. José Diniz de Oliveira, que era o Presidente do "Senado" de Sintra em...1781!!!

Deputados e Vereadores, além da Senhora Presidente da Câmara, entreolharam-se, receando eu que julgassem tratar-se de um novo militante de qualquer das forças partidárias presentes. Para ajudar, anexei à intervenção a página que segue, pelo que, momentos depois, o ambiente estava normalizado. Ficou a dúvida: - onde seria?
Os tempos passaram, seguiram-se muitas insistências, mas um dia, e que dia para a história que estou a relatar, a fonte retomou a sua imagem histórica.

Deve-se à antiga Vereadora Engenheira Guadalupe Gonçalves a sensibilidade e o gosto pela recuperação, facto que nunca esquecerei.

Ainda lá está bonita, tem a sorte de ter pessoas junto dela e que a preservam.

Agora, mostro-a tal como a tenho visto:


Nesta fonte, de 1781, pararam reis de Portugal no seu caminho para Sintra. Talvez tenham bebido das sua águas, que hoje não correm sem se saber porquê.

Fica na Charneca, que o mesmo nome deu à fonte, logo abaixo de Ranholas.

É um monumento que deveria ser incluído num Património Municipal protegido.

Aqui lhes deixo mais duas imagens:




Visitem-na. Apreciem a sua valioso cuba de lioz. Guardem-na na memória. Nunca se sabe o que um dia, qualquer (ir) responsável, lhe poderá fazer. 

É ali mesmo ao lado do IC19, na antiga Estrada de Sintra.



terça-feira, 7 de junho de 2011

ZONA VERDE E PARQUE INFANTIL EM RIO DE MOURO

Pois é verdade...ou antes...não foi verdade!

São as noticias e os políticos que temos.

Na passada semana, o chamado site da Câmara Municipal de Sintra, com o título "RIO DE MOURO COM MAIS UMA ZONA VERDE E PARQUE INFANTIL", divulgava mais um "jardim e parque infantil", "cujas obras de construção arrancam já no próximo dia 6 de Junho".

A propaganda, curiosamente uns dias antes das eleições, cumpriu instruções muito específicas que envolveram patamares, plataformas, jardim, ciprestes e, até um miradouro. Isto para não falar em estacionamento ordenado.

Pois é verdade...bem, diga-se a verdade: Hoje, dia 7, nada tinha arrancado, como as fotos mostram.




Enfim, que se pode dizer mais?

sexta-feira, 3 de junho de 2011

E AGORA? NO PAÍS...APARENTEMENTE...SEM DONOS

Na campanha eleitoral que hoje termina, poucas vezes se ouviu falar nas questões fundamentais que conduziram à gravíssima situação que os portugueses hoje vivem.

Aos quase chamados heróis da democracia, tem faltado sempre um pequeno pormenor que faz a diferença, como seja, em que tipo de democracia hoje vivemos. Vivemos numa democracia construída à imagem dos interesses das camadas mais poderosas.

Quando se fala do regime anterior, é frequente dizer-se que era repressivo, mas omite-se que era um regime ao serviço dos monopólios. Hoje, na dita democracia construída, são à mesma os grandes grupos económicos e os banqueiros que determinam a economia.

Pelo anteriormente dito, não causa estranheza que os principais partidos se tenham empenhado em confrontos verbais entre si, fingindo estar uns contra os outros, quando o espírito de classe é praticamente o mesmo.

Ora, a actual crise económica por que passamos, também o é como política, já que assenta na condenável perspectiva da "alternância do poder", onde a seguir a cada acto eleitoral se pretende legitimar quem vai bater nos mais desfavorecidos.

Infelizmente, não vimos mais uma vez grandes sugestões ou desenvolvimentos  para solucionar os problemas que vivemos, as quais teriam de passar - entre outras - por alterações ao quadro vigente em várias matérias estruturais.

É estranho que nenhum dos partidos com eleitos previstos, tenha admitido ou feito a defesa da substituição do actual Método d'Hondt para apuramento de deputados, quando seria mais equitativa a aplicação de um método proporcional, abrindo a porta a novas forças políticas.

Por outro lado, sabendo-se de como a corrupção mina o sistema democrático, nenhuma força apareceu a defender, com unhas e dentes, o combate firme e rigoroso à mesma.

Da mesma forma, tendo em conta a tal ética democrática, nenhuma força política fez bandeira que garantisse aos portugueses a tomada de medidas altamente punitivas contra os agentes activos da economia paralela, aqueles que recebem sem emitir recibos, e agentes passivos que, para fugir aos impostos, colaboram no esquema. E isso são 25% da economia...

A ver se me faço entender: Se a economia não estivesse a ser afectada por várias situações inaceitáveis, os portugueses cumpridores não estariam agora à beira de elevados sacrifícios, cuja dimensão estamos longe de imaginar.

Depois, vinculando um espírito de classe política, ninguém apareceu a pretender um limite máximo de mandatos, concomitantemente entre os vários órgãos, impossibiltando os salta-pocinhas que andam de Câmara Municipal em Câmara Municipal, de Assembleia em Assembleia, conseguindo assim perpetuar-se em cargos públicos.

A ocupação de cargos políticos no máximo de oito anos teria efeitos moralizadores na sociedade portuguesa e contribuiria para uma maior confiança na actuação dos eleitos.

Estamos, pois, numa encruzinhada onde os caminhos são cada vez mais estreitos ou alargados, consoante a classe que os utiliza.

Os políticos, santinhos, que se mostram tão solidários e amigos dos desfavorecidos, são os mesmos que  querem as suas reformas vitalícias e, infelizmente, até aceitam subsídios para integração na vida civil, quando saem da Assembleia com idade de reforma.

Que democracia tem sido esta que tornou a sociedade tão divergente?

No tenebroso comboio dos politicos portugueses, a máquina tem puxado a carruagem dos incompetentes, arranjado bons assentos e garantias de futuro risonho em poucos anos para uns quantos, oferecendo aos trabalhadores produtivos um futuro cada vez mais negro.

Essa gente tem-nos individado, tem usado a nossa riqueza para os mais diversos fins afastando-se do rigor da equidade e distribuição da riqueza. Esses politicos têm de acabar.

Em nome da democracia, passámos a ter donos do país...

Receio que não seja desta que o país retome a sua história.


quinta-feira, 2 de junho de 2011

CONHECE O PASSIVO (EXIGÍVEL) DE SINTRA?

Segundo o DN-Economia de hoje, no seguimento do acordo com a TROIKA, as contas públicas irão ser rigorosamente controladas, entre elas as dos municípios.

Tal exigência, se cumprida pelo governo que se segue, poderá contribuir - pelo menos temporariamente - para umas pontas de moral pública na aplicação dos dinheiros municipais, com a sociedade a beneficiar deles directamente em vez de servirem, tantas vezes, como  encobertas fontes de "investimento" na captação de votos.

Na verdade, mesmo sem TROIKA, às forças políticas, nomeadamente às da oposição ou que vestem essa camisola em certas alturas, incumbiria - se nisso tivessem gosto e vontade - que divulgassem regularmente os grandes destinos do nosso dinheiro.

Para os cidadãos, não seria indiferente conhecer-se a acumulação de subsídios e outras comparticipações com rótulos diversificados, espalhados por instituições particulares ou associativas, estas em boa verdade propriedade dos sócios.

E como estas coisas, umas vezes de difícil acesso, outras mais ou menos encobertas, se sucedem com frequência, os munícipes vivem num quase total desconhecimento da realidade municipal em vários domínios, entre eles o financeiro.

Por exemplo, experimentem aceder ao chamado site da CM de Sintra e consultar as "Deliberações-Propostas aprovadas". Umas vezes os valores são omitidos, outras indicados.

Nas aprovações da última Sessão camarária, lê-se uma a "atribuir Subsídios aos Clubes Desportivos do Concelho", omitindo o valor de 307.500 euros, enquanto que outra, a "atribuir Subsídios a Associações Juvenis" já cita 30.500 euros. Esta a informação fornecida.

Colocaria ao leitor a seguinte pergunta: Sabe, porventura, quanto é que os munícipes de Sintra devem a terceiros? Sim, porque serão eles a pagar os empréstimos e as dívidas.

Bem, em 2005 (ano de eleições) era de 94,7 milhões de euros; em 2006 baixou para 93,9 milhões; em 2007 baixou ainda para 89,6 milhões; em 2008 subiu ligeiramente para 90,9 milhões, mas em 2009 (de novo ano de eleições) chegou aos 96,5 milhões.

Notar-se-á que nos anos de eleições subiu sempre, o que induz ao recurso a investimentos para o sucesso desejado, umas obras e muitos milhares distribuídos em subsídios e outras figuras, com as dívidas a transitar para exercícios seguintes. 

Claro que quem não queria a TROIKA por cá, saberá das suas razões. Mas resistir em nome da dignidade ou independência nacionais, hoje em dia já é pouco.

Uma pergunta fica no ar, esperando que alguém se atreva a responder: 

Qual o Passivo (exigível) da Câmara Municipal de Sintra, em 31.12.2010? 

Aceitam-se palpites...




 Pelo seu interesse, recomendo a página do Tribunal de Contas dos Municípios Brasileiro:
http://www.tcm.ba.gov.br/

quarta-feira, 1 de junho de 2011

DIA MUNDIAL DA CRIANÇA



Este menino vive na floresta, na tribo K. que o recolheu quando os pais abalaram.

Entre montanhas, onde panteras e pumas também são ameaça, esta é uma criança quase indefesa e sem acesso às condições mínimas a que tem direito. 

Tão difícil foi lá chegar. Valeu a pena, para melhor avaliar como, nos dias de hoje, ainda vivem tantas crianças.

A grande ansiedade daquele dia foi o bolo que se repartiu por todos. 

Junto dele, não pude deixar de fixar o misto de ternura e tristeza do seu olhar.

É contra esta realidade que todos nós, adultos, estamos obrigados.

Neste Dia Mundial, escolhi este menino como símbolo dos milhões que, por esse mundo fora, continuam ao sabor de governos e maus políticos que, hipocritamente, talvez se lembrem deles apenas hoje.

A Declaração dos Direitos da Criança, adoptada pela Assembleia das Nações Unidas em 1959, deveria ter sido aplicada ontem, respeitada hoje e garantida para o futuro de todas as crianças, independentemente dos continentes, raças e religiões.

Com o desenvolvimento harmonioso das crianças, os adultos serão mais livres.